Os irmãos Joe e Anthony Russo participaram na noite de sábado da Thunder Arena da CCXP Worlds, e durante a entrevista para Steven Weintraub, do site Collider, falaram sobre vários assuntos: projetos passados e futuros, a própria produtora, a experiência com o MCU (Universo Cinematográfico Marvel) e Chadwick Boseman.

Dentre os inúmeros projetos que os Brothers tocam para a TV e cinema, um deles é “Citadel”, para a Amazon, que começou a ser rodado recentemente. “Os roteiros são incríveis, estamos super felizes com essa produção”, anima-se Joe Russo. “É um mundo experimental que estamos criando, teremos um uma série principal e depois séries menores, que tiram o foco dessa principal e serão em línguas estrangeiras, com talentos locais. Estamos muito empolgados com as perspectivas do que podemos fazer nesses formatos transmídia, com diferentes concepções e novos conteúdos, para o futuro.”

Não podia faltar, claro, falar sobre a experiência no Marvel Studios, em que dirigiram alguns dos melhores filmes do MCU, em especial os dois mais recentes filmes dos Vingadores, “Guerra Infinita” e “Ultimato” – a maior bilheteria de todos os tempos -, e que permite a eles, agora, não só ter a própria produtora como trabalhar com novos talentos e investir em produções como “Resgate”, com Chris Hemsworth”, “Gray Man” com Chris Evans e o longa “Mosul”, entre outros.

“Nossa experiência com a Marvel foi incrível, não poderemos querer parceiros melhores. Foi uma experiência bem colaborativa, eles ficam muito felizes quando você apresenta algo na reunião que não se tinha pensado ainda. ‘Vai fundo no que te inspira, na história que você quer contar’”, elogia Anthony Russo.

No momento mais marcante da entrevista, Anthony Russo falou sobre o ator Chadwick Boseman, que interpretou o Pantera Negra em quatro filmes do MCU antes de morrer em 28 de agosto, aos 43 anos, devido a um câncer. Ele lembrou do trabalho que Chadwick teve para construir o sotaque para o príncipe T’Challa, a ponto de passar todo o período das gravações de “Capitão América: Guerra Civil”, falando como o herói mesmo longe das câmeras.

“É admirável quando você encontra alguém que se entrega tanto e, ao ver isso na tela, você sente algo diferente quando vê aquela atuação. Ele era uma grande inspiração, uma pessoa incrível e um grande artista”, afirma.

“Fico muito grato pelo tempo que tivemos com ele, que sempre foi muito dedicado e íntegro. (Chadwick) era um grande ator, mas era também um cineasta, que entendia o cinema, de narrativa. E a maneira com que lidou com sua doença foi tão corajosa, um exemplo de integridade, porque colocou de lado a sua preocupação pessoal pelo que ele sabia que era um momento histórico.”

Quanto aos próximos projetos na direção, Joe e Anthony Russo preferiram não revelar o que vem por aí, mas com certeza haverá alguma novidade após “Gray Man”.

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