Revista O Grito!

Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Author: Társis Salvatore (Page 2 of 19)

CCXP celebra Dia do Dublador com desafio especial

O Dia do Dublador, celebrado em 29 de junho, é considerada uma das datas importantes no calendário da cultura pop

O dublador é um ator que por meio de sua voz é capaz de dar vida e emoção ao personagem e além de despertar a memória afetiva do público.

Sobretudo para a geração deste editor que começou a seu caminho pela cultura pop lá nos anos 1980, sem internet, ou material oficial simultâneo com os lançamentos. E claro, sem falar inglês.

Para comemorar junto aos fãs, no próprio dia 29/06, a CCXP vai lançar um desafio nas redes sociais: imitar vozes de personagens dos games, filmes, desenhos e animes.

A ativação acontece por meio de um filtro no Instagram e permitirá a interação com vários personagens, como Bob Esponja, Cebolinha, Pumba, Scooby-Doo e Frajola, entre outros.

Os dubladores também foram convidados a entrar na brincadeira. Nomes como Wendel Bezerra, Mauro Ramos, Angélica Santos e o Mestre Orlando Drummond – lenda viva da dublagem que completou 100 anos e já emprestou sua voz aos icônicos Scooby-Doo, Alf e Popeye – estão entre os profissionais que toparam o desafio. Além de imitar seus próprios personagens, eles tentarão imitar de forma divertida as falas de outros dubladores.

O filtro estará disponível a partir do dia 26/06 por este link.
Para participar do desafio, o fã deverá marcar o perfil oficial da CCXP no Instagram (@ccxpoficial) em seu stories.

Alguns dos vídeos serão selecionados para serem exibidos no perfil do festival: https://www.instagram.com/ccxpoficial/.   

SÓ MAIS UMA HISTÓRIA DE UMA BANDA em pré-venda

Começou esta semana a pré-venda da versão impressa de SÓ MAIS UMA HISTÓRIA DE UMA BANDA.

Uma HQ que lembra como era curtir um som nos anos 1990

Na trama, a banda de enorme sucesso nos anos 1990, CECÍLIA NÃO SABE CANTAR conseguiu o prodígio, em seu curto período de existência, de ser uma banda amada pelos alternativos e também pela galera pop. Mas, como quase todo grupo formado por personalidades brilhantes, terminou se separando.
Pessoas que conviviam com os integrantes, embora não saibam o motivo, dizem que o rompimento não foi bonito. Uma conceituada revista de música da época lançou o boato de que o vocalista Marcelo Carvalho e o guitarrista Raul Vieira brigaram por uma disputa de ego!
Quando Raul compôs uma música e Marcelo não quis colocar em seu segundo álbum, as coisas desandaram. Mais de vinte anos depois, um grupo de influencers, o Gramophone Plugado, convida Marcelo Carvalho, Roberta Bueno, Raul Vieira e os irmãos Mariana e Robson Mendes para um show de reunião do CECÍLIA NÃO SABE CANTAR. Agora, o que todo mundo quer saber é: eles conseguirão recuperar o que perderam naquele verão de 1998?

Esta HQ em formato físico terá mais páginas, porém nada que comprometa a sua leitura caso você tenha comprado a versão PDF na lojinha da quadrinhista Germana Viana:  http://germana.iluria.com/

Essas páginas extras funcionam como um agradecimento e um material de colecionador para quem comprar a versão impressa. 

A HQ tem formato de 15,5 x 23 cm, com 40 páginas p&b e capa colorida. E está disponível no https://www.catarse.me/historiadebanda

Sobre a autora:
GERMANA VIANA é quadrinista, nasceu em Recife/PE, mas já está em São Paulo tempo o suficiente para ter misturado os dois sotaques.
É autora de Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço 1 e 2As Empoderadas (vencedora do troféu HQMix categoria WebQuadrinhos), Só Mais Uma História de uma Banda e é coordenadora, editora e uma das autoras de Gibi de Menininha – Historietas de Terror e Putaria (Vencedor do troféu Angelo Agostini de Melhor Lançamento de 2018 e do HQMix na categoria Melhor Revista Mix de 2018), de Gibi de MenininhaO Faroeste é Mais Embaixo, Os Catecismos de Mama Jellybean e GdM Apresenta.

A autora participou ainda de diversas coletâneas, como: SPAMAmor em QuadrinhosCafé Espacial, Orixás: Renascimento Marcatti 40.  

Vem ai o DC FANDOME

do release, via Espaço Z

No dia 22 de agosto, sábado, a partir das 14h00 (horário de Brasília), a Warner Bros. dará boas-vindas a fãs do mundo inteiro ao DC FanDome – uma experiência virtual gratuita para fãs, sem necessidade de credenciamento prévio.

Imagine todos os Super-Heróis e Super-Vilões que você ama reunidos em um único lugar, para celebrar o passado, presente e futuro da DC.

Acessível por 24 horas no site www.DCFanDome.com, o evento global colocará os fãs no Multiverso da DC, com novos anúncios da WB Games, Filmes, TV e quadrinhos, além de oportunidades de ouvir dos elencos e criadores por trás de seus filmes e séries preferidos, incluindo as franquias de: AquamanThe BatmanBatwoman, Black AdamBlack LightningDC Super Hero Girls, DC’s Legends of TomorrowDC’s StargirlDoom PatrolThe FlashArlequina, o Snyder Cut de Liga da Justiça, LuciferPennyworthSHAZAM!, The Suicide SquadSupergirl, Superman and Lois, Jovens Titãs EM AÇÃO!Titans, Watchmen, Young Justice: Outsiders e, chegando em breve aos cinemas de todo o mundo, Mulher-Maravilha 1984.

Anotem na agenda DCnautas: 22 de agosto será o grande dia neste evento online global

O DC FanDome será o palco dos anúncios mais esperados e as últimas novidades, local para conferir vídeos exclusivos, e explorar os mundos tematizados que irão entreter a todos, de superfãs de TV e cinema, passando por jogadores e leitores, até famílias e crianças.

Com apresentações especiais para fãs em todos os fusos horários ao redor do globo, os fãs também terão acesso a eventos regionais, com rostos e vozes de vários países ao redor do mundo, em sua língua local. Independentemente de onde você more, sua idade ou o quanto você é fã, haverá algo para você.

Segundo a presidente e CEO da Warner Bros., Ann Sarnoff, “Não há fã como o fã da DC. Por mais de 85 anos, o mundo se voltou aos heróis e histórias inspiradoras da DC para nos animar e entreter, e este massivo e imersivo evento digital dará a todos novas maneiras de personalizar sua jornada pelo Universo da DC, sem filas, sem ingressos e sem barreiras. Com o DC FanDome, somos capazes de dar aos fãs ao redor do mundo uma maneira única e empolgante de conectar-se com seus personagens preferidos da DC, além dos incríveis talentos que os trazem à vida nas páginas e nas telas.”

Explorando o DC FanDome

O epicentro do DC FanDome é o Hall dos Heróis, onde você poderá experimentar a programação especial, painéis e revelação de conteúdo de vários filmes, séries de TV e jogos, disponível em vários idiomas, incluindo Português, Chinês, Inglês, Francês, Alemão, Italiano, Japonês, Coreano e Espanhol. De lá, navegue mais afundo no Multiverso da DC, explorando cinco mundos-satélites adicionais, cada um com seu próprio conteúdo localizado e atividades únicas e um mundo totalmente dedicado para nossos fãs mais jovens:

• DC WatchVerse: Aqui você pode juntar-se à plateia virtual e ser completamente absorvido em horas de conteúdo de todo o mundo – desde painéis e sessões imperdíveis a cenas ineditas, com participação de elencos, criadores e equipes por trás de Filmes, Séries, Home Entertainment e Jogos da DC.

• DC YouVerse: Aqui os fãs são as estrelas, para ver os melhores conteúdos criados por usuários, cosplay e artes feitas por fãs ao redor do mundo.

• DC KidsVerse: Em www.DCKidsFanDome.com. há uma vasta seleção de conteúdo e ativações apropriadas para a família e nossos fãs mais jovens.

• DC InsiderVerse: Este mundo baseado na criatividade contém um vídeo central apresentando o lendário artista e CCO/Publisher da DC Jim Lee, o Presidente de Produção de Filmes da DC Walter Hamada, e o criador do Arrowverse da TV, o Produtor Executivo Greg Berlanti, dando boas-vindas aos fãs com uma introdução básica ao Multiverso da DC. Daqui, acesse conteúdo de bastidores com os mestres que dão vida à DC em todas as formas, desde quadrinhos a jogos eletrônicos, TV, filmes, parques temáticos, produtos licenciados, e mais.

• DC FunVerse: Leve sua experiência no DC FanDome e encontre conteúdo compartilhável; confira nosso leitor de quadrinhos; kits “faça você mesmo” da Armadura Dourada de MM84 e do Batmóvel; além de brindes digitais, e uma loja cheia de produtos, incluindo itens exclusivos de edição limitada.

Confira Blerd & Boujee House

Onde estão os meus Blerds? A segunda celebração anual de cultura nerd negra retorna com a nova Blerd & Boujee House no DC FanDome, trazendo Blerds, LatinxGeeks e todos os tipos de nerds. Como qualquer um que teve a sorte de entrar na Primeira festa Blerd & Boujee (com a participação de DJ D-Nice) na San Diego Comic-Con 2019 pode confirmar, os fãs não podem perder as conexões e conversas.

Confira o site oficial, www.DCFanDome.com, frequentemente para atualizações adicionais sobre o que acontecerá dentro do DC FanDome, incluindo novo conteúdo do blog, o Daily Star, que começa com uma nota de boas-vindas do próprio Jim Lee e os assinantes receberão atualizações e sugestões para verem as conversas com astros e produtores de conteúdo da casa.

A DC é uma das maiores editoras de quadrinhos e graphic novels do mundo e lar de alguns dos mais icônicos e conhecidos personagens da cultura pop. Como uma unidade criativa da WarnerMedia, a DC toma conta da integração estratégica de histórias e personagens em filmes, televisão, produtos licenciados, entretenimento em casa, jogos interativos, e o serviço de assinatura digital DC Universe. Para mais informações, acesse dccomics.com e dcuniverse.com.

God country (minissérie)

por Júlio Black

Um redneck texano com Mal de Alzheimer recupera a memória quando a arma mais poderosa do universo – uma espada de três metros de comprimento – cai em suas mãos, e decide que não vai devolvê-la ao seu dono, um onipotente deus de um reino moribundo.

Bem que poderíamos resumir assim a trama de “God Country”, HQ publicada pela Image Comics em 2017 e que descobri recentemente fuçando nesse nosso vasto mundinho digital.

“God Country” é uma minissérie (seis edições) que conta com o roteiro de Donny Cates, arte excepcional de Geoff Shaw, colorização também excepcional de Jason Wordie e se passa essencialmente numa fazenda lá no interiorzão do Texas.

O protagonista é Emmett Quinlan, um idoso viúvo e portador do Mal de Alzheimer, responsável uma série de aporrinhações na vida do filho. Ele sai sozinho pela estrada, agride pessoas, fica perdido, a polícia precisa dar um fim às tretas, porém seu filho não aceita colocá-lo num asilo, mesmo que isso coloque seu casamento numa sinuca.

E é justamente após o mais recente transtorno provocado pelo pai que a fazenda é atingida por um tornado; coisa normal, daqueles que deixam de prêmio um demônio gigante e… Valofax, uma espada de três metros de altura e que é a tal arma mais poderosa do universo. E que escolhe justamente o senil Emmett como seu campeão. Emmet recupera o vigor físico e suas memórias enquanto estiver de posse do artefato mágico.

Emmett Quinlan encontra Valofax e muda seu destino

Não demora muito para Emmett dar um pau no demônio e descobrir a origem de Valofax com a chegada de Aristeus, filho de Attum, senhor do Reino da Eternidade, Deus dos Reis etc. e tal. O garotão (quase quatro metros de altura) reclama a espada em nome do pai, que precisa dela para manter a integridade do seu reino moribundo e evitar que sejam esquecidos na poeira do tempo.

Ou seja: motivos não faltarão para o tradicional ‘o couro come, a criança chora e ninguém vê”, seja no Texas ou num reino além da imaginação dos meros mortais.

“God Country” poderia ser apenas isso, uma HQ de porradaria extrema entre um caipira e deuses ancestrais – o que já seria muito bom, aliás, pois as sequências de batalha são de chutar bundas. Mas Donny Cates inclui na história diversas reflexões sobre família, legado, memória, despedidas, sacrifício e redenção. Não é pouca coisa, se pensarmos bem.

Veja bem: Emmett não quer ficar com a espada porque fica poderoso pra dedéu e recuperou a memória. Ele sente que tem o dever de defender sua família, seu legado, as histórias que tinha para compartilhar com o filho, a neta.

Ao final, a luta por Valofax é pano de fundo para uma história sobre o legado que todos nós sonhamos deixar um dia, o amor e sacrifício que fazemos por nossas famílias. É por tudo isso que o fã de quadrinhos precisa procurar “God Country” que infelizmente não foi publicada ainda no Brasil, mas é fácil de encontrar em inglês em seu site de compras de quadrinhos digitais favorito.

Podcast do Papo de Quadrinho chega no 9º episódio

Em Mundo dos Quadrinhos Pós-Corona vírus, nossos editores e diversos convidados vão debater como fica o mercado dos quadrinhos depois da Pandemia.

Para debater em um misto de analise histórica, futurologia, dúvidas e esperanças, este 9º episódio tem os representantes do Papo de Quadrinho: o jornalista Dyeison Martins – nosso host – e nossos editores Jota Silvestre e Társis Salvatore.

Nossos convidados são os queridos Érico Assis e a quadrinhista Germana Viana. Teremos também diversas participações especiais de outros produtores e artistas como Helô D’Angelo (artista), Victor Lima (especialista em mangás) e Guilherme Kroll (editor). A edição deste episódio é do Rodrigo McFly do Almanaque 21.

Basta acessar pelo Anchor ou pelo Spotify.

Você pode enviar seus comentários para nosso email: papodequadrinho@gmail.com. Sigam a gente nas redes sociais: twitter e instagram @papodequadrinho

Papo de Quadrinho viu: Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica

A convite da produtora Espaço Z, nosso editor Társis Salvatore assistiu ao novo lançamento da Disney/Pixar.

A “Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica”, apresenta os irmãos Ian e Barley Lightfoot que vivem em um pacato subúrbio de uma cidade chamada New Mushroomton. A sociedade evoluiu de uma realidade cujos habitantes são criaturas mágicas: trolls, centauros, sereias, gnomos e.. elfos. Outras criaturas como unicórnios e dragões são animais de estimação, neste mundo mágico que perdeu sua magia ante a tecnologia, séculos atrás.

Mas a vida contemporânea em uma cidade média da era pós-industrial tem desafios considerados pouco atraentes se comparados à aventura épica vivida pelos jogadores de Dungeons and Dragons. Em um mundo mágico sem magia, só resta os problemas mundanos e aparentente intransponíveis para um jovem que completa 16 anos.

É ai que o desafio aparece e os irmãos tem que se unir para viver uma aventura real: realizar uma magia ancestral que vai permitir que eles passem um dia com seu pai falecido. Cada irmão com suas razões, motivações e desafios, precisam trabalhar juntos depois de aceitar o chamado para a aventura.

O novo longa-metragem original da Pixar é dirigido por Dan Scanlon e produzido por Kori Rae – a equipe por trás de “Universidade Monstros”. Scanlon leva o início da trama um pouco mais cadenciado, para explodir em ação no quarto final da história. Não que isso seja um problema. É bacana e importante vermos a vida de Ian ( Tom Holland), sua relação com sua mãe ( Julia Louis-Dreyfus), sua escola e claro, seu irmão Barley (Chris Pratt). Os coadjuvantes são ótimos, como a Manticore e as absolutamente impagáveis fadinhas motoqueiras.

O desfecho é o melhor possível. Infelizmente não é possível explicar mais sem spoilers. Mas é um final sensível, emocionante e bem dirigido. Temos uma animação com aquele padrão de qualidade da Pixar: tecnicamente impecável, o cuidado com os detalhes e referências, sobretudo na história, com os clichês de RGP e demais jogos é hilário. E o final da história, nós arriscamos dizer, em muitos momentos vai mexer mais mais com os sentimentos dos adultos do que das crianças. Uma dica: vimos a versão dublada e está excelente. Não tenha medo de ver essa versão.

“Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica” estreia nos cinemas brasileiros em 5 março. Não perca!

Omelete lança bloco “Carnageek: Caçadores do Bloco Perdido”

Músicas do universo da cultura pop e paródias de marchinhas e sagas-enredo embalam o desfile, que parte do Largo do Arouche, no dia 1º de março, às 13h, para uma maratona de cinco horas de folia

São Paulo, 18 de fevereiro de 2019: Cinema, séries, quadrinhos e… marchinhas! Assim será o carnaval dos fãs de cultura pop que estiverem em São Paulo. O Omelete – maior portal do Brasil especializado na cobertura de entretenimento – vai levar para as ruas do Centro da cidade de São Paulo o “Carnageek: Caçadores do Bloco Perdido”. Com muita música, diversão e representatividade, o desfile acontece no dia 1º de março e vai reunir cosplays, influenciadores, geeks e não-geeks de todas as idades para uma maratona de cinco horas de folia. A concentração será no Largo do Arouche, a partir das 13h. 

Os nerds já estiveram no sambódromo, agora dominarão os blocos!

Para animar o bloco, o Omelete recrutou quem entende do assunto: um exército formado por instrumentistas e puxadores de “sagas-enredo” – paródias marchinhas conhecidas do público.

“Explode Coração”, um dos mais populares sambas da escola carioca Salgueiro, teve seus versos trocados para brincar com a maior saga de todos os tempos, “Star Wars”. A famosa vinheta Globeleza desta vez vai narrar as aventuras dos Vingadores, enquanto a história de Harry Potter será lembrada em uma versão irreverente de “É Hoje”, da agremiação União da Ilha do Governador.

Como muito ritmo e samba no pé, a bateria também promete animar os foliões com versões carnavalescas de músicas conhecidas no universo da cultura pop. Todas as “sagas-enredo” serão disponibilizadas no spotify em breve, mas você já pode conferir aqui

“O carnaval é mais uma oportunidade de colocarmos nossos costumes na rua, de viver um mundo de fantasia e deixar a alegria tomar conta. Se o carnaval faz isso por todas as pessoas, por que não fazer isso pelos fãs de cultura pop, que já curtem isso o ano inteiro, também? A gente quer dar ao geek mais uma opção para se divertir durante a festa e levar nosso olhar para quem ainda não se considera geek. Se você tem uma série, um filme ou um livro preferido, nosso CarnaGeek também é para você”, convida Marcelo Forlani, co-fundador do Omelete.

Serviço 

Caçadores do Bloco Perdido 

Dia: 1º de março 

Horário: a partir das 13h 

Local: concentração no Largo do Arouche em São Paulo 

(do release)

Papo de Quadrinho jogou muito e viu: Sonic – O Filme

A convite da produtora Espaço Z, nosso editor Társis Salvatore assistiu ao filme baseado em um dos jogos mais icônicos de todos os tempos

SONIC – O Filme é uma aventura live-action baseada na franquia mundial da Sega que divertiu e diverte até hoje toda uma geração de gamers. Para quem não lembra, o jogo apresenta um ouriço azul (ou porco espinho para alguns) super veloz que precisa libertar as criaturas do seu mundo transformadas em monstros mecânicos pelo terrível Doutor Robotnik.

Filhote de Cruz-Credo

Quando surgiu a primeira imagem do Sonic “ao vivo” no início de 2019, houve um furor na internet. O visual apresentado tinha estilo mais “humanizado”, com proporções um tanto estranhas e uma feiura considerável. Esse visual do Sonic foi rechaçado pelos fãs e causou uma série de debates. A reação negativa foi tanta que a Paramount e a Sega decidiram ouvir os fãs, investiram mais alguns milhares de dólares e redesenharam o personagem. Um acerto para o filme, mas que também causou novos debates sobre qual o limite aceitável de pressão dos fãs sobre uma adaptação ou produto pop.

Antes e depois: Sonic na versão mais humana e na versão do filme, próxima do game.

Sessão da Tarde

Refeito o personagem e o susto dos fãs, chegamos mais animados para conferir como foi adaptar para a telona o simpático Sonic. O filme foi escrito por Pat Casey e Josh Miller. O quase desconhecido diretor Jeff Fowler faz um trabalho competente e apresenta as aventuras de um ouriço azul com poderes especiais chamado que tenta se adaptar à nova vida na Terra.

Na trama, Sonic tem uma admiração velada pelo policial Tom Wachowski (vivido pelo ator James Marsden) e sua família, que vivem em uma pequena cidade no interior. 

Com um roteiro redondo, o trabalho de Fowler foi divertir e fazer do Sonic um personagem com alma. O ouriço funciona como protagonista e destila numerosas citações e brincadeiras. Referências à cultura pop estão por todo lado. O ator Ben Schwartz faz a voz do Sonic, e, no Brasil, a dublagem ficou a cargo do experiente Manolo Rey, que tem uma das vozes mais conhecidas do país. A interação com os atores humanos James Marsden (o Ciclope da primeira franquia dos X-Men no cinema) e Tika Sumpter convence, lembrando que Marsden já fez outros trabalhos voltados ao público infantil.

O adorado ator Jim Carrey interpreta o big boss do filme, o Doutor Robotnik, um agente especial do governo que usa sua tecnologia para descobrir quem (ou o que) é o Sonic.

“Quando eu recebi o telefonema para fazer SONIC fiquei muito empolgado”, garantiu Jim Carrey. E de tão empolgado, não economizou caras, bocas e afetação. Que Carrey é um ator talentoso não há dúvida, mas deve ser divertido (além de lucrativo) ser convidado para papéis exagerados e espalhafatosos. É contra este vilão, uma mistura de geek, hipster e filho único, que Sonic e Tom unem forças para tentar impedir sua captura pelo governo norte-americano.

‘SONIC – O Filme’ tem tudo para agradar as crianças e, se bobear, alguns adultos. A interação com os atores humanos ficou convincente e os efeitos especiais realmente são bem feitos. O saldo é positivo.

Foi um modo honesto de reapresentar o carismático Sonic para toda uma geração principalmente as criançasque não passou horas alegres coletando anéis e correndo para derrotar um amaldiçoado vilão.Quem sabe, agora, eles podem descobrir ou redescobrir um dos mais importantes ícones dos games. 

Atenção: não saia da sala ao primeiro subir dos créditos! Tem uma cena pós que vale a pena conferir. 

Papo de Quadrinho viu: O Preço da Verdade (Dark Waters)

A convite da produtora Espaço Z, nossa colaboradora Adri Amaral conferiu o filme O Preço da Verdade.

O Preço da Verdade é o mais novo longa do diretor californiano Todd Haynes. Diretor de obras como Carol (2015), Não estou lá (2007), Longe do Paraíso (2002) e Velvet Goldmine (1998) .

Reconhecido por trabalhar com histórias baseadas em fatos reais, Haynes se arrisca no gênero “drama de tribunal” trazendo um tom político ainda mais intenso do que em seus trabalhos anteriores.

O roteiro escrito por Mario Corre, Nathaniel Rich e Matthew Michael Carnahan foi desenvolvido a partir de uma matéria da revista do New York Times intitulada “The Lawyer Who Became DuPont’s Worst Nightmare” mostrando o escândalo da empresa DuPont que durante décadas usou o ácido C8 em seus utensílios de cozinha antiaderentes, uma substância que produziu envenenamento e doenças em seus consumidores, inclusive envenenando a água utilizada para cozinhar.

O protagonista é um advogado corporativo de causas ambientais interpretado por Mark Ruffalo (mais conhecido como Dr. Dave Banner, o Incrível Hulk da Marvel). Totalmente diferente do que vemos no universo Marvel, Ruffalo dá vida a um personagem com tom, sotaque e trejeitos do advogado interiorano Rob Bilott.

Sisudo e obsessivo, Bilott vai enfrentar de forma solitária a gigante da indústria química DuPont. Somos arrastados ao centro processo de mais de 15 anos levantando provas por conta do envenenamento de uma comunidade inteira da Virgínia Ocidental. Essa atuação é certamente material de indicação ao Oscar. Curiosidade: Ruffalo que também é conhecido por seu ativismo pela causa ambiental é um dos produtores do filme. Vemos aqui uma trajetória menos heróica que a do Hulk mas igualmente combativa.

Justiça tardia

O drama se intensifica nas contradições e tensões que o protagonista enfrenta em sua batalha contra a DuPont, empresa que popularizou o Teflon – esse mesmo das panelas na qual uma boa parcela da população global cozinha.

Uma cidade inteira descobre que está adoecendo de câncer e outras doenças desenvolvidas por conta do lixo tóxico que contaminou a água da região na produção deste produto. Nesse embate podemos ver a relação do protagonista Rob Bilott com o chefe do prestigioso escritório de advocacia, Tom Terp (interpretado por Tim Robbins) e sua esposa e também advogada Sarah (Anne Hathway) que se destacam no entorno da figura de Rob e sua incansável luta por justiça.

É um filme incômodo, um convite à reflexão, pois traz à tona as falhas e brechas de um sistema jurídico que acaba não protegendo as comunidades em favor das grandes empresas.

Apesar de um roteiro linear e por vezes até cansativo e pesado, O Preço da Verdade alerta a audiência com dados apavorantes e pesquisas conclusivas que o componente químico C8 está presente em uma grande porcentagem da humanidade e da natureza atuais, sendo um agente causador de múltiplos tipos de câncer e outras doenças terríveis.  

Esse é filme imersivo e tenso, com uma narrativa dramática que vai num crescente. Nos deixa com um incômodo e uma raiva quando pensamos nas responsabilidades da indústria química e na forma como essa e outras empresas banalizam a vida humana em prol de seus lucros.

Um excelente filme ficcional sobre não-ficção. Recomendamos.

Papo de Quadrinho viu: Arlequina com as Aves de Rapina

A convite da produtora Espaço Z, nossa colaboradora Adri Amaral e nosso editor Társis Salvatore conferiram o filme Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (que sejamos justos – na prática – é um filme da Arlequina com as Aves de Rapina)

Nos últimos meses temos ouvido na mídia especializada sobre um suposto esgotamento dos filmes de super-heróis enquanto “gênero cinematográfico”. Se por um lado, compreendemos que o esgotamento se dá por uma série de questões e decisões mercadológicas (e estéticas), por outro há um certo ranço e injustiça quando começam a sair os filmes das super-heroínas, permitindo (finalmente!) que mulheres estejam à frente de filmes de grandes estúdios.

Aves de Rapina: Arlequina e a sua emancipação fantabulosa é uma boa comédia de ação dentro dos filmes de super-heróis, cujo tom lembra muito mais uma animação – origem da própria Arlequina – do que os quadrinhos. Como comentamos acima, o protagonismo do filme foca mais no desenvolvimento da personagem Harlen Queenzel / Arlequina. Isso é possível graças ao talento e carisma de Margot Robbie que incorporou a personagem e trouxe a espevitação característica da Arlequina dando um tom humorístico e ao mesmo tempo complexo à mesma. A atriz também é co-produtora do filme juntamente com a roteirista Christina Rodson (que também fez Bumblebee da franquia Transformers) e a diretora Cathy Yan (diretora de Dead Pig).

Arlequina, rainha da p*rra toda

Para o chororô de alguns nerdys o roteiro optou por passar longe das Aves de Rapina dos quadrinhos da DC – principalmente porque a Arlequina nunca fez parte do grupo criado em 1995. Restaram das HQs algumas citações e o tom de caça aos bandidos e violência urbana que marcam o filme. Nesse sentido foi uma boa sacada o uso da personagem como a narradora não-confiável da trama. Assistimos assim o transcorrer da narrativa e a construção de Gotham através dos olhos da doutora e anti-heroína Arlequina que começa a história tentando encontrar sua própria identidade após o término do (conturbado e abusivo) relacionamento com o Coringa.

Aqui temos o mais um acerto do filme: se desvencilhar de Esquadrão Suicida do diretor David Ayer. Foi uma ótima tática para que a audiência voltasse sua atenção para o que interessa: a emancipação da Arlequina, provavelmente a única personagem que passou batida pelas duras (e justas) críticas ao filme. Esse descolamento também permitiu explorar a personagem fora do casal disfuncional e para tanto tecer de forma sutil críticas à condição de relacionamentos que tendem a apagar identidades, sobretudo das mulheres.

Esqueça o visual sombrio

A Diretora Cathy Yan coloca cores do filme fugindo da traumática paleta de cores “sombria” de diversos filmes anteriores da Warner/DC. Já no roteiro, vemos influências de filmes importantes como Pulp Fiction e O Profissional. Outro destaque fica por conta da mudança do visual da Arlequina num tom colorido, por vezes carnavalesco e menos sexualizado, remetendo à estética clubber e streetwear que com certeza vai agradar as cosplayers.

O figurino das outras personagens também ficou bacana, sobretudo A Caçadora /Helena Bertinelli (Mary Elizabeth Winstead), a policial latina Renée Montoya (Rosie Perez), a órfã/ladra Cassandra Cain (Ella Jay Basco). A cantora Canário Negro/Dinah Lance (Jurnee Smollett-Bell) ainda está descobrindo seus poderes – dai o porquê tem um figurino não tão espetaculoso quanto o das outras heroínas.

Formando uma girl band

Com a Arlequina narrando a história do modo que lhe desse na telha, somos apresentados às outras personagens de forma sintética e aos poucos acompanhamos suas trajetórias para o funcionamento história.

O vilão afetado Máscara-Negra/Roman Sionis (Ewan McGregor) é mostrado como um narcisista e misógino, extremamente dependente do assassino em série Victor Zsaz (Chris Messina). O filme sugere uma relação entre ambos e em alguns momentos dá a entender que Sionis é gay, mas ainda não foi dessa vez que tivemos um vilão assumido neste gênero. De qualquer forma, nas entrelinhas e em alguns simbolismos a sugestão aparece. Ewan McGregor faz um vilão menos atormentando e mais mimado em contraponto ao psicopata e assassino Zsasz.

Aqui os homens são claramente mesquinhos e maus enquanto as mulheres se destacam por superarem os problemas através da perspicácia e da união. Obviamente os clichês de formação de equipes estão todos lá com as eventuais resmunguices e brigas entre elas, até acertarem no tom da colaboração. Embora seja um filme por vezes violento, sem pretensões a grandes discussões e debates, a mensagem é clara e direta. O poder das heroinas reside na união coletiva entre as garotas – mesmo que de forma temporária – com a garantia de suas individualidades, uma vez que cada personagem tem uma trajetória de vida e diferenças que não podem ser apagadas.

As cenas de luta são bem coreografadas e funcionam bem para empolgar com diferentes momentos de ação, sobretudo a luta no Depto de Polícia e na Casa de Horrores do Parque de diversões abandonado. É um prazer ver uma luta de rua em oposição às lutas de CGI que emulam videogames em outros filmes Warner/DC.

Por fim dá para destacar a trilha sonora trazendo um time de vozes femininas desde o single Diamond de Megan Thee Stallion & Normani, a cantora pop teen Halsey (Experiment on me) e uma canção cantada pela própria Canário Negro em uma bela cena na boate do vilão Simons, “It’s A Man’s Man’s Man’s World”, além da versão de “Hit me with your best shot” , sucesso nos anos 1980 da cantora Pat Benatar – que já constava em filmes como o musical Rock of Ages e a série Glee).

Aves de Rapina: Arlequina e a sua emancipação fantabulosa é um filme despretensioso e divertido. Funciona como uma comédia de ação e apresenta uma livre adaptação das HQs. Acerta o tom de comédia com ação e bastante pancadaria e deve agradar principalmente as audiências mais jovens por conta dessa mistura de irreverência com girl power.

Ao final temos engatilhado a possibilidade de um filme da equipe em si e quem sabe isso pode abrir as portas para um filme da maravilhosa galeria das vilãs da DC que nem sempre são bem utilizadas. Ficamos na torcida pelo sucesso do filme e imaginando com curiosidade o quanto a bilheteria pode influenciar nas futuras escolhas da DC Comics no cinema. Por hora, compre sua pipoca e divirta-se.

Page 2 of 19

Papo de Quadrinho é um blog da Revista O Grito!. Todos os direitos reservados. © 2013–2020