Revista O Grito!

Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Author: Társis Salvatore (Page 1 of 17)

Omelete lança bloco “Carnageek: Caçadores do Bloco Perdido”

Músicas do universo da cultura pop e paródias de marchinhas e sagas-enredo embalam o desfile, que parte do Largo do Arouche, no dia 1º de março, às 13h, para uma maratona de cinco horas de folia

São Paulo, 18 de fevereiro de 2019: Cinema, séries, quadrinhos e… marchinhas! Assim será o carnaval dos fãs de cultura pop que estiverem em São Paulo. O Omelete – maior portal do Brasil especializado na cobertura de entretenimento – vai levar para as ruas do Centro da cidade de São Paulo o “Carnageek: Caçadores do Bloco Perdido”. Com muita música, diversão e representatividade, o desfile acontece no dia 1º de março e vai reunir cosplays, influenciadores, geeks e não-geeks de todas as idades para uma maratona de cinco horas de folia. A concentração será no Largo do Arouche, a partir das 13h. 

Os nerds já estiveram no sambódromo, agora dominarão os blocos!

Para animar o bloco, o Omelete recrutou quem entende do assunto: um exército formado por instrumentistas e puxadores de “sagas-enredo” – paródias marchinhas conhecidas do público.

“Explode Coração”, um dos mais populares sambas da escola carioca Salgueiro, teve seus versos trocados para brincar com a maior saga de todos os tempos, “Star Wars”. A famosa vinheta Globeleza desta vez vai narrar as aventuras dos Vingadores, enquanto a história de Harry Potter será lembrada em uma versão irreverente de “É Hoje”, da agremiação União da Ilha do Governador.

Como muito ritmo e samba no pé, a bateria também promete animar os foliões com versões carnavalescas de músicas conhecidas no universo da cultura pop. Todas as “sagas-enredo” serão disponibilizadas no spotify em breve, mas você já pode conferir aqui

“O carnaval é mais uma oportunidade de colocarmos nossos costumes na rua, de viver um mundo de fantasia e deixar a alegria tomar conta. Se o carnaval faz isso por todas as pessoas, por que não fazer isso pelos fãs de cultura pop, que já curtem isso o ano inteiro, também? A gente quer dar ao geek mais uma opção para se divertir durante a festa e levar nosso olhar para quem ainda não se considera geek. Se você tem uma série, um filme ou um livro preferido, nosso CarnaGeek também é para você”, convida Marcelo Forlani, co-fundador do Omelete.

Serviço 

Caçadores do Bloco Perdido 

Dia: 1º de março 

Horário: a partir das 13h 

Local: concentração no Largo do Arouche em São Paulo 

(do release)

Papo de Quadrinho jogou muito e viu: Sonic – O Filme

A convite da produtora Espaço Z, nosso editor Társis Salvatore assistiu ao filme baseado em um dos jogos mais icônicos de todos os tempos

SONIC – O Filme é uma aventura live-action baseada na franquia mundial da Sega que divertiu e diverte até hoje toda uma geração de gamers. Para quem não lembra, o jogo apresenta um ouriço azul (ou porco espinho para alguns) super veloz que precisa libertar as criaturas do seu mundo transformadas em monstros mecânicos pelo terrível Doutor Robotnik.

Filhote de Cruz-Credo

Quando surgiu a primeira imagem do Sonic “ao vivo” no início de 2019, houve um furor na internet. O visual apresentado tinha estilo mais “humanizado”, com proporções um tanto estranhas e uma feiura considerável. Esse visual do Sonic foi rechaçado pelos fãs e causou uma série de debates. A reação negativa foi tanta que a Paramount e a Sega decidiram ouvir os fãs, investiram mais alguns milhares de dólares e redesenharam o personagem. Um acerto para o filme, mas que também causou novos debates sobre qual o limite aceitável de pressão dos fãs sobre uma adaptação ou produto pop.

Antes e depois: Sonic na versão mais humana e na versão do filme, próxima do game.

Sessão da Tarde

Refeito o personagem e o susto dos fãs, chegamos mais animados para conferir como foi adaptar para a telona o simpático Sonic. O filme foi escrito por Pat Casey e Josh Miller. O quase desconhecido diretor Jeff Fowler faz um trabalho competente e apresenta as aventuras de um ouriço azul com poderes especiais chamado que tenta se adaptar à nova vida na Terra.

Na trama, Sonic tem uma admiração velada pelo policial Tom Wachowski (vivido pelo ator James Marsden) e sua família, que vivem em uma pequena cidade no interior. 

Com um roteiro redondo, o trabalho de Fowler foi divertir e fazer do Sonic um personagem com alma. O ouriço funciona como protagonista e destila numerosas citações e brincadeiras. Referências à cultura pop estão por todo lado. O ator Ben Schwartz faz a voz do Sonic, e, no Brasil, a dublagem ficou a cargo do experiente Manolo Rey, que tem uma das vozes mais conhecidas do país. A interação com os atores humanos James Marsden (o Ciclope da primeira franquia dos X-Men no cinema) e Tika Sumpter convence, lembrando que Marsden já fez outros trabalhos voltados ao público infantil.

O adorado ator Jim Carrey interpreta o big boss do filme, o Doutor Robotnik, um agente especial do governo que usa sua tecnologia para descobrir quem (ou o que) é o Sonic.

“Quando eu recebi o telefonema para fazer SONIC fiquei muito empolgado”, garantiu Jim Carrey. E de tão empolgado, não economizou caras, bocas e afetação. Que Carrey é um ator talentoso não há dúvida, mas deve ser divertido (além de lucrativo) ser convidado para papéis exagerados e espalhafatosos. É contra este vilão, uma mistura de geek, hipster e filho único, que Sonic e Tom unem forças para tentar impedir sua captura pelo governo norte-americano.

‘SONIC – O Filme’ tem tudo para agradar as crianças e, se bobear, alguns adultos. A interação com os atores humanos ficou convincente e os efeitos especiais realmente são bem feitos. O saldo é positivo.

Foi um modo honesto de reapresentar o carismático Sonic para toda uma geração principalmente as criançasque não passou horas alegres coletando anéis e correndo para derrotar um amaldiçoado vilão.Quem sabe, agora, eles podem descobrir ou redescobrir um dos mais importantes ícones dos games. 

Atenção: não saia da sala ao primeiro subir dos créditos! Tem uma cena pós que vale a pena conferir. 

Papo de Quadrinho viu: O Preço da Verdade (Dark Waters)

A convite da produtora Espaço Z, nossa colaboradora Adri Amaral conferiu o filme O Preço da Verdade.

O Preço da Verdade é o mais novo longa do diretor californiano Todd Haynes. Diretor de obras como Carol (2015), Não estou lá (2007), Longe do Paraíso (2002) e Velvet Goldmine (1998) .

Reconhecido por trabalhar com histórias baseadas em fatos reais, Haynes se arrisca no gênero “drama de tribunal” trazendo um tom político ainda mais intenso do que em seus trabalhos anteriores.

O roteiro escrito por Mario Corre, Nathaniel Rich e Matthew Michael Carnahan foi desenvolvido a partir de uma matéria da revista do New York Times intitulada “The Lawyer Who Became DuPont’s Worst Nightmare” mostrando o escândalo da empresa DuPont que durante décadas usou o ácido C8 em seus utensílios de cozinha antiaderentes, uma substância que produziu envenenamento e doenças em seus consumidores, inclusive envenenando a água utilizada para cozinhar.

O protagonista é um advogado corporativo de causas ambientais interpretado por Mark Ruffalo (mais conhecido como Dr. Dave Banner, o Incrível Hulk da Marvel). Totalmente diferente do que vemos no universo Marvel, Ruffalo dá vida a um personagem com tom, sotaque e trejeitos do advogado interiorano Rob Bilott.

Sisudo e obsessivo, Bilott vai enfrentar de forma solitária a gigante da indústria química DuPont. Somos arrastados ao centro processo de mais de 15 anos levantando provas por conta do envenenamento de uma comunidade inteira da Virgínia Ocidental. Essa atuação é certamente material de indicação ao Oscar. Curiosidade: Ruffalo que também é conhecido por seu ativismo pela causa ambiental é um dos produtores do filme. Vemos aqui uma trajetória menos heróica que a do Hulk mas igualmente combativa.

Justiça tardia

O drama se intensifica nas contradições e tensões que o protagonista enfrenta em sua batalha contra a DuPont, empresa que popularizou o Teflon – esse mesmo das panelas na qual uma boa parcela da população global cozinha.

Uma cidade inteira descobre que está adoecendo de câncer e outras doenças desenvolvidas por conta do lixo tóxico que contaminou a água da região na produção deste produto. Nesse embate podemos ver a relação do protagonista Rob Bilott com o chefe do prestigioso escritório de advocacia, Tom Terp (interpretado por Tim Robbins) e sua esposa e também advogada Sarah (Anne Hathway) que se destacam no entorno da figura de Rob e sua incansável luta por justiça.

É um filme incômodo, um convite à reflexão, pois traz à tona as falhas e brechas de um sistema jurídico que acaba não protegendo as comunidades em favor das grandes empresas.

Apesar de um roteiro linear e por vezes até cansativo e pesado, O Preço da Verdade alerta a audiência com dados apavorantes e pesquisas conclusivas que o componente químico C8 está presente em uma grande porcentagem da humanidade e da natureza atuais, sendo um agente causador de múltiplos tipos de câncer e outras doenças terríveis.  

Esse é filme imersivo e tenso, com uma narrativa dramática que vai num crescente. Nos deixa com um incômodo e uma raiva quando pensamos nas responsabilidades da indústria química e na forma como essa e outras empresas banalizam a vida humana em prol de seus lucros.

Um excelente filme ficcional sobre não-ficção. Recomendamos.

Papo de Quadrinho viu: Arlequina com as Aves de Rapina

A convite da produtora Espaço Z, nossa colaboradora Adri Amaral e nosso editor Társis Salvatore conferiram o filme Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (que sejamos justos – na prática – é um filme da Arlequina com as Aves de Rapina)

Nos últimos meses temos ouvido na mídia especializada sobre um suposto esgotamento dos filmes de super-heróis enquanto “gênero cinematográfico”. Se por um lado, compreendemos que o esgotamento se dá por uma série de questões e decisões mercadológicas (e estéticas), por outro há um certo ranço e injustiça quando começam a sair os filmes das super-heroínas, permitindo (finalmente!) que mulheres estejam à frente de filmes de grandes estúdios.

Aves de Rapina: Arlequina e a sua emancipação fantabulosa é uma boa comédia de ação dentro dos filmes de super-heróis, cujo tom lembra muito mais uma animação – origem da própria Arlequina – do que os quadrinhos. Como comentamos acima, o protagonismo do filme foca mais no desenvolvimento da personagem Harlen Queenzel / Arlequina. Isso é possível graças ao talento e carisma de Margot Robbie que incorporou a personagem e trouxe a espevitação característica da Arlequina dando um tom humorístico e ao mesmo tempo complexo à mesma. A atriz também é co-produtora do filme juntamente com a roteirista Christina Rodson (que também fez Bumblebee da franquia Transformers) e a diretora Cathy Yan (diretora de Dead Pig).

Arlequina, rainha da p*rra toda

Para o chororô de alguns nerdys o roteiro optou por passar longe das Aves de Rapina dos quadrinhos da DC – principalmente porque a Arlequina nunca fez parte do grupo criado em 1995. Restaram das HQs algumas citações e o tom de caça aos bandidos e violência urbana que marcam o filme. Nesse sentido foi uma boa sacada o uso da personagem como a narradora não-confiável da trama. Assistimos assim o transcorrer da narrativa e a construção de Gotham através dos olhos da doutora e anti-heroína Arlequina que começa a história tentando encontrar sua própria identidade após o término do (conturbado e abusivo) relacionamento com o Coringa.

Aqui temos o mais um acerto do filme: se desvencilhar de Esquadrão Suicida do diretor David Ayer. Foi uma ótima tática para que a audiência voltasse sua atenção para o que interessa: a emancipação da Arlequina, provavelmente a única personagem que passou batida pelas duras (e justas) críticas ao filme. Esse descolamento também permitiu explorar a personagem fora do casal disfuncional e para tanto tecer de forma sutil críticas à condição de relacionamentos que tendem a apagar identidades, sobretudo das mulheres.

Esqueça o visual sombrio

A Diretora Cathy Yan coloca cores do filme fugindo da traumática paleta de cores “sombria” de diversos filmes anteriores da Warner/DC. Já no roteiro, vemos influências de filmes importantes como Pulp Fiction e O Profissional. Outro destaque fica por conta da mudança do visual da Arlequina num tom colorido, por vezes carnavalesco e menos sexualizado, remetendo à estética clubber e streetwear que com certeza vai agradar as cosplayers.

O figurino das outras personagens também ficou bacana, sobretudo A Caçadora /Helena Bertinelli (Mary Elizabeth Winstead), a policial latina Renée Montoya (Rosie Perez), a órfã/ladra Cassandra Cain (Ella Jay Basco). A cantora Canário Negro/Dinah Lance (Jurnee Smollett-Bell) ainda está descobrindo seus poderes – dai o porquê tem um figurino não tão espetaculoso quanto o das outras heroínas.

Formando uma girl band

Com a Arlequina narrando a história do modo que lhe desse na telha, somos apresentados às outras personagens de forma sintética e aos poucos acompanhamos suas trajetórias para o funcionamento história.

O vilão afetado Máscara-Negra/Roman Sionis (Ewan McGregor) é mostrado como um narcisista e misógino, extremamente dependente do assassino em série Victor Zsaz (Chris Messina). O filme sugere uma relação entre ambos e em alguns momentos dá a entender que Sionis é gay, mas ainda não foi dessa vez que tivemos um vilão assumido neste gênero. De qualquer forma, nas entrelinhas e em alguns simbolismos a sugestão aparece. Ewan McGregor faz um vilão menos atormentando e mais mimado em contraponto ao psicopata e assassino Zsasz.

Aqui os homens são claramente mesquinhos e maus enquanto as mulheres se destacam por superarem os problemas através da perspicácia e da união. Obviamente os clichês de formação de equipes estão todos lá com as eventuais resmunguices e brigas entre elas, até acertarem no tom da colaboração. Embora seja um filme por vezes violento, sem pretensões a grandes discussões e debates, a mensagem é clara e direta. O poder das heroinas reside na união coletiva entre as garotas – mesmo que de forma temporária – com a garantia de suas individualidades, uma vez que cada personagem tem uma trajetória de vida e diferenças que não podem ser apagadas.

As cenas de luta são bem coreografadas e funcionam bem para empolgar com diferentes momentos de ação, sobretudo a luta no Depto de Polícia e na Casa de Horrores do Parque de diversões abandonado. É um prazer ver uma luta de rua em oposição às lutas de CGI que emulam videogames em outros filmes Warner/DC.

Por fim dá para destacar a trilha sonora trazendo um time de vozes femininas desde o single Diamond de Megan Thee Stallion & Normani, a cantora pop teen Halsey (Experiment on me) e uma canção cantada pela própria Canário Negro em uma bela cena na boate do vilão Simons, “It’s A Man’s Man’s Man’s World”, além da versão de “Hit me with your best shot” , sucesso nos anos 1980 da cantora Pat Benatar – que já constava em filmes como o musical Rock of Ages e a série Glee).

Aves de Rapina: Arlequina e a sua emancipação fantabulosa é um filme despretensioso e divertido. Funciona como uma comédia de ação e apresenta uma livre adaptação das HQs. Acerta o tom de comédia com ação e bastante pancadaria e deve agradar principalmente as audiências mais jovens por conta dessa mistura de irreverência com girl power.

Ao final temos engatilhado a possibilidade de um filme da equipe em si e quem sabe isso pode abrir as portas para um filme da maravilhosa galeria das vilãs da DC que nem sempre são bem utilizadas. Ficamos na torcida pelo sucesso do filme e imaginando com curiosidade o quanto a bilheteria pode influenciar nas futuras escolhas da DC Comics no cinema. Por hora, compre sua pipoca e divirta-se.

PerifaCon abre inscrições para sua 2ª edição

  Em 2020 acontece a 2ª edição da comic con das favelas, que abre inscrições para artistas, voluntários, expositores e visitantes

SÃO PAULO, 30 de janeiro de 2020 – Nos dias 11 e 12 de abril, o Centro de Formação Cultural da Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo, será palco da 2ª edição do PerifaCon que é a primeira comic con das favelas que tem o objetivo de democratizar o acesso das periferias à cultura pop, nerd e geek.

O PerifaCon é um evento direcionado para todas as idades, gostos e públicos. As inscrições estão abertas para visitantes, expositores (inscrições encerradas), voluntários, imprensa & influenciadores, cosplayers, vendedores de comida e bebida, lojas de temática geek e editoras (inscrições encerradas). Para participar basta se inscrever nos formulários acima.

Para maior comodidade dos visitantes, após efetuar o cadastro na plataforma da Eventbrite, pode-se retirar os ingressos antecipadamente, assim, evitando filas no dia do evento e tendo maior aproveitamento nas atividades proporcionadas pela PerifaCon. As inscrições para visitantes também poderão ser feitas no dia do evento.

Vale recordar que em sua primeira edição (2019), o PerifaCon contou com mais de 7 mil visitantes na Fábrica de Cultura do Capão Redondo situado na Zona Sul da cidade, sendo que o estimado eram apenas 2 mil pessoas. Foram mais de 42 atrações para crianças, jovens e adultos acontecendo simultaneamente durante 7 horas de programação.

Serviço
PERIFACON – A SEGUNDA EDIÇÃO DA COMIC CON DAS FAVELAS

Data: 11 e 12 de abril de 2020
Local: Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes — Rua Inácio Monteiro, 6900 — Conjunto Habitacional Sitio Conceição, SP, 08490-000

Contato para a imprensa
Luíze Tavares – RP, Criadora & Produtora da PerifaCon
(11) 96220-6107 | E-mail: luize@perifacon.com.br

Sobre a PerifaCon
A PerifaCon é uma iniciativa de amantes de quadrinhos, livros, desenhos e cultura pop em geral, que cresceram nas periferias de São Paulo. O evento tem como objetivo levar para a periferia esse universo que historicamente é negligenciado nessa temática além de fomentar o consumo da cultura pop, nerd & geek contribuindo para a quebra de barreiras culturais promovendo o acesso de marcas e produtores à periferia e vice-versa.

Sobre o Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes (CFCCT)
O Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes é o maior equipamento cultural da Prefeitura de São Paulo na Zona Leste da cidade. Gerenciado pela Fundação Paulistana de Educação, Tecnologia e Cultura, o CFCCT tem sua programação integrada às atividades desenvolvidas em outros equipamentos da Secretaria (teatros, centros culturais, galerias, museus, pontos de cultura e de leitura). Com 30 mil metros quadrados, o local oferece à população atividades artística e esportivas; e de formação profissional, lazer e meio ambiente.

UniDub comemora 35 anos de Dragon Ball na CCXP19

Wendell Bezerra e grandes astros da dublagem discutem o legado da série em painel realizado no Auditório Ultra, no sábado (7)

Wendell Bezerra

A CCXP tem uma novidade que vai elevar o “ki” dos fãs de Dragon Ball. A saga está completando 35 anos e terá uma comemoração especial no maior festival de cultura pop do planeta – realizado entre 5 e 8 de dezembro, no São Paulo Expo.

Promovido pela UniDub, o painel acontece no Auditório Ultra, sábado (7), e vai reunir os dubladores Wendell Bezerra (voz do Goku e diretor de dublagem dos filmes), Wellington Lima (voz do Majin Boo e diretor de dublagem da série), Úrsula Bezerra (Voz do Goku criança), Tânia Gaidarji (Voz da Bulma) e Fábio Lucindo (Voz do Kuririn).

O time, convidado pelo estúdio de dublagem UniDub, vai relembrar os grandes momentos da saga e contar histórias de bastidores para o público presente no painel. Dragon Ball atravessa gerações ao apresentar a história de Son Goku e seus amigos, que enfrentam vários desafios sempre com o objetivo de salvar o planeta terra – entre muitas mortes e ressureições, grandes demonstrações de poder e lutas épicas de tirar o fôlego.

Para mais informações sobre a programação já divulgada da CCXP19, basta acessar o site do festival: www.ccxp.com.br. O público também pode fazer o download gratuito o aplicativo oficial do evento – compatível com os sistemas Android e IOS.

CCXP19
Datas: de 5 a 8 de dezembro de 2019   
Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, Água Funda, São Paulo – SP)
Ingressos: Esgotados 
Horários: Quinta-feira e Sexta-feira, das 12h às 21h. Sábado, das 11h às 21h. Domingo, das 11h às 20h.

Sobre a CCXP – Em 2018, o festival recebeu 262 mil visitantes, batendo recorde de público e se estabelecendo mais uma vez como o maior festival de cultura pop do mundo. A CCXP já faz parte do calendário cultural do país e este ano acontecerá entre 5 e 8 de dezembro, no São Paulo Expo. Saiba mais em www.ccxp.com.br

Papo de Quadrinho viu: Frozen II

A convite da produtora Espaço Z, nossa colaboradora Adri Amaral conferiu a continuação do sucesso Frozen

Nossa resenha está livre de spoilers.

A nova animação da Disney, Frozen 2, sequência de Frozen (2013), nos traz de volta ao reino de Arendell e à vida das irmãs Elsa e Anna. Nesse segundo filme, a parceria entre as irmãs é mostrada de forma mais intensa com Elsa como rainha e Anna feliz com a vida em família no castelo onde também vivem o namorado Kristoff, o boneco de gelo Olaf e a rena Sven.

A rainha Elsa, no entanto, começa a ficar intrigada ao escutar frequentemente o chamado de uma voz misteriosa – dublada pela cantora indie pop da Noruega, Aurora – e quer entender a origem de seus poderes. Na trajetória em busca do passado e de suas origens, as irmãs, Kristoff, Olaf e Sven partem rumo à floresta mágica após lembrarem de histórias contadas quando eram crianças por seus pais. O epicentro dessa busca está na compreensão das identidades das irmãs e de sua família.

Na floresta, congelada sob um nevoeiro encantado, as personagens encontram então o seu povo nativo, os Northuldra, que habitavam ali desde o seu princípio bem como alguns soldados de Arendell. A resolução de todos esses mistérios está intrinsicamente ligada às origens da família de Elsa e Anna e aos pais das mesmas. Novos animaizinhos mágicos também aparecem para completar o time com destaque para a salamandra Bruni – fofíssima – e o cavalo de gelo Knorr. A aventura e o mistério são centrais nesse segundo filme. Embora em alguns momentos o ritmo caia, isso não compromete a história, que tem um cuidado permanente com a beleza dos cenários e efeitos especiais.

Durante a nova jornada, as irmãs enfrentam situações mais pesadas do que o filme anterior, especialmente em relação ao seu passado. É enfatizada a amizade e o amor que ambas mantêm e bem como suas diferenças de personalidade, o que permite que elas se complementem nos desafios que são apresentados e deste modo, os solucione de forma diferente.

As músicas dessa continuação não são tão cativantes quanto às do primeiro filme, mas o momento quase anos 1980 de Kristoff – que ensaia e tenta várias vezes pedir a mão de Anna em casamento – é impagável ao simular os clichês dos videoclipes de baladas oitentistas. A trilha também está menos infantil com destaque para “Into the Unknown” que é cantada por Elsa e também na versão da banda Panic at the Disco! e “Lost in the Woods” do Weezer nos créditos finais.

Frozen 2 foca muito mais na aventura e em momentos bastante tensos – numa espécie de “coming of age” das irmãs, agora um pouco mais amadurecidas, em que vemos ambas lidando com os dramas de ser quem são. Vemos a Disney tentando “expiar” seus conflitos em uma tentativa de leitura dos discursos descoloniais ao mostrar o povo Northuldra em suas virtudes e ao reposicionar o discurso bélico histórico dos colonizadores. Evidentemente que as nobres ainda ganham o protagonismo diplomático de resolução das situações, mas a ideia do desvelamento de “mentiras do passado” é uma sinalização interessante e deve ganhar uma certa tônica nas próximas produções do estúdio.

A discussão que a Disney não se atreveu a mexer no entanto diz respeito ao interesse afetivo de Elsa. Por um lado, é interessante que ela não precise ter o componente romântico e siga um caminho de auto-conhecimento, mas por outro a noção de que ela seria a primeira protagonista queer por parte de uma base do fandom é frustrada. O roteiro deixa tudo em aberto, embora a canção “Show yourself” cantada por Elsa – assim como Let it go – venha ganhando uma interpretação nesse sentido por parte do fandom LGBTQ+ da animação. Há várias camadas de sentido que podemos pensar para interpretar um filme, desde análises progressistas até conservadoras, o que inclui fãs que produzem conteúdos como: fan arts, fanvideos, mobilizações em rede, etc.

A Disney lança suas iscas e não se compromete, tentando se resguardar de reações mais acirradas. O entendimento da Disney sobre a cultura dos fãs é sempre tensa e ainda há uma carência de entendimento das práticas trazidas pela internet nesse contexto.

Atenção para um último e importante detalhe: há uma cena pós crédito, então, fiquem ligados. Compre seu sorvete e divirta-se nessa nova aventura congelante!

Papo de Quadrinho viu: As Panteras (Charlie´s Angels)

A convite da produtora Espaço Z, nossa colaboradora Adri Amaral conferiu o novo filme da franquia As Panteras (Charlie´s Angels). Nossa resenha está livre de spoilers.

O novo filme As Panteras (Charlie´s Angels) de 2019 faz o reboot da franquia de forma competente e divertida sob a direção de Elizabeth Banks – que também atua na película. Apesar de reiniciar a franquia, a trama se passa no mesmo universo dos filmes anteriores (Charlie´s Angels de 2000 e Charlie´s Angels: Full Throttle de 2003) respectivamente, porém se mantém bem mais fiel ao espírito do seriado, que foi exibido nos Estados Unidos de 1976 a 1981. No Brasil, o seriado chegou com um delay peculiar da época e passou nos canais de TV abertos nos anos 1980 influenciando a cultura pop da época.

Em tempos de nostalgia em relação a produtos midiáticos que atingem status de cult, era de se imaginar que a franquia de As Panteras fossem retornar ao circuito dos cinemas ou dos seriados. Se os filmes dos anos 00 fizeram uma geração rever as detetives da agência de Charlie na condição de protagonistas, essa continuação de 2019, avança as discussões em termos do papel das mulheres em posições de poder, questionamento que nunca foi feito pelo seriado nem pelos filmes anteriores.

Esse é um dos grandes acertos da direção de Elizabeth Banks e do roteiro, além do brilho de Kristen Stewart (Sabina) que mostra toda sua veia de comediante além de “tirar onda” de sua suposta rebeldia e menções a sua sexualidade – há um certo acento queer na personagem que pode ser desenvolvido de forma mais aprofundada caso haja um próximo filme. Kristen de certa forma domina o filme dando um belo “tapa na cara” dos críticos e da audiência que tende a associá-la com a franquia Crepúsculo mesmo depois de tanto tempo e de ter filmes “alternativos” no currículo.  Além de Kristen, Naomi Scott no papel da cientista atrapalhada Elena Houghlin e Ella Balinska como Jane completam o trio, ancoradas pelos Bosleys – Patrick Stewart, nosso eterno capitão Picard de Star Trek – e Elizabeth Banks – a diretora do filme. O trio funciona bem, embora o relacionamento de amizade entre elas pudesse ter se desenvolvido de forma menos rápida e os plot twists em relação aos vilões apresentem motivações bastante fracas. No entanto, nada que faça o filme perder a animação ao estilo clássico da “Sessão da Tarde”.

As Panteras (2019) é um filme bastante divertido que explora melhor que os anteriores a parceria entre as detetives e suas transformações no caminho de pensar que o trabalho entre mulheres precisa ser coletivo, nesse sentido trazendo referências mais explícitas a questões feministas como o assédio masculino em diversos ambientes, o roubo do trabalho intelectual das mulheres e apagamento das mesmas por figuras de poder masculinas. Apesar disso é um filme leve e que acerta no tom da questão dos figurinos e disfarces – um dos destaques no seriado dos anos 1970 – e logicamente traz elementos nostálgicos como referências aos filmes anteriores e algumas surpresas que remetem à série original. Atenção às cenas pós-créditos.

Um último destaque é a trilha sonora feita para as pistas de dança e traz apenas cantoras pop como Miley Cyrus e Lana del Rey, com ênfase para Ariana Grande, um clássico de Donna Summer e até mesmo a brasileira Anitta, uma vez que o Rio de Janeiro juntamente com Istambul e Hamburgo fazem parte das paisagens por onde as detetives se empenham em resolver a questão do roubo de uma tecnologia que coloca muitas vidas em risco. Por todos esses elementos, As Panteras (2019) é um filme recomendado pela diversão e por pautar temas atuais de forma descontraída – ainda que alguns questionamentos em torno de padrões precisem ser mais explícitos evitando o queer baiting por exemplo.

Papo de quadrinho viu: Midsommar – O Mal não espera a noite

A convite da produtora Espaço Z, nossa colaboradora Adri Amaral conferiu o novo filme de terror do diretor Ari Aster. Hoje, trazemos na resenha alguns spoilers leves para o melhor entendimento do filme.

Um dos principais clichês da crítica musical é a chamada “síndrome do segundo álbum”, que normalmente acomete artistas e bandas cujo primeiro trabalho ganhou muita expressão ou visibilidade e em torno dos quais são criadas expectativas da reprise em uma próxima obra. Bastante esperado pela crítica e público, Midsommar – que no Brasil ganhou o curioso subtítulo de O Mal não espera a noite – é a segunda incursão do diretor e roteirista Ari Aster no gênero horror após sua aclamada estreia com o longa Hereditário (2018).  Nesse sentido, o hype criado pela crítica e público em torno da segunda obra do diretor faz com que o filme já ganhe na largada uma intensa visibilidade no circuito dos apreciadores do gênero.

Novamente o cineasta nos coloca dentro de uma história incômoda e perturbadora, porém deslocando os cenários e paisagens dos Estados Unidos no inverno – que aparecem pouco e apenas na parte inicial do filme – para uma ensolarada Suécia no verão. A vila no interior da Suécia com suas paisagens e arquitetura é um dos principais personagens do filme, atuando como condutora da narrativa a partir das festividades do solstício de verão.

A trama central é mostrada a partir do casal Christian e Dani, embora Dani seja o fio condutor por onde observamos a maior parte dos acontecimentos – e seu grupo de amigos sobre quem sabemos muito pouco, mas cujas personalidades só serão delineadas em sua estadia na vila sueca.

A trajetória de Dani em uma luta quase claustrofóbica devido à perda dos pais e da irmã de forma brutal logo no início do filme a conduz a uma tentativa desesperada por contato humano e intimidade com o namorado Christian (Jack Reynor) que a trata com um distanciamento e frieza que aumenta à medida em que o filme avança e as bizarrices da pequena “comuna” sueca começam a ficar mais intensas.

Ari Aster comentou em alguns vídeos e entrevistas de divulgação que Midsommar é um filme sobre separações e sobre família. A conexão entre seitas e família vem de longa data, entretanto aqui nos é contada através de movimentos de câmera, das expressões faciais drogadas dos personagens sob uso intenso de psicotrópicos e dos diálogos expressos através de Pelle (Vilhelm Blomgren), o personagem sueco que convidou os colegas norte-americanos para a visita a sua terra Natal.

O sofrimento de Dani (Florence Pugh) com uma falta de pertencimento e uma ligação complicada com sua família perdida constituem os elementos que precisam ser expurgados coletivamente e que a levam para um renascimento em meio às festividades.

E é nessa tentativa de pertencimento que a estranheza da vila comunal “onde todos cuidam coletivamente das crianças” e “são irmãos e irmãs” que a trama de quase 2h30 minutos ganha fôlego e cria situações surreais e outras cujo reação do espectador é o riso, um riso nervoso de quem sabe que a perversidade se encontra em meio a suposta beleza e à estética floral de tons de branco, azul claro e rosa fazendo com que sejam destacados os elementos de folkhorror.

É o excesso de luz e de sol – a entidade adorada e louvada pelos moradores da comunidade – não a tradicional escuridão dos filmes de terror que nos causam o pavor e a sensação de desconforto, um anuncio que algo ruim está sempre prestes a acontecer.

Ter tanta gente vestida de branco e agindo coletivamente como uma espécie de colmeia orquestrada de pessoas, uma seita agindo com propósitos que não estão claros, causam um incômodo constante ao longo do filme. É o inverso do convencional, do soturno, das roupas escuras; mas o medo, o bizarro, e o incômodo é constante.

O solstício de verão, objeto de pesquisa de um dos colegas antropólogos que se aventurou com o casal é a outra grande presença da narrativa, ampliando gradativamente o embate entre os forasteiros e os locais.

A utilização da trilha sonora e da sonoridade é um bom destaque do filme que nos ajuda junto com a falta de noção de passagem de tempo devido a luminosidade constante também ajuda na perturbação trazida pelo filme.

A construção de mundo e a utilização dos elementos simbólicos (quadros, pinturas, padrões de tecidos com desenhos, elementos pictóricos, entre outros) nos deixam antever a história desde o início do filme e conduzem os espectadores pela jornada da protagonista em busca de sua identidade e de um pertencimento coletivo oferecido pela vila e que ela não encontrava nem no namorado nem nos colegas.

Dani procura seu reencontro consigo mesma em meio ao caos e o grotesco. Vivendo em uma sociedade como a norte-americana que cada vez mais tenta apagar as marcas do luto e do sofrimento, Dani se finalmente expõe sua dor e seu lado sombrio, encontrando na vila sua forma de expressá-las. É um filme de terror não convencional que vale conferir. Atenção para as duas horas e meia de duração, que arrastam um pouco o filme.

PerifaCon vira podcast semanal a partir de setembro

O primeiro episódio revelará a data e local para a 2ª edição do evento. Em uma parceria firmada com a Toriba Comunicação, a iniciativa PerifaCon estreia na podosfera nacional para tratar de temas ligados à cultura pop, nerd & geek. O primeiro episódio estreia no dia 13 de setembro (sexta-feira) às 18h em todas as plataformas digitais para ser ouvir conteúdo em áudio, como Spotify, Deezer, Soundcloud e Apple Podcast.

Com o tema “PerifaCon – 1ª edição”, os criadores e produtores da primeira edição contam sobre o processo de criação, planejamento, dificuldades e superações durante a produção da primeira comic con das favelas. Os episódios futuros trarão semanalmente temas que abrangem o mundo nerd, geek & pop, sob uma perspectiva periférica. Os formatos serão variados entre bate-papo, mesa redonda, debate, informativo, educativo e talk show (entrevista) toda sexta-feira.

Ainda no primeiro episódio, os criadores e produtores do PerifaCon formado atualmente por Luíze Tavares, Igor Nogueira, Andreza Delgado e Gabrielly Oliveira, revelam aos ouvintes a data e local já confirmados para a 2ª edição da primeira comic con das favelas. Através de iniciativas pontuais – que são contadas em detalhes no primeiro episódio – a iniciativa PerifaCon tem contribuído para o mercado da cultura pop, nerd & geek através de parcerias com empresas de entretenimento, editoras etc.

A busca por patrocínios para o evento e arrecadação coletiva para manter a equipe trabalhando no projeto continua através do link https://benfeitoria.com/vaiperifacon.

Serviço
Estreia do “PerifaCon, o podcast
Data: 13 de setembro às 18h
Local: Todas as plataformas digitais, como Spotify, Deezer e Apple Podcast

Contato para a imprensa
Luíze Tavares – RP, Criadora & Produtora da PerifaCon
(11) 96220-6107 | E-mail: equipeperifacon@gmail.com

Sobre a PerifaCon
A PerifaCon é uma iniciativa de amantes de quadrinhos, livros, desenhos e cultura pop em geral, que cresceram nas periferias de São Paulo. O evento tem como objetivo levar para a periferia esse universo que historicamente é negligenciado nessa temática além de fomentar o consumo da cultura pop, nerd & geek contribuindo para a quebra de barreiras culturais promovendo o acesso de marcas e produtores à periferia e vice-versa.

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