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Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Category: DC Comics (Page 1 of 13)

Vem ai o DC FANDOME

do release, via Espaço Z

No dia 22 de agosto, sábado, a partir das 14h00 (horário de Brasília), a Warner Bros. dará boas-vindas a fãs do mundo inteiro ao DC FanDome – uma experiência virtual gratuita para fãs, sem necessidade de credenciamento prévio.

Imagine todos os Super-Heróis e Super-Vilões que você ama reunidos em um único lugar, para celebrar o passado, presente e futuro da DC.

Acessível por 24 horas no site www.DCFanDome.com, o evento global colocará os fãs no Multiverso da DC, com novos anúncios da WB Games, Filmes, TV e quadrinhos, além de oportunidades de ouvir dos elencos e criadores por trás de seus filmes e séries preferidos, incluindo as franquias de: AquamanThe BatmanBatwoman, Black AdamBlack LightningDC Super Hero Girls, DC’s Legends of TomorrowDC’s StargirlDoom PatrolThe FlashArlequina, o Snyder Cut de Liga da Justiça, LuciferPennyworthSHAZAM!, The Suicide SquadSupergirl, Superman and Lois, Jovens Titãs EM AÇÃO!Titans, Watchmen, Young Justice: Outsiders e, chegando em breve aos cinemas de todo o mundo, Mulher-Maravilha 1984.

Anotem na agenda DCnautas: 22 de agosto será o grande dia neste evento online global

O DC FanDome será o palco dos anúncios mais esperados e as últimas novidades, local para conferir vídeos exclusivos, e explorar os mundos tematizados que irão entreter a todos, de superfãs de TV e cinema, passando por jogadores e leitores, até famílias e crianças.

Com apresentações especiais para fãs em todos os fusos horários ao redor do globo, os fãs também terão acesso a eventos regionais, com rostos e vozes de vários países ao redor do mundo, em sua língua local. Independentemente de onde você more, sua idade ou o quanto você é fã, haverá algo para você.

Segundo a presidente e CEO da Warner Bros., Ann Sarnoff, “Não há fã como o fã da DC. Por mais de 85 anos, o mundo se voltou aos heróis e histórias inspiradoras da DC para nos animar e entreter, e este massivo e imersivo evento digital dará a todos novas maneiras de personalizar sua jornada pelo Universo da DC, sem filas, sem ingressos e sem barreiras. Com o DC FanDome, somos capazes de dar aos fãs ao redor do mundo uma maneira única e empolgante de conectar-se com seus personagens preferidos da DC, além dos incríveis talentos que os trazem à vida nas páginas e nas telas.”

Explorando o DC FanDome

O epicentro do DC FanDome é o Hall dos Heróis, onde você poderá experimentar a programação especial, painéis e revelação de conteúdo de vários filmes, séries de TV e jogos, disponível em vários idiomas, incluindo Português, Chinês, Inglês, Francês, Alemão, Italiano, Japonês, Coreano e Espanhol. De lá, navegue mais afundo no Multiverso da DC, explorando cinco mundos-satélites adicionais, cada um com seu próprio conteúdo localizado e atividades únicas e um mundo totalmente dedicado para nossos fãs mais jovens:

• DC WatchVerse: Aqui você pode juntar-se à plateia virtual e ser completamente absorvido em horas de conteúdo de todo o mundo – desde painéis e sessões imperdíveis a cenas ineditas, com participação de elencos, criadores e equipes por trás de Filmes, Séries, Home Entertainment e Jogos da DC.

• DC YouVerse: Aqui os fãs são as estrelas, para ver os melhores conteúdos criados por usuários, cosplay e artes feitas por fãs ao redor do mundo.

• DC KidsVerse: Em www.DCKidsFanDome.com. há uma vasta seleção de conteúdo e ativações apropriadas para a família e nossos fãs mais jovens.

• DC InsiderVerse: Este mundo baseado na criatividade contém um vídeo central apresentando o lendário artista e CCO/Publisher da DC Jim Lee, o Presidente de Produção de Filmes da DC Walter Hamada, e o criador do Arrowverse da TV, o Produtor Executivo Greg Berlanti, dando boas-vindas aos fãs com uma introdução básica ao Multiverso da DC. Daqui, acesse conteúdo de bastidores com os mestres que dão vida à DC em todas as formas, desde quadrinhos a jogos eletrônicos, TV, filmes, parques temáticos, produtos licenciados, e mais.

• DC FunVerse: Leve sua experiência no DC FanDome e encontre conteúdo compartilhável; confira nosso leitor de quadrinhos; kits “faça você mesmo” da Armadura Dourada de MM84 e do Batmóvel; além de brindes digitais, e uma loja cheia de produtos, incluindo itens exclusivos de edição limitada.

Confira Blerd & Boujee House

Onde estão os meus Blerds? A segunda celebração anual de cultura nerd negra retorna com a nova Blerd & Boujee House no DC FanDome, trazendo Blerds, LatinxGeeks e todos os tipos de nerds. Como qualquer um que teve a sorte de entrar na Primeira festa Blerd & Boujee (com a participação de DJ D-Nice) na San Diego Comic-Con 2019 pode confirmar, os fãs não podem perder as conexões e conversas.

Confira o site oficial, www.DCFanDome.com, frequentemente para atualizações adicionais sobre o que acontecerá dentro do DC FanDome, incluindo novo conteúdo do blog, o Daily Star, que começa com uma nota de boas-vindas do próprio Jim Lee e os assinantes receberão atualizações e sugestões para verem as conversas com astros e produtores de conteúdo da casa.

A DC é uma das maiores editoras de quadrinhos e graphic novels do mundo e lar de alguns dos mais icônicos e conhecidos personagens da cultura pop. Como uma unidade criativa da WarnerMedia, a DC toma conta da integração estratégica de histórias e personagens em filmes, televisão, produtos licenciados, entretenimento em casa, jogos interativos, e o serviço de assinatura digital DC Universe. Para mais informações, acesse dccomics.com e dcuniverse.com.

Papo de Quadrinho viu: Arlequina com as Aves de Rapina

A convite da produtora Espaço Z, nossa colaboradora Adri Amaral e nosso editor Társis Salvatore conferiram o filme Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (que sejamos justos – na prática – é um filme da Arlequina com as Aves de Rapina)

Nos últimos meses temos ouvido na mídia especializada sobre um suposto esgotamento dos filmes de super-heróis enquanto “gênero cinematográfico”. Se por um lado, compreendemos que o esgotamento se dá por uma série de questões e decisões mercadológicas (e estéticas), por outro há um certo ranço e injustiça quando começam a sair os filmes das super-heroínas, permitindo (finalmente!) que mulheres estejam à frente de filmes de grandes estúdios.

Aves de Rapina: Arlequina e a sua emancipação fantabulosa é uma boa comédia de ação dentro dos filmes de super-heróis, cujo tom lembra muito mais uma animação – origem da própria Arlequina – do que os quadrinhos. Como comentamos acima, o protagonismo do filme foca mais no desenvolvimento da personagem Harlen Queenzel / Arlequina. Isso é possível graças ao talento e carisma de Margot Robbie que incorporou a personagem e trouxe a espevitação característica da Arlequina dando um tom humorístico e ao mesmo tempo complexo à mesma. A atriz também é co-produtora do filme juntamente com a roteirista Christina Rodson (que também fez Bumblebee da franquia Transformers) e a diretora Cathy Yan (diretora de Dead Pig).

Arlequina, rainha da p*rra toda

Para o chororô de alguns nerdys o roteiro optou por passar longe das Aves de Rapina dos quadrinhos da DC – principalmente porque a Arlequina nunca fez parte do grupo criado em 1995. Restaram das HQs algumas citações e o tom de caça aos bandidos e violência urbana que marcam o filme. Nesse sentido foi uma boa sacada o uso da personagem como a narradora não-confiável da trama. Assistimos assim o transcorrer da narrativa e a construção de Gotham através dos olhos da doutora e anti-heroína Arlequina que começa a história tentando encontrar sua própria identidade após o término do (conturbado e abusivo) relacionamento com o Coringa.

Aqui temos o mais um acerto do filme: se desvencilhar de Esquadrão Suicida do diretor David Ayer. Foi uma ótima tática para que a audiência voltasse sua atenção para o que interessa: a emancipação da Arlequina, provavelmente a única personagem que passou batida pelas duras (e justas) críticas ao filme. Esse descolamento também permitiu explorar a personagem fora do casal disfuncional e para tanto tecer de forma sutil críticas à condição de relacionamentos que tendem a apagar identidades, sobretudo das mulheres.

Esqueça o visual sombrio

A Diretora Cathy Yan coloca cores do filme fugindo da traumática paleta de cores “sombria” de diversos filmes anteriores da Warner/DC. Já no roteiro, vemos influências de filmes importantes como Pulp Fiction e O Profissional. Outro destaque fica por conta da mudança do visual da Arlequina num tom colorido, por vezes carnavalesco e menos sexualizado, remetendo à estética clubber e streetwear que com certeza vai agradar as cosplayers.

O figurino das outras personagens também ficou bacana, sobretudo A Caçadora /Helena Bertinelli (Mary Elizabeth Winstead), a policial latina Renée Montoya (Rosie Perez), a órfã/ladra Cassandra Cain (Ella Jay Basco). A cantora Canário Negro/Dinah Lance (Jurnee Smollett-Bell) ainda está descobrindo seus poderes – dai o porquê tem um figurino não tão espetaculoso quanto o das outras heroínas.

Formando uma girl band

Com a Arlequina narrando a história do modo que lhe desse na telha, somos apresentados às outras personagens de forma sintética e aos poucos acompanhamos suas trajetórias para o funcionamento história.

O vilão afetado Máscara-Negra/Roman Sionis (Ewan McGregor) é mostrado como um narcisista e misógino, extremamente dependente do assassino em série Victor Zsaz (Chris Messina). O filme sugere uma relação entre ambos e em alguns momentos dá a entender que Sionis é gay, mas ainda não foi dessa vez que tivemos um vilão assumido neste gênero. De qualquer forma, nas entrelinhas e em alguns simbolismos a sugestão aparece. Ewan McGregor faz um vilão menos atormentando e mais mimado em contraponto ao psicopata e assassino Zsasz.

Aqui os homens são claramente mesquinhos e maus enquanto as mulheres se destacam por superarem os problemas através da perspicácia e da união. Obviamente os clichês de formação de equipes estão todos lá com as eventuais resmunguices e brigas entre elas, até acertarem no tom da colaboração. Embora seja um filme por vezes violento, sem pretensões a grandes discussões e debates, a mensagem é clara e direta. O poder das heroinas reside na união coletiva entre as garotas – mesmo que de forma temporária – com a garantia de suas individualidades, uma vez que cada personagem tem uma trajetória de vida e diferenças que não podem ser apagadas.

As cenas de luta são bem coreografadas e funcionam bem para empolgar com diferentes momentos de ação, sobretudo a luta no Depto de Polícia e na Casa de Horrores do Parque de diversões abandonado. É um prazer ver uma luta de rua em oposição às lutas de CGI que emulam videogames em outros filmes Warner/DC.

Por fim dá para destacar a trilha sonora trazendo um time de vozes femininas desde o single Diamond de Megan Thee Stallion & Normani, a cantora pop teen Halsey (Experiment on me) e uma canção cantada pela própria Canário Negro em uma bela cena na boate do vilão Simons, “It’s A Man’s Man’s Man’s World”, além da versão de “Hit me with your best shot” , sucesso nos anos 1980 da cantora Pat Benatar – que já constava em filmes como o musical Rock of Ages e a série Glee).

Aves de Rapina: Arlequina e a sua emancipação fantabulosa é um filme despretensioso e divertido. Funciona como uma comédia de ação e apresenta uma livre adaptação das HQs. Acerta o tom de comédia com ação e bastante pancadaria e deve agradar principalmente as audiências mais jovens por conta dessa mistura de irreverência com girl power.

Ao final temos engatilhado a possibilidade de um filme da equipe em si e quem sabe isso pode abrir as portas para um filme da maravilhosa galeria das vilãs da DC que nem sempre são bem utilizadas. Ficamos na torcida pelo sucesso do filme e imaginando com curiosidade o quanto a bilheteria pode influenciar nas futuras escolhas da DC Comics no cinema. Por hora, compre sua pipoca e divirta-se.

SHAZAM! Inspira parceria entre Warner, J. W. Thompson e Associação Maria Helen Drexel

O filme Shazam! conta a história de um menino de 14 anos que cresceu longe dos pais e que se transforma em um super-herói adulto mas com espírito de uma criança e poderes divinos. Com isso em mente a J. Walter Thompson fez uma campanha para incentivar que as pessoas busquem mais informações sobre os jovens que vivem em casas de acolhimento.

Muitas crianças e adolescentes que moram nesses abrigos podem ser apadrinhados afetivamente ou adotados, o que nem sempre é de conhecimento da sociedade brasileira. Este editor só sabia desse modelo de apadrinhamento porque casualmante já tinha conhecidos que faziam esse trabalho incrível que envolve mais que doação em dinheiro, mas também interesse, amor e compaixão. 

Para celebrar esta campanha, a Warner Bros. Pictures apadrinhou simbolicamente 80 crianças de casas de acolhimento por um dia, convidando-as para assistir ao filme Shazam! em uma pré-estreia especial realizada no último sábado, 30 de março, com o apoio do Kinoplex Vila Olímpia (SP), que cedeu a sala e a pipoca e da Piticas, que doou as camisetas para as crianças. Juízes que apoiaram e autorizaram a campanha também estavam presentes.

As peças da campanha foram assinadas com a frase: “os superpoderes eles já têm. Agora só falta o seu apoio”, pois o objetivo da campanha é informar e conscientizar as pessoas por meio das histórias dos jovens. As crianças que vivem em instituições de acolhimento, como a Associação Maria Helen Drexel, convidam você a conhecer os super-heróis da vida real no site da instituição.

Você pode ler nessa resenha do filme Shazam, aqui!

Papo de Quadrinho viu e gritou: – SHAZAM!

A convite da produtora Espaço Z e da Warner,  nosso jornalista Andrey Czerwinski dos Santos assistiu o mais novo filme da DC Universe nos cinemas, Shazam! Em respeito aos nossos leitores, trazemos uma resenha sem spoilers.

Um jovem delinquente órfão de 14 anos chamado Billy Batson recebeu o poder mágico de se tornar um super-herói praticamente imbatível. Para isso, basta ele gritar a palavra mágica – SHAZAM!

Shazam! ou melhor, o Capitão Marvel foi criado em 1939 pelo roteirista Bill Parker e o desenhista C.C. Beck, aparecendo pela primeira vez em 1940. Foi publicado pela Fawcett Comics até 1953, e só retornou em 1973 quando teve seus direitos adquiridos pela DC Comics, depois de uma longa batalha judicial que não nos deteremos agora.

A versão que você verá nos cinemas traz elementos baseados tanto na origem de Shazam, como nas versões apresentadas nos quadrinhos em 1994 por Jerry Ordway e mais recentemente por Geoff Johns.

Como todos os filmes de origem, o diretor David F. Sandenberg (Anabelle 2)  narra como o jovem órfão Billy Batson (Asher Angel), recebe de um misterioso mago o poder de se transformar em um super-herói adulto chamado Shazam (Zachary Levi) apenas evocando seu nome.

Num panorama cinematográfico Shazam! reforça a mudança de direcionamento criativo que a DC/Warner vem tomando nos cinemas desde Mulher-Maravilha e seguindo por Aquaman. O filme apresenta um enredo e ambientação mais voltados aos quadrinhos heróicos e despretensiosos, mesclando de forma equilibrada humor e aventura, e abandonando toda a ambientação “dark” e a seriedade de Batman vs. Super-Homem e Liga da Justiça. Ponto positivo para agradar os mais diversos espectadores e marcar o caminho que as produções da DC/Warner devem seguir daqui por diante.

Durante o filme vemos situações cômicas com a descoberta dos poderes de Billy como Shazam, assim como sua relação com sua família adotiva e seus irmãos. O mérito do filme é abordar a história de origem com um tom leve, com inocência e diversão. Ficamos realmente com a impressão que Shazam é um garoto no corpo de um adulto superpoderoso, interpretação muito bem executada por Zachay Levi.

A interação dos personagens, especialmente nas cenas com o irmão Freddy Freeman (Jack Dylan Grazer), é outro pontos forte do filme, com tiradas geeks relacionadas aos poderes de super-heróis. Chama a atenção a essência familiar do filme, que aproxima e humaniza o personagem, deixando claro que além de super-herói, ele ainda é um adolescente de 14 anos órfão que precisa se ajustar com um novo lar e uma família adotiva. Essa questão vai se desenvolvendo ao longo do filme, construindo as relações entre os personagens.

O vilão do filme, Dr. Silvana, interpretado por Mark Strong, traz um personagem bem construído, contando sua origem e deixando claro suas intenções, com visual e trejeitos que conseguem unir as diferentes versões do personagem dos quadrinhos.

Em relação aos efeitos especiais e as cenas de ação, elas não deixam nada a desejar para o gênero de um filme de super-herói. Tanto os efeitos nas cenas de ação urbanas quanto de outros obstáculos que surgem para ameaçar o Shazam, nada destoa. Parece que a DC/Warner aprendeu a criar vilões e outros perigos virtuais que funcionem e amedrontem, diferente do insípido (e virtual) Lobo da Estepe em Liga da Justiça.

A trilha sonora une músicas populares, com rock (Ramones – I don´t Wanna Grow Up), rap (Kendrick Lamar – Humble), soul (Natalie Cole – This Will Be) e até clássicos (Bing Crosby – Do you hear what I hear) que consegue casar com os diversos momentos do filme, reforçando ainda mais a função da película  de entregar uma narrativa alto astral e divertida, lembrando os filmes de aventura dos anos 1980. O tema musical do Shazam foi conduzido e composto por Benjamin Wallfisch, e remete ao clássico grandioso de John Willians em Superman.

Para os fãs de quadrinhos o filme não foge à regra e está recheado de referências tanto dos quadrinhos, quanto no universo cinematográfico da DC e até de um certo clássico do cinema de 1978.

Ah e após os créditos, teremos duas cenas extras, portanto vale a pena ficar até o final da projeção!

Papo de Quadrinho viu: Aquaman

A convite da produtora Espaço Z e da Warner,  nossos editores em Porto Alegre e São Paulo conferiram o filme Aquaman.

Em respeito aos nossos leitores, trazemos uma resenha sem spoilers (e na medida do possível, usando poucos jargões náuticos).

Por Jota Silvestre e Társis Salvatore

O Aquaman foi criado em 1941 na chamada Era de Ouro dos quadrinhos (um período de inocência e consolidação das HQs de super-heróis) por Paul Norris, com co-criação de Mort Weisinger, e sempre foi um coadjuvante.

Assim como outros personagens da DC Comics, sofreu com diversas mudanças em suas origens, mas acabou ficando mais conhecido nos quadrinhos pela história usada em seu primeiro filme solo, que estreia nesta quinta-feira (13), em circuito nacional.

Filho do faroleiro Tom Curry (Temuera Morrison) com a rainha atlante Atlanna (Nicole Kidman), Arthur Curry (Jason Momoa) é a ponte entre dois mundos diferentes e o narrador da trama criada pelo diretor James Wan (Jogos Mortais, Invocação do Mal). E aqui temos o primeiro acerto.

Wan prova que não é apenas hábil em mostrar grandes cenas de luta: sabe conduzir uma boa história, amarrá-la de forma coesa e emocionante. Tudo contado de forma orgânica e sem atropelos.

A Jornada do Herói (Mundo Comum, Chamado à Aventura, Recusa ao Chamado, Encontro com o Mentor…) está toda descrita, com o protagonismo de Mera (Amber Heard) e o nascimento do ótimo vilão Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II).
Bem como as intrigas políticas de Atlântida estimuladas por Orm/Mestre dos Oceanos (Patrick Wilson) e Nereus (Dolph Lundgren) que almejam lançar o planeta em uma guerra entre os povos do mar e da superfície.

Embora os trailers tenham entregado bons momentos do filme, muitos ficaram guardados, seja na forma como Mera vai conhecendo a vida da superfície seja na crítica sobre a poluição sistemática dos mares e o aquecimento global.

Wan trabalha com excelência subtramas como as diferenças étnicas dos reinos no fundo do mar, o viés militarista, as lendas atlantes que misturam misticismo com tecnologia… Tudo bem narrado, com humor no tempero certo e com um trio de personagens (Aquaman-Mera-Arraia Negra) muito cativante. Como se não bastasse, a história vem emoldurada em um visual espetacular, que envolve de paisagens submarinas ao visual tecnológico, de armaduras ultramodernas a criaturas abissais.

Outro acerto é a trilha sonora de Rupert Gregson-Williams (o mesmo da ótima trilha de Mulher-Maravilha). É um ponto forte do filme que já chamava a atenção já nos trailers.

Enquanto isso nos quadrinhos…

Um efeito colateral esperado foi a DC Comics gradualmente aproximar a imagem de um de seus mais antigos personagens ao ator Jason Momoa. O que já acontece normalmente com os action figures, se espalhou para os quadrinhos e algumas edições recentes da revista do Aquaman trazem capas variantes com o visual do filme. Mas sem sustos, embora barbudo e cabeludo ele continua loiro como em sua origem.

Os arcos de histórias que são publicados no Brasil têm alguns altos e baixos, mas no geral o saldo é bastante positivo. Somado ao provável sucesso do filme (a estreia na China já rendeu US$ 94 milhões) podem elevar o personagem a seu merecido lugar entre os grandes super-heróis das histórias em quadrinhos.

É irônico que após tantas detrações e desdém no decorrer de anos – elas vão desde esquecimento, maus tratos nas mãos de roteiristas até piadas nas chamadas do Cartoon Network – que justamente Aquaman, um personagem tão subestimado, tenha um filme tão bom, redondo e quem sabe seja a bússola para guiar os filmes vindouros da Warner/DC.

Dizer que Aquaman é um dos melhores filmes do Universo Estendido da DC pode não parecer grande coisa, dada a decepção dos fãs com Batman vs. Superman, Liga da Justiça e Esquadrão Suicida.

Por outro lado, preste atenção quando dizemos que Aquaman se equipara ao Mulher-Maravilha, embora sejam cenários bem diferentesMais ainda: no primeiro ato, o filme se equipara a uma das produções cinematográficas mais queridas dos fãs de quadrinhos: Superman – O Filme, de 1978.

Com Aquaman – e o vindouro Shazaam! – parece que a Warner/DC enterrou de vez o clima sombrio que predominou até então em suas produções. Finalmente, o estúdio perdeu a vergonha de dizer que, sim!, faz filmes bons baseados em histórias em quadrinhos.

PS: desnecessário lembrar os leitores que filme bom de super-heróis tem cena pós créditos ;)

Warner troca o comando dos filmes da DC

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Se havia alguma dúvida do descontentamento dos executivos da Warner com o resultado criativo e comercial de Liga da Justiça, ela não existe mais.

A Variety divulgou na manhã de hoje (4) que Walter Hamada é o novo presidente da divisão de filmes da DC Comics.

A notícia que Jon Berg e Geoff Johns seriam substituídos começou a circular poucas semanas depois da estreia de Liga da Justiça, quando então já se conhecia a recepção pouco calorosa dos fãs.

E olha que os dois foram chamados às pressas para socorrer Zack Snyder depois da decepção de Batman vs. Superman: A Origem da Justiça.

Hamada trabalhava como produtor executivo da New Line – que também pertence à Warner –, onde produziu sucessos como Invocação do Mal 1 e 2 e It: a Coisa, sexta maior bilheteria dos Estados Unidos em 2017.

Geoff Johns continuará supervisionando os quadrinhos, séries de TV e animações da DC, mas está fora do poder decisório dos filmes e vai ocupar apenas um papel consultivo.

Papo de Quadrinho viu: Liga da Justiça (SEM SPOILERS)

A convite da produtora Espaço/Z, este editor assistiu ao filme numa exibição exclusiva para jornalistas nesta terça-feira (14). Em respeito aos nossos leitores e seguidores nas redes sociais, essa resenha NÃO TEM SPOILERS.

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Para que serve um filme de super-heróis?
Se você responder essa pergunta, pode ser que o entendimento deste filme (e dos muitos que estão por vir neste subgênero cinematográfico) se torne mais claro e com isso as motivações para assistir filmes de super-heróis adquiram outros significados.

Se o objetivo for se divertir, se encantar, se emocionar com o dia sendo salvo por pessoas com dons especiais e, finalmente, ter o prazer de passar algumas horas vendo ao vivo seus super-heróis favoritos dos quadrinhos – ali, em uma versão em carne e osso – você não deve perder o filme Liga da Justiça.

Vamos listar 5 motivos para você ir ao cinema e se divertir, e focar no que deu certo, SEM SPOILERS. Sim, nós sabemos que a boa crítica deve pesar o que deu errado também, mas vamos dar uma chance de fazer diferente desta vez.

1. É A LIGA DA JUSTIÇA, C%$&@L&O!

Não importa se você é fã veterano de histórias em quadrinhos, “bazingueiro” ou nunca deu bola para super-heróis e gibis: você nasceu neste planeta e sabe o que é a Liga da Justiça. Um grupo de super-heróis reunido para defender a Terra e seus habitantes de ameaças externas e internas. Ver o grupo em ação já é motivo suficiente para pagar o ingresso (cada dia mais caro) e passar 2 horas em companhia de Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Ciborgue, Flash e Aquaman – os super-heróis da vez (#saudadesLanternaVerde), escolhidos para essa estreia cinematográfica.

2. É UMA BOA (E SIMPLES) HISTÓRIA

Não tem nenhum segredo ou roteiro rocambolesco. A história se passa levando em conta os eventos que ocorrem após a morte do Superman, mostrados no polêmico  Batman vs Superman – A Origem da Justiça. Sem o Azulão de Krypton, a Terra está aberta para qualquer ameaça em larga escala. Assim, surge um vilão ancestral, o Lobo da Estepe, comandante de um exército de criaturas horrendas chamadas de parademônios. Nos quadrinhos, esses monstros são ligados ao maior vilão da editora, Darkseid, criação do genial Jack Kirby.

O Lobo da Estepe está na Terra em busca das Caixas Maternas, artefatos de poder imensurável, capazes de terraformar um planeta por meio da vida ou da morte. A motivação é essa, tomar o planeta Terra e transformá-lo em um inferno (muito, muito pior do que é hoje). Simples assim, sem enormes digressões filosóficas e conceituais, sem muita margem para interpretação. E ainda que este vilão seja o ponto mais fraco do filme, não compromete. Ele não tem incríveis axiomas emocionais, nem um intelecto soberbo alienígena ou um refinamento tático: é um comandante de invasão e veio aqui acabar com tudo. Ponto.

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3. OS SUPER-HERÓIS ESTÃO ÓTIMOS

Os primeiros 5 minutos do filme ganham o espectador. Aos poucos, vemos a Mulher-Maravilha (Gal Gadot) em ação enquanto Batman (Ben Affleck) procura os outros super-heróis para formar um grupo de defesa da Terra que está, ao que tudo indica, diante de um ameça iminente. Na medida em que Bruce Wayne parte em busca destes escolhidos que possuem dons especiais, vamos aos poucos vendo o que cada um é capaz de fazer individualmente.

A Mulher-Maravilha continua ótima, tanto quanto em seu filme solo. Protagoniza cenas memoráveis de luta e, no decorrer do longa, tem uma relação intrincada e interessante com Batman.

E o Superman (Henry Cavill)? Bom, ele retorna e faz muito bem seu papel na história. Aquaman (Jason Momoa) surge muito bem dados os contextos da história e sua participação dá pistas – e boas esperanças – do que será seu filme solo. O Flash (Ezra Miller) é o alívio cômico, e também tem boa participação. Lembram do Flash do desenho Liga da Justiça sem limites do Bruce Tim? É esse Flash que está no filme.

Por fim, uma grata surpresa: Ciborgue (Ray Fisher). Apesar do visual que lembra um transformer humano, o Victor Stone do filme tem toda a carga trágica dos quadrinhos. Se você não sabe quem é o Ciborgue, ou só viu nas animações infantis de Teen Titans Go! não se preocupe, pois sua trágica história é revelada nesse filme.

No transcorrer da trama, vemos o time todo em ação, como já foi mostrado em trailers e cenas divulgadas. O objetivo do filme afinal é mostrar essas lutas amarradas em uma boa história, e assim chegamos no próximo item.

4. É UM FILME REDONDO

A estrutura e narrativa têm um ritmo adequado, bem conduzido, mas claro, não é e nem precisa ser uma obra-prima cinematográfica. O filme dá certo porque os eventos acontecem no ritmo certo. Como e por que os super-heróis se reúnem para defender a Terra e o custo dessa batalha são questões que vão envolvendo a audiência.

Outro acerto é a Warner sair do clima excessivamente sombrio, equilibrar essa paleta de cores escura adotada anteriormente (influencia de Joss Whedon, talvez?). Algumas piadas, ajustes e uma narrativa simples e coerente fizeram a diferença. Existem alguns problemas, mas nada que comprometa. Poderia ser melhor se a Warner tivesse contado as histórias anteriores de seu universo de forma diferente.

Não que o estúdio precisasse copiar o modelo eficiente da Marvel, mas o fato de não ter mais tempo para explorar as relações entre os super-heróis e outros pequenos ajustes finos impedem que Liga da Justiça seja um filme épico (para usar uma palavrinha da moda). Mas nada disso diminui seu valor nem a diversão, pode ficar tranquilo.

Atenção para duas cenas pós-créditos! Não saia do cinema antes do acender das luzes.

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5. VOLTAR A SER CRIANÇA FAZ BEM

Para uma geração que ficou feliz com Superman: O filme (1978) e nunca imaginou viver uma Era heroica no cinema, com dezenas de filmes – alguns muito bons –  baseados no universo dos super-heróis dos quadrinhos, ter o prazer de acompanhar as aventuras de uma Liga da Justiça no cinema com amazonas, atlantes, parademônios, novos deuses de Jack Kirby, caixas maternas… quem sonharia? Ajudou muito Liga da Justiça ser um filme bem-feito, com roteiro amarrado, paleta de cores mais viva.

Foi um prazer ver tudo isso! Ainda que não seja uma obra-prima, Liga da Justiça cumpre com louvor o papel de representar bem esses heróis tão icônicos para a Cultura Pop e, modo sutil, levantar algumas questões, valores do heroísmo, companheirismo e dos perigos que a nossa escuridão pode trazer. Nunca é tarde para enfrentar as trevas, ainda que elas pareçam invencíveis. São ideias que chegam em boa hora para o mundo atual que vivemos, principalmente por essas bandas tupiniquins.

Quadrinhos na Bienal do Livro SP: Panini

A grande novidade da Panini para o evento literário é o primeiro volume do selo Millarworld, O Legado de Júpiter, anunciado na Comic Con Experience do ano passado.

Marvel e DC ganham alguns encadernados de luxo, e o selo de mangá anuncia dois lançamentos.

Pela Mauricio de Sousa Produções, a Panini lança um novo volume do selo Graphic MSP e um livrão com passagens da vida do criador da Turma da Mônica retratadas por vários autores nacionais. Confira:

Mauricio de Sousa

Veja detalhes aqui.

Millarwolrd

paninijupiterO Legado de Júpiter, de Mark Millar e Frank Quitely (140 páginas, capa dura, R$ 45): Chloe e Brandon são os filhos dos maiores heróis do mundo. Eles conseguem ficar à altura de seus pais? Era um tempo mais simples para os super-heróis, uma época em que, apesar das dificuldades, era fácil distinguir o objetivo principal dos heróis: o bem da comunidade. Hoje, o mundo mudou, novas crises o ameaçam e super seres diferentes cuidam dele. Entretanto, certos valores são difíceis de morrer… Edição original: Jupiter’s Legacy 1-5.

Marvel

paninixmenFabulosos X-Men – Destroçados, de Brian Bendis e Irving Bachalo (148 páginas, capa dura, R$ 28,90): De volta às aulas, os Fabulosos X-Men, que já sentiram na pele o que acontece quando seus poderes estão fora de controle, decidem que isso não pode se repetir. Um deles aprende que, após deixar a equipe, o mundo “lá fora” pode ser um lugar cruel; outro, por sua vez, aprende o que significa ser um x-man de verdade. Ciclope e Magneto finalmente acertam suas contas e um antigo membro da equipe se junta à SHIELD para vigiar os X-Men. Edição original: Uncanny X-Men 12-17.

paninidemolidorDemolidor – O Rei da Cozinha do Inferno, de Brian Bendis e Alex Maleev (Coleção Marvel Deluxe – 356 páginas, capa dura, R$ 99): O segredo mais obscuro de Matt Murdock vem à tona e ele trava uma batalha legal contra o veículo responsável pela bombástica revelação de sua identidade secreta como Demolidor. O Escritório de Advocacia Nelson & Murdock se torna o alvo perfeito, dentro e fora dos tribunais, para todos os vilões e patifes. A Cozinha do Inferno está em ebulição e o Homem Sem Medo terá de adotar uma nova e ousada postura para lidar com o submundo nova-iorquino. Edição original: Daredevil 41-50 e 56-60.

DC Comics

paninigothamGotham DPGC: Alvos Fáceis, de Ed Brubaker e Greg Rucka (292 páginas, capa dura, R$ 80): O Coringa está aterrorizando Gotham City na época de Natal e executando pessoas aleatoriamente com um rifle. E ninguém, do prefeito ao cidadão mais comum, está a salvo. A caçada começa, mas uma atitude desconcertante do Palhaço do Crime deixa todos perplexos. E ainda nesse volume: a história da garota que tem como trabalho ligar o batsinal; uma série de assassinatos que acaba chamando a atenção da Caçadora; e um velho caso que ameaça piorar a vida do detetive Harvey Bullock.

paninisuicidaEsquadrão Suicida: Chute na Cara, de Adam Glass, Federico Dallocchio e Clayton Henry (164 páginas, capa dura, R$ 29,90): Eles são supervilões recrutados em prisões e enviados em missões secretas e potencialmente mortais em troca de redução em suas penas. Nanobombas são instaladas em seus pescoços para mantê-los sob controle e cada um ali é inteiramente dispensável. Sua primeira missão consiste em enfrentar uma horda de sessenta mil pessoas completamente descontroladas. Primeiro arco da equipe no universo de Os Novos 52.

Planet Mangá

paniniyokaiYo-kai Watch 1, de Noriyuki Konishi (104 páginas, R$ 8,90. Acompanha adesivo exclusivo): Natham Adams era um estudante normal, que levava uma vida pacata até o dia em que acabou libertando um Yo-kai e ganhando um estranho objeto chamado Yo-kai Watch. Com ele, Natham passou a enxergar seres fantásticos normalmente invisíveis aos humanos, e resolveu fazer amizade com eles. Série mensal em andamento no Japão, onde tem 10 volumes publicados até o momento.

paniniajinAjin – Demi-Human 1, de Tsuina Miura e Gamon Sakurai (232 páginas, R$ 17,90): Kei Nagai está focado nos seus estudos para entrar em uma Faculdade de Medicina, e vive uma vida mediana com falsos amigos enquanto pensa apenas em como vencer na vida, até o dia em que descobre ser um Ajin, uma entidade imortal. Encurralado pela polícia e pela sociedade, que sai à sua caça para submetê-lo a experiências científicas, seu único aliado é Kai, um antigo amigo de infância com quem havia cortado relações. Série bimestral em andamento no Japão, com 8 volumes publicados até o momento.

Brasil terá exibição exclusiva de “A Piada Mortal” nos cinemas

PiadaMorta

O Brasil não vai ficar de fora do hype do novo longa animado da DC/Warner, A Piada Mortal, adaptado da antológica graphic novel produzida por Alan Moore e Brian Bolland em 1988.

Numa parceria da rede Cinemark com o grupo Omelete, o longa será exibido em sessão única e exclusiva no dia 25 de julho, às 20h, com áudio original e legendas em português. Veja abaixo a lista das cidades e salas participantes.

Os ingressos já estão à venda (inclusive esgotados em algumas localidades), e podem ser adquiridos nas bilheterias ou site da rede Cinemark. O valor é de R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia entrada. Clientes Cinemark Mania têm 50% de desconto.

Nos Estados Unidos, A Piada Mortal será exibida no mesmo dia, em 1.075 salas – um recorde, segundo a revista Variety. Lá, a sessão será precedida de uma introdução feita por Mark Hamill (que dubla o Coringa), um documentário sobre o envolvimento do ator no projeto de adaptação, e os bastidores de uma das cenas.

Complexos participantes:

ARACAJU (SE)

Shopping Jardins – Av. Ministro Geraldo Barreto Sobral, 215

BELO HORIZONTE (MG)

Pátio Savassi – Av. do Contorno, 6061

BH Shopping – BR 356, 3049

BRASÍLIA (DF)

Pier 21 – S.C.E. Sul, Trecho 2

Iguatemi Brasília – St Shi/Norte, Quadra Ca-04

CAMPINAS (SP)

Iguatemi Campinas – Av. Iguatemi, 777

CAMPO GRANDE (MS)

Shopping Campo Grande – Av. Afonso Pena, 4909

CUIABÁ (MT)

Goiabeiras Shopping – Av. José Monteiro de Figueiredo, 500

CURITIBA (PR)

Shopping Mueller – Av. Candido de Abreu, 127

ParkShopping Barigui – Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600

FOZ DO IGUAÇU (PR)

Shopping Catuí Palladium – Av das Cataratas, 3570 – Vila Yolanda

FLORIANÓPOLIS (SC)

Floripa Shopping – Rod. Virgilio Várzea, 587

GOIÂNIA (GO)

Flamboyant – Av. Jamel Cecilio, 3300

GUARULHOS (SP)

Internacional Shopping Guarulhos – Rodovia Pres. Dutra, 397/650

JUAZEIRO (BA)

Juá Garden Shopping – Rodovia Lomato Júnior, km06, BR-407, 600 – Alto do Cruzeiro

LONDRINA (PR)

Boulevard Londrina Shopping – Av. Theodoro Victorelli, 150

MANAUS (AM)

Studio 5 – Av. Rodrigo Otávio, 555

MOGI DAS CRUZES (SP)

Mogi Shopping – Av Vereador Narciso Yague Guimarães 1001

NATAL (RN)

Midway Mall Natal – Av. Bernardo Vieira, 3775

NITERÓI (RJ)

Plaza Shopping Niterói – Rua XV de Novembro, 8

PORTO ALEGRE (RS)

Barra Shopping Sul – Av. Diário de Notícias, 300

Bourbon Ipiranga – Av. Ipiranga, 5200

RECIFE (PE)

RioMar – Av. República do Líbano, s/nº

Ribeirão Preto (SP)

Novo Shopping – Av. Presidente Kennedy, 1500

Rio de Janeiro (RJ)

Botafogo Praia Shopping – Praia de Botafogo, 400

Shopping Metropolitano Barra – Av. Embaixador Abelardo Bueno, 1300

Downtown – Av. das Américas,500

SALVADOR (BA)

Salvador Shopping – Av. Tancredo Neves, 2915

SANTOS (SP)

Praiamar Shopping – Rua Alexandre Martins, 80

SÃO PAULO (SP)

Cidade São Paulo – Avenida Paulista, 1230

Eldorado – Av. Rebouças, 3970

Market Place – Av. Dr. Chucri Zaidan, 920

Metrô Santa Cruz – Rua Domingos de Morais, 2564

Pátio Paulista – Rua Treze de Maio, 1947

Metro Tatuapé – Rua Domingos de Agostin, 91

Metrô Tucuruvi – Av. Doutor Antônio Maria Laet, 566

Tietê Plaza Shopping – Av. Raimundo Pereira de Magalhães, 1465

SÃO CAETANO DO SUL (SP)

ParkShopping São Caetano – Alameda Terracota, 545

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)

Colinas Shopping – Av. São João, 2200

UBERLÂNDIA (MG)

Uberlândia Shopping – Av. Paulo Gracindo, 15

VARGINHA (MG)

Via Café Garden Shopping – Rua Humberto Pizzo, 999

VILA VELHA (ES)

Shopping Vila Velha – Rua Luciano das Neves, 2418

VITÓRIA (ES)

Shopping Vitória –Av. Américo Buaiz, 200

Papo de Quadrinho viu: Batman Vs Superman – A Origem da Justiça

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ATENÇÃO, para fazermos essa resenha será necessário usar SPOILERS. Se você ainda não viu o filme, veja antes de ler nossa resenha.

Quando foi anunciado um filme conjunto entre Batman e Superman, os maiores super-heróis da DC Comics, e ícones mundiais da cultura pop, a expectativa se tornou imensa. Some-se a isso uma novidade importante: a introdução da Mulher Maravilha, terceira figura mais importante na trindade da editora e que ganhará filme solo. Como a Warner/DC apresentaria seus heróis sem usar o consagrado recurso transmídia da Marvel Studios?

Foi com essa e outras perguntas em mente que a ansiedade tomou conta dos fãs e da imprensa, seguido por um curioso clima de haterismo na medida em que imagens e informações sobre o filme  eram divulgadas, principalmente pela escolha do ator Ben Affleck para viver o novo-velho Batman. O diretor, Zack Snyder, que também conta com um respeitável fã clube de haters, foi alvo contante de críticas antes sequer de o filme estrear.

Aos poucos, trailers mostraram grandes cenas, ideias promissoras, mas a dúvida permaneceu por parte de muitos fãs e haters: será um bom filme?

A despeito de todas as dúvidas e críticas, a resposta é SIM, é um bom filme. Ainda que tenha complexidades inesperadas para o público acostumado às adaptações de super-heróis (mas nem tanto para os leitores habituais de gibis da DC), e ainda que sofra uma inevitável comparação com o bom e bem azeitado universo cinematográfico da Marvel, Batman vs Superman – A Origem da Justiça tem muitos acertos e, a sua maneira, vai montar o universo DC no cinema.

Um passo para a Liga da Justiça

Ao contrário da sua concorrente, a DC trilhou um caminho denso, adulto e referendado por obras clássicas das HQs da editora, como O Cavaleiro das Trevas (Frank Miller) e a Morte do Superman (Dan Jurgens), amarrando com a nova mitologia criada pelos Novos 52, de Geoff Johnsem que a DC Comics dá origem à Liga da Justiça a partir de um esforço para defender a Terra do maior vilão da editora, Darkseid (criação de Jack Kirby).

A paleta de cores escolhida para o filme é soturna. O Batman de Miller vivido por Ben Affleck é violento, capaz de usar uma arma. Um Batman pouco convencional. É um guerreiro amargurado, taciturno, que observa pesaroso uma armadura do Robin pixada com um desafio do Coringa, referência a Batman: A morte do Robin (Jim Starlin) e que vamos ter que esperar para saber mais no filme do Esquadrão Suicida. Um Batman repleto de perdas que percebe, após 20 anos combatendo o crime em Gotham, que seu trabalho é pequeno perto da ameaça representada pelo poderoso alien que atende por Superman (Henry Cavill) .

Visto ora como salvador ora como uma maldição, Superman é julgado por conta do espetáculo de destruição na luta contra o General Zod em O Homem de Aço, ainda que tenha salvado a Terra. O poder e o descontrole desses seres são questões levantadas pelo governo e por seu antagonista, Lex Luthor (Jesse Eisenberg), apresentado como um jovem gênio psicótico, mimado e típico dos nossos dias, ao mesmo tempo em que lembra um cientista louco clássico dos quadrinhos.

Lex Luthor é um homem temeroso quanto ao futuro da humanidade, mas sedento pelo controle sobre ela. Ele sabe que esses super-humanos – ou metahumanos – são como os antigos Deuses. Essa loucura atinge seu expoente quando ele usa tecnologia kryptoniana para criar o monstro Apocalypse e tem contato, ao que parece, com a caixa materna. Antes, para que seu controle seja total, Luthor manipula os heróis e os guia rumo a um confronto inevitável.

Descobertas como vida alienígena, tecnologia avançada e aparição dos deuses e super-seres parecem ter grande impacto na vida do homem comum no universo cinematográfico da DC. Essas descobertas geram medo e levantam suspeitas. E nesse clima de desconfiança e descobertas está a figura enigmática de Diana (‎Gal Gadot ) uma poderosa guerreira que só conheceremos melhor em seu filme solo

Há também a citação nos arquivos de Luthor sobre outros personagens poderosos: um homem submarino, um jovem velocista e um ciborgue humano  criado com o uso de um objeto confidencial encontrado nos anos 1980, que os iniciados reconhecem como a caixa materna.

BATMAN V SUPERMAN

Dessa forma, o filme sai do convencional quando mostra num misto de sonho e profecia, um Flash vindo de um futuro incerto, onde o Superman se tornou um mero agente local de um poder maior.

Eis os deslizes

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O ritmo da narrativa é muitas vezes quebrado, não funciona e arrasta o filme. E ainda que a narrativa de Snyder não obedeça a cartilha simples dos heróis Marvel, falta fluidez em diversos momentos.

A fluidez se perde, a grande quantidade de referências é um acerto que diante dos leigos, atrapalha. O público não iniciado tem problemas para entender referências da vinda de Darkseid, da Terra invadida por Apokolips, da caixa materna e dos parademônios. Acostumados à narrativa simplificada da Marvel, esse excesso de informações e referências são um problema para o filme, que eventualmente seria corrigido em uma versão estendida.

Nosso veredito

Se o filme não é perfeito por causa do ritmo e de tanta informação, as virtudes em Batman vs Superman – A Origem da Justiça estão na ousadia de tentar algo diferente para o gênero, sem apostar em soluções comuns e lineares que nos acostumamos a ver nos filmes da Marvel.

É um filme carregado de simbolismos, denso, soturno. Não é um filme infantil. Tem uma trilha sonora muito boa, atuações convincentes e surpreende o público ao tirar de cena um dos protagonistas, embora todo mundo que tenha lido quadrinhos sabe que ele vai voltar. A DC apontou um caminho interessante e diferente para seus filmes, que incluem um clima de tragédia para a humanidade, supostamente já condenada nas mãos de Darkseid.

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A forma como os outros filmes amarrarão essa narrativa é um novo mistério. Como apresentar os novos super-heróis sem usar a fórmula bem sucedida da Marvel?

A Warner/DC criou seu jeito de contar sua história. Às vezes confusa, às vezes pessimista, muitas vezes empolgante. Nada que um leitor de quadrinhos não conheça. Valeu também pela ousadia de trazer um clima sombrio aos filmes, de mostrar que antes de ser nossos salvadores, o super-heróis carregam um legado de destruição, morte e transformação para a humanidade. Que venham mais filmes de super-heróis sérios, mais destruição em massa e mais Deuses, mas sem perder a empolgação e a aventura.

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