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Antes de Watchmen – Rorschach: crime e drama em NY

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Rorschach é o terceiro encadernado que chega ao Brasil com uma das minisséries que compõem o conjunto de Antes de Watchmen (Before Watchmen). Reúne as quatro edições americanas e dá continuidade à história paralela A Condenação do Corsário Carmesin.

A história segue os mesmos moldes volumes anteriores, Coruja, e Espectral, apresentando as aventuras do temível vigilante Rorschach, ambientadas em sua base de operações, a decadente cidade de Nova Iorque dos anos 1970, que nos anos 1980 se tornaria o palco derradeiro da série original.

Em Rorschach a única conexão direta com Watchmen é a própria cidade de Nova Iorque. As citações são discretas, entre elas o Ginga Diner, lanchonete frequentada por Walter Kovacs (alter ego de Rorschach).

A história se passa em 1977, quando o vigilante já se tornou em um matador impiedoso de criminosos. Em Watchmen é explicado que ao  investigar o caso do rapto da menina Blaire Roche dois anos antes, Kovacs descobre que a criança foi brutalmente assassinada. Esse crime altera sua conduta, “transformando-o definitivamente em Rorschach”, disposto a fazer justiça e matar se necessário.

Na trama, Rorschach procura um assassino serial de mulheres, mas precisa adiar a busca quando cruza um cafetão, ex-militar, que comanda tráfico e a prostituição local.

A arte de Lee Bermejo, com um traço disforme e expressionista (ao estilo das pinturas de Egon Schiele), reforça a opressão e degradação da cidade e funciona muito bem.
Detalhes simulam o estilo Moore-Gibbons, como o diário do vigilante – que começa datilografado, para só no final da história se tornar manuscrito – que filosofa e guia o leitor na caça aos criminosos.

Há muita violência mas sem ser gratuita: faz parte do câncer social do período em Nova Iorque, que Rorschach tenta combater a todo custo.
Aos poucos, o roteiro de Azzarello vai detalhando não apenas as motivações que mantiveram Rorschach um violento caçador de bandidos, mas sua extrema dificuldade em lidar com outras pessoas, sobretudo as mulheres.

ATENÇÃO – SPOILER EM BRANCO: Um detalhe muito legal é a curta participação especial de Travis Bickle (o taxista do filme Taxi Driver de 1976) na história.

É uma história policial interessante, porém outra HQ desnecessária em se tratando do universo de Watchmen.

Antes de Watchmen: Rorschach tem 108 páginas, capa cartão e preço de R$ 12,90 e a leitura é recomendada para 18 anos.

Comentários

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7 Comments

  1. Antonio Gomes Ferreira Filho

    Li o coruja e gostei, não tive interesse de ler Espectral apesar de já ter comprado, está será a proxima, meu personagem favorito dos Watchmen, mas desnecessário ser escrito outra história, Watchmen é definitivo.

  2. Concordo, Antônio.
    Bom, pelo menos é um caça níquel de qualidade ;)
    Abraço e obrigado pelo comentário!

  3. Elcio Tavares

    Sou fã de Rorschach, mas não gostei desta história. Achei que teria detalhes sobre seu passado mencionado em Watchmen, como na do Coruja (a melhor até agora). Além disso, em Watchmen ele é bom de briga e aqui ele apanha de todo mundo! Fora que a história em si é boba. Estava esperando ansiosamente, mas fiquei realmente decepcionado…

  4. Uma boa história, bem escrita e facil de ler, superior a muitas porcarias que a DC coloca em bancas atualmente.

    Acho engraçado em todos os textos que leio a dificuldade dos fãs em dissociar as hqs da historia do Alan Moore. Ainda bem que o mesmo não acontece com personagens como Batman, senão não teriamos nada depois de “O Cavaleiro das Trevas”. Ou mesmo Before Dark Knight.

    De toda forma uma boa leitura pra uma noite de inverno. E não dá pra inventar a roda todo dia.

  5. Vitor Santos

    Essa HQ é uma bosta, so serviu pra encher linguiça, não adiciona nada pra personalidade de Rorschach/Walter. Não mistura passado com presente e parece que colocaram outro Rorschach ali, so apanha, fala demais, tem paixonite e não sabe lutar. Na real aquela parada de “deixar ele apodrecer ate a morte” não cola naquela Nova York, não quando voce tem um dos herois mais perigosos nas suas mãos, na boa Rorschach voce ta um bosta nesse gibi

  6. Ivan

    “Antes de Watchmen” são um bando de histórias desnecessárias e que não acrescentam nada, Alan Moore o autor da história original foi e ainda é totalmente contra a criação de novas histórias de Watchmen, de acordo com ele, a história original é perfeita e deve permanecer intocável e novas histórias que arriscam degradar o nome da série e dos personagens são totalmente dispensáveis.
    Mesmo assim a DC reuniu um bando de artistas e escritores e publicou essas porcarias sem a participação dos autores da obra original, sim, a DC pode fazer isso porque o Sr. Moore assinou um contrato – um contrato ruim – e agora a DC é mais “dona” dessa série do que o cara que a escreveu. Essa série “Antes de Watchmen” nada mais é do que uma jogada para tirar o dinheiro de milhares de fãs através de histórias porcamente escritas e um desrespeito ao autor e a obra original. As histórias são pateticamente desinteressantes, carecem de criatividades e personagens como Comediante e Rorschach (de todas as histórias essas são as piores das piores) são representados de forma “nada vê”.

  7. Vínicius

    A hq é legalzinha, mas… O Q DIABOS O ROBERT DENIRO TAVA FAZENDO LÁ????????????

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