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Estreia de Tartarugas Ninja desbanca Guardiões da Galáxia

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A nova incursão dos répteis mutantes no cinema faturou estimados US$ 65 milhões no fim de semana de 8 a 10 de agosto.

Apesar de ficar muito aquém da estreia dos Guardiões da Galáxia, foi suficiente para destronar o filme da Marvel em seu segundo final de semana.

Ainda assim, Guardiões mantém bom desempenho: os US$ 41 milhões faturados coloca o longa em pé de igualdade com outros blockbusters no mesmo período (segundo fim de semana), como Capitão América 2: O Soldado Invernal e O Homem de Aço, e à frente de Thor: O Mundo Sombrio e de O Espetacular Homem-Aranha 1 e 2.

Em apenas 10 dias de exibição, Guardiões da Galáxia já faturou R$ 175 milhões nos Estados Unidos.

“Guardiões da Galáxia” faz R$ 11,8 milhões na estreia brasileira

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O filme começou a ser exibido no País na quinta-feira, 31 de julho. Segundo a Disney, foram 850 mil espectadores. Apesar de ficar em primeiro lugar no fim de semana, está longe de ser uma boa estreia nos cinemas brasileiros.

Leia nossa crítica do filme aqui.

Na comparação com outras aberturas de 2014, Guardiões da Galáxia fica na 11º posição, atrás de (nessa ordem): Homem-Aranha 2: A Ameaça de Elektro, Noé, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, Rio 2, Planeta dos Macacos: O Confronto, Capitão América 2: O Soldado Invernal, Como Treinar seu Dragão 2, 300: A Ascensão do Império, Malévola e A Culpa é das Estrelas.

Bem diferente dos Estados Unidos: no mesmo final de semana, o filme faturou US$ 94 milhões e já é a terceira melhor estreia do ano.

Por outro lado, Guardiões da Galáxia teve melhor desempenho de estreia que Godizilla, Robocop e Transformers 4: A Era da Extinção.

Bilheteria EUA: “Guardiões da Galáxia” é a terceira maior estreia do ano

G2

Saiu há pouco a estimativa das bilheterias norte-americanas para o fim de semana de 1 a 3 de agosto. Guardiões da Galáxia faturou US$ 94 milhões e é a terceira maior abertura do ano, atrás apenas de Transformers 4: A Era da Extinção (US$ 100 milhões) e Capitão América 2: O Soldado Invernal (US$ 95 milhões).

Leia nossa crítica do filme aqui.

Com isso, o filme da pouco conhecida superequipe ficou à frente de franquias consagradas que ganharam sequências em 2014, como Godzilla (US$ 93,2 milhões), O Espetacular Homem-Aranha 2 (US$ 91,6 milhões) e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (US$ 90,8 milhões).

A estimativa é que Guardiões da Galáxia rendeu mais US$ 66,4 milhões na soma dos outros países que fizeram a estreia neste fim de semana. No total, o filme já estaria praticamente pago em apenas três dias (o investimento divulgado na produção é de US$ 170 milhões).

Crítica: Guardiões da Galáxia: O mundo pertence a quem se atreve

G1

Em respeito aos leitores do blog, este texto não contém spoilers

E não é que a Marvel conseguiu? Pegou uma equipe de super-heróis desconhecida até mesmo de boa parte dos leitores de quadrinhos; escalou um elenco em que os atores mais estrelados, Vin Diesel e Bradley Cooper, apenas emprestam a voz a dois personagens criados por computação gráfica; entregou roteiro e direção nas mãos de um diretor oriundo do cinema independente, James Gunn.

Chamar Guardiões da Galáxia, que estreou no dia 31 de julho no Brasil, de “aposta” é eufemismo. O termo correto é “risco”.

É claro que a Disney colocou sua máquina de propaganda para trabalhar. E a Marvel fez sua parte, voltando a lançar HQs da superequipe depois de pelo menos quatro anos.

Mas nem tanto dinheiro poderia comprar os elogios da crítica e dos exigentes fãs de quadrinhos. Nas redes sociais, é unânime a opinião favorável de quem já assistiu. No agregador de resenhas Rotten Tomatoes, o filme tem 92% de críticas profissionais positivas e 96% de aprovação da audiência.

Papo de Quadrinho faz coro à esmagadora maioria: Guardiões da Galáxia é inteligente, empolgante, divertido, (melo)dramático, cheio de referências. Um filmaço!

A trama

Peter Quill (Chris Pratt) é abduzido da Terra ainda garoto, logo após a morte de sua mãe, e se torna o ladrão espacial Senhor das Estrelas, menos notório do que ele imagina. Sem saber, acaba roubando um artefato desejado pelo ser mais poderoso do universo, Thanos (Josh Brolin).

Com uma mina de ouro na mochila e a cabeça a prêmio, começa mal seu relacionamento com a assassina Gamora (Zoe Saldana) e dois caçadores de recompensa: o guaxinim falante Rocky Raccoon (Cooper) e seu guarda-costas vegetal Groot (Diesel).

A confusão que aprontam em Xandar, planeta patrulhado pela Tropa Nova, leva todos para a cadeia, onde conhecem o irascível Drax, o Destruidor (Dave Bautista). Este inusitado grupo une-se para escapar da prisão levando consigo o artefato roubado. Mais tarde, eles descobrem o poder descomunal do objeto e compreendem por que Thanos, o rebelde kree Ronan (Lee Pace) e sua parceira Nebula (Karen Gillan) o desejam tanto.

Filme-homenagem

A história versa sobre a amizade, e como ela pode florescer nas situações mais improváveis. O fio que os une inicialmente – os propósitos egoístas – é substituído pelo que Senhor das Estrelas, Gamora, Drax, Rocky e Groot têm em comum: a dor da perda e uma sensação de não pertencerem a lugar nenhum.

O elenco afinadíssimo concorre para que essa premissa do roteiro funcione, e o destaque vai para o carisma de Bautista, ex-campeão de MMA e praticamente um estreante no cinema.

Guardiões da Galáxia é um filme-referência, ou melhor: um filme-homenagem. Aos 44 anos (a propósito, completados na próxima terça-feira, 5 de agosto), James Gunn espalhou pelo filme tudo aquilo que faz parte sua bagagem de cultura pop.

Há referências óbvias a Star Wars, em especial nas batalhas espaciais; a Os Suspeitos, na forma como os personagens principais são apresentados à audiência; a Indiana Jones, na “caça ao tesouro” e na cena em que Drax enfrenta Nebula; e também a De Volta para o Futuro e Footloose – uma piada recorrente da trama.

Mas é na trilha sonora que o diretor arrasa. A pretexto de mostrar a ligação de Peter Quill com a Terra, seu walkman (isso mesmo, aquele toca-fitas portátil) enche o filme com as músicas que sua mãe gravava para ele, todos hits dos anos 1970: de Marvin Gaye a Jackson 5.

Universo espacial

Guardiões da Galáxia é o último filme da chamada Fase 2, da Marvel, que vai culminar no segundo filme dos Vingadores no ano que vem. Como parte do coeso universo que o estúdio vem construindo no cinema, o filme dá sua contribuição de forma modesta.

Thanos, visto na cena pós-crédito de Os Vingadores em 2012, recebe mais atenção. O Titã Louco e seu papel no intrincado jogo de poder ficam cada vez mais eveidentes.

Mas a ligação com a mitologia cinematográfica da Marvel até então para por aí. Guardiões serve para inaugurar uma nova era, a era espacial. Comprova que o Universo Marvel, também nos cinemas, se expande além Terra, e que os asgardianos não são a única raça intergaláctica.

No entanto, o filme de Gunn é descompromissado, fechado em si mesmo. Não depende dos outros para existir e nem cria ganchos para as aventuras dos heróis de “primeira linha”. Como e quando estes mundos distintos irão colidir é o grande trunfo da Marvel para os próximos anos.

Senhor das emoções

Se Peter Quill é o Senhor das Estrelas, James Gunn é o Senhor das Emoções. Um diretor que arranca uma lágrima nos primeiros dois minutos de filme e um sorriso largo no terceiro merece toda a atenção.

Na primeira meia hora, Gunn já tem o coração do espectador nas mãos, e o coloca numa gangorra que vai do nó na garganta à gargalhada, tendo no meio a emoção da aventura.

Tudo o que era “risco” virou “acerto”: a equipe desconhecida, o elenco desconhecido, o diretor desconhecido. Como disse Chaplin, o mundo pertence a quem se atreve. Da última vez que a Marvel arriscou-se tanto, saiu o primeiro filme do Homem de Ferro (2008). O resultado daquela ousadia é mais do que conhecido.

Miniaturas “especiais” da Marvel e DC começam a chegar ao Brasil

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Conforme adiantado com exclusividade pelo jornalista e colecionador Eder Pegoraro na revista Mundo dos Super-Heróis 57 (nas bancas), a Eaglemoss está satisfeita com as vendas das coleções de figurines no país.

O próximo passo da editora britânica é lançar as chamadas figuras “especiais”, ou seja, aquelas que não fazem parte da coleção encontrada nas bancas: maiores (ou duplas), mais caras e vendidas exclusivamente na sua loja virtual.

Entre as novidades anunciadas estão, pela Marvel, Destroyer, Apocalipse, Mojo, Fanático, Arcanjo, Executor, Rino, Homem-Coisa, Ka-Zar, Manto e Adaga, Galactus e Sentinela – estas últimas com incríveis 20 cm de altura, o dobro de um figurine regular – e, pela DC, Apocalypse (anteriormente fornecido como brinde para assinantes), Darkseid, Antimonitor (também com 20 cm), Batman (com moto) e uma figura dourada do Superman.

A Eaglemoss já havia lançado por aqui duas figuras “especiais”: Hulk e Vigia. Das novidades anunciadas, algumas já se encontram à venda: Apocalypse, Destroyer e Sentinela. Cada uma custa aproximadamente R$ 60 (50% a mais que as regulares).

Novos tênis com heróis vintage da Marvel

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A divisão de licenciamento da Disney está fazendo um trabalho muito bom com a fase clássica da Marvel. Alguns exemplos recentes são os adesivos de parede da RoomMate, os ímãs da Ímãs do Brasil e as camisetas da Riachuelo.

Agora, a fabricante de calçados Sugar Shoes lança a coleção Marvel Comics com imagens icônicas do Hulk, Thor, Capitão América e Homem de Ferro.

Os tênis têm cabedal de lona e duas versões, com cadarço e elástico. A numeração infantil vai do 23 ao 32 (R$ 89,90) e a adulta, do 33 ao 42 (R$ 99,90).

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As lojas começam a receber os calçados nesta semana, inclusive as onlines Dafiti, Tricae e Mundial Calçados.

Para mais informações, o SAC da Sugar Shoes é o 0800-6422600.

Crítica: X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

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Atenção: contém doses leves de spoilers

A decisão do diretor Bryan Singer de unir duas gerações de heróis mutantes do cinema – os da primeira trilogia e os da franquia iniciada em 2011 em X-Men: Primeira Classe – foi, no mínimo, inusitada. E acertada, como os fãs poderão comprovar nesta sequência que entrou em cartaz na última sexta-feira (23) no Brasil.

O roteiro é adaptado da HQ homônima produzida por Chris Claremont e John Byrne nos anos 1980: num futuro sombrio dominado por robôs caçadores de mutantes, os Sentinelas, os poucos sobreviventes dos X-Men mandam um dos seus integrantes ao passado a fim de remodelar a História.

Neste futuro estão os personagens mais conhecidos do público – as versões mais velhas do Professor Xavier (Patrick Stewart), Tempestade, Homem de Gelo, Kitty Pride, Colossus e Magneto (Ian McKellen) – e também alguns rostos novos: Bishop, Blink, Mancha Solar e Apache.

É a época em que têm lugar as melhores cenas de ação. As batalhas contra os Sentinelas, avançadas máquinas de extermínio capazes de replicar qualquer poder mutante, são pura narrativa de quadrinhos.

No passado, vive o que sobrou do elenco de Primeira Classe: a versão jovem de Xavier (James McAvoy) e Magneto (Michael Fassbender), Fera e Mística. Aqui fica concentrada a parte mais dramática do filme. A pouca ação é compensada pela breve, porém marcante, participação do velocista Mercúrio.

Hugh Jackman é o único ator a interpretar o mesmo personagem, Wolverine, nas épocas distintas. É ele quem faz a viagem mental no tempo e tem a missão de impedir o assassinato que vai desencadear a supremacia dos Sentinelas.

Uma vez que a trama se desenrola quase toda no passado, o resultado de Dias de um Futuro Esquecido é muito mais um drama sobre pessoas do que uma aventura de super-heróis.

Mudança de foco

Pela primeira vez, um filme dos X-Men não coloca a intolerância como tema principal. Claro, a questão continua lá; a criação dos Sentinelas pelo cientista Bolivar Trask (Peter Drinklage) e sua aceitação por parte do governo têm como base o preconceito contra os mutantes e o temor de que venham a se tornar a raça dominante.

Mas X-Men: Dias de um Futuro Esquecido prefere concentrar-se numa questão mais humana: as escolhas que pessoas fazem todos os dias, e que modelam seu futuro e o de outras. Os protagonistas – Wolverine, Xavier, Magneto e Mística – precisam fazer suas escolhas, e sobre esta última recai a maior responsabilidade em relação ao futuro.

Paradoxo

Viagens no tempo sempre criam paradoxos. Ao final, muitos fãs podem se perguntar quanto da trilogia anterior ainda vale, o que se repetiu e o que deixou de acontecer na nova linha temporal.

Esse parece um nó difícil de desatar, e é provável que não se resolva. Ao corrigir o futuro, Bryan Singer aproveitou para consertar também a cronologia dos X-Men no cinema. Não foi 100% bem sucedido, mas amarrou algumas pontas soltas.

Ao que tudo indica, o diretor passa agora a olhar para frente e não deve investir mais energia em questões antigas. A cena pós-credito confirma o que ele revelou meses atrás: o próximo filme da franquia terá como focos o vilão Apocalipse e a origem da raça mutante.

A nova aventura dos X-Men no cinema deve agradar e desagradar partes iguais de fãs. Nesta última categoria estão os desapontados com a ação comedida, os que não aceitam as mudanças em relação à HQ original ou os que se incomodam com o protagonismo de Wolverine.

Bobagem. Dias de um Futuro Esquecido é um filmaço. Está mais alinhado com Primeira Classe do que com a primeira trilogia, tanto em termos de densidade do roteiro, quanto nas pequenas doses de humor. Mais alinhado com a proposta de Capitão América 2 – O Soldado Invernal do que com a de Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro. E isso diz muito sobre o tipo de fã que deseja agradar.

“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” tem ótima estreia nos EUA

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O filme fez US$ 90,7 milhões entre os dias 23 e 25 de maio, segundo estimativa do site Box Office Mojo. Apesar do ótimo resultado, está abaixo dos US$ 100 milhões estimados por conta do fim de semana prolongado nos Estados Unidos – amanhã é comemorado o “Memorial Day”.

O primeiro fim de semana de Dias de um Futuro Esquecido ficou abaixo da estreia de outros filmes de super-heróis deste ano: Capitão América 2 (US$ 95 milhões) e Espetacular Homem-Aranha 2 (US$ 91,6 milhões), e também de Godzilla (US$ 93,2 milhões). Ou seja: perdeu só para os campeões e é a quarta maior abertura americana de 2014.

Na comparação com os demais filmes dos X-Men, perde apenas para O Confronto Final, de 2006 (US$ 102,7 milhões). Isso em termos nominais; em valores atualizados, fica atrás também de X-Men 2, de 2003 (US 112 milhões) e praticamente empata com X-Men: Origens: Wolverine, de 2009 (US$ 90,7 milhões).

A estimativa é que nos demais países, Dias de um Futuro Esquecido já faturou outros US$ 171 milhões.

Leia aqui nossa crítica de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido.

Crítica: Homem-Aranha 2 reencontra o caminho do herói no cinema

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Marc Webb se redimiu. Pelo menos com a parcela de fãs que não gostou do primeiro filme de seu reboot, em 2012 – este editor entre eles (leia nossa crítica aqui).

Difícil dizer se o diretor ouviu os apelos destes fãs, se leu mais e melhores quadrinhos do aracnídeo ou simplesmente livrou-se do fantasma da trilogia anterior dirigida por Sam Raimi.

O fato é que O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro – que estreou no dia 1 de maio no Brasil e manteve a liderança na bilheteria pelos dois primeiros finais de semana – é tudo que seu antecessor não foi: leve, divertido, com doses certas de ação e drama (veja trailer abaixo).

Webb conseguiu, inclusive, cumprir a promessa feita desde o filme anterior, que é fazer a audiência sentir-se como o próprio Homem-Aranha enquanto ele balança pelos prédios de Nova York. Os momentos em que a computação gráfica funciona melhor causam o frio na barriga que o diretor vinha buscando.

O filme começa em ritmo acelerado – mesmo não tendo o herói no centro da ação – ao revelar o que aconteceu aos pais do menino Peter Parker, deixado para ser criado pelos tios.

Emenda com o Homem-Aranha em perseguição ao caminhão roubado pelo bandido russo Aleksei Sytsevich (Paul Giamatti) numa sequência típica das histórias em quadrinhos, e conclui com um quase atraso de Peter Parker à própria formatura – numa clara referência, também aos quadrinhos, das dificuldades de conciliar a vida particular com a de super-herói.

Tudo funciona nesta continuação: o humor é orgânico; o tom sombrio cedeu lugar à fotografia clara, à paleta de cores vibrante. Webb livrou-se também da carga de tentar contar a história de forma “realista” – o que por si só uma contradição em se tratando da adaptação de um super-herói. As cenas de ação ganharam vários momentos alternados entre super câmera lenta e acelerada, recurso que, apesar de meio batido, ainda cai muito bem nesse tipo de aventura.

O que se salvava no filme anterior fica ainda melhor neste: as atuações e a química entre o casal Peter Parker (Andrew Garfield) e Gwen Stacy (Emma Stone, lindíssima). Ambos se mostram muito à vontade nos papéis, e até Sally Field, que fez uma tia May apática, agora imprime mais vitalidade à sua personagem.

A escolha do vilão principal também ajuda. Max Dillon/Electro (Jamie Foxx) é mais interessante e foi mais bem construído e caracterizado que o Lagarto do primeiro filme. A estreia de Harry Osborn/Duende Verde (Dane DeHaan) na franquia como o amigo de infância de Peter é bem conduzida.

O único senão de O Espetacular Homem-Aranha 2 é a quebra de ritmo. Depois da abertura alucinante, o filme patina um pouco. Se já leva tempo construir um vilão trágico, imagine dois. É o que acontece quando a atenção se volta à origem e motivações do Electro e do Duende.

É tanto tempo investido nisso que ao retomar o ritmo, o final soa acelerado demais. A primeira batalha do Homem-Aranha com Electro na Times Square é mais trabalhada que a última, na usina. E o Duende Verde acaba desperdiçado numa luta curta e que serve apenas para fazer cumprir a tragédia que os fãs de quadrinhos suspeitavam.

Novamente nesta cena, Webb, Garfield e Emma voltam a brilhar. Diretor e atores conseguiram passar toda a carga dramática do mesmo acontecimento nas HQs, e de modo tão envolvente que as pequenas alterações em relação ao material original não interferiram.

Decorrido um intervalo após o clímax, o retorno do Homem-Aranha como o herói divertido que é, na conclusão contra o vilão Rino, dá o tom que deve prevalecer no próximo filme do herói aracnídeo.

Webb finalmente encontrou o caminho. Melhor que continue nele.

“O Espetacular Homem-Aranha 2” é a melhor estreia do ano no Brasil

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Entre os dias 1 e 4 de maio, o filme faturou R$ 24,5 milhões nas bilheterias, à frente de Noé (R$ 19,6 milhões) e Capitão América 2 – O Soldado Invernal (R$ 15 milhões). Em valores nominais (sem correção da inflação nem do câmbio), foi maior até mesmo que a estreia de Os Vingadores, em 2012 (R$ 20,3 milhões).

Mais que isso: com exceção dos Estados Unidos, o Brasil ocupa o cargo de maior estreia mundial de O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro (US$ 11 milhões), superando mercados fortes como Reino Unido, França, México, Coreia do Sul e China.

O ótimo desempenho puxou a bilheteria brasileira como um todo. No fim de semana, a soma de todas as telas do país registrou R$ 43,7 milhões, o melhor resultado em anos – sendo que O Espetacular Homem-Aranha 2 foi responsável por 56% do total.

O primeiro filme do reboot, O Espetacular Homem-Aranha, de 2012, fez R$ 13,4 milhões na estreia brasileira.

Até o momento, O Espetacular-Homem Aranha 2 acumula bilheteria mundial de US$ 374 milhões.

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