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Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

Papo de Quadrinho viu: DUNA (part 1)

A convite da Warner e da produtora Espaço ZAdri Amaral assistiu DUNA, mais recente filme do diretor Denis Villeneuve, adaptando o clássico da ficção científica de Frank Herbert.

Antes de falar sobre o filme mais aguardado pelos fãs de ficção científica do ano, gostaria de dizer que o diretor canadense Dennis Villeneuve está coberto de razão nas entrevistas de divulgação do filme, é um filme pensado, concebido e produzido para ser visto dentro da experiência da sala de Cinema.

Como dizia meu professor de Introdução ao Cinema, o saudoso Aníbal Damasceno, “o que faz o filme é a circunstância do espetáculo”. Assim, assistir à Duna em toda a sua grandiosidade na tela e no som do IMAX já nos faz sentir como um grãozinho de areia do deserto de Arrakis.

Se o cinema vai sobreviver no pós-pandemia pode ser que a adaptação do livro de Frank Herbert tenha algumas pistas sobre o futuro do chamado “cinemão”. Obviamente sabemos que as condições sanitárias ainda não são as melhores, mas para quem já tem seu passaporte vacinal verificado com as duas doses – como foi o meu caso nessa sessão para a imprensa – recomendamos todos os cuidados (use máscara, mantenha o distanciamento, não coma no cinema) de quem adentra um novo e amplo universo. E o universo de Duna é grandioso e terrível em suas disputas pelo poder. A adaptação de Villeneuve enfatiza todo esse horror que já estava presente no livro homônimo de 1965 e que se parece, infelizmente, bem atual.

Nessa nova versão (a primeira adaptação foi um fracasso retumbante dirigido e roteirizado por David Lynch em 1984), podemos observar em detalhes, mas também de forma dinâmica a constituição do universo de Duna: a força da religião, as classes sociais demarcadas, o ambiente dos diferentes planetas do Império e as relações e tensões entre as diferentes casas da nobreza.

O desértico planeta Arrakis é visto como o maior fornecedor da especiaria do Império que serve como combustível para as viagens espaciais. Assim, iniciamos a saga sendo apresentados ao modus operandi brutal e sanguinário da Casa Harkonnen que colonizou e oprimiu o planeta Arrakis e seus habitantes – os fremens que se adaptaram às condições desérticas. 

Paul Atreides (Thimotée Chalamet) e Lady Jessica Atreides (Rebecca Ferguson)

O Imperador ordena a retirada das tropas Harkonnen e a passagem do comando para a Casa Atreides, governada pelo Duque Leto Atreides (Oscar Isaacs). Assim, inicia-se o conflito político que é parte essencial da trama. Somos introduzidos ao protagonista Paul Atreides (Thimotée Chalamet) e seu caminho para a transformação, além de sua mãe Lady Jessica Atreides (Rebecca Ferguson), cujo treinamento religioso como parte da ordem das Bene Gesserit foi também transmitido a Paul.

A partir dessa premissa, o filme constrói uma narrativa que consegue de forma muito brilhante utilizando com maestria todos os recursos cinematográficos para uma adaptação que estava cercada de expectativas, e cujas adaptações anteriores (o filme de Lynch e uma série de TV) foram insatisfatórias. 

Entre a estética e o conteúdo em si da trama, são muitos pontos a destacar na grandiosidade da obra. 

O trio de roteiristas (Dennis Villeneuve, John Spait e Eric Roth) enfatiza as mensagens ecológicas e políticas – que já estavam presentes no livro – desde o casting bastante diverso até a sutileza de planos abertos quando vemos a pequenez das pessoas perto da força da natureza – o deserto de Arrakis e de seus deuses do deserto, bem como nas ações e tramas pelo poder, que não podemos esmiuçar aqui para não dar spoilers, mas que são ponto chave na trama. 

Pelo ponto de vista dos nativos fremens, podemos observar os danos do imperialismo, da colonização e da ganância. O caráter místico ganha também um tom de quase horror embora a lisergia e o onírico que são alguns destaques na obra original estejam presentes, embalados na magnífica trilha do oscarizado compositor alemão Hans Zimmer que mistura elementos clássicos e marciais com sons orientais e futuristas. O sound design é importantíssimo em muitos momentos chaves da trajetória das personagens, sobretudo nos acontecimentos em torno da experiência da Casa Atreide no planeta desértico.

A direção de arte traz uma paleta de cores não tão escuras quanto em filmes anteriores do diretor canadense, oscilando entre luz e trevas quando necessário. Nesse quesito, o figurino de Bob Morgan (que fez filmes como Malévola e Inception) e Jaqueline West (responsável por Benjamin Button) é um dos destaques, trazendo os elementos de alfaiataria, roupas marciais e cerimoniais tanto quanto os trajes de combate são elementos simbólicos centrais para a compreensão das lógicas e dinâmicas de cada grupo e seu papel nesta sociedade. O design de set em geral e sobretudo das naves também é um deslumbre visual de impacto.

Duna – Parte I é honestamente falando, deslumbrante do início ao fim, um verdadeiro épico que consegue dialogar com várias gerações – ponto que também atribuo à química entre atores como Timothé Chalamet (Paul), Sharon Duncan-Brewster (Dr. Liet Kynes) e a Duncan Idaho (Jason Momoa) em seu melhor papel até o momento.

Sem parecer corrido, o filme consegue manter o ritmo e adaptar de forma genial uma obra que é clássica e de nicho ao mesmo tempo. É a ficção-científica em seu lugar audiovisual mais nobre: entre a extrapolação do presente, elementos estéticos do passado e o desenho de um futuro apavorante. Agora é aguardar – ansiosa – a Parte II.

Papo de Quadrinho viu: O Último Duelo

A convite da Disney e da produtora Espaço Z, Adri Amaral assistiu O Último Duelo (The Last Duel), mais recente filme de Ridley Scott.

A história é baseada no livro homônimo de Eric Jager – lançado pela Record em 2011 – que trata de uma ficção histórica que especula sobre o último duelo sancionado pela França em 1396 entre Jean de Carrouges (Matt Damon) e Jacques Le Gris (Adam Driver), vassalos do conde Pierre d’ Alençon (Ben Affleck loiríssimo e afetadíssimo).

O filme mostra a escalada de competição entre o cavaleiro e ex-escudeiro taciturno e religioso Carrouges e o escudeiro letrado e libertino Le Gris. Até o ponto em que Le Gris estupra esposa de Jean, Marguerite Carrouges, interpretada magistralmente por Jodie Comer (que já fez The White Princess e Star Wars – Ascensão Skywalker), desencadeando o processo judicial que culmina no duelo.

Entre manobras políticas e batalhas adentramos em um mundo masculino brutal de dominação, violência, guerras e intrigas no qual justiça e verdade parecem pouco importar.

A condução da narrativa do filme é a partir dos três pontos de vista (Carrouges, Le Gris e Marguerite). Nestas diferentes narrativas se constrói a tensão e nos dá perspectivas sobre o caráter, a história e as impressões dos envolvidos – um saldo positivo do roteiro escrito por Nicole Holofcner, Ben Affleck e Matt Damon – não por coincidência uma mulher e dois homens.

As cenas em planos mais fechados, evitam um tanto os clichês de lutas e batalhas de filmes de época demonstrando a selvageria dos combates; bem como as cenas internas na corte nos dão a dimensão das intrigas e da ganância de ambos os vassalos, os destituindo de heroísmo.

Não há romantização da Idade Média no filme, apenas a nua e crua luta por poder e a ideia de propriedade, seja da terra, dos animais e das mulheres, tudo garantido aos homens através da violência, da religião e das leis a manutenção do poder. Nesse sentido, a teatralidade da corte durante o julgamento construída a partir de olhares e até mesmo de movimentos corporais dos personagens mostra o absurdo de uma época em que crendices e maledicências valiam tanto quanto uma vida.

Apesar de cenas horrendas e violentas, nada é gratuito – sobretudo no que tange ao ataque a Marguerite – elas são centrais para o entendimento da construção de masculinidades e de vida em sociedade que devem ser descartados e nunca tomados como modelo e exaltação como, infelizmente, vemos ainda hoje.

O Último Duelo é um filme bom em todos os aspectos e deixa claro que não existe nada épico, mítico ou glorioso. É uma visão reta e bruta de um mundo que já nos trouxe avanços, mas que volta e meia podem ser perdidos.

Sweet Tooth estreia em 4 de junho

Há dez anos, “O Grande Esfacelamento” causou estragos no mundo e levou ao misterioso surgimento de híbridos: bebês nascidos parte humanos, parte animais. Sem saber se os híbridos são a causa ou o resultado do vírus, muitos humanos os temem e caçam. Após uma década vivendo com segurança em sua casa isolada na floresta, Gus (Christian Convery), um menino-cervo acolhido, inesperadamente faz amizade com um viajante solitário chamado Jepperd (Nonso Anozie). Juntos, eles partem em uma aventura extraordinária pelas ruínas da América em busca de respostas: sobre as origens de Gus, o passado de Jepperd e o verdadeiro significado de um lar. Mas sua história é cheia de aliados e inimigos inesperados, e Gus logo aprende que o mundo exuberante e perigoso além da floresta é mais complexo do que ele imaginava. Baseada na série em quadrinhos da DC criada por Jeff Lemire, SWEET TOOTH tem produção executiva de Jim Mickle, Beth Schwartz, Robert Downey, Jr., Susan Downey, Amanda Burrell e Linda Moran.

Beth Schwartz, produtora executiva, escritora e co-showrunner, nos conta sobre como foi levar os quadrinhos de 2009 para a tela: “A série SWEET TOOTH está em produção desde 2016 e os quadrinhos já existiam bem antes disso, mas acho que todo mundo vai se identificar com a série e essa história mais do que esperávamos quando a gente começou a trabalhar nela. Ao assistir SWEET TOOTH, você terá esperança em relação ao futuro”. O produtor executivo, escritor, diretor e co-showrunner Jim Mickle, complementa: “Queríamos criar uma série capaz de oferecer fuga e aventura, onde a natureza estivesse recuperando o mundo e o clima fosse de conto de fadas. SWEET TOOTH é um novo tipo de história distópica, bastante exuberante e esperançosa. Queremos que as pessoas venham a esse mundo onde há beleza, esperança e aventura. Essa é uma história emocionante: andamos de trens, subimos montanhas, corremos pelas florestas. É uma série sobre o que constitui uma família, o verdadeiro significado de um lar e por que é importante manter a fé na humanidade”.

Data de estreia: 4 de junho
Baseado em personagens criados por Jeff Lemire para Vertigo
Todas as informações em: www.netflix.com/sweettooth

PERIFACON ESTREIA NOVA PROGRAMAÇÃO 100% VIRTUAL E GRATUITA

A PerifaCon, a primeira comic con das favelas, lança o festival PerifaCon, Brotando nas Redes e promove três dias de programação nerd, geek e pop inteiramente gratuita e aberta ao público nas redes sociais, nos dias 26, 27, e 28 de março. Em formato gravado e ‘live’, Brotando nas Redes reúne painéis temáticos, ciclo de formação para quadrinistas e ilustradores e um concurso de cosplay dedicado à comunidade negra, no qual os participantes devem se fantasiar e interpretar personagens da cultura pop. 

Após quase dois anos do sucesso da primeira edição da PerifaCon, que levou mais de 7 mil pessoas à Fábrica de Cultura do Capão Redondo, em São Paulo (na foto em destaque abaixo), o evento virtual PerifaCon, Brotando nas Redes responde ao chamado do público da comic con das favelas que gosta de maratonar séries e filmes, ouvir música, ler quadrinhos e mangás e compartilhar seus gostos e conhecimentos para promover o bem-estar coletivo e o crescimento de artistas da quebrada. A nova programação da PerifaCon chega para atender os interesses desse público e continuar enaltecendo a força da periferia no cenário nerd, geek e pop.

Saudades da PerifaCon presencial, né minha filha?

O projeto Narrativas Periféricas, parceria com a editora especializada em quadrinho Mino, e o Beco dos Artistas, espaço expositivo de ilustradores da primeira comic con das favelas em 2019, serviram de inspiração para o evento PerifaCon, Brotando nas Redes. O primeiro, realizou o sonho de quadrinistas periféricos de se lançarem no mercado editorial. E o ‘Beco’ trouxe visibilidade aos ilustradores da quebrada que depois fizeram trabalhos para marcas como Netflix e Méqui. 

O Brasil é um país diverso, mas a falta dessa diversidade nos espaços, inclusive o de quadrinhos, reproduz impedimentos sociais e raciais que fecham as portas para várias histórias que precisam ser contadas. “Fizémos da exclusão a motivação para criar a PerifaCon. Com o ‘Brotando’ queremos continuar incentivando a cultura nerd periférica e criando pontes entre os artistas e as marcas”, afirma Luíze Tavares, relações-públicas e uma das criadores da PerifaCon. 

Concurso de cosplay – Durante os três dias, simultaneamente à programação dos painéis temáticos com os quatro criadores da PerifaCon e do Ciclo Narrativas Periféricas de formação de quadrinistas e ilustradores, o evento PerifaCon, Brotando nas Redes realiza um concurso de cosplay voltado à comunidade negra, com premiação de R$ 1 mil reais para o cosplayer vencedor por voto popular no site do evento. “Cosplay é um entretenimento garantido em qualquer comic con, não podia faltar no ‘Brotando’. Este concurso tem ainda o objetivo de promover, valorizar e fortalecer a identidade e as manifestações de pessoas periféricas, negras e LGBTQI+ no universo do entretenimento nerd, geek e pop”, diz Gabrielly Oliveira, socióloga e uma das criadoras da PerifaCon. 

O evento PerifaCon, Brotando nas Redes tem realização do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura e Economia Criativa e acontece por meio da Lei Aldir Blanc. 

Serviço

Perifacon, Brotando nas Redes: Três dias de programação nerd geek e pop inteiramente gratuita e aberta ao público nas redes sociais, em formato ‘gravado’ e ‘live’, dividida em: painéis temáticos com convidados especiais, Ciclo Narrativas Periféricas de formação para quadrinistas e ilustradores e concurso de cosplay dedicado à comunidade negra, com premiação em dinheiro para o vencedor. 

Realização: 26, 27 e 28 de março de 2021, a partir das 18h

Onde: https://perifacon.com.br/brotando-nas-redes/ e YouTube da PerifaCon

Sobre a PerifaCon

A PerifaCon é uma marca e produtora cujo objetivo é a promoção e o desenvolvimento de cultura e entretenimento no segmento nerd, geek e pop nas periferias e favelas, além da visibilização de artistas por meio da organização, promoção e divulgação de eventos nas áreas artística e culturais, realização de produções audiovisuais e produção de cursos. A PerifaCon foi criada, em 2019, por Andreza Delgado, Gabrielly Oliveira, Igor Nogueira e Luíze Tavares. Attachments area

HQ plurilíngue retrata língua indígena de sinais de forma inédita

A história em quadrinhos produzida por Ivan de Souza retrata, de forma pioneira, a língua indígena de sinais utilizada pelos surdos da etnia terena. A obra tem o propósito fortalecer o reconhecimento e a preservação das línguas de sinais indígenas e é apresentada em formato plurilíngue, sinalizada também na Língua Brasileira de Sinais (Libras). 

Sol: a pajé surda ou Séno Mókere Káxe Koixómuneti, em língua terena, conta a história de uma mulher indígena surda anciã chamada Káxe que exerce a função religiosa de pajé (Koixómuneti) em sua comunidade. Ao ser procurada para auxiliar em um parto e após pedir a benção dos ancestrais para o recém-nascido, o futuro do povo terena é revelado e transmitido a ela em sinais. “A história mostra um pouco da rica cultura desse povo, as situações, consequências e resistência após o contato com o povo branco”, revela Souza. 

O trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Letras Libras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve início em 2017, quando o estudante pesquisava a história dos surdos no Paraná, na iniciação científica. Todo o processo teve acompanhamento de pesquisadoras que já desenvolviam atividades com os terena surdos, usuários da língua terena de sinais. A comunidade indígena também teve participação ativa no desenvolvimento e depois, na validação da obra junto ao seu povo. 

Souza e os especialistas que o auxiliaram no projeto também desenvolveram um sinalário, isto é, um registro em libras dos principais conceitos apresentados na narrativa visual e um glossário plurilíngue abrangendo palavras utilizadas no dia a dia da comunidade. “Levantamos os vocabulários que mais se repetiam e organizamos em uma planilha. Depois buscamos localizar os sinais já existentes em sites e aplicativos. Filmamos os sinais e disponibilizaremos esse material no YouTube, com o objetivo de expandir o conhecimento sobre as línguas sinalizadas e de minimizar a barreira linguística”, explica. 

De acordo com o autor, o trabalho tem relevância para os indígenas da comunidade terena e de outras etnias e para a sociedade em geral. “Esse é mais um material disponível para os terena ensinarem sua história de forma acessível a ouvintes e surdos. É importante também para mostrar à sociedade como existem povos, culturas, identidades e línguas diferentes no país. E que essa diversidade precisa ser respeitada, preservada e valorizada”.  

Ele pretende distribuir a HQ em escolas indígenas, com o objetivo de auxiliar o fortalecimento linguístico e de ressaltar a importância das línguas de sinais para essas comunidades.  O autor conta que uma das principais dificuldades que teve no desenvolvimento da obra foi estudar a religiosidade, as pinturas e as tradições da comunidade e que, apesar de enriquecedor, o processo foi desafiador e demandou muito esforço na transposição e no acompanhamento junto à ilustradora, Julia Alessandra Ponnick, que é acadêmica do curso de Design Gráfico da UFPR, autora, ilustradora e roteirista de histórias em quadrinhos.  

2021: O que vem por aí pela Editora Heroica

Depois de seu livro de estreia, O Império dos Gibis, a mais completa publicação sobre a história dos quadrinhos publicados pela Editora Abril, a Editora Heroica, de Manoel de Souza, deu início à coleção Grandes Revistas.

Cada edição traz os bastidores, entrevistas, curiosidades, galeria de capas e sinopse de algumas das revistas de super-heróis que mais marcaram os leitores.

É justamente a continuidade desta coleção o destaque entre os lançamentos da Heroica para 2021.

O ano começa com o dossiê Grandes Heróis Marvel, sexto e último volume da série dedicada às revistas da Marvel publicadas pela Abril.

Na sequência, a Heroica já lança a caixa com as seis edições:

1 – Capitão América (1979-1997)

2 – Heróis da TV (1979-1988)

3 – Superaventuras Marvel (1982-1997)

4 – Homem-Aranha (1983-2001)

5 – O Incrível Hulk (1983-1997)

6 – Grandes Heróis Marvel (1983-2001) 

A partir de março, começa a sair a leva de livros da coleção Grandes Revistas com foco nas publicações DC/Abril.

Assim como a anterior, esta também será lançada ao final no formato de caixa, com planos de concluir ainda em 2021.

7 – Super-Homem + Superman (1984-2002)

8 – Batman (1984-2002) 

9 – Heróis em Ação (1984-1985) + Superamigos (1985-1988)

10 – Os Novos Titãs (1986-1996)

11 – Super Powers (1986-1997)

12 – Liga da Justiça (1989-1994 e 2002)

Livros

Além de um adendo do livro O Império dos Gibis, focado no material visual da editora, a Heroica está trabalhando em mais dois livros para este ano: um sobre quadrinhos brasileiros modernos (do jornalista Heitor Pitombo) e outro com a “biografia” de outras editoras, como a Ebal (em parceria com Gonçalo Junior, da Editora Noir).

2021: O que vem por aí pela Geektopia

Desde sua criação, a Geektopia, braço de cultura pop do Grupo Novo Século, vem trazendo muito material interessante para o Brasil.

2021 será marcado pela continuidade de algumas séries que fazem parte do catálogo da editora e a estreia de Sonic. Confira

Archie Vol. 5

A modernização do clássico Archie é sucesso na TV e nos quadrinhos. Neste quinto volume, acompanhe os desdobramentos de Over The Edge: uma vida foi destruída, outra família foi dilacerada e apenas as crianças de Riverdale High podem salvar sua cidade da implosão.

O encadernado reúne as edições 23 a 27 da série regular publicada nos Estados Unidos.

The Wicked + The Divine vol. 5

Novo arco da série de Kieron Gillen e Jamie McKelvie! Uma HQ sexy, acelerada e libertadora, impulsionada pela cultura pop que reflete nosso tempo e revela questões atemporais.

A cada 90 anos, doze deuses do panteão reencarnam como jovens adultos. Eles são amados e odiados. Mas agora, o assassinato de alguns deles para evitar a chegada das forças das trevas tem sérias consequências.

Locke & Key Vol. 4: Keys to the Kingdom

Mais um sucesso na TV, este pela Netflix, a história da família que protege o segredo das chaves há gerações ganha mais um encadernado em quadrinhos no Brasil.

Com mais chaves se tornando conhecidas e as profundezas dos mistérios da família Locke em constante expansão, o desespero de Dodge para encerrar sua busca sombria leva os habitantes de Keyhouse para cada vez mais perto de uma conclusão reveladora.

De Volta para o Futuro vol. 3 – Quem é Marty McFly?

Outro destaque que a Geektopia trouxe para o País, a série de HQs de De Volta para o Futuro traz novos desdobramentos.

Quem é Marty McFly? É isso que Marty vem se perguntando, à medida que fica claro que suas memórias de infância não refletem o que de fato aconteceu em sua linha temporal. Como ele e o Doutor Brown podem consertar as coisas sem destruir o próprio tempo?

E mais: a história de Neddles! O que transformou esse garoto no encrenqueiro que todos conhecemos e desprezamos?

Escrito pelo cocriador/corroteirista Bob Gale e John Barber, com arte por Emma Vieceli.

Sonic the Hedgehog, Vol. 1: Fallout

Um dos lançamentos especiais da Geektopia em 2021 é a HQ Sonic the Hedgehog: Follout (IDW, 2018). A história apresenta a derrota do gênio do mal Dr. Eggman, mas o trabalho de Sonic ainda não acabou.

Após a última batalha épica, robôs desonestos continuam a atacar pequenas aldeias ao redor do mundo e, para ter sucesso, Sonic precisa da ajuda de seus amigos Tails, Knuckles e Amy, e de alguns novos e surpreendentes aliados.

2021: O que vem por aí pela Conrad

Em junho do ano passado, a Conrad deu início ao desafio de se reconstruir e recuperar o prestígio junto a uma nova geração de leitores.

Com novo gerenciamento editorial de Cassius Medauar (que retorna à editora depois de 17 anos) e consultoria de Guilherme Kroll (editor da Balão Editorial), a editora definiu alguns parâmetros para alcançar este objetivo: diversidade de gêneros, investimento em autores estrangeiros e brasileiros, publicação em formato online e impresso.

Com muita coisa já feita em apenas seis meses, a prévia de lançamentos da Conrad para 2021 é uma prova da seriedade com que a estratégia está em andamento. Confira:

Jack Kirby (de Tom Scioli)

Criador de alguns dos super-heróis e supervilões mais marcantes de todos os tempos, Jack Kirby foi muito mais do que rascunhos a lápis, designs bombásticos de personagens e ideias inovadoras.

Esta graphic novel biográfica inédita narra a vida do Rei dos Quadrinhos desde as ruas perigosas de Nova York na época da Depressão, passando pelos sangrentos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial, até chegar ao escritório da Marvel, no qual a parceria criativa com Stan Lee produziu alguns dos quadrinhos mais influentes e memoráveis já vistos.

Fosse lutando contra os nazistas, assim como o Capitão América, ou lutando pelos direitos da imensa quantidade de trabalhos produzida por ele, Jack Kirby viveu uma vida tão extraordinária quanto a de seus personagens.

Lançamento em formato impresso e digital

Tangencias (de Miguelanxo Prado)

São oito histórias que mostram variações de relações sentimentais, tangenciais, imperfeitas e limitadas que chegam ao fim.

Eles são artistas, funcionários, profissionais, políticos… pessoas pertencentes a camadas mais ou menos abastadas da sociedade, para quem essas relações acabam em conflito com os seus próprios interesses e que, no final, não sabem, ou não querem, mantê-las.

Lançamento em formato impresso.

Digital e impresso

Mayara & Annabelle (de Pablo Casado e Talles Rodrigues)

Enquanto continuam com suas aventuras publicadas em capítulos semanais online, a dupla Mayara e Annabelle deve ganhar versão impressa em 2021, com formato e número de volumes a serem anunciados em breve.

Na trama, Mayara foi transferida da Secretaria de Atividades Fora do Comum de São Paulo para a Secretaria do Ceará, pois investigou algo que não devia. Annabelle, funcionária da SECAFC/CE, não se animou com essa novidade, e o atrito que surge quando ambas se conhecem é inevitável.

Porém, elas precisam deixar isso de lado e enfrentar uma ameaça não vista há quase vinte anos em Fortaleza. O trabalho destas duas jovens servidoras públicas é mandar de volta ao inferno demônios que estão perturbando a ordem pública ou coisa pior.

Sonhonauta (de Shun Izumi)

Da mesma forma, Sonhonauta segue com os capítulos semanais online e ganha volume único impresso em 2021.

Sinopse: Mendel é um homem que tem uma intensa relação com os seus sonhos, a ponto de ter suas próprias crenças sobre eles. Em um momento de sua vida, ele se aprofunda demais nessa relação.

Agora, se pergunta o que é sonho e o que é realidade. Mas uma dúvida ainda mais cruel o assola: qual deles é o mais importante?

O Último Detetive (de Geraldo Borges e Claudio Alvarez)

Após 20 anos, o detetive Joe Santos precisa voltar a investigar uma série de crimes que estão acontecendo na “Nova Amazônia”.

O que é esta estranha droga que proporciona incrível beleza física, prazer e uma morte dolorosa? Tudo indica que somente Santos poderá resolver o mistério.

Conseguirá o detetive solucionar de vez o caso que acabou com sua carreira, destruiu seu corpo e provocou a morte de seu parceiro?

Depois da publicação dos dois capítulos digitais, O Último Detetive vai virar encadernado impresso.

Em Ti Me Vejo (de Marília Marz e Regiane Braz)

Também lançada primeiro em capítulos mensais online, a HQ terá edição encadernada impressa em 2021.

Uma história sobre cabelo, mas, também uma de dor, encorajamento e busca, que traz em suas entranhas os reflexos e mazelas que o racismo e o processo de embranquecimento podem causar na saúde emocional, na formação da auto estima e na construção da identidade de uma mulher.

Edição única, exclusiva no formato digital

Primo (de Eduardo Medeiros)

Sinopse: Um controle de videogame, dois primos que não se falam e duas concunhadas com o papo para pôr em dia em um domingo de inverno em Porto Alegre.

Séries exclusivas no formato digital, em capítulos mensais

Maria Lua (de Ju Loyola)

A trama mostra a bruxinha Maria Lua e seus amigos Anna e Julio partindo em uma jornada pelas estrelas em busca de conhecimento e muitas aventuras.

Echoes parte 2 (de Eliana Oda)

Esta sequência tem ação, aventura, confrontos, encontros inesperados e muito mais ao lado de Machi, a herderia de Ikhael, e o jovem zanaki Veda.

Makai Mail parte 2 (Jayson Santos)

Makai é um lugar hostil dividido em reinos fechados após uma grande guerra. Para prover a comunicação entre estes reinos, uma empresa de correio chamada Makai Mail foi instituída.

Devi é o melhor entregador dessa empresa, e depois de uma complicada entrega, mais uma companheira se junta à empresa: a súcubo Lilly.

2021: O que vem por aí pela Editora Noir

Capa de Sick da Vida, coletânea de entrevistas do cartunista Henfil, programada pela Editora Noir para 2021

A Noir vem se destacando no mercado editorial pelo lançamento de ótimas biografias, livros ligados à cultura pop e quadrinhos.

Ninguém melhor para abrir a nossa prévia de lançamentos para 2021. Veja os lançamentos programados pela editora:

Sick da Vida – As grandes entrevistas de Henfil

Uma compilação das principais entrevistas de um dos maiores cartunistas brasileiros de todos os tempos e ícone da luta contra a ditadura e pela redemocratização.

O editor Gonçalo Junior passou 30 anos colecionando entrevistas e selecionou 20 delas para compor a obra, concedidas entre 1968 e 1987 em revistas como Ele Ela, Playboy, Bicho, Grilo, Versus, Homem e outras.

A publicação foi autorizada pelo filho de Henfil, Ivan Cosenza.

Rodolfo Zalla – O sentido de tudo 

Também de Gonçalo Junior, o livro é resultado de 16 conversas entre o autor e o biografado, num total de 32 horas.

A obra detalha a formação de Zalla no mercado editorial argentino, como ele profissionalizou o mercado de quadrinhos no Brasil e levou as HQs para a sala de aula.

Entre Ratos e Patos – A epopeia Disney pelo mundo

Segundo livro de Marcus Ramone pela Noir, um dos grandes memorialistas dos gibis no Brasil.

Nesta obra, o autor declara sua paixão pela turma Disney, com saborosas histórias de bastidores.

Nássara – O perfeito fazedor de arte

A Noir vai relançar a biografia do cartunista e compositor Nássara, da historiadora e pesquisadora Isabel Lustosa, lançada pela primeira vez em 1999 na coleção Perfis do Rio e atualmente esgotada.

A editora ainda estuda lançar uma nova biografia do pioneiro das HQs no Brasil, Angelo Agostini. Mais detalhes serão divulgados assim que estiverem disponíveis.

Anthony e Joe Russo falam sobre (quase) tudo na CCXP Worlds

Os irmãos Joe e Anthony Russo participaram na noite de sábado da Thunder Arena da CCXP Worlds, e durante a entrevista para Steven Weintraub, do site Collider, falaram sobre vários assuntos: projetos passados e futuros, a própria produtora, a experiência com o MCU (Universo Cinematográfico Marvel) e Chadwick Boseman.

Dentre os inúmeros projetos que os Brothers tocam para a TV e cinema, um deles é “Citadel”, para a Amazon, que começou a ser rodado recentemente. “Os roteiros são incríveis, estamos super felizes com essa produção”, anima-se Joe Russo. “É um mundo experimental que estamos criando, teremos um uma série principal e depois séries menores, que tiram o foco dessa principal e serão em línguas estrangeiras, com talentos locais. Estamos muito empolgados com as perspectivas do que podemos fazer nesses formatos transmídia, com diferentes concepções e novos conteúdos, para o futuro.”

Não podia faltar, claro, falar sobre a experiência no Marvel Studios, em que dirigiram alguns dos melhores filmes do MCU, em especial os dois mais recentes filmes dos Vingadores, “Guerra Infinita” e “Ultimato” – a maior bilheteria de todos os tempos -, e que permite a eles, agora, não só ter a própria produtora como trabalhar com novos talentos e investir em produções como “Resgate”, com Chris Hemsworth”, “Gray Man” com Chris Evans e o longa “Mosul”, entre outros.

“Nossa experiência com a Marvel foi incrível, não poderemos querer parceiros melhores. Foi uma experiência bem colaborativa, eles ficam muito felizes quando você apresenta algo na reunião que não se tinha pensado ainda. ‘Vai fundo no que te inspira, na história que você quer contar’”, elogia Anthony Russo.

No momento mais marcante da entrevista, Anthony Russo falou sobre o ator Chadwick Boseman, que interpretou o Pantera Negra em quatro filmes do MCU antes de morrer em 28 de agosto, aos 43 anos, devido a um câncer. Ele lembrou do trabalho que Chadwick teve para construir o sotaque para o príncipe T’Challa, a ponto de passar todo o período das gravações de “Capitão América: Guerra Civil”, falando como o herói mesmo longe das câmeras.

“É admirável quando você encontra alguém que se entrega tanto e, ao ver isso na tela, você sente algo diferente quando vê aquela atuação. Ele era uma grande inspiração, uma pessoa incrível e um grande artista”, afirma.

“Fico muito grato pelo tempo que tivemos com ele, que sempre foi muito dedicado e íntegro. (Chadwick) era um grande ator, mas era também um cineasta, que entendia o cinema, de narrativa. E a maneira com que lidou com sua doença foi tão corajosa, um exemplo de integridade, porque colocou de lado a sua preocupação pessoal pelo que ele sabia que era um momento histórico.”

Quanto aos próximos projetos na direção, Joe e Anthony Russo preferiram não revelar o que vem por aí, mas com certeza haverá alguma novidade após “Gray Man”.

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