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Category: Cinema (Page 1 of 19)

Papo de Quadrinho viu: Star Wars – A Ascensão Skywalker

A convite da assessoria de imprensa da Disney, Papo de Quadrinho assistiu a Star Wars – A Ascensão Skywalker numa sessão exclusiva para jornalistas.

Em respeito aos nossos leitores, o texto abaixo não contém spoilers.

Star Wars – A Ascensão Skywalker, que chega aos cinemas brasileiros amanhã (19), se intitula o capítulo final da saga espacial criada por George Lucas há mais de 40 anos.

O diretor J.J. Abrams sabia da responsabilidade de ter os olhos de boa parte do mundo voltados para seu trabalho e optou por seguir um caminho mais seguro, longe da ousadia de seu antecessor, Rian Johnson, em Os Últimos Jedi (2017).

Da mesma forma que transformou sua estreia na franquia, O Despertar da Força (2015), num filme-homenagem a Uma Nova Esperança (1977), agora Abrams presta tributo a outro filme da trilogia clássica (os fãs logo vão perceber as semelhanças na estrutura narrativa).

A Ascensão Skywalker trata de redenção, do conflito do Bem contra o Mal – assim mesmo, no sentido absoluto –, mas travado dentro dos protagonistas, que lutam contra o medo e o ódio que conduzem para o lado sombrio da Força – um dilema constante nos momentos cruciais da saga.

O passado de Rey (Daisy Ridley) é finalmente conhecido e, como prometeu o corroteirista Chris Terrio, a revelação não é aleatória. Em vez disso, confirma a estreita relação da protagonista com a Força e seus inimigos – entre eles, Kylo Ren (Adam Driver).

A Ascensão Skywalker é talvez o filme com mais ação de toda a saga principal. A abertura traz de cara uma perseguição entre as estrelas, seguida de cenas num campo de batalha e continua com um espetáculo de batalhas espaciais, confrontos de blasters, lutas de sabre de luz e um resgate heroico. Os stormtroopers ainda são ruins de mira, mas ganham um surpreendente recurso.

Demais personagens, como Poe Dameron (Oscar Isaac) e Finn (John Boyega), estão mais maduros e seguros de seu papel na Resistência, e protagonizam boa parte das cenas de ação.

Sob a batuta de Abrams, as mulheres continuam brilhando: as novatas Zorri Bliss (Keri Russell) e Janah (Naomi Ackie) são quem livra a cara dos heróis em momentos de apuro.

O roteiro toma alguns atalhos para fazer a trama andar, mas nada que comprometa se você mantiver em mente que se trata de um novelão ambientado muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distante, e que não dá para cobrar verossimilhança o tempo todo.

O que dá para cobrar é coerência, e isto J.J. Abrams entrega. Apesar de optar por um caminho mais seguro, o diretor honra não só o que começou a construir em O Despertar da Força, mas principalmente o legado de mais de quatro décadas, e presenteia os fãs com um encerramento digno.

A Ascensão Skywalker tem um tom de despedida e é um deleite rever a eterna Princesa Leia (Carrie Fisher), ainda em que cenas recuperadas, e tantos outros personagens da trilogia clássica no que talvez seja sua última participação.

Mas soa pretensioso pensar que este nono episódio fecha a tampa da saga. A riqueza do universo criado por George Lucas permite numerosas possibilidades e faz pensar se daqui a algumas décadas não veremos o início de um novo ciclo, com os heróis da atual trilogia no papel dos “veteranos”.

O tempo -e a Força – dirão…

Papo de Quadrinho viu: Frozen II

A convite da produtora Espaço Z, nossa colaboradora Adri Amaral conferiu a continuação do sucesso Frozen

Nossa resenha está livre de spoilers.

A nova animação da Disney, Frozen 2, sequência de Frozen (2013), nos traz de volta ao reino de Arendell e à vida das irmãs Elsa e Anna. Nesse segundo filme, a parceria entre as irmãs é mostrada de forma mais intensa com Elsa como rainha e Anna feliz com a vida em família no castelo onde também vivem o namorado Kristoff, o boneco de gelo Olaf e a rena Sven.

A rainha Elsa, no entanto, começa a ficar intrigada ao escutar frequentemente o chamado de uma voz misteriosa – dublada pela cantora indie pop da Noruega, Aurora – e quer entender a origem de seus poderes. Na trajetória em busca do passado e de suas origens, as irmãs, Kristoff, Olaf e Sven partem rumo à floresta mágica após lembrarem de histórias contadas quando eram crianças por seus pais. O epicentro dessa busca está na compreensão das identidades das irmãs e de sua família.

Na floresta, congelada sob um nevoeiro encantado, as personagens encontram então o seu povo nativo, os Northuldra, que habitavam ali desde o seu princípio bem como alguns soldados de Arendell. A resolução de todos esses mistérios está intrinsicamente ligada às origens da família de Elsa e Anna e aos pais das mesmas. Novos animaizinhos mágicos também aparecem para completar o time com destaque para a salamandra Bruni – fofíssima – e o cavalo de gelo Knorr. A aventura e o mistério são centrais nesse segundo filme. Embora em alguns momentos o ritmo caia, isso não compromete a história, que tem um cuidado permanente com a beleza dos cenários e efeitos especiais.

Durante a nova jornada, as irmãs enfrentam situações mais pesadas do que o filme anterior, especialmente em relação ao seu passado. É enfatizada a amizade e o amor que ambas mantêm e bem como suas diferenças de personalidade, o que permite que elas se complementem nos desafios que são apresentados e deste modo, os solucione de forma diferente.

As músicas dessa continuação não são tão cativantes quanto às do primeiro filme, mas o momento quase anos 1980 de Kristoff – que ensaia e tenta várias vezes pedir a mão de Anna em casamento – é impagável ao simular os clichês dos videoclipes de baladas oitentistas. A trilha também está menos infantil com destaque para “Into the Unknown” que é cantada por Elsa e também na versão da banda Panic at the Disco! e “Lost in the Woods” do Weezer nos créditos finais.

Frozen 2 foca muito mais na aventura e em momentos bastante tensos – numa espécie de “coming of age” das irmãs, agora um pouco mais amadurecidas, em que vemos ambas lidando com os dramas de ser quem são. Vemos a Disney tentando “expiar” seus conflitos em uma tentativa de leitura dos discursos descoloniais ao mostrar o povo Northuldra em suas virtudes e ao reposicionar o discurso bélico histórico dos colonizadores. Evidentemente que as nobres ainda ganham o protagonismo diplomático de resolução das situações, mas a ideia do desvelamento de “mentiras do passado” é uma sinalização interessante e deve ganhar uma certa tônica nas próximas produções do estúdio.

A discussão que a Disney não se atreveu a mexer no entanto diz respeito ao interesse afetivo de Elsa. Por um lado, é interessante que ela não precise ter o componente romântico e siga um caminho de auto-conhecimento, mas por outro a noção de que ela seria a primeira protagonista queer por parte de uma base do fandom é frustrada. O roteiro deixa tudo em aberto, embora a canção “Show yourself” cantada por Elsa – assim como Let it go – venha ganhando uma interpretação nesse sentido por parte do fandom LGBTQ+ da animação. Há várias camadas de sentido que podemos pensar para interpretar um filme, desde análises progressistas até conservadoras, o que inclui fãs que produzem conteúdos como: fan arts, fanvideos, mobilizações em rede, etc.

A Disney lança suas iscas e não se compromete, tentando se resguardar de reações mais acirradas. O entendimento da Disney sobre a cultura dos fãs é sempre tensa e ainda há uma carência de entendimento das práticas trazidas pela internet nesse contexto.

Atenção para um último e importante detalhe: há uma cena pós crédito, então, fiquem ligados. Compre seu sorvete e divirta-se nessa nova aventura congelante!

Papo de Quadrinho viu: As Panteras (Charlie´s Angels)

A convite da produtora Espaço Z, nossa colaboradora Adri Amaral conferiu o novo filme da franquia As Panteras (Charlie´s Angels). Nossa resenha está livre de spoilers.

O novo filme As Panteras (Charlie´s Angels) de 2019 faz o reboot da franquia de forma competente e divertida sob a direção de Elizabeth Banks – que também atua na película. Apesar de reiniciar a franquia, a trama se passa no mesmo universo dos filmes anteriores (Charlie´s Angels de 2000 e Charlie´s Angels: Full Throttle de 2003) respectivamente, porém se mantém bem mais fiel ao espírito do seriado, que foi exibido nos Estados Unidos de 1976 a 1981. No Brasil, o seriado chegou com um delay peculiar da época e passou nos canais de TV abertos nos anos 1980 influenciando a cultura pop da época.

Em tempos de nostalgia em relação a produtos midiáticos que atingem status de cult, era de se imaginar que a franquia de As Panteras fossem retornar ao circuito dos cinemas ou dos seriados. Se os filmes dos anos 00 fizeram uma geração rever as detetives da agência de Charlie na condição de protagonistas, essa continuação de 2019, avança as discussões em termos do papel das mulheres em posições de poder, questionamento que nunca foi feito pelo seriado nem pelos filmes anteriores.

Esse é um dos grandes acertos da direção de Elizabeth Banks e do roteiro, além do brilho de Kristen Stewart (Sabina) que mostra toda sua veia de comediante além de “tirar onda” de sua suposta rebeldia e menções a sua sexualidade – há um certo acento queer na personagem que pode ser desenvolvido de forma mais aprofundada caso haja um próximo filme. Kristen de certa forma domina o filme dando um belo “tapa na cara” dos críticos e da audiência que tende a associá-la com a franquia Crepúsculo mesmo depois de tanto tempo e de ter filmes “alternativos” no currículo.  Além de Kristen, Naomi Scott no papel da cientista atrapalhada Elena Houghlin e Ella Balinska como Jane completam o trio, ancoradas pelos Bosleys – Patrick Stewart, nosso eterno capitão Picard de Star Trek – e Elizabeth Banks – a diretora do filme. O trio funciona bem, embora o relacionamento de amizade entre elas pudesse ter se desenvolvido de forma menos rápida e os plot twists em relação aos vilões apresentem motivações bastante fracas. No entanto, nada que faça o filme perder a animação ao estilo clássico da “Sessão da Tarde”.

As Panteras (2019) é um filme bastante divertido que explora melhor que os anteriores a parceria entre as detetives e suas transformações no caminho de pensar que o trabalho entre mulheres precisa ser coletivo, nesse sentido trazendo referências mais explícitas a questões feministas como o assédio masculino em diversos ambientes, o roubo do trabalho intelectual das mulheres e apagamento das mesmas por figuras de poder masculinas. Apesar disso é um filme leve e que acerta no tom da questão dos figurinos e disfarces – um dos destaques no seriado dos anos 1970 – e logicamente traz elementos nostálgicos como referências aos filmes anteriores e algumas surpresas que remetem à série original. Atenção às cenas pós-créditos.

Um último destaque é a trilha sonora feita para as pistas de dança e traz apenas cantoras pop como Miley Cyrus e Lana del Rey, com ênfase para Ariana Grande, um clássico de Donna Summer e até mesmo a brasileira Anitta, uma vez que o Rio de Janeiro juntamente com Istambul e Hamburgo fazem parte das paisagens por onde as detetives se empenham em resolver a questão do roubo de uma tecnologia que coloca muitas vidas em risco. Por todos esses elementos, As Panteras (2019) é um filme recomendado pela diversão e por pautar temas atuais de forma descontraída – ainda que alguns questionamentos em torno de padrões precisem ser mais explícitos evitando o queer baiting por exemplo.

Papo de quadrinho viu: Midsommar – O Mal não espera a noite

A convite da produtora Espaço Z, nossa colaboradora Adri Amaral conferiu o novo filme de terror do diretor Ari Aster. Hoje, trazemos na resenha alguns spoilers leves para o melhor entendimento do filme.

Um dos principais clichês da crítica musical é a chamada “síndrome do segundo álbum”, que normalmente acomete artistas e bandas cujo primeiro trabalho ganhou muita expressão ou visibilidade e em torno dos quais são criadas expectativas da reprise em uma próxima obra. Bastante esperado pela crítica e público, Midsommar – que no Brasil ganhou o curioso subtítulo de O Mal não espera a noite – é a segunda incursão do diretor e roteirista Ari Aster no gênero horror após sua aclamada estreia com o longa Hereditário (2018).  Nesse sentido, o hype criado pela crítica e público em torno da segunda obra do diretor faz com que o filme já ganhe na largada uma intensa visibilidade no circuito dos apreciadores do gênero.

Novamente o cineasta nos coloca dentro de uma história incômoda e perturbadora, porém deslocando os cenários e paisagens dos Estados Unidos no inverno – que aparecem pouco e apenas na parte inicial do filme – para uma ensolarada Suécia no verão. A vila no interior da Suécia com suas paisagens e arquitetura é um dos principais personagens do filme, atuando como condutora da narrativa a partir das festividades do solstício de verão.

A trama central é mostrada a partir do casal Christian e Dani, embora Dani seja o fio condutor por onde observamos a maior parte dos acontecimentos – e seu grupo de amigos sobre quem sabemos muito pouco, mas cujas personalidades só serão delineadas em sua estadia na vila sueca.

A trajetória de Dani em uma luta quase claustrofóbica devido à perda dos pais e da irmã de forma brutal logo no início do filme a conduz a uma tentativa desesperada por contato humano e intimidade com o namorado Christian (Jack Reynor) que a trata com um distanciamento e frieza que aumenta à medida em que o filme avança e as bizarrices da pequena “comuna” sueca começam a ficar mais intensas.

Ari Aster comentou em alguns vídeos e entrevistas de divulgação que Midsommar é um filme sobre separações e sobre família. A conexão entre seitas e família vem de longa data, entretanto aqui nos é contada através de movimentos de câmera, das expressões faciais drogadas dos personagens sob uso intenso de psicotrópicos e dos diálogos expressos através de Pelle (Vilhelm Blomgren), o personagem sueco que convidou os colegas norte-americanos para a visita a sua terra Natal.

O sofrimento de Dani (Florence Pugh) com uma falta de pertencimento e uma ligação complicada com sua família perdida constituem os elementos que precisam ser expurgados coletivamente e que a levam para um renascimento em meio às festividades.

E é nessa tentativa de pertencimento que a estranheza da vila comunal “onde todos cuidam coletivamente das crianças” e “são irmãos e irmãs” que a trama de quase 2h30 minutos ganha fôlego e cria situações surreais e outras cujo reação do espectador é o riso, um riso nervoso de quem sabe que a perversidade se encontra em meio a suposta beleza e à estética floral de tons de branco, azul claro e rosa fazendo com que sejam destacados os elementos de folkhorror.

É o excesso de luz e de sol – a entidade adorada e louvada pelos moradores da comunidade – não a tradicional escuridão dos filmes de terror que nos causam o pavor e a sensação de desconforto, um anuncio que algo ruim está sempre prestes a acontecer.

Ter tanta gente vestida de branco e agindo coletivamente como uma espécie de colmeia orquestrada de pessoas, uma seita agindo com propósitos que não estão claros, causam um incômodo constante ao longo do filme. É o inverso do convencional, do soturno, das roupas escuras; mas o medo, o bizarro, e o incômodo é constante.

O solstício de verão, objeto de pesquisa de um dos colegas antropólogos que se aventurou com o casal é a outra grande presença da narrativa, ampliando gradativamente o embate entre os forasteiros e os locais.

A utilização da trilha sonora e da sonoridade é um bom destaque do filme que nos ajuda junto com a falta de noção de passagem de tempo devido a luminosidade constante também ajuda na perturbação trazida pelo filme.

A construção de mundo e a utilização dos elementos simbólicos (quadros, pinturas, padrões de tecidos com desenhos, elementos pictóricos, entre outros) nos deixam antever a história desde o início do filme e conduzem os espectadores pela jornada da protagonista em busca de sua identidade e de um pertencimento coletivo oferecido pela vila e que ela não encontrava nem no namorado nem nos colegas.

Dani procura seu reencontro consigo mesma em meio ao caos e o grotesco. Vivendo em uma sociedade como a norte-americana que cada vez mais tenta apagar as marcas do luto e do sofrimento, Dani se finalmente expõe sua dor e seu lado sombrio, encontrando na vila sua forma de expressá-las. É um filme de terror não convencional que vale conferir. Atenção para as duas horas e meia de duração, que arrastam um pouco o filme.

Papo de Quadrinho viu Homem-Aranha: Longe de Casa

A convite da produtora Espaço Z, nosso editor conferiu o novo filme do Homem-Aranha. Em respeito aos nossos leitores, trazemos uma resenha sem spoilers.

Estreia nesta quinta-feira (4/07) o esperado Homem-Aranha: Longe de Casa, com uma missão digna do maior herói da Marvel: manter o interesse do público após o hype dos Vingadores: Ultimato.

O trabalho do diretor Jon Watts foi duplo: contar uma boa história para um publico fã do Cabeça de Teia e conseguir encaixá-la nos eventos que ocorreram após o último filme e, ainda, encerrar a chamada Fase 3 do Universo Cinematográfico da Marvel.

Uma missão que ele conclui com louvor, graças a uma trama bem integrada aos eventos do MCU e, ao mesmo tempo, empolgante e divertida.

Tudo começa após os eventos que marcaram o retorno à vida de metade da população mundial morta por Thanos em Vingadores: Guerra Infinita e trazida de volta pelo Hulk em Ultimato. O jovem Peter Parker (Tom Holland) segue com sua turma do colégio para uma viagem de duas semanas pela Europa e é surpreendido pela visita de Nick Fury (Samuel L. Jackson).

O ex-chefão da S.H.I.E.L.D. convoca o Homem-Aranha para uma missão urgente: enfrentar criaturas que surgem em cidades-símbolo do Velho Mundo. Para isso, ele vai contar com o auxílio do herói enigmático chamado por sua turma de Mysterio (Jake Gyllenhaal).

Mas como ele vai salvar a Europa desta ameaça e ao mesmo tempo manter sua identidade secreta preservada? E o mais importante: como pretende salvar o mundo se tudo o que ele quer no momento é largar suas obrigações super-heroicas para curtir merecidas férias e se aproximar da crush MJ (Zendaya)?

Esse é o principal acerto do filme: uma fórmula equilibrada que mistura uma boa aventura divertida, com a atuação carismática do trio de atores principais, Tom Holland, Jake Gyllenhaal e Zendaya, sem perder a mão nos detalhes da história.

Homem-Aranha: longe de casa, funciona porque entrega uma diversão completa, começando com a pergunta que todos querem saber sobre o retorno das pessoas salvas pelos Vingadores, passando por uma reviravolta já manjada – uma vez que Mistério é um dos vilões mais famosos do panteão vilanesco do Homem-Aranha.

Ainda assim, muitos conceitos interessantes são retratados, como a ideia de um multiverso que abre possibilidades para o futuro (lembrando que os direitos do Homem-Aranha nos cinemas é de propriedade da Sony, assim como o Venon), porém sem dar grandes pistas de qual será o andamento dos próximos filmes ainda conectados ao universo dos Vingadores.

Por hora, os fãs do Aranha, tanto dos filmes como dos quadrinhos, podem se regojizar com o herói carismático que todos gostamos: um adolescente atrapalhado, nerd, apaixonado pega garota bacana da escola e bem intencionado, que precisa entender seu papel heroico no mundo pós-Vingadores e lidar com o luto pela morte de seu mentor Tony Stark (Robert Downey Jr.).

Impressionam também os efeitos especiais do filme, principalmente por tratar de elementos como água e fogo em grandes centros urbanos, apresentados em situações que se passam durante o dia. A ação do filme é pura história em quadrinhos, com um enquadramento que as vezes coloca a audiência diretamente na pele do herói e no centro da ação, algo extremamente bacana de ver em uma tela grande.

Homem-Aranha: longe de casa é o tipo de filme que a gente sai comentando, surpreso com os desdobramentos finais e feliz ao mesmo tempo. Um bom retorno do MCU depois de tantas emoções recentes que, embora não possam ser superadas tão facilmente, mostram que ainda há espaço para bons filmes de super-heróis.

Em tempo: fique na sala até o último instante para curtir as surpresas do final do filme e da cena pós-crédito.

Papo de quadrinho viu: MIB Homens (e mulheres) de Preto: Internacional

A convite da produtora Espaço Z nosso editor acompanhou ‘“MIB Homens de Preto: Internacional”’, novo longa que apresenta uma nova fase da franquia. Em respeito aos nossos leitores nossa resenha NÃO TEM SPOILERS.

Nos anos 1990, período em que as teorias da conspiração não governavam um país e estavam restritas à imaginação, tablóides e a diversão especulativa, o roteirista Lowell Cunningham trouxe para os quadrinhos uma agência para cuidar de visitantes interplanetários, os “Homens de Preto” (Man in black ou sua sigla: MIB).Inspirado em uma das mais tradicionais teorias da conspiração de ufologistas, envolvendo alienígenas, naves e invasões da Terra, os “Homens de Preto” (Man in black – MIB) são agentes vestidos com ternos pretos (ufa!) e óculos escuros que aparecem para resolver casos de contatos imediatos – que não serão divulgados oficialmente.

A agência na verdade licencia, monitora e policia a atividade alienígena neste pálido ponto azul, protegendo a todos de maneiras que seus cidadãos não podem imaginar (e nunca saberão), além de se encarregar do processamento das chegadas de alienígenas como imigrantes refugiados. Carregando armas de alta tecnologia construídas com a ajuda da tecnologia interplanetária, sua ferramenta mais útil é o cultuado neuralizador, um dispositivo em forma de caneta que emite um feixe de luz que apaga a memória daqueles que tiveram contato com alienígenas, mantendo a existência secreta da MIB como apenas um rumor, reconhecida apenas como um déjà vu e descartada com a mesma rapidez.

A criação de Cunningham foi levada aos cinemas em MIB (1997) que um pouco diferente dos quadrinhos, misturou comédia com ficção-científica. Capitaneados por  pelos atores Tommy Lee Jones e Will Smith, o filme fez um grande sucesso, levou o Oscar de Melhor Maquiagem e ainda gerou duas sequencias: MIB II (2002) e MIB³ (2012).

Eis que estreia amanhã (13) o novo filme expandindo a franquia com locações por toda a planície da Terra. A premissa dos filmes anteriores permanece: existem alienígenas de outros mundos vivendo entre nós. Assim, MIB Homens de Preto: Internacional apresenta novos agentes, armas, alienígenas e locações.

Desta vez temos o Agente H (Chris Hemsworth) e a novata M (Tessa Thompson) que se tornam parceiros e tem o trabalho de enfrentar uma nova ameaça alienígena que pode tomar a forma de qualquer um, incluindo agentes da MIB. Os atores Liam Neeson, Rebecca Ferguson e Kumail Nanjiani também aparecem em papéis-chaves.

O diretor F. Gary Gray, cuja filmografia abrange títulos de ação (Velozes e Furiosos 8), comédias (Sexta-Feira em Apuros) e dramas (Straight Outta Compton: A História do N.W.A.), se manteve fiel ao misto de aventura, sci-fi e comédia da franquia.

A trama se apresenta uma menina chamada Molly, que, juntamente com seus pais, teve um contato imediato. Ela evita o neuralizador da MIB que apaga a memória dos pais  e fica obcecada em descobrir a verdade sobre os alienígenas na Terra e sobre os misteriosos homens vestidos de preto que a visitaram pouco depois daquele encontro que mudou sua vida. Empregando todo seu tempo disponível e buscando respostas, anos depois, Molly descobre a sede da MIB em Nova York. Impressionada com a inteligência e as habilidades investigativas de Molly, que a levaram a se tornar a única pessoa a conseguir invadir a MIB sem ser convidada, a Agente O (Emma Thompson) a transforma em uma agente, atribuindo-lhe uma nova identidade: M.

Ainda como uma agente em estágio propatório, M é enviada para a sede de Londres e acabam se envolvendo em uma trama com H (Chris Hemsworth), um agente lendário com um ar de arrogância, reconhecido por já ter salvado o mundo armado apenas com sua astúcia e seu De-Atomizador. Mas a autoconfiança excessiva de H pode permitir que uma raça assassina tome posse de um artefato capaz de acabar com a paz da Terra e colocar em perigo toda a galáxia.

O filme tem uma trama simples, porém divertida e bons momentos de aventura e comédia (fruto da produção executiva de Steven Spielberg). As locações chamam a atenção por levarem o espectador por lugares legais em Londres, Paris, Nápoles e Marrakesh, tudo bem amarrado com bons efeitos especiais.

Tessa Thompson além de bonita sobra com boa atuação, enquanto Chris Hemsworth é aquele canastrão que apredemos a gostar em Thor e Vingadores – desnecessário lembrar que ambos trabalharam juntos no MCU (Universo cinematográfico da Marvel).

É um bom filme para ver com a família e se divetir. Ao mesmo tempo é um quarto filme cuja continuação mantém um legado que atraiu tantos fãs ao cinema. O que faltou foi uma trilha ou música marcante como os filmes anteriores.

E não podemos esquecer  que o comediante brasileiro Sérgio Mallandro faz uma ponta bastante inusitada no filme. Confira no cinema mais próximo, antes que a Terra acabe.

Papo de Quadrinho viu: X-men – Fênix Negra

A convite da produtora Espaço Z e Sony Pictures, nosso jornalista Andrey Czerwinski dos Santos assistiu X-men – Fênix Negra, última aventura dos mutantes pelas mãos da Fox.

A franquia dos mutantes pelas mãos da Fox termina no mais recente filme X-Men: Fênix Negra, que entra em cartaz nesta quinta feira (6) nos cinemas. O filme, que mais uma vez traz às telas a transformação de Jean Grey na Fênix é o ato final de uma sequência de filmes do supergrupo mutante que começou em 2000 e passou por pontos altos (X-Men 2, Logan) e algumas bombas (X-Men 3: O confronto final) e teve até mesmo um reboot (X-Men: Primeira Classe de 2011).

Dirigido e roteirizado por Simon Kinberg, a história se inicia em forma de flashback, contando a história de Jean Grey (a atriz Sophie Turner, a “Sansa Stark”, de Game of Thrones), que ao passar por um trauma de infância acaba sendo convidada pelo Professor Charles Xavier a se unir aos X-Men na sua escola para superdotados.

Anos depois, em 1992, os X-Men são considerados heróis nacionais. Durante uma missão de resgate de astronautas, que coloca a equipe em perigo no espaço, Jean Grey acaba utilizando seus poderes para salvar todos de uma explosão solar. Porém esse fato acaba alterando os poderes e emoções da telepata que acaba se tornando uma ameaça para seus companheiros e para o planeta à medida que essa recém adquirida força Fênix vai emergindo sem controle através dela.

Em relação às participações do longa temos Mística (Jennifer Lawrence), visivelmente cansada do papel, fazendo o link racional da equipe; Charles Xavier (James Mcavoy) , como o mentor da equipe, que durante o enredo se deixa levar pelo ego e mostra que mesmo os mais experientes podem errar; Ciclope (Tye Sheridan), o mutante de rajadas óticas e namorado de Jean,  além do teletransportador Noturno (Kodi Smit-McPhee), o velocista Mercúrio (Evan Peters), a deusa do clima Tempestade/Ororo (Alexandra Shipp) e o acrobata azul Fera/Hank McCoy (Nicholas Hoult). A trama também conta com a participação de Magneto (Michael Fassbender) e sua irmandade de mutantes, além de Jessica Chastain como uma alienígena que busca a força Fênix, num papel praticamente sem carisma algum e com uma motivação clichê.

Entre altos e baixos do filme, um destaque fica para a trilha grandiosa e competente de Hans Zimmer (Homem de Aço), que consegue segurar o enredo, principalmente da segunda metade da história.

De forma geral, o filme procura trazer questões contidas nos quadrinhos, como a batalha interna de Jean com as tentações da força Fênix e sua relação familiar com a equipe de mutantes. As semelhanças com a saga dos gibis terminam aí (com exceção da breve aparição de uma cantora mutante), ou seja, nada de Clube do Inferno, Mestre Mental ou Shiars. Num primeiro momento isso pode decepcionar os fãs da franquia, que desde o fadado X-Men: O Confronto Final (2006) ficaram na promessa de uma adaptação à altura dessa fase dos mutantes.

Parece impossível, talvez inviável, que uma adaptação cinematográfica de duas horas seja 100% fidedigna à trama original dos quadrinhos. Vale lembrar que a série animada do início dos anos 1990 conseguiu fazer isso usando quase uma temporada completa, mas lembremos: é uma série animada.

Ainda assim, detalhes bacanas que fazem dessa saga algo especial foram limados, tirando a grandiosidade que existe no original. Por essas e outras,  X-Men: Fênix Negra, acaba deixando a desejar no quesito adaptação – simplifica demais a trama – deixando um final agridoce e uma sensação de que “faltou algo a mais” para consagrar a franquia dos mutantes nos cinemas.

Nosso veredito é que para o espectador que busca um cinema pipoca de super-heróis mutantes sem grandes pretensões, o filme cai bem, tentando passar uma mensagem bacana sobre o conceito de uma família adotiva e de como essas relações se dão entre os X-Men. Já quem é muito fã da franquia X, principalmente os iniciado nos quadrinhos, talvez se frustre ao notar que a tentativa de trazer a “Saga da Fênix Negra” em toda sua grandeza para os cinemas não tenha sido bem sucedida.  São mídias diferentes, mas o gostinho de quero mais permanece. Quem sabe, futuramente, seja um trabalho para a Disney resolver?

Uma dica final: a revista Mundo dos Super-heróis deste mês se debruça sobre o filme e faz uma comparação sobre a adaptação, relembrando os grandes momentos dos quadrinhos e falando detalhes do filme para quem não está tão familiarizado com os quadrinhos.

Papo de Quadrinho viu: Brightburn – Filho das Trevas


A convite da produtora Espaço Z e Sony Pictures, nosso jornalista Andrey Czerwinski dos Santos assistiu Brightburn – Filho das Trevas, que une superpoderes e terror à mais mitológica origem de um super-herói nos quadrinhos.

A história da origem do Superman já é um marco na cultura popular, quando uma nave caiu na Terra trazendo um bebê e foi encontrada pelo casal de fazendeiros Jonathan Kent e Martha Kent. O casal cria a criança como seu filho adotivo, Clark Kent, que mais tarde viria a ser herói que todos conhecemos: como gentil, generoso, nobre, incorruptível, praticamente um escoteiro gentil, altruísta e um símbolo da “verdade, justiça”, sendo tudo o que aspiramos ser e muito mais. Com poderes como superforça, invulnerabilidade, voo, visão de calor, entre outros frutos da sua natureza biológica, sua personalidade e humanidade são consequência da criação.

Mas e se as coisas fossem um pouco diferentes? E se o rapaz tivesse crescido com um sentimento de superioridade sobre o restante da humanidade, egoísta e achando que poderia escravizar todos? Esse é o mote de Brightburn – Filho das Trevas, do diretor David Yerovesky.

O filme aborda praticamente a mesma origem do Superman, em que Brandon Breyer (o Clark Kent desse universo) é criado por Kylie Brayere (David Denman) e Tori Brayer (Elizabeth Banks),  réplicas exatas dos carinhosos e cuidadosos Kent, depois de ser encontrado em uma nave espacial. Ele vai descobrindo seus superpoderes à medida que cresce, porém ao invés de um comportamento bom, o rapaz se torna um assassino frio e maléfico.

O que causa essa grande mudança? É nesse ponto que os escritores Brian e Mark Gunn (irmãos do diretor e roteirista James Gunn, de Guardiões da Galáxia, que participa como produtor da película) erram a mão. Deslocando o filme do que poderia ser uma ótima apresentação de conflito psicológico entre “natureza versus criação”, os roteiristas decidem tornar o filme mais simplista ao conectar a brusca persona maléfica de Brandon à uma possessão por sua nave espacial. A partir desse ponto, o personagem vira uma máquina de matar que utiliza seus superpoderes elimina todos que se atrevem a contrariar seus passos.

Apesar do enredo pender para um filme de terror genérico no estilo “slash movies” temperado com superpoderes, o diretor David Yarvesky merece créditos pela brutalidade explícita das cenas de morte, que poderão atrair os fãs do gore. As cenas em que a mandíbula de uma das vítimas fica pendurada ou em que um caco de vidro é retirado de dentro do olho são de deixar os nervos à flor da pele. Entretanto as emoções param aí…

As interpretações são benfeitas e um dos pontos positivos do filme, com Jackson A. Dunn (que interpretou o jovem Scott Lang em Vingadores: Ultimato) retratando um Brandon Beyer assustador e misterioso, até mesmo quando o personagem ainda é “bom”. Elizabeth Banks e David Denman são o ponto forte do filme como o casal Breyer, representando de forma sólida os encantadores pais de família que aos poucos vão se dando conta do perigo que têm dentro de casa.

Outro destaque é a trilha sonora nos momentos mãe-filho do filme. Composta por Tim Williams, a música remete e emula o tema criado por Hans Zimmer para o filme Superman: Man of Steel (2013). Praticamente um easter-egg para os fãs do Homem de Aço.

Uma pena que, ao tentar apresentar o lado sombrio de uma origem alternativa do Superman, a película peca ao não se aprofundar numa discussão moral e cai no clichê de filmes de terror convencionais de assassinos, em que o que mais vale são as cenas de morte, o suspense passageiro e os momentos gore.

A sensação ao sair do cinema foi de mais um filme de terror genérico, deixando o telespectador que buscava um paralelo maligno à origem do Superman com vontade de algo mais.

Papo de Quadrinho viu: John Wick 3 – Parabellum

A convite da produtora Espaço Z nosso editor acompanhou ‘John Wick 3 – Parabellum’, novo longa da franquia. Em respeito aos nossos leitores nossa resenha NÃO TEM SPOILERS

“Si vis pacem, para bellum (Se você quer paz, prepare-se para a guerra).

O primeiro John Wick era apenas um sonho do roteirista Derek Kolstad que pretendia criar um passeio através de um universo cativante, perigoso e sangrento, estruturado em suas próprias regras, porém oculto nas sombras da nossa sociedade desde os tempos imemoriais. Esse roteiro atraiu o ator Keanu Reeves, que encarnou o personagem com perfeição e o restante é uma história de sucesso com os filmes: “John Wick – De Volta Ao Jogo” (2014) e “John Wick: Um Novo Dia Para Matar” (2017).
Assim, John Wick se tornou um ícone abraçado por platéias curiosas e empolgadas por ver e saber mais sobre ele e seu universo.

Em ‘Parabellum’ (ou ‘prepare-se para a Guerra’) a história começa exatamente onde John Wick terminou em “Um Novo Dia Para Matar”, com o protagonista fugindo do Hotel Continental, na pulsante Manhattan. Ele quebrou uma das regras fundamentais: matou um poderoso chefe da máfia no espaço neutro e protegido do hotel, o que lhe “excomungou” e rendeu um prêmio substancioso por sua cabeça, algo que aguça a imaginação de todos ao redor do mundo.

É durante sua fuga que sabemos mais sobre The High Table (ou Alta Cúpula dos Assassinos), grupo que não apenas gerencia a morte ao redor do mundo, mas também serve como uma espécie de sistema de justiça, com seus executores dos reinos do crime pelo mundo. Todo esse sistema é mantido graças a um sólido código de honra e uma elite que faz cumprir essa lei.

Aos poucos é revelado mais sobre esse incrível mundo mitológico e hiper-real com hotéis secretos e os homens e mulheres mais perigosos do mundo que o procuram a cada esquina.

Para sobreviver, nosso anti-herói precisa sair de cena e ao voltar às suas origens. É assim que conheceremos mais sobre os mistérios de como John Wick se tornou o assassino “Baba Yaga”.

Reeves faz um personagem brutal e ao mesmo tempo carismático, embora nunca sorria. Sua fuga é marcada por sequencias impressionantes de lutas, mortes, perseguições e tiroteios – tudo emoldurado dentro de uma fotografia minuciosamente bem feita. Há tempos que esse editor se diverte muito mais com os exageros do “wickiverso” do que com as aventuras de um 007.

Por fim, é preciso dizer que embora  seja um filme divertido e conte com um elenco estrelado de grandes atores e atrizes como Ian McShane (Gerente) e Halle Berry (Sofia), a história em si mesma não acrescenta muito ao todo – é apenas mais um capítulo de vingança e morte. Mas pelo menos desta vez, todo os assassinos sabem o que acontecem quando se atira em um cachorro.

O filme estreia nesta quinta-feira (16/05) com uma ação desenfreada, maior até que os filmes antecessores.  O espectador encontrará um Wick ainda mais letal e violento em busca de sua sobrevivência, uma experiência de adrenalina e violência tão bem feita que empolga.

Despretencioso, vale o ingresso e vai agradar aos fãs do genero.

Vingadores: Ultimato – Um épico grandioso e intimista

A Marvel encerrou seu primeiro grande arco de história no cinema de forma épica. Vingadores: Ultimato, que estreia nesta quinta-feira (25), é grandioso e intimista ao mesmo tempo. É tudo que você espera, e mais.

É um filme feito para emocionar, divertir e surpreender, sem abrir mão da origem nos quadrinhos nem deixar de contar uma boa história.

É um filme-homenagem aos 11 anos do estúdio e a todos os 21 filmes que vieram antes.

A trama é conhecida ou pelo menos imaginada pela grande maioria dos fãs: os Vingadores remanescentes precisam encontrar uma forma de desfazer a dizimação causada por Thanos ao final de Guerra Infinita.

Nem por isso, seu desenrolar é óbvio ou previsível. Qualquer pista de como eles levam o plano adiante será um spoiler.

O que dá para dizer é que cada vingador lidou com a dizimação à sua própria maneira e, durante a jornada, cada um deles vai encarar seus próprios fantasmas.

Daí vem a maior carga dramática do filme e também seus momentos mais divertidos. O humor, em escala até menor que em outras produções da Marvel, é mais que orgânico, é cirúrgico.

Vingadores: Ultimato inverte muitas das expectativas, tanto no conjunto quanto no desfecho de cenas específicas.

A Marvel foi extremamente competente em guardar segredo sobre algumas passagens e personagens, e estas surpresas estão entre as melhores coisas do filme.

Desejo de coração que você consiga fugir dos spoilers para viver esta experiência ao máximo.

Sem exagero, Vingadores: Ultimato é um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos.

Não só pelo filme em si – que, sim, é ótimo –, mas principalmente pelo que ele representa em termos de fechamento de todas as pontas um universo complexo, intrincado e interligado.

Quando começam a subir os créditos, a sensação é que vai demorar outra década para voltarmos a assistir a algo com tamanha magnitude.

Vingadores: Ultimato é aquele gibizão de 300 páginas que você pega para ler numa tarde preguiçosa e não quer que acabe nunca mais.

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