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Papo de Quadrinho viu: Arrow

O seriado live action do Arqueiro Verde fez sua estreia nas TVs americanas no último dia 10.

Quando foi anunciado, no início deste ano, Arrow provocou a sensação de que iria preencher o vácuo deixado por Smallville depois de dez anos de exibição.  O temor é de que fosse mais uma série em que um super-herói dos quadrinhos é apenas o pretexto para explorar temas adolescentes.

Considerando que toda a série vá seguir o que foi visto no episódio piloto, não é nada disso. Não mesmo.

A começar pelo protagonista. Stephen Amell, ator que interpreta Oliver Queen/Arqueiro Verde, aparenta ter pouco menos do que seus reais 32 anos de idade em vez de tentar parecer um adolescente.

Em seguida, vem a violência: apesar de não haver sangue jorrando, o vigilante não hesita em meter uma flecha no peito de alguns bandidos, sem falar no pescoço quebrado de um sequestrador a sangue frio.

Por último, a aparição do herói: já neste piloto, Oliver Queen veste o capuz do Arqueiro Verde – num visual bem parecido com a fase do personagem visto na série Os Caçadores – e sai pelas ruas fazendo justiça com as próprias mãos.

A trama é conhecida dos leitores de quadrinhos: o milionário Oliver Queen sofre um naufrágio e passa cinco anos numa ilha deserta. Para sobreviver, precisa desenvolver determinadas habilidades; entre elas, o manejo do arco e flecha.

Dentre as diferenças da adaptação para TV está o fato de que Oliver estava na companhia do pai quando o barco afundou. Ao que tudo indica, antes de morrer Robert Queen teria revelado segredos nada honestos para o filho.

Estes segredos são não só a motivação de que o jovem precisa para combater a corrupção em sua cidade – renomeada para Starling City (em vez de Star City dos quadrinhos) –, mas também uma ameaça à sua vida por forças pouco interessadas em que eles venham à tona.

Arrow começa com o resgate de Oliver Queen por pescadores e toda a trama anterior é narrada em flashbacks. A fotografia é grandiosa, algo sombria, o que definitivamente dá um ar mais adulto ao seriado.

O episódio piloto deixa também pistas sobre o que vem por aí: um falso “melhor amigo” chamado Merlyn, nome de um dos inimigos do Arqueiro Verde nos quadrinhos; uma irmã cujo apelido é Speedy (codinome do sidekick original do Arqueiro Verde, Roy Harper, e também de outra ajudante, Mia Dearden – batizados no Brasil de Ricardito e Ricardita, respectivamente); e a advogada e ex-namorada Dinah Laurel Lance (nome civil da heroína Canário Negro).

Nos primeiros segundos do piloto, há também um curioso easter egg, aquelas pistas deixadas pelos autores no meio das cenas: no momento do resgate de Oliver Queen, aparece muito rapidamente a máscara do Exterminador. Teria sido ele um habitante da ilha? Teria sido o treinador do Arqueiro Verde?

Arrow teve um ótimo início. O piloto foi assistido por mais de 4 milhões de espectadores, maior audiência do canal CW desde a estreia de The Vampire Diares, em setembro de 2009. Este seriado promete!

Comentários

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  1. Haroldo Junior

    aumentou minha vontade de assistir!!!!

  2. Muito bom, Jota. Também vi a série e gostei bastante. E olha que o Arqueiro Verde nunca foi um dos meus heróis favoritos. Mas já virei fã da série.

  3. Eu gostei mais do que eu pensava que iria gostar, mas ainda assim… é tudo muito forçado, a construção do personagem Queen é pobre. Mesmo sendo um piloto, era preciso mostrar a passagem de tempo de forma mais clara e também a maneira como Queen assimilou a tecnologia atual, pois parece que ele ficou 5 minutos na ilha, e não anos. E a construção do QG dele também ficou devendo.

    Alguns pontos na história não me agradaram, mas é preciso dar tempo ao tempo e ver se com o desenrolar da história tudo se encaixe melhor. Ainda assim, foi algo muito melhor do que eu imaginava, e continuarei acompanhando!

    • Concordo, Mauri. Há furos no roteiro sim, mas, poxa, é um seriado sobre um herói dos quadrinhos! :) E acredito que os flashbacks vão ajudar a construir melhor o personagem. Assim espero… Abs!

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