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Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Category: Quadrinhos (Page 1 of 65)

Setor Industrial chega pelo selo Kong Comics

O roteirista Carlos Macedo e o desenhista Luan Zuchi informam que a HQ Bem- Vinda ao Setor Industrial está disponível gratuitamente em kongcomics.com. As cores da capa são de Luciana Lain.

A obra foi financiada através do edital FAC Digital RS, parceria entre o Pró-Cultura RS/FAC (Fundo de Apoio à Cultura) e a Universidade Feevale.

Ambientado em um futuro distópico, o quadrinho conta a história de Daiana, operária de uma fábrica de naves, tentando ajudar Rute, uma jovem que se perdeu enquanto visitava o planeta industrial. As diferenças entre as duas são apenas um dos obstáculos que elas encontrarão pelo caminho.

Os autores participarão de uma live de lançamento no dia 23 de setembro às 20 horas no BlogBuster. O bate papo terá mediação do roteirista de quadrinhos, Fabio Mesmo.

Para ler gratuitamente, clique aqui.

Sobre os autores:

Carlos Macedo é escritor, professor de inglês e tradutor. Formado em Letras, participa do Curso Livre de Formação de Escritores da Metamorfose. Estreou nos quadrinhos em 2019 com o Zine Relacionamento a Distância, em parceria com a Ilustradora Mariana Couto. Teve contos publicados nas coletâneas Pequenas Histórias de Porto Alegre, Halloween (ambas em 2019) e Diálogos (2020).

Luan Zuchi é quadrinista e ilustrador. Formado em Design, publica quadrinhos independentes desde 2013. Em parceria com o roteirista Luciano Ribeiro, publicou Comandante Key (Vol. 1, 2 e 3). Em Esperando o Mundo Mudar, ilustrou o roteiro de Guilherme Smee. Participou da HQ coletiva Lady Horror Show em 2016. Entre 2018 e 2020, atuou como ilustrador no jornal Pioneiro de Caxias do Sul.

Ménage, a HQ que vai trazer prazer pelo Catarse

Ménage é a nova HQ que chega em dezembro, produzida com uma mistura luxuriante de três artistas com estilos distintos: Germana Viana, Laudo Ferreira e Marcatti.

E como juntar um anarquista escatológico, uma feminista libertina e um monge libidinoso e transformá-los com seus estilos únicos na essência de uma revista adulta mensal gostosa?

A resposta é um delicioso desafio: a cada número, cada artista desenvolverá uma pequena HQ – à sua maneira – a partir de um tema comum. Na edição de estreia, esse tema será: ARMÁRIO.

Germana Viana, Laudo Ferreira e Marcatti produzem a revista adulta Ménage

A campanha de financiamento coletivo está a pleno vapor no principal site de financiamento de quadrinhos nacional, o Catarse: https://www.catarse.me/menage

As recompensas para quem apoiar desde já o projeto vão desde a versão impressa da revista até um pacotão com quadrinhos dos três autores. 

A proposta de Ménage é oferecer uma revista periódica por um preço acessível, começando pelo lançamento de dezembro de Ménage 01 – Armário. Confira, e se você tiver mais de 18 anos, apoie!

SERVIÇO

Ménage 01 – Armário
Formato: 15,5 x 23 cm
24 páginas em P&B
Capa colorida
Preço: flexível, com diferentes modalidades por financiamento coletivo
Lançamento: Dezembro de 2020

OS AUTORES

GERMANA VIANA
Gibi de Menininha, Patrícia, Só Mais Uma História de uma Banda 
https://www.instagram.com/germana_fazgibi/
http://germana.iluria.com/ 

LAUDO FERREIRA 
Yeshuah, Cadernos de Viagem, Zé do Caixão 
https://www.instagram.com/laudoferreira/ 
https://laudoferreira.com/loja/ 

MARCATTI
Frauzio, R.D.P., A Relíquia
https://www.instagram.com/marcatti_hq/ 
http://www.marcatti.com.br/loja/index.asp        

Undiscovered Country: um país incógnito

Por Júlio Black

Uma das coisas que mais gosto na dobradinha ficção-científica+distopias é que elas aceitam (quase) tudo. Se você souber contar uma boa história, ter começo e meio e fim, bons personagens, roteiro amarradinho, premissa interessante, não ofender a inteligência do público, dá para colocar comida feita a partir de petróleo, viajar mais rápido que a luz, ter macacos falantes ou entrar numa cabine telefônica e ir parar no futuro distante.

Pois foi com esses paranauês na cachola que resolvi embarcar na leitura de “Undiscovered Country”, uma das novas séries mensais da Image Comics que fechou seu primeiro arco neste distópico 2020.

O projeto saiu das cabeças alucinadas de Scott Snyder (“Batman”, “Vampiro Americano”) e Charles Soule (“Demolidor”, “Darth Vader”), que chamaram para a empreitada o desenhista Giuseppe Camuncoli (“Darth Vader”), Daniele Orlandini para a arte-final e Matt Wilson para cuidar das cores. A série teve a primeira edição publicada pela Image em novembro de 2019, e o primeiro arco (seis edições) chegou ao fim em julho.

A história se passa em um futuro não tão distante, onde o mundo tem encarado algumas tretas de responsa, e um dos principais pagadores do pato são os Estados Unidos da América.

Depois de uma série de eventos que já antecipavam que tinha caroço naquela polenta (tipo construir uma gigantesca muralha com armamento pesado em volta de sua costa e das fronteiras terrestres), a Os EUA decide fechar as fronteiras para o mundo em 2029. É um esquema quem tá fora não entra, quem tá dentro não sai: todo o comércio e comunicações são suspensos, tratados são cancelados, isolamento oficial e adeus mundo.

Eles são melhores com muros do que com pontes

E assim passam-se três décadas, em que ninguém tem a menor ideia do que acontece no interior das fronteiras norte-americanas. Como resultado, o resto do mundo seguiu em frente e hoje está dividido em dois blocos políticos e econômicos antagônicos; para piorar, a humanidade corre o risco de ser varrida do mapa em poucos meses por causa de um novo vírus, Covid-20 o Céu, que mata rápido e não tem cura.

É nesse contexto de “o bicho tá pegando” que os Estados Unidos entram em contato com o resto do planeta pela primeira vez em décadas, oferecendo uma cura para o vírus Céu. Para isso, eles permitem que um grupo heterogêneo de pessoas escolhidas por eles (dois diplomatas, um pesquisador nerd que conhece tudo dos EUA, um militar, uma jornalista e um casal de irmãos – ele mercenário, ela epidemiologista) adentre o território norte-americano pela primeira vez desde 2029.

“Undiscoverd Country” não perde tempo e mostra no ato da matrícula o que aconteceu com os Estados Unidos nesses 30 anos. O helicóptero que transportava o grupo é derrubado logo nas primeiras páginas e nossos aventureiros ficam perdidos no meio de um deserto. Assim, eles descobrem que os Estados Unidos, na verdade, não existem mais. O que há pode ser definido como uma terra de ninguém dividida em facções e habitadas por criaturas mutantes (peixes e tubarões gigantes que andam na terra!) e veículos no estilo o-mundo-acabou-e-juntamos-essas-peças-pra-ver-no-que-dava com referências óbvias de “Mad Max” e “Máquinas Mortais”.

Não vamos entregar mais do que já foi entregue, mas podemos adiantar ainda que os sete “visitantes” são considerados a chave que dará o poder para um grupo ou, na visão da outra facção, fará com que a América do Norte volte a se unir e recuperar sua glória. Caberá a eles decidir se devem – ou não – se aliar a algum dos lados numa boa história que mistura aventura, suspense, violência, teoria da relatividade, drama, segredos, traições, reviravoltas, ação e (porque será?) um cadinho de pessimismo em relação ao nosso futuro não tão distante.

Ah, como no mundo real as barreiras vão sendo ceifadas pela tecnologia, o primeiro arco de “Undiscovered Country” já pode ser adquirido – em inglês – no seu site de compras on-line favorito, como Kindle Unlimited e comiXology.

Teocrasília: um Brasil tomado pela religião

O lançamento da editora Guará para o mês de julho propõe um mergulho em um futuro distópico, não muito distante.

Teocrasília, de Denis Mello, apresenta uma realidade obscurecida por uma bancada religiosa chamada “Divino Altar”, que domina o país e institui um regime teocrático, inquisidor e assustadoramente autoritário. 

Porém, quando a resignação e o dogma se tornam o espírito de um novo tempo, tudo o que resta aos descontentes é um outro tipo derivada de fé. É com essa fé que Vicky, Yuri e Gambino são uma frente opositora às autoridades e estão presos em uma trama cheia de reviravoltas e suspense.

Embora Teocrasília alerte sobre os malefícios causados à sociedade quando se abandona a democracia e o Estado laico, o quadrinho não se trata de uma crítica à religião, mas, sim, à prática comum de envolver líderes e membros de comunidades religiosas na política, o que por vezes resulta na imposição de dogmas e coloca em risco o país.

Durante o culto: Teocrasília expõe a mistura entre religião e política

A primeira edição de Teocrasília será lançada em versão digital e pode ser adquirida a partir de 24 de julho no site da Guará, no Kindle e também na plataforma Super Comics. A série será mensal com preço de capa convidativo: R$6,00 cada edição.

O autor
Vencedor de prêmios HQMix, com a obra Beladona, Denis Mello é especializado em HQs na Escola Europeia Superior de Artes Visuais (EESI) em Angoulême, na França. Teocrasília foi indicada ao HQMix 2019 de Web Quadrinho.

FOGO FATO tem lançamento online

Em tempos de pandemia onde a vida cotidiana (sensata) se tornou uma grande live, temos alguns programas que valem conferir como o lançamento da HQ FOGO FATO da quadrinhista Aline Lemos de 8 a 10/7 no seu instagram (@desalineada_).

FOGO FATO é uma história de ficção científica e fantasia urbana sobre amor e exclusão na cidade, com foco em representatividade LGBT e mobilidade urbana. A arte é produzida em nanquim com finalização digital. É a primeira HQ longa da autora e sua publicação foi financiada coletivamente com a ajuda de 164 apoiadores.

Na trama a cidade de Limiar vive uma intensa modernização sob o governo da Autoridade Ultra, que implantou o milagroso sistema de transportes Bondes. Apesar dos triunfos tecnológicos, Limiar sofre com os crescentes conflitos envolvendo a população de fantasmas que passou a povoá-la misteriosamente.

FOGO FATO acompanha a dupla de hackers Cris e Mina, uma pessoa encarnada e sua namorada fantasma, numa investigação sobre os incêndios que atingem os cemitérios da cidade.

O PROCESSO
“Comecei a escrever FOGO FATO em 2016, com a vontade de abordar conflitos atuais, como a exclusão social e a mobilidade urbana, na perspectiva da ficção científica e da fantasia. Minhas referências eram o cyberpunk feminista, o realismo mágico e principalmente o passado e presente brasileiros, temas que sempre me apaixonaram. Foi difícil realizar um projeto longo como esse, apesar de toda a paixão. Os trabalhos remunerados iam sendo priorizados, os meses se passando, e a cada convulsão política do país eu tinha certeza de que minha distopia se tornaria desatualizada. FOGO FATO fala das diversas formas de existir e amar em contextos de exclusão e violência. É uma história fantástica sobre a realidade de sobreviver juntos, apesar das opressões que afetam nossas subjetividades e limitam nosso poder de atuação.”

O EVENTO
Às 20h, durante três dias:

8/7: Lançamento da prévia e disponibilização do livro para venda online. No instagram da autora (@desalineada_);
9/7: Bate-papo com Aline Lemos e PJ Brandão, pesquisador de HQs, professor de roteiro e host do podcast HQ Sem Roteiro. No instagram da autora (@desalineada_);
10/7: Festa de lançamento com desenho ao vivo e discotecagem de Larissinha. No Zoom.

SERVIÇO
O livro impresso de FOGO FATO ficará disponível para venda com valor de R$ 20. São 80 páginas P&B, formato 15 x 21cm com capa colorida.

A AUTORA
Aline Lemos é quadrinista natural de Belo Horizonte. Desde 2014 produz publicações independentes e realiza oficinas sobre o tema.
Colaborou em A Folha de S. Paulo, A Zica, MÊS, Zine XXX e o portal Lady´s Comics, entre outros. Publicou sete fanzines e o livro
Artistas Brasileiras (Editora Miguilim, 2018), vencedor do prêmio HQ MIX 2019 na categoria Homenagem.

Site: www.desalineada.tumblr.com/fogofato
Instagram: www.instagram.com/desalineada_
Twitter: https://twitter.com/desalineady

SÓ MAIS UMA HISTÓRIA DE UMA BANDA em pré-venda

Começou esta semana a pré-venda da versão impressa de SÓ MAIS UMA HISTÓRIA DE UMA BANDA.

Uma HQ que lembra como era curtir um som nos anos 1990

Na trama, a banda de enorme sucesso nos anos 1990, CECÍLIA NÃO SABE CANTAR conseguiu o prodígio, em seu curto período de existência, de ser uma banda amada pelos alternativos e também pela galera pop. Mas, como quase todo grupo formado por personalidades brilhantes, terminou se separando.
Pessoas que conviviam com os integrantes, embora não saibam o motivo, dizem que o rompimento não foi bonito. Uma conceituada revista de música da época lançou o boato de que o vocalista Marcelo Carvalho e o guitarrista Raul Vieira brigaram por uma disputa de ego!
Quando Raul compôs uma música e Marcelo não quis colocar em seu segundo álbum, as coisas desandaram. Mais de vinte anos depois, um grupo de influencers, o Gramophone Plugado, convida Marcelo Carvalho, Roberta Bueno, Raul Vieira e os irmãos Mariana e Robson Mendes para um show de reunião do CECÍLIA NÃO SABE CANTAR. Agora, o que todo mundo quer saber é: eles conseguirão recuperar o que perderam naquele verão de 1998?

Esta HQ em formato físico terá mais páginas, porém nada que comprometa a sua leitura caso você tenha comprado a versão PDF na lojinha da quadrinhista Germana Viana:  http://germana.iluria.com/

Essas páginas extras funcionam como um agradecimento e um material de colecionador para quem comprar a versão impressa. 

A HQ tem formato de 15,5 x 23 cm, com 40 páginas p&b e capa colorida. E está disponível no https://www.catarse.me/historiadebanda

Sobre a autora:
GERMANA VIANA é quadrinista, nasceu em Recife/PE, mas já está em São Paulo tempo o suficiente para ter misturado os dois sotaques.
É autora de Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço 1 e 2As Empoderadas (vencedora do troféu HQMix categoria WebQuadrinhos), Só Mais Uma História de uma Banda e é coordenadora, editora e uma das autoras de Gibi de Menininha – Historietas de Terror e Putaria (Vencedor do troféu Angelo Agostini de Melhor Lançamento de 2018 e do HQMix na categoria Melhor Revista Mix de 2018), de Gibi de MenininhaO Faroeste é Mais Embaixo, Os Catecismos de Mama Jellybean e GdM Apresenta.

A autora participou ainda de diversas coletâneas, como: SPAMAmor em QuadrinhosCafé Espacial, Orixás: Renascimento Marcatti 40.  

God country (minissérie)

por Júlio Black

Um redneck texano com Mal de Alzheimer recupera a memória quando a arma mais poderosa do universo – uma espada de três metros de comprimento – cai em suas mãos, e decide que não vai devolvê-la ao seu dono, um onipotente deus de um reino moribundo.

Bem que poderíamos resumir assim a trama de “God Country”, HQ publicada pela Image Comics em 2017 e que descobri recentemente fuçando nesse nosso vasto mundinho digital.

“God Country” é uma minissérie (seis edições) que conta com o roteiro de Donny Cates, arte excepcional de Geoff Shaw, colorização também excepcional de Jason Wordie e se passa essencialmente numa fazenda lá no interiorzão do Texas.

O protagonista é Emmett Quinlan, um idoso viúvo e portador do Mal de Alzheimer, responsável uma série de aporrinhações na vida do filho. Ele sai sozinho pela estrada, agride pessoas, fica perdido, a polícia precisa dar um fim às tretas, porém seu filho não aceita colocá-lo num asilo, mesmo que isso coloque seu casamento numa sinuca.

E é justamente após o mais recente transtorno provocado pelo pai que a fazenda é atingida por um tornado; coisa normal, daqueles que deixam de prêmio um demônio gigante e… Valofax, uma espada de três metros de altura e que é a tal arma mais poderosa do universo. E que escolhe justamente o senil Emmett como seu campeão. Emmet recupera o vigor físico e suas memórias enquanto estiver de posse do artefato mágico.

Emmett Quinlan encontra Valofax e muda seu destino

Não demora muito para Emmett dar um pau no demônio e descobrir a origem de Valofax com a chegada de Aristeus, filho de Attum, senhor do Reino da Eternidade, Deus dos Reis etc. e tal. O garotão (quase quatro metros de altura) reclama a espada em nome do pai, que precisa dela para manter a integridade do seu reino moribundo e evitar que sejam esquecidos na poeira do tempo.

Ou seja: motivos não faltarão para o tradicional ‘o couro come, a criança chora e ninguém vê”, seja no Texas ou num reino além da imaginação dos meros mortais.

“God Country” poderia ser apenas isso, uma HQ de porradaria extrema entre um caipira e deuses ancestrais – o que já seria muito bom, aliás, pois as sequências de batalha são de chutar bundas. Mas Donny Cates inclui na história diversas reflexões sobre família, legado, memória, despedidas, sacrifício e redenção. Não é pouca coisa, se pensarmos bem.

Veja bem: Emmett não quer ficar com a espada porque fica poderoso pra dedéu e recuperou a memória. Ele sente que tem o dever de defender sua família, seu legado, as histórias que tinha para compartilhar com o filho, a neta.

Ao final, a luta por Valofax é pano de fundo para uma história sobre o legado que todos nós sonhamos deixar um dia, o amor e sacrifício que fazemos por nossas famílias. É por tudo isso que o fã de quadrinhos precisa procurar “God Country” que infelizmente não foi publicada ainda no Brasil, mas é fácil de encontrar em inglês em seu site de compras de quadrinhos digitais favorito.

6 motivos para assistir Snowpiercer na Netflix

Produção da TNT, Showpiercer estreou na Netflix no dia 17 de maio.

Em vez do tradicional sistema de maratona, os 10 capítulos estão sendo liberados a conta-gotas, um por semana.

Se você ainda não assistiu, veja seis motivos que o Papo de Quadrinho elencou para começar imediatamente.

1. É baseada numa HQ

Le Transperceneige (Snowpiercer: The Escape) foi publicada pela primeira vez na França em 1982 pela editora Casterman, com roteiro de Jacques Lob e desenhos de Jean-Marc Rochette.

Saíram duas sequências muitos anos depois: The Explorers (1999) e The Crossing (2000), com Benjamin Legrand no lugar de Jacques Lob nos roteiros. O quarto volume, Terminus, saiu em 2015 com novo roteirista, Olivier Bocquet.

Nos Estados Unidos, as HQs começaram a chegar em 2014, pela Titan Comics.

Você pode ler as três primeiras histórias no livrão que a editora Aleph lançou em 2015, com o ótimo nome de O Perfuraneve.

Lá fora, a Titan anunciou uma trilogia prequela e já colocou o primeiro volume à venda. Os demais estão programados para agosto de 2020 e junho de 2021.

2. Faz uma forte crítica social

A turma do fundão é tratada como animais

O pano de fundo da trama é um cataclisma ambiental que congelou a Terra. Os poucos sobreviventes (cerca de 3.000) se abrigaram num trem autossustentável que percorre o planeta todo sem paradas.

O problema é que o trem reproduz a desigualdade que existia anteriormente. Nos vagões próximos à locomotiva ficam os ricos, com direito a luxo, alimentação, educação, cultura e lazer.

Nos vagões do fundo, os pobres e miseráveis vivem aglomerados em condições sub-humanas, expostos à fome, crimes, falta de privacidade e violência policial.

Entre os extremos, os vagões do meio reproduzem as nuances da classe média.

3. Já virou filme

Chris Evans viveu o revolucionário Curtis na adaptação para o cinema

Em 2013, Snowpiercer foi adaptada para o cinema por Bong Joon Ho – ele mesmo, o diretor do premiado Parasita, em seu primeiro filme em língua inglesa.

O filme foi estrelado por Chris Evans (o Capitão América dos filmes da Marvel), Tilda Swinton (também trabalhou pra Marvel no papel do Ancião), John Hurt (de V de Vingança) e Ed Harris (de Westworld).

Por aqui, passou pelos cinemas em 2015 com o nome Expresso do Amanhã, e dá para assistir em Blu-Ray e no Amazon Prime.

4. São histórias diferentes…

O fundista Andre Layton (Daveed Diggs) precisa resolver um assassinato

Snowpiercer conta uma história diferente na HQ, no filme e na série, embora todos sigam o mote principal (a luta de classes) e conservem alguns elementos em comum.

Na HQ, a trama acompanha Proloff, que conseguiu fugir do fundo do trem e alcançou os vagões intermediários. Ele conhece a ativista da terceira classe Adeline e, no percurso para interrogatório, ficamos conhecendo os setores, classes e funcionamento do trem.

Em Expresso do Amanhã, Curtis (Evans) é líder do grupo do fundo que inicia a revolução mais bem-sucedida para tomar o controle do trem. No caminho até a sala de máquinas, ele vai se indignando com os diferentes estilos de vida dos passageiros.

Na série da Netflix, o fio condutor é a investigação de um assassinato na segunda classe. Os administradores do trem convocam o “fundista” Andre Layton (Daveed Diggs, de The Get Down), que era detetive antes do cataclisma, para solucionar o crime. O sistema de castas do trem é apresentado pelos olhos dele durante a investigação.

Então, mesmo que você já tenha lido a HQ e assistido ao filme, a série traz uma abordagem totalmente nova, sem desrespeitar o contexto original e com referências que são bacanas de pegar.

5. … porém interligadas

A HQ, o filme e a série parecem apenas variações sobre o mesmo tema, mas não são.

A Titan Comics publicou este infográfico provando que cada história se passa num tempo diferente e estão relacionadas.

Na cronologia de Snowpiercer, a série da Netflix se passa 7 anos após o cataclisma climático, o filme 15 anos depois e a primeira HQ em algum momento entre eles.

As adaptações se passam em tempos diferentes e estão relacionadas

6. E tem a Jennifer Connelly

Jennifer Connelly: linda e talentosa como sempre

Para você, veterano, que não acompanhou os últimos trabalhos dela, saiba que Jennifer Connelly continua tão linda e talentosa quanto em Labirinto (1986) e Rocketeer (1991).

Na série da Netflix, ela interpreta Melanie Cavill, administradora do trem.

A Última Dança: Um conto sensível e tocante em quadrinhos

A Última Dança, mais recente trabalho do brasiliense Wesley Samp, traz a história de Lalá, uma garota alegre que adora dançar, mas que precisará reaprender a sorrir após uma reviravolta em sua vida.

Um conto sensível e tocante, feito para todas as idades, a HQ será lançada oficialmente na CCXP 2019, de 5 a 8 de dezembro, em São Paulo.

Com 64 páginas coloridas, A Última Dança faz parte do universo de Os levados da breca, primeira webcomic do autor, que conta com outros dois livros: As filosofias de recreio de Paulo e Wes (2016) e Um começo (2017).

Ambas também estarão à venda na mesa do artista na CCXP (E 23-24). Após o evento, as HQs podem ser adquiridas na loja virtual do autor.

Wesley Samp começou sua carreira nos quadrinhos em 2007, com a webcomic Os levados da breca. Em 2014, criou o site Depósito do Wes, onde publica todos os seus quadrinhos online, incluindo a série Cada um com seus problemas!, que retrata, de maneira bem-humorada, os problemas do cotidiano como simpáticos bichinhos.

Com passagens pela revista Mad e diversos jornais no País, Wesley já publicou cinco livros independentes, sendo indicado ao Troféu HQMix por seu trabalho online e impresso.

Ilustradora trans lança livro autobiográfico em quadrinhos

Pequenas Felicidades Trans é um projeto autobiográfico da quadrinista e ilustradora Alice Pereira, que transporta para os quadrinhos a vida de uma mulher trans, em especial o processo de transição vivenciado pela artista. 

O projeto, que começou nas redes sociais, foi lançado em 2019 por meio de financiamento coletivo, ultrapassando a meta inicial. O livro surgiu a partir de um diário, que Alice transformou em quadrinhos pensando no público cis (quem não é transgênero).

Eu estava numa fase em que as pessoas estavam me conhecendo, eu já tinha me revelado para quase todo mundo, mas me faziam sempre as mesmas perguntas

A autora diz que se surpreendeu com a aceitação também do público cis.

Foi legal ter essa repercussão muito grande com as pessoas trans, que passaram a se identificar. Eu não imaginava que ia gerar tanta identificação

Apesar de todos os avanços, transgêneros e transexuais ainda são uma população muito marginalizada, dificilmente convidados a escrever, roteirizar ou até mesmo atuar em obras com a sua própria temática.

Como resultado, geralmente pessoas não trans contam as histórias de pessoas trans. Com isso estas obras acabam sempre repletas de clichês e visões estereotipadas, distante da realidade e das vivências desta população

Pequenas Felicidades Trans é um relato pessoal, escrito e desenhado com delicadeza e simplicidade, buscando despertar o entendimento e a empatia do leitor em relação a uma vivência trans.

Com esse entendimento, a quadrinista priorizou uma concepção visual geométrica e calcada na simplicidade do traço, utilizando elementos básicos. 

Foto: Valda Nogueira

Alice Pereira tem 44 anos e nasceu no Rio de Janeiro/RJ. Começou a estudar quadrinhos há 10 anos e, em 2016, lançou seu primeiro livro, uma história do petróleo em quadrinhos. Em 2019, publicou Pequenas Felicidades, obra lançada no Brasil e em Portugal.

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