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Crítica: Antes de Watchmen – Dollar Bill & Moloch é desperdício de papel

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Antes de Watchmen tem se mostrado uma série bastante regular. Na mediocridade.

As melhores edições, até agora, são aquelas que ou oferecem uma nova e instigante visão sobre os personagens (caso do ótimo Dr. Manhattan) ou contam sua história pregressa sem forçar o tempo todo uma relação de causa e efeito com Watchmen (Coruja e Espectral).

O resto é sofrível em diferentes graus. O sétimo volume da série, Dollar Bill & Moloch, se posiciona entre as piores, cabeça a cabeça com Rorschach e Comediante.

O título pode dar a impressão de que há alguma ligação entre membro dos Minutemen e o vilão que enfrentou as duas gerações de heróis. Nada disso. É só uma acomodação de séries que foram publicadas de forma independente nos Estados Unidos.

O que ambas têm em comum é a pobreza narrativa. Dollar Bill & Moloch limita-se a fantasiar o passado dos personagens em incontáveis recordatórios narrados em primeira pessoa, oferecidos pelos respectivos roteiristas Len Wein e J.M. Straczynski.

Para que interessa saber que Moloch converteu-se ao catolicismo pouco antes de sair da cadeia? Qual a importância de Dollar Bill ter sido um jovem atleta brilhante que teve a carreira interrompida por uma lesão?

O pior é a descaracterização. Em que pese a ótima arte de Eduardo Risso, ele transformou Moloch numa caricatura, quase uma gárgula. E em Dollar Bill (desenhado por Steve Rude), o Capitão Metrópolis não é mais aquele ingênuo cheio de boas intenções, e sim um perfeito idiota.

Antes de Watchmen – Dollar Bill e Moloch é puro desperdício de papel. Mas não é porque a revista já está impressa e nas bancas que o leitor precisa desperdiçar seu tempo e dinheiro. A HQ tem 84 páginas e preço de R$ 9,90.

ET.: Agora as esperanças de ver mais alguma coisa boa em Antes de Watchmen recaem no oitavo e último volume da série, Minutemen. Darwyn Cooke não costuma decepcionar.

Comentários

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4 Comments

  1. Julio Cesar

    Pois é, eu fico pensando nisso. Apesar de ter gostado de outras edições que não foram citadas, fico nesse receio de ter uma edição só pra completar o conto final que une todos as edições (míseras 6 páginas…). Enfim, vou ter que arriscar…

  2. Pablo Leite

    Alan Moore já dizia que essas minisséries seriam como revirar lixo. Eu não acompanhei porque sabia que seriam em sua maioria histórias comuns, bem longe do espírito da HQ original. Se querem publicações DC de qualidade, leiam a atual fase do Scott Snyder, em Batman, O Homem Animal, o Monstro do Pântano e o Arqueiro Verde, e na Vertigo, Vampiro Americano, Sweet Tooth e Escalpo. fora isso, não tem mais muito o que espremer não.

  3. Eu gostei da do Rorschach, mas a do Comediante conseguiu ser pior de todas existentes!

  4. Lazaro

    O Moloch eu gostei, é interessante ver o passado levando ele a ser o Moloch (ate porque a serie é sobre o que aconteceu antes então o natural é contar o passado dos personagens mesmo), o do Dollar Bill realmente foi uma merda o “herói” só se mostrou mais ridículo pela sua historia fraca.

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