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Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Author: Jota Silvestre (Page 1 of 99)

2021: O que vem por aí pela Editora Heroica

Depois de seu livro de estreia, O Império dos Gibis, a mais completa publicação sobre a história dos quadrinhos publicados pela Editora Abril, a Editora Heroica, de Manoel de Souza, deu início à coleção Grandes Revistas.

Cada edição traz os bastidores, entrevistas, curiosidades, galeria de capas e sinopse de algumas das revistas de super-heróis que mais marcaram os leitores.

É justamente a continuidade desta coleção o destaque entre os lançamentos da Heroica para 2021.

O ano começa com o dossiê Grandes Heróis Marvel, sexto e último volume da série dedicada às revistas da Marvel publicadas pela Abril.

Na sequência, a Heroica já lança a caixa com as seis edições:

1 – Capitão América (1979-1997)

2 – Heróis da TV (1979-1988)

3 – Superaventuras Marvel (1982-1997)

4 – Homem-Aranha (1983-2001)

5 – O Incrível Hulk (1983-1997)

6 – Grandes Heróis Marvel (1983-2001) 

A partir de março, começa a sair a leva de livros da coleção Grandes Revistas com foco nas publicações DC/Abril.

Assim como a anterior, esta também será lançada ao final no formato de caixa, com planos de concluir ainda em 2021.

7 – Super-Homem + Superman (1984-2002)

8 – Batman (1984-2002) 

9 – Heróis em Ação (1984-1985) + Superamigos (1985-1988)

10 – Os Novos Titãs (1986-1996)

11 – Super Powers (1986-1997)

12 – Liga da Justiça (1989-1994 e 2002)

Livros

Além de um adendo do livro O Império dos Gibis, focado no material visual da editora, a Heroica está trabalhando em mais dois livros para este ano: um sobre quadrinhos brasileiros modernos (do jornalista Heitor Pitombo) e outro com a “biografia” de outras editoras, como a Ebal (em parceria com Gonçalo Junior, da Editora Noir).

2021: O que vem por aí pela Geektopia

Desde sua criação, a Geektopia, braço de cultura pop do Grupo Novo Século, vem trazendo muito material interessante para o Brasil.

2021 será marcado pela continuidade de algumas séries que fazem parte do catálogo da editora e a estreia de Sonic. Confira

Archie Vol. 5

A modernização do clássico Archie é sucesso na TV e nos quadrinhos. Neste quinto volume, acompanhe os desdobramentos de Over The Edge: uma vida foi destruída, outra família foi dilacerada e apenas as crianças de Riverdale High podem salvar sua cidade da implosão.

O encadernado reúne as edições 23 a 27 da série regular publicada nos Estados Unidos.

The Wicked + The Divine vol. 5

Novo arco da série de Kieron Gillen e Jamie McKelvie! Uma HQ sexy, acelerada e libertadora, impulsionada pela cultura pop que reflete nosso tempo e revela questões atemporais.

A cada 90 anos, doze deuses do panteão reencarnam como jovens adultos. Eles são amados e odiados. Mas agora, o assassinato de alguns deles para evitar a chegada das forças das trevas tem sérias consequências.

Locke & Key Vol. 4: Keys to the Kingdom

Mais um sucesso na TV, este pela Netflix, a história da família que protege o segredo das chaves há gerações ganha mais um encadernado em quadrinhos no Brasil.

Com mais chaves se tornando conhecidas e as profundezas dos mistérios da família Locke em constante expansão, o desespero de Dodge para encerrar sua busca sombria leva os habitantes de Keyhouse para cada vez mais perto de uma conclusão reveladora.

De Volta para o Futuro vol. 3 – Quem é Marty McFly?

Outro destaque que a Geektopia trouxe para o País, a série de HQs de De Volta para o Futuro traz novos desdobramentos.

Quem é Marty McFly? É isso que Marty vem se perguntando, à medida que fica claro que suas memórias de infância não refletem o que de fato aconteceu em sua linha temporal. Como ele e o Doutor Brown podem consertar as coisas sem destruir o próprio tempo?

E mais: a história de Neddles! O que transformou esse garoto no encrenqueiro que todos conhecemos e desprezamos?

Escrito pelo cocriador/corroteirista Bob Gale e John Barber, com arte por Emma Vieceli.

Sonic the Hedgehog, Vol. 1: Fallout

Um dos lançamentos especiais da Geektopia em 2021 é a HQ Sonic the Hedgehog: Follout (IDW, 2018). A história apresenta a derrota do gênio do mal Dr. Eggman, mas o trabalho de Sonic ainda não acabou.

Após a última batalha épica, robôs desonestos continuam a atacar pequenas aldeias ao redor do mundo e, para ter sucesso, Sonic precisa da ajuda de seus amigos Tails, Knuckles e Amy, e de alguns novos e surpreendentes aliados.

2021: O que vem por aí pela Conrad

Em junho do ano passado, a Conrad deu início ao desafio de se reconstruir e recuperar o prestígio junto a uma nova geração de leitores.

Com novo gerenciamento editorial de Cassius Medauar (que retorna à editora depois de 17 anos) e consultoria de Guilherme Kroll (editor da Balão Editorial), a editora definiu alguns parâmetros para alcançar este objetivo: diversidade de gêneros, investimento em autores estrangeiros e brasileiros, publicação em formato online e impresso.

Com muita coisa já feita em apenas seis meses, a prévia de lançamentos da Conrad para 2021 é uma prova da seriedade com que a estratégia está em andamento. Confira:

Jack Kirby (de Tom Scioli)

Criador de alguns dos super-heróis e supervilões mais marcantes de todos os tempos, Jack Kirby foi muito mais do que rascunhos a lápis, designs bombásticos de personagens e ideias inovadoras.

Esta graphic novel biográfica inédita narra a vida do Rei dos Quadrinhos desde as ruas perigosas de Nova York na época da Depressão, passando pelos sangrentos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial, até chegar ao escritório da Marvel, no qual a parceria criativa com Stan Lee produziu alguns dos quadrinhos mais influentes e memoráveis já vistos.

Fosse lutando contra os nazistas, assim como o Capitão América, ou lutando pelos direitos da imensa quantidade de trabalhos produzida por ele, Jack Kirby viveu uma vida tão extraordinária quanto a de seus personagens.

Lançamento em formato impresso e digital

Tangencias (de Miguelanxo Prado)

São oito histórias que mostram variações de relações sentimentais, tangenciais, imperfeitas e limitadas que chegam ao fim.

Eles são artistas, funcionários, profissionais, políticos… pessoas pertencentes a camadas mais ou menos abastadas da sociedade, para quem essas relações acabam em conflito com os seus próprios interesses e que, no final, não sabem, ou não querem, mantê-las.

Lançamento em formato impresso.

Digital e impresso

Mayara & Annabelle (de Pablo Casado e Talles Rodrigues)

Enquanto continuam com suas aventuras publicadas em capítulos semanais online, a dupla Mayara e Annabelle deve ganhar versão impressa em 2021, com formato e número de volumes a serem anunciados em breve.

Na trama, Mayara foi transferida da Secretaria de Atividades Fora do Comum de São Paulo para a Secretaria do Ceará, pois investigou algo que não devia. Annabelle, funcionária da SECAFC/CE, não se animou com essa novidade, e o atrito que surge quando ambas se conhecem é inevitável.

Porém, elas precisam deixar isso de lado e enfrentar uma ameaça não vista há quase vinte anos em Fortaleza. O trabalho destas duas jovens servidoras públicas é mandar de volta ao inferno demônios que estão perturbando a ordem pública ou coisa pior.

Sonhonauta (de Shun Izumi)

Da mesma forma, Sonhonauta segue com os capítulos semanais online e ganha volume único impresso em 2021.

Sinopse: Mendel é um homem que tem uma intensa relação com os seus sonhos, a ponto de ter suas próprias crenças sobre eles. Em um momento de sua vida, ele se aprofunda demais nessa relação.

Agora, se pergunta o que é sonho e o que é realidade. Mas uma dúvida ainda mais cruel o assola: qual deles é o mais importante?

O Último Detetive (de Geraldo Borges e Claudio Alvarez)

Após 20 anos, o detetive Joe Santos precisa voltar a investigar uma série de crimes que estão acontecendo na “Nova Amazônia”.

O que é esta estranha droga que proporciona incrível beleza física, prazer e uma morte dolorosa? Tudo indica que somente Santos poderá resolver o mistério.

Conseguirá o detetive solucionar de vez o caso que acabou com sua carreira, destruiu seu corpo e provocou a morte de seu parceiro?

Depois da publicação dos dois capítulos digitais, O Último Detetive vai virar encadernado impresso.

Em Ti Me Vejo (de Marília Marz e Regiane Braz)

Também lançada primeiro em capítulos mensais online, a HQ terá edição encadernada impressa em 2021.

Uma história sobre cabelo, mas, também uma de dor, encorajamento e busca, que traz em suas entranhas os reflexos e mazelas que o racismo e o processo de embranquecimento podem causar na saúde emocional, na formação da auto estima e na construção da identidade de uma mulher.

Edição única, exclusiva no formato digital

Primo (de Eduardo Medeiros)

Sinopse: Um controle de videogame, dois primos que não se falam e duas concunhadas com o papo para pôr em dia em um domingo de inverno em Porto Alegre.

Séries exclusivas no formato digital, em capítulos mensais

Maria Lua (de Ju Loyola)

A trama mostra a bruxinha Maria Lua e seus amigos Anna e Julio partindo em uma jornada pelas estrelas em busca de conhecimento e muitas aventuras.

Echoes parte 2 (de Eliana Oda)

Esta sequência tem ação, aventura, confrontos, encontros inesperados e muito mais ao lado de Machi, a herderia de Ikhael, e o jovem zanaki Veda.

Makai Mail parte 2 (Jayson Santos)

Makai é um lugar hostil dividido em reinos fechados após uma grande guerra. Para prover a comunicação entre estes reinos, uma empresa de correio chamada Makai Mail foi instituída.

Devi é o melhor entregador dessa empresa, e depois de uma complicada entrega, mais uma companheira se junta à empresa: a súcubo Lilly.

2021: O que vem por aí pela Editora Noir

Capa de Sick da Vida, coletânea de entrevistas do cartunista Henfil, programada pela Editora Noir para 2021

A Noir vem se destacando no mercado editorial pelo lançamento de ótimas biografias, livros ligados à cultura pop e quadrinhos.

Ninguém melhor para abrir a nossa prévia de lançamentos para 2021. Veja os lançamentos programados pela editora:

Sick da Vida – As grandes entrevistas de Henfil

Uma compilação das principais entrevistas de um dos maiores cartunistas brasileiros de todos os tempos e ícone da luta contra a ditadura e pela redemocratização.

O editor Gonçalo Junior passou 30 anos colecionando entrevistas e selecionou 20 delas para compor a obra, concedidas entre 1968 e 1987 em revistas como Ele Ela, Playboy, Bicho, Grilo, Versus, Homem e outras.

A publicação foi autorizada pelo filho de Henfil, Ivan Cosenza.

Rodolfo Zalla – O sentido de tudo 

Também de Gonçalo Junior, o livro é resultado de 16 conversas entre o autor e o biografado, num total de 32 horas.

A obra detalha a formação de Zalla no mercado editorial argentino, como ele profissionalizou o mercado de quadrinhos no Brasil e levou as HQs para a sala de aula.

Entre Ratos e Patos – A epopeia Disney pelo mundo

Segundo livro de Marcus Ramone pela Noir, um dos grandes memorialistas dos gibis no Brasil.

Nesta obra, o autor declara sua paixão pela turma Disney, com saborosas histórias de bastidores.

Nássara – O perfeito fazedor de arte

A Noir vai relançar a biografia do cartunista e compositor Nássara, da historiadora e pesquisadora Isabel Lustosa, lançada pela primeira vez em 1999 na coleção Perfis do Rio e atualmente esgotada.

A editora ainda estuda lançar uma nova biografia do pioneiro das HQs no Brasil, Angelo Agostini. Mais detalhes serão divulgados assim que estiverem disponíveis.

5 motivos para assistir a Lovecraft Country na HBO

Disponível para assinantes desde 16 de agosto, a série começa com o retorno de Atticus Freeman, veterano da guerra da Coreia, à sua cidade natal para atender um chamado do pai, com que mantém uma relação conturbada.

O misterioso legado do jovem negro é o estopim para a revelação de seitas ocultas, criaturas monstruosas, poderes sobrenaturais, documentos secretos e outras dimensões.

Até a publicação desta postagem, haviam sido exibidos 3 dos 10 episódios da primeira temporada.

Veja por que você não pode deixar de assistir:

1. É adaptado de um livro

Lançado no Brasil pela Intrínseca, primeiro capítulo pode ser baixado de graça no site da editora

Território Lovecraft, de Matt Ruff (Intrínseca, 352 páginas, R$ 50,90 na Amazon), entra fácil naquelas listas de livros para ler antes de morrer.

Com narrativa empolgante e estilo elegante, Ruff criou uma história que mistura elementos sobrenaturais da bibliografia de H.P. Lovecraft com as ameaças bastante reais do racismo dos Estados Unidos na década de 50.

Como toda boa adaptação, a série toma liberdades que em alguns momentos deixam a trama ainda melhor que o livro (em outros, não)

Também é mais explícita nas cenas de terror.

Se ficou interessado, a Intrínseca disponibilizou o primeiro capítulo de graça em PDF.

2. Muito oportuno

Nos anos 50, o racismo era legalizado em boa parte dos Estados Unidos

O livro de Matt Ruff é fevereiro de 2016 e a HBO deu sinal verde para a produção da série no ano seguinte. A exibição nos dias de hoje é mais do que oportuna, considerando os recentes episódios de violência contra negros nos Estados Unidos e a explosão do movimento Black Lives Matter.

A série e o livro são ambientados numa época em que o racismo era legalizado em boa parte dos Estados Unidos. Xerifes e vizinhos brancos conseguem ser mais assustadores que os monstros.

Se nunca ouvir falar sobre as leis Jim Crow, leia AQUI para entender o contexto.

3. Trilha sonora absurda

Poema musicado Withey on the moon dá título ao segundo episódio

A seleção das músicas é um dos pontos altos de Lovecraft Country, cuidadosamente encaixadas para reforçar a narrativa.

Tem interpretações de Etta James, B.B. King, Nina Simone, Sarah Vaughan

Vai de clássicos como Whole Lolla Shakin’ Goin’ On ao poema musicado Whitey on the Moon, de Gil Scott-Heron, que dá nome ao segundo episódio.

Já tem playlist oficial no Spotify pra quem quiser conferir.

4. Criadores craques na temática

Jordan Peele, de Corra!, é um dos criadores e produtores da série

Da extensa lista de produtores encabeçada por J.J. Abrams, dois recebem o título de “criadores” de Lovecraft Country: Misha Green e Jordan Peele.

Ambos têm no currículo trabalhos elogiados e premiados que tratam da questão do racismo.

A série Underground: Uma história de resistência (2016, disponível para assinantes do GloboPlay), de Green, se passa na época da guerra civil americana e acompanha a luta pelo fim da escravidão.

Peele é o cara por trás do filme Corra! (2017, para alugar em plataformas digitais), thriller em que um relacionamento inter-racial esconde planos sinistros. O filme levou o Oscar de melhor roteiro original em 2018.

5. Elenco primoroso

Jonathan Majors e Jurnee Smollett ganharam destaque em meio ao um talentoso elenco

O livro troca de protagonistas a cada conto/capítulo, mas a série preferiu focar em dois: Atticus (Jonathan Majors) e Letitia (Jurnee Smollett).

Majors ganhou dois prêmios de coadjuvante por The Last Black Man in San Francisco (2019).

Jurnee é mais conhecida do público nerd por conta do papel da super-heroína Canário Negro no filme da Arlequina: Aves de Rapina (2020) e pela série True Blood (2013). Ela trabalhou também em Underground: Uma história de resistência.

Mas justiça seja feita: todo o elenco dá um show!

Tradutores de quadrinhos lançam podcast semanal Notas dos Tradutores

Do press-release

Um podcast sobre tradução, tradutores e traduzir – ou inventar com o trabalho dos outros. Essa é a descrição do Notas dos Tradutores, podcast que lançou seu primeiro episódio nesta semana.

A produção é de três profissionais da área que trabalham sobretudo com quadrinhos:

Mario Luiz C. Barroso, com mais de trinta anos de carreira nas HQs, tem mais de dez mil créditos no GuiaDosQuadrinhos.com. Foi editor da Abril Jovem durante uma década e é o tradutor atual de Homem-Aranha, Deadpool, Mulher-Maravilha, Batman e outros personagens na Panini.

Carlos Henrique Rutz capitaneia a tradução de Príncipe Valente na Planeta DeAgostini e dos títulos Eaglemoss DC. Traduz há dez anos, é professor de inglês e coautor de livros didáticos.

Érico Assis, jornalista da área de HQ que traduz quadrinhos como Bone, Moonshadow, linha Vertigo/Black Label e outras publicações para as principais editoras do país. Também é doutor em tradução e professor.

O Notas dos Tradutores terá episódios semanalmente às segundas-feiras, de aproximadamente trinta minutos. Para ouvir, procure “Notas dos Tradutores” no seu agregador de podcasts preferido ou acesse https://anchor.fm/notasdostradutores.

Você também pode ouvir aqui o primeiro episódio, “N. do T.”, que trata justamente da nota do tradutor, o recurso que alguns tradutores – e leitores – adoram e outros odeiam.

Nos próximos episódios, o podcast vai trazer discussões sobre vários temas ligados à tradução, entrevistas com profissionais da área e muitos detalhes sobre o processo editorial de quadrinhos.

Você pode acompanhar o Notas dos Tradutores no Twitter, Facebook e Instagram.

Ou entrar em contato para dúvidas e sugestões em notasdostradutores@gmail.com

Pop! Fest realiza primeira edição virtual neste fim de semana

Evento virtual terá três dias de duração, de 19 a 21 de junho, com preços promocionais, sorteios e lives dos participantes

Por conta das normas de distanciamento social impostas pela propagação da Covid-19, a 8ª edição do Pop! Fest – Encontro de Colecionadores Funko Pop e Afins, principal evento dos aficionados por bonecos Funko Pop da capital paulista, não pôde ser realizada no dia 30 de maio conforme previsto.

Mas isso não desanimou os organizadores, que decidiram colocar no ar uma edição virtual do evento. O primeiro Pop! Fest Virtual acontece neste fim de semana, das 10h do dia 19 (sexta) até 22h de 21 de junho (domingo),numa parceria com a Geral Geek, que vem se consolidando como a principal plataforma de marketplace da atualidade para produtos geek.

Numa área especialmente dedicada ao evento, cerca de 20 vendedores vão oferecer Funko Pops regulares, exclusivos e raros, todos com preços promocionais.

Com esta solução, mantemos acesa a chama do Pop! Fest e conseguimos atender uma demanda antiga de colecionadores que não têm condições de comparecer às edições presenciais, explica o organizador do evento, o artista George Tutumi.

Lives

Para manter a interatividade entre os participantes, um dos grandes atrativos das edições presenciais, durante todo o evento virtual acontecem lives no canal Tio da Barba Branca para divulgar as promoções e realizar sorteios de peças cedidas pelos vendedores. A agenda com horários das lives estará disponível na própria área do evento virtual.

Pop! Fest Virtual – 1º Evento Virtual para Colecionadores Funko Pop

Período: as 10h do dia 19 até 22h de 21 de junho (sexta a domingo)

Link: http://www.geralgeek.com.br/popfest

Lives: Canal do Tio da Barba Branca

Mais informações: popfest.eventos@gmail.com

6 motivos para assistir Snowpiercer na Netflix

Produção da TNT, Showpiercer estreou na Netflix no dia 17 de maio.

Em vez do tradicional sistema de maratona, os 10 capítulos estão sendo liberados a conta-gotas, um por semana.

Se você ainda não assistiu, veja seis motivos que o Papo de Quadrinho elencou para começar imediatamente.

1. É baseada numa HQ

Le Transperceneige (Snowpiercer: The Escape) foi publicada pela primeira vez na França em 1982 pela editora Casterman, com roteiro de Jacques Lob e desenhos de Jean-Marc Rochette.

Saíram duas sequências muitos anos depois: The Explorers (1999) e The Crossing (2000), com Benjamin Legrand no lugar de Jacques Lob nos roteiros. O quarto volume, Terminus, saiu em 2015 com novo roteirista, Olivier Bocquet.

Nos Estados Unidos, as HQs começaram a chegar em 2014, pela Titan Comics.

Você pode ler as três primeiras histórias no livrão que a editora Aleph lançou em 2015, com o ótimo nome de O Perfuraneve.

Lá fora, a Titan anunciou uma trilogia prequela e já colocou o primeiro volume à venda. Os demais estão programados para agosto de 2020 e junho de 2021.

2. Faz uma forte crítica social

A turma do fundão é tratada como animais

O pano de fundo da trama é um cataclisma ambiental que congelou a Terra. Os poucos sobreviventes (cerca de 3.000) se abrigaram num trem autossustentável que percorre o planeta todo sem paradas.

O problema é que o trem reproduz a desigualdade que existia anteriormente. Nos vagões próximos à locomotiva ficam os ricos, com direito a luxo, alimentação, educação, cultura e lazer.

Nos vagões do fundo, os pobres e miseráveis vivem aglomerados em condições sub-humanas, expostos à fome, crimes, falta de privacidade e violência policial.

Entre os extremos, os vagões do meio reproduzem as nuances da classe média.

3. Já virou filme

Chris Evans viveu o revolucionário Curtis na adaptação para o cinema

Em 2013, Snowpiercer foi adaptada para o cinema por Bong Joon Ho – ele mesmo, o diretor do premiado Parasita, em seu primeiro filme em língua inglesa.

O filme foi estrelado por Chris Evans (o Capitão América dos filmes da Marvel), Tilda Swinton (também trabalhou pra Marvel no papel do Ancião), John Hurt (de V de Vingança) e Ed Harris (de Westworld).

Por aqui, passou pelos cinemas em 2015 com o nome Expresso do Amanhã, e dá para assistir em Blu-Ray e no Amazon Prime.

4. São histórias diferentes…

O fundista Andre Layton (Daveed Diggs) precisa resolver um assassinato

Snowpiercer conta uma história diferente na HQ, no filme e na série, embora todos sigam o mote principal (a luta de classes) e conservem alguns elementos em comum.

Na HQ, a trama acompanha Proloff, que conseguiu fugir do fundo do trem e alcançou os vagões intermediários. Ele conhece a ativista da terceira classe Adeline e, no percurso para interrogatório, ficamos conhecendo os setores, classes e funcionamento do trem.

Em Expresso do Amanhã, Curtis (Evans) é líder do grupo do fundo que inicia a revolução mais bem-sucedida para tomar o controle do trem. No caminho até a sala de máquinas, ele vai se indignando com os diferentes estilos de vida dos passageiros.

Na série da Netflix, o fio condutor é a investigação de um assassinato na segunda classe. Os administradores do trem convocam o “fundista” Andre Layton (Daveed Diggs, de The Get Down), que era detetive antes do cataclisma, para solucionar o crime. O sistema de castas do trem é apresentado pelos olhos dele durante a investigação.

Então, mesmo que você já tenha lido a HQ e assistido ao filme, a série traz uma abordagem totalmente nova, sem desrespeitar o contexto original e com referências que são bacanas de pegar.

5. … porém interligadas

A HQ, o filme e a série parecem apenas variações sobre o mesmo tema, mas não são.

A Titan Comics publicou este infográfico provando que cada história se passa num tempo diferente e estão relacionadas.

Na cronologia de Snowpiercer, a série da Netflix se passa 7 anos após o cataclisma climático, o filme 15 anos depois e a primeira HQ em algum momento entre eles.

As adaptações se passam em tempos diferentes e estão relacionadas

6. E tem a Jennifer Connelly

Jennifer Connelly: linda e talentosa como sempre

Para você, veterano, que não acompanhou os últimos trabalhos dela, saiba que Jennifer Connelly continua tão linda e talentosa quanto em Labirinto (1986) e Rocketeer (1991).

Na série da Netflix, ela interpreta Melanie Cavill, administradora do trem.

Papo de Quadrinho viu: Star Wars – A Ascensão Skywalker

A convite da assessoria de imprensa da Disney, Papo de Quadrinho assistiu a Star Wars – A Ascensão Skywalker numa sessão exclusiva para jornalistas.

Em respeito aos nossos leitores, o texto abaixo não contém spoilers.

Star Wars – A Ascensão Skywalker, que chega aos cinemas brasileiros amanhã (19), se intitula o capítulo final da saga espacial criada por George Lucas há mais de 40 anos.

O diretor J.J. Abrams sabia da responsabilidade de ter os olhos de boa parte do mundo voltados para seu trabalho e optou por seguir um caminho mais seguro, longe da ousadia de seu antecessor, Rian Johnson, em Os Últimos Jedi (2017).

Da mesma forma que transformou sua estreia na franquia, O Despertar da Força (2015), num filme-homenagem a Uma Nova Esperança (1977), agora Abrams presta tributo a outro filme da trilogia clássica (os fãs logo vão perceber as semelhanças na estrutura narrativa).

A Ascensão Skywalker trata de redenção, do conflito do Bem contra o Mal – assim mesmo, no sentido absoluto –, mas travado dentro dos protagonistas, que lutam contra o medo e o ódio que conduzem para o lado sombrio da Força – um dilema constante nos momentos cruciais da saga.

O passado de Rey (Daisy Ridley) é finalmente conhecido e, como prometeu o corroteirista Chris Terrio, a revelação não é aleatória. Em vez disso, confirma a estreita relação da protagonista com a Força e seus inimigos – entre eles, Kylo Ren (Adam Driver).

A Ascensão Skywalker é talvez o filme com mais ação de toda a saga principal. A abertura traz de cara uma perseguição entre as estrelas, seguida de cenas num campo de batalha e continua com um espetáculo de batalhas espaciais, confrontos de blasters, lutas de sabre de luz e um resgate heroico. Os stormtroopers ainda são ruins de mira, mas ganham um surpreendente recurso.

Demais personagens, como Poe Dameron (Oscar Isaac) e Finn (John Boyega), estão mais maduros e seguros de seu papel na Resistência, e protagonizam boa parte das cenas de ação.

Sob a batuta de Abrams, as mulheres continuam brilhando: as novatas Zorri Bliss (Keri Russell) e Janah (Naomi Ackie) são quem livra a cara dos heróis em momentos de apuro.

O roteiro toma alguns atalhos para fazer a trama andar, mas nada que comprometa se você mantiver em mente que se trata de um novelão ambientado muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distante, e que não dá para cobrar verossimilhança o tempo todo.

O que dá para cobrar é coerência, e isto J.J. Abrams entrega. Apesar de optar por um caminho mais seguro, o diretor honra não só o que começou a construir em O Despertar da Força, mas principalmente o legado de mais de quatro décadas, e presenteia os fãs com um encerramento digno.

A Ascensão Skywalker tem um tom de despedida e é um deleite rever a eterna Princesa Leia (Carrie Fisher), ainda em que cenas recuperadas, e tantos outros personagens da trilogia clássica no que talvez seja sua última participação.

Mas soa pretensioso pensar que este nono episódio fecha a tampa da saga. A riqueza do universo criado por George Lucas permite numerosas possibilidades e faz pensar se daqui a algumas décadas não veremos o início de um novo ciclo, com os heróis da atual trilogia no papel dos “veteranos”.

O tempo -e a Força – dirão…

Revista Plaf #3 discute como os quadrinhos veem a história brasileira

A terceira edição da revista Plaf tem como um dos assuntos principais o olhar dos quadrinhos sobre a história brasileira.

Como arte plural, as HQs trouxeram contribuições para o entendimento de diferentes acontecimentos de nossa história, como a escravidão e a ditadura, entre outros.

Confira os destaques da edição:

  • Artigo sobre como autores estão atentos à importância do passado para refletir o presente
  • Ensaio sobre o imaginário do Nordeste nas histórias em quadrinhos e como essas produções ajudaram a desconstruir (ou reforçar) preconceitos sobre o território e seus habitantes
  • Artigo trata da importância de Angelo Agostini, o brasileiro pioneiro na gênese das HQs no Brasil e no mundo
  • Releitura crítica da Tico-Tico, uma das primeiras e mais populares revistas em quadrinhos do País.
  • Um papo com Luiz Gê, autor que desde a ditadura militar fez dos quadrinhos e do humor gráfico sua arma por um país verdadeiramente democrático. Gê ainda colaborou com a edição com uma charge inédita na página saideira da revista.
  • HQs inéditas de Aline Lemos, artista que assina a capa da edição, e do talento promissor de Pernambuco, Jota Mendes.

A Plaf tem edição de Dandara Palankof, Carol Almeida e Paulo Floro.

A revista será vendida a R$ 15 em diferentes pontos de venda em cidades como Recife, São Paulo, Curitiba, Brasília, Goiânia, João Pessoa, entre outros (veja a lista atualizada aqui) e na loja virtual.

O lançamento acontece no dia 6 de dezembro, a partir de 19h, no Ursa Bar e Comedoria, no Recife, com presença de DJs, sessão de autógrafos e entrada gratuita.

A publicação tem patrocínio do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – Funcultura, do Governo do Estado de Pernambuco e é uma realização da Revista O Grito!, site sobre arte e cultura com sede no Recife.

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