Revista O Grito!

Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

CCXP Worlds 21 abre CCXPverso com muito conteúdo em plataforma remodelada

CCXP e Omelete transmitem nesta sexta-feira a Spoiler Night com direito a novidades e anúncios. O evento acontece entre os dias 4 e 5 de dezembro, com mais de 60 horas de programação, grandes nomes de Hollywood, quadrinhos, games, cosplayers e criadores de conteúdo estarão presentes

São Paulo, 03 de novembro de 2021 – A porta que trancava o CCXPverso foi aberta e a partir de agora não tem mais volta. Vai começar a CCXP Worlds 21, o maior festival de cultura pop do planeta, que, em 2021, acontece pelo segundo ano de forma gratuita e totalmente virtual nos dias 4 e 5 de dezembro, por meio da plataforma www.ccxp.com.br. A edição vai contar com mais de 50 artistas convidados, incluindo grandes nomes de Hollywood, como Keanu Reeves, Rosamund Pike, Sir. Patrick Stewart, Jonathan Groff, Jada Pinkett Smith , Karl Urban, Álvaro Morte, Adam McKay e Yahya Abdul-Mateen. Com 24h de programação, a CCXP Worlds 21 traz novidades em sua plataforma e apresenta um espaço ainda maior de interação aos fãs dentro dos painéis com mais de 10 estúdios, além dos criadores de conteúdo como Netflix, Globoplay, HBO Max, Warner Bros., Sony, Paramount, Prime Video, MSP, Collider, Chiaroscuro e Crunchyroll.

Como acontece todos os anos, a CCXP irá realizar sua Spoiler Night na noite anterior ao início do evento. A live acontece nesta sexta-feira (03) nas redes sociais Twitch e Youtube da CCXP e Omelete a partir das 20h.  Marcelo Hessel, Jack e Moo irão passar pela programação desta edição e receber os apresentadores dos palcos.

Esse multiverso de experiências proposto pela organização da CCXP vai acompanhar o público durante todo o ano. Em 2022, uma série de eventos e ações relacionadas ao universo da cultura pop da CCXP estão previstos. Em maio, será realizada a primeira edição do CCXP Awards, a única premiação do mundo que vai homenagear as principais vertentes da cultura pop, e não apenas algumas delas. Já em junho, vai ser a vez da segunda edição da CCXP Cologne, na Alemanha – a primeira CCXP presencial pós-pandemia. Já o ápice dessa grande jornada acontece com a CCXP22, a maior de todos os tempos, voltando para o formato tradicional no São Paulo Expo. E se no ano passado, a CCXP alcançou 4 mil cidades em 39 países e teve um público na plataforma estimado em 3,5 milhões de pessoas, a expectativa da organização para a edição de 2021 é aumentar o resultado em 20%. O CCXPverso está em curso e nada pode parar.

“A CCXP quer sempre entregar para o fã uma experiência completa. Viver e oferecer o que há de melhor da cultura pop. Com certeza, em 2022, caso seja possível e seguro, iremos fazer uma CCXP histórica. Sabemos o que os fãs querem e quanta falta faz reunir todos aqueles que celebram este universo. Temos uma programação já traçada para ao longo de 2022, mas vamos seguir acompanhando o rumo da pandemia e ir mostrando passo a passo o CCXPverso, que promete muito”, diz Pierre Mantovani, CEO da CCXP.

Transmissão, acesso e plataforma

Uma das apostas para este ano é a parceria com a Twitch, plataforma de streaming oficial da CCXP que trará mais de 60 horas de conteúdos exclusivos. Durante todo o evento, acontecerá sorteios de brindes para quem estiver inscrito e seguindo a página da CCXP.

Na plataforma, toda a navegação será bilíngue e os conteúdos estarão em português e inglês. As opções de acessibilidade também estarão disponíveis, por meio de legendas no conteúdo gravado e exibido dentro da plataforma. Para os vídeos ao vivo em outra língua, a tradução será por closed caption no canal oficial da CCXP na Twitch. O evento tem uma programação e horários distintos entre os palcos sendo que alguns deles chegam à 19 horas de conteúdo seguido. O conteúdo ao vivo será produzido direto de São Paulo, com a participação de todos os apresentadores do Omelete e produtores de conteúdo, incluindo todos os cuidados sanitários, estando testados e vacinados.

Remodelada para 2021, a plataforma da CCXP poderá ser acessada de computadores, tablets e celulares, mas, para uma experiência ainda mais completa, indica-se o uso do tradicional computador. O acesso às transmissões dos palcos da CCXP Worlds21 é de graça, sendo necessário somente o preenchimento do cadastro na modalidade Free Experience, por meio do site da CCXP (http://www.ccxp.com.br). Já para ter acesso a masterclasses exclusivas, vídeos on demand, mais interatividade e ainda receber drops de produtos exclusivos durante a programação do evento, basta adquirir o único pacote pago ainda disponível – o Digital Experience, uma vez que o Home Experience já está esgotado.  

Thunder Stage

Entre os espaços, o Thunder Stage é sempre o palco mais disputado, por aqui passarão os grandes anúncios ligados ao mundo do cinema e TV.  A expectativa da organização é que muitas surpresas devam tomar o palcoAo todo serão 10 grandes estúdios que prometem uma experiência completamente inédita em um com espaço ilimitado de acessos. “Todos os estúdios e criadores de conteúdos estão cheios de novidades para 2022. A organização do evento este ano focou na qualidade do conteúdo e que já começam a ser apresentados na spoiler night nesta sexta.” conta Roberto Fabri, CCO da Omelete Company.  

No sábado, os estúdios confirmados são: Netflix, Globoplay, Crunchyroll, Paramount, HBO Max e Sony. A primeira já informou que terá conteúdo sobre La Casa de Papel e a Sony fechará o primeiro dia como o painel mais aguardado pelos fãs. Mas vale lembrar que, o CCXPverso está em curso, e o risco desta realidade mudar, pode gerar a inserção de novos grandes painéis e artistas a qualquer momento. O conteúdo do palco da Globoplay segue fechado a sete chaves, mas confiamos que vem coisa boa. A Paramount já divulgou que um dos seus destaques será o novo longa da franquia Pânico.

Dona de um novo programa no streaming que estreia na CCXP, Angélica se junta a Andreza Delgado para trazer novidades no painel da HBO Max envolvendo o universo DC, o legado de Harry Potter, o set de House of the Dragon e produções nacionais. A HBO confirmou que Pabllo Vittar, Luísa Sonza e o jornalista e personalidade da Twitch, Casimiro, são algumas das participações especiais. O ator John Cena, astro de Peacemaker, também marcará presença com uma entrevista exclusiva e imagens inéditas de seu personagem na nova série.

A Crunchyroll aposta na apresentação dos animes Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba Entertainment District Attack on Titan Final Season Part 2.

No domingo, os painéis programados são da Mauricio de Sousa Produções, Globo Filmes, Amazon Prime Video e Warner Bros. O painel da MSP será comandado por Mônica Sousa, filha e inspiração de Mauricio de Sousa. O bate-papo com o diretor Daniel Rezende, de Turma da Mônica – Lições e a conversa entre Mauricio de Sousa e Jim Davis, o criador do Garfield estão entre os momentos mais aguardados.

Ainda no domingo, a Globo Filmes promete apresentar seus próximos lançamentos, filmes em produção prometendo muito conteúdo inédito. O Prime Video reservou novidades sobre A Roda do TempoThe Boys e Star Trek: Picard. Em seu painel teremos a presença da atriz Rosamund Pike e dos atores, Karl Urban e Sir. Patrick Stewart.

Para fechar a CCXP Worlds 21, vista seu sobretudo, coloque os óculos escuros e escolha sua pílula para curtir a Warner Bros. com o elenco de Matrix Resurrections. A conversa com os atores certamente irá aumentar o hype do filme que estreia no próximo dia 22. Estão confirmados Keanu Reeves, Jonathan Groff, Jada Pinkett Smith, Yahya Abdul-Mateen II, Jessica Henwick e Eréndira Ibarra. E fique atento, o estúdio promete realizar uma promoção que irá premiar um fã com uma sessão exclusiva do filme para 50 amigos.

Artists’ Valley by Santander

É no palco do Artists’ Valley by Santander que a homenageada da edição de 2021 da CCXP, a quadrinista e cartunista, Laerte irá abrir as atrações do sábado. Na oportunidade, a artista vai falar sobre sua carreira – os trabalhos e revistas que marcaram a história de ‘O Pasquim’ até ‘A Folha de S.Paulo’.  Dona de uma história ímpar, ativista e defensora dos direitos trans, a cartunista completou 70 anos em 2021 e chegou a ficar internada devido a complicações da Covid-19. A organização entende que não poderia deixar de reconhecer e prestigiar uma artista que tem um trabalho desenvolvido na década de 70 e que ainda permanece atual. Laerte chega para a edição de 2021, com o maior número de expositores, que disseram se identificar dentro da sigla LGBTQIAPN+, com 40,8%.

A representatividade também pode ser conferida quando 10% dos inscritos se intitulam como transgêneros, não binários, gender fluid, agênero e a participação de mulheres (cis e trans) nas mesas virtuais da CCXP para este ano, representam 42,1% do total de artistas participantes – enquanto na edição anterior, elas correspondiam 36,4% e, em 2019, 33%.  “Anualmente, a CCXP tem sido palco e cenário da diversidade e inclusão dentro da cultura pop. No Artists’ Valley, que é o coração do festival, reúnem-se todos aqueles que amam arte. A multiplicidade de artistas presentes aqui, se traduz em uma produção igualmente diversa – que contribui para atrair novos leitores e também o crescimento do mercado de quadrinhos no país”, destaca Ivan Costa, cofundador da CCXP e curador do Artists’ Valley.

Outro homenageado será o longa Harry Potter e a Pedra Filosofal que completa duas décadas este ano, além de ilustrar o pôster da CCXP Worlds 21. A arte, é considerada assim como as credenciais, artigos colecionáveis. Pela primeira vez, o pôster do evento vai celebrar um filme, já a ilustração foi feita pelo desenhista paulistano André Toma – conhecido por seus trabalhos realistas.

Durante os dois dias do evento, no Youtube e na Twitch a CCXP Worlds 21 irá lançar dois novos capítulos do documentário Road to Artists’ Valley. A narrativa mostra como esta área se tornou, em poucos anos, o maior espaço para artistas, quadrinistas, chargistas, ilustradores e coloristas do mundo. O conteúdo inédito tem imagens de arquivo exclusivas e depoimentos das maiores lendas dos quadrinhos, que prometem emocionar os apaixonados pela arte, além claro, da cultura pop. 

Por fim, estarão presentes na programação DC Comics que trará novidades em dois painéis, um sobre os projetos ‘Trial of the Amazons’ e outro o outro que é ‘Nightwing’ (Asa Noturna, no Brasil). Já as editoras Nemo, JBC, Conrad, Comix Zone e Panini marcam presença trazendo novos títulos, sagas e outras novidades.

Tribo Game Arena by Fanta

Gaules e sua tribo prometem invadir o maior evento de cultura pop com 24 horas de conteúdo durante os dois dias de evento. A Tribo Game Arena by Fanta será comandada pelo maior streamer do Brasil. Entre os convidados estão Liminha, Nahzinha, Lauks, VelhoVamp, Bt e Mch. As transmissões serão realizadas tanto no canal do Gaules como no canal da CCXP na Twitch.

Entre o conteúdo mais aguardado do streamer está o encontro da velha guarda do CS brasileiro para a disputa de uma partida histórica. Gaules ainda transmitirá jogos das quartas de final da IEM Winter 2021 e um gameplay de NBA2k com toda a tribo. Ainda na programação vale o destaque para os quadros exclusivos, ‘Liminha Show by Fanta’, ‘conteúdo do The Enemy’ e a ‘Cozinha da Nahzinha’. Vários convidados do cenário gamer estão confirmados.

Creators & Cosplay Universe

No palco, Ed Gama e Igor Guimarães irão comandar quase 30 criadores de conteúdo se apresentando de forma descontraída, contando sobre suas carreiras e novas ideias. Entre os nomes confirmados estão: Affonso Solano, Maurício Meirelles, Marcos Mion, Fresno, Criss Paiva, Gigante Leo, Wendel Bezerra, Pequena Lo, Karol Conka e Marcela Mc Gowan. Entre as novidades estão o novo reality do Multishow, uma série produzida pelo Porta dos Fundos e um bate-papo sobre sexo e tabu, que são alguns dos quadros que devem prender a atenção dos fãs de entretenimento na CCXP Worlds 21.

E como acontece em toda edição, o domingo é dominado pelo Concurso Cosplay da CCXP Worlds 21 que promete deixar o fã do universo pop indeciso sobre quem tem o melhor figurino, performance e conjunto.  Ao todo serão 9 os finalistas eleitos por votação popular e júri técnico no site ccxp.com.br. Para esta edição, uma peculiaridade chama atenção: dos 9 escolhidos, quatro apresentarão cosplays de personagens do jogo League of Legends, da Riot. O vencedor do prêmio principal, o título de “Master Cosplay” da CCXP Worlds 21’, vai levar para casa um par de ingressos Full Experience da CCXP22 (R$ 24.000*, o par) e uma Honda Elite 0km 125cc na cor preta de ano/modelo 2021. Já as outras premiações são para as categorias Best Costume, que vai garantir um par de ingressos Epic para a CCXP22 (R$ 4.000*, o par), e a categoria “Best Performance”, ganhará um par de ingressos de quatro dias para a CCXP22 (R$ 2.360*, o par).

Demais áreas e patrocinadores

No Omelete Stageo fã fica sabendo as opiniões e comentários dos apresentadores do Omelete, além de receber convidados e comentar as curiosidades e expectativas para os palcos que acontecem no dia. Assim como nas edições anteriores, a primeira empresa brasileira com produtos licenciados oficiais do segmento de colecionáveis vai apresentar suas novidades no Worlds to Collect by Iron Studios. E quem pensa que para por aí, engana-se, pois a CCXP traz ainda na programação masterclasses, uma área nova onde vai ser possível fazer download de presentes e ‘mimos’ para o fã chamada de ‘Recebidinhos’ 

A CCXP Worlds 21 conta com o patrocínio de Fanta, Santander e Mercado Livre. A plataforma digital é a responsável pelo e-commerce da CCXP, sugerido para artistas e marcas embarcadas, que durante o evento o Mercado Livre vai conceder benefícios como por exemplo, destaque dentro da home do marketplace. Já o Live Streaming Oficial fica por conta da Twitch. A CCXP conta ainda com o apoio das marcas: Apple Produções, Claro, Fusion, On e-Stadium, Outback, Sadia. Como Content Partners, estão Amazon Prime Video, Chiaroscuro Studios, Collider, Crunchyroll, Globoplay, HBO Max, Iron Studios, Mauricio de Sousa Produções, Netflix, Sony Pictures, Paramount, Playstation, Warner Bros. As marcas participantes são: Estrela, Hasbro, Nerdstore, Riachuelo, SBT, Zona Criativa, Conrad, Comix Zone, Panini, JBC, Hyperion, Nemo e DC Comics.

Para mais informações basta acessar o site www.ccxp.com.br.

SERVIÇO CCXP Worlds 2021
Datas:  4 e 5 de dezembro. Edição digital

CREDENCIAIS:

●        FREE EXPERIENCE (GRATUITO): Acesso à plataforma CCXP Worlds 21. Acesso ao conteúdo dos palcos Thunder, Artists’ Valley by Santander, Tribo Game Arena by Fanta, Creators & Cosplay Universe e Palco Colecionáveis. Acesso à fancam para interagir com visitantes de todos os mundos. Credencial digital da CCXP Worlds 21.

●        DIGITAL EXPERIENCE (R$ 50): Tudo do FREE EXPERIENCE e mais: anúncios de produtos exclusivos e edições limitadas durante a programação; acesso a área de masterclasses; video on demand com conteúdo inédito*.

●        [ESGOTADO] – HOME EXPERIENCE (R$ 50 + FRETE): Tudo do DIGITAL EXPERIENCE e mais um Home Kit enviado para a casa do fã com credencial física, cordão, tag de porta, pin e stickers da CCXP Worlds.

*O conteúdo de Vídeo On Demand ficará disponível para os fãs que adquirirem os ingressos DIGITAL EXPERIENCE e HOME EXPERIENCE até o dia 05/01/2022. Parte do conteúdo exibido durante o evento não poderá ser disponibilizada na modalidade On Demand em razão dos direitos autorais.

CCXP Worlds 21 contará com 42% de mulheres e 40% de artistas LGBTQIAPN+

Artists’ Valley by Santander na CCXP Worlds 21 contará com 42% de mulheres e 40% de artistas LGBTQIAPN+
(do release)

São Paulo, 05 de novembro de 2021: Diversidade, essa foi a palavra que vem aos longos das todas as edições da CCXP moldando as mesas físicas e virtuais na CCXP e CCXPverso. Essa variação de olhares e interpretações de uma realidade fantástica muitas vezes se materializa em forma de arte e justifica o fato do Artists’ Valley by Santander ser considerado o coração do evento. Para a edição virtual da CCXP Worlds, 21 foram 581 artistas selecionados. Outro anúncio importante da organização é que faltando menos de um mês para acontecer, a CCXP resolveu dar um spoiler e colocar no ar uma página com o nome, descritivo e alguns trabalhos dos artistas antes da abertura da edição deste ano.

photo Matheus Nahra

Para a edição de 2021, 40,8% dos expositores do Artists’ Valley by Santander disseram se identificar dentro da sigla LGBTQIAPN+. A representatividade também pode ser conferida quando 10% dos inscritos se identificam como transgêneros, não binários, gender fluid, agênero e travestis. A participação de mulheres (cis e trans) nas mesas virtuais da CCXP para este ano representa 42,1% do total de artistas participantes – na edição anterior, elas representavam 36,4% e, em 2019, 33%. Ainda, 24,59% dos participantes se identificam como negros ou pardos. “A CCXP sempre valorizou a diversidade e a inclusão, e isso está fortemente presente no Artists’ Valley, que é o coração do festival. A multiplicidade de artistas presentes nessa área se traduz em uma produção igualmente diversa que contribui para atrair novos leitores e para o crescimento do mercado de quadrinhos no país”, destaca Ivan Costa, cofundador da CCXP e curador do Artists’ Valley.

A representatividade também se faz presente nos temas. Nas categorias de trabalhos, as obras independente/alternativa ficaram em primeiro lugar com 12,2%, o segundo lugar ficou com fantasia (11,7%) e fechando o top 3, aventura (8%). Uma análise interessante é que os mangás ficaram à frente de super-heróis, 5,6% contra 4,6%. O Artists’ Valley by Santander terá representantes da Argentina, Alemanha, Canadá, Hong Kong e Portugal. O conteúdo da seção será disponibilizado em inglês. Mesmo que virtual, quem passar pelo espaço poderá conferir também obras dos mais variados gêneros como ficção-científica, jornalismo, adaptação literária, erótico, terror, entre outros.

Como fosse uma ‘visão além do alcance’, o fã da CCXP terá acesso a partir de hoje a um ‘spoiler’ da CCXP Worlds 21. Trata-se da abertura da galeria de artistas presentes na edição CCXP Worlds 21 no site institucional .

Neste spoiler, o público poderá usar filtros de busca para encontrar o artista que procura e buscar por temas e palavras-chave. Outro ponto importante é que sempre que o internauta acessar a página, uma nova exibição randômica será apresentada. Quando o evento de fato começar, os quadrinistas e ilustradores poderão promover a interação entre fãs e artistas, que comercializam suas artes originais, prints e sketchbooks, entre outros materiais. Os artistas que utilizarem exclusivamente o e-commerce oficial do evento, o Mercado Livre, receberão um par de ingressos para a Spoiler Night da CCXP 22, além de outros benefícios.

Todos os participantes do Artists’ Valley by Santander terão acesso a uma credencial virtual ilustrada com uma arte do brasileiro Robson Rocha, artista homenageado no CCXP Worlds 21, vítima da Covid-19. Anteriormente, o palco já prestou homenagem a nomes como Will Eisner, Ziraldo, Julio Shimamoto e Angeli.

Outro produto da CCXP aguardado pelos fãs é o Road to Artists’ Valley, um documentário de quatro episódios que fará um aquecimento para o festival, contando como esta área se tornou, em poucos anos, o maior Artists’ Alley do mundo. O conteúdo inédito terá imagens de arquivo exclusivas e depoimentos das maiores lendas dos quadrinhos, que prometem emocionar os apaixonados por cultura pop.

Assim como todo conteúdo on demand e de Masterclasses, as mesas virtuais do Artists’ Valley by Santander da CCXP Worlds 21 ficarão abertas até o dia 05 de janeiro de 2022.

SERVIÇO CCXP Worlds 2021
Datas: 4 e 5 de dezembro (Edição digital)

CREDENCIAIS:

• FREE EXPERIENCE (Gratuíto)

Acesso à plataforma CCXP Worlds 21. Acesso ao conteúdo dos palcos Thunder, Artists’ Valley by Santander, Tribo Game Arena, Creators & Cosplay Universe, Omelete Stage e Palco Colecionáveis. Acesso à fancam para interagir com visitantes de todos os mundos. Credencial digital da CCXP Worlds 21 .

• DIGITAL EXPERIENCE (R$ 50)

Tudo do FREE EXPERIENCE e mais: anúncios de produtos exclusivos e edições limitadas durante a programação; acesso a área de masterclasses*; video on demand*.

• HOME EXPERIENCE (R$50 + Frete)

Tudo do DIGITAL EXPERIENCE e mais um Home Kit enviado para a casa do fã com credencial física, cordão do Amazon Prime Video, tag de porta, pin e stickers da CCXP Worlds 21 .

*Os conteúdos de Mastercalsses e Vídeo On Demand ficarão disponíveis para os fãs que adquirirem os ingressos DIGITAL EXPERIENCE e HOME EXPERIENCE até o dia 05/01/2022. Parte do conteúdo exibido durante o evento não poderá ser disponibilizada na modalidade On Demand em razão dos direitos autorais.

Papo de Quadrinho viu: Eternos

A convite da Disney e da produtora Espaço Z, vimos Eternos em uma cabine de imprensa segura, com os presentes vacinados (mais de 73% da cidade de Porto Alegre está imunizada), todos portando máscaras e com distanciamento obrigatório. Aos poucos e com cuidado, as atividades e as resenhas retornam. A pandemia não acabou, mas, graças à ciência e ao SUS, a vida segue. Para ver esse filme ou qualquer outro, só vá ao cinema que exigir passaporte vacinal e que mantenha os cuidados básicos de distanciamento e uso de máscara.

Aviso feito, ora de falar da nova produção da Marvel pelas mãos da Diretora Chloé Zhao.

Poster oficial do artista Salvador Aguiano (@Hiperactivo)

Eternos dá sequência à fase 4 do MCU (Marvel Cinematic Universe), apresentando uma nova safra de heróis do universo que têm o desafio de manter o interesse da audiência e ainda expandir as histórias rumo às novas sagas espaciais da Marvel.

Assim como aconteceu com os Guardiões da Galáxia (2014), os Eternos são um grupo basicamente desconhecido do grande público. Os novos personagens do cinema são velhos personagens dos quadrinhos, uma mistura de super-heróis com ficção científica criada pelo mestre Jack Kirby, o célebre artista e parceiro de Stan Lee nos primórdios da Marvel Comics, em 1976.

Eternos, de Jack Kirby no traço de John Romita Jr.

Na trama, um grupo de super-heróis chegou à Terra nos primórdios da civilização conhecida, enviados com o propósito de proteger a humanidade dos terríveis monstros chamados de Deviantes.

Ao defenderem os humanos com poderes e tecnologia alienígena, os Eternos foram adorados como Deuses e Deusas. Sua tecnologia e suas aventuras se transformaram em nossa mitologia através da narrativa das civilizações antigas, que foram aos poucos moldadas e influenciadas por eles. Apesar da boa influência, sua missão era defender a humanidade dos Deviantes e não dos conflitos que a própria humanidade se impôs.

Após a extinção dos Deviantes em algum ponto da história, os Eternos viveram suas vidas paralelamente aos grandes conflitos da Terra e seguiram na linha do tempo humano, incógnitos, aguardando o momento de retornarem ao seu planeta de origem quando sua missão chegasse ao fim.

O grupo de Eternos é formado por Angelina Jolie (Thena), Salma Hayek (Ajak), Gemma Chan (Sersi), Richard Madden (Ikaris), Don Lee (Gilgamesh), Lia McHugh (Sprite), Kumail Nanjiani (Kingo), Lauren Ridloff (Makkari), Barry Keoghan (Druig) e Brian Tyree Henry (Phastos). Cada um conta com dons especiais para defender a humanidade.

Não podemos esquecer do ator Kit Harrigton, famoso por seu papel de Jon Snow em Game of Thrones – e por ter andado de ônibus no Rio durante suas férias na cidade – que já sabemos é Dane Whitman, o Cavaleiro Negro, outro personagem que marca a fase 4 do MCU.

A narradora da trama é Sersi, porém com bom tempo de tela para cada herói. Apesar de muitos atores em cena, as atuações são boas. Um conjunto excepcional de ação e efeitos especiais competentes são destaque do filme: repare nas cenas de batalha, principalmente com Makkari.

Sem Spoilers, vale dizer que são poucas as passagens do filme que relembram os filmes anteriores do MCU. Nada mais justo se o objetivo é seguir em frente: hora de abandonar Tony Stark, Steve Rogers e cia.

A direção tem mais acertos do que erros. Poderia ter uma montagem um pouco mais enxuta, o que daria mais agilidade ao filme e consumiria menos tempo da plateia. Por outro lado, Chloé Zhao soube contar bem uma história com muitos personagens, o que não é fácil. Também usou diferentes passagens de tempo e geografia, um recurso que funcionou perfeitamente, tanto para levar a trama como para deixar explícitas as motivações de cada um dos Eternos.

Nosso veredito é que vale conferir esse filme bem contado e que equilibra aventura com um visual incrível. Eternos poderia ser mais curto, mas ainda assim é um bom recomeço para o MCU.

O que virá daqui por diante não sabemos, mas há pistas.

A ficção científica está em alta e parece ser a bola da vez. A confiança redobrada na ciência (apesar do negacionismo de pequenos grupos), a corrida espacial privada e numerosos bons filmes e séries de ficção científica parecem estar alcançando um público maior, fora dos grupos nerds iniciados.

Tudo isso pode ajudar a divulgar Eternos, uma mistura de super-heróis, ficção científica e mitologia. A retomada gradual da ida ao cinema, também. Estamos na torcida pelo fim da idiocracia, por saúde plena para o mundo todo e por grandes filmes nesta nova fase do MCU.

Em tempo: é um filme da Marvel, portanto só vale ir embora depois da cena pós-crédito.

Papo de Quadrinho viu: DUNA (part 1)

A convite da Warner e da produtora Espaço ZAdri Amaral assistiu DUNA, mais recente filme do diretor Denis Villeneuve, adaptando o clássico da ficção científica de Frank Herbert.

Antes de falar sobre o filme mais aguardado pelos fãs de ficção científica do ano, gostaria de dizer que o diretor canadense Dennis Villeneuve está coberto de razão nas entrevistas de divulgação do filme, é um filme pensado, concebido e produzido para ser visto dentro da experiência da sala de Cinema.

Como dizia meu professor de Introdução ao Cinema, o saudoso Aníbal Damasceno, “o que faz o filme é a circunstância do espetáculo”. Assim, assistir à Duna em toda a sua grandiosidade na tela e no som do IMAX já nos faz sentir como um grãozinho de areia do deserto de Arrakis.

Se o cinema vai sobreviver no pós-pandemia pode ser que a adaptação do livro de Frank Herbert tenha algumas pistas sobre o futuro do chamado “cinemão”. Obviamente sabemos que as condições sanitárias ainda não são as melhores, mas para quem já tem seu passaporte vacinal verificado com as duas doses – como foi o meu caso nessa sessão para a imprensa – recomendamos todos os cuidados (use máscara, mantenha o distanciamento, não coma no cinema) de quem adentra um novo e amplo universo. E o universo de Duna é grandioso e terrível em suas disputas pelo poder. A adaptação de Villeneuve enfatiza todo esse horror que já estava presente no livro homônimo de 1965 e que se parece, infelizmente, bem atual.

Nessa nova versão (a primeira adaptação foi um fracasso retumbante dirigido e roteirizado por David Lynch em 1984), podemos observar em detalhes, mas também de forma dinâmica a constituição do universo de Duna: a força da religião, as classes sociais demarcadas, o ambiente dos diferentes planetas do Império e as relações e tensões entre as diferentes casas da nobreza.

O desértico planeta Arrakis é visto como o maior fornecedor da especiaria do Império que serve como combustível para as viagens espaciais. Assim, iniciamos a saga sendo apresentados ao modus operandi brutal e sanguinário da Casa Harkonnen que colonizou e oprimiu o planeta Arrakis e seus habitantes – os fremens que se adaptaram às condições desérticas. 

Paul Atreides (Thimotée Chalamet) e Lady Jessica Atreides (Rebecca Ferguson)

O Imperador ordena a retirada das tropas Harkonnen e a passagem do comando para a Casa Atreides, governada pelo Duque Leto Atreides (Oscar Isaacs). Assim, inicia-se o conflito político que é parte essencial da trama. Somos introduzidos ao protagonista Paul Atreides (Thimotée Chalamet) e seu caminho para a transformação, além de sua mãe Lady Jessica Atreides (Rebecca Ferguson), cujo treinamento religioso como parte da ordem das Bene Gesserit foi também transmitido a Paul.

A partir dessa premissa, o filme constrói uma narrativa que consegue de forma muito brilhante utilizando com maestria todos os recursos cinematográficos para uma adaptação que estava cercada de expectativas, e cujas adaptações anteriores (o filme de Lynch e uma série de TV) foram insatisfatórias. 

Entre a estética e o conteúdo em si da trama, são muitos pontos a destacar na grandiosidade da obra. 

O trio de roteiristas (Dennis Villeneuve, John Spait e Eric Roth) enfatiza as mensagens ecológicas e políticas – que já estavam presentes no livro – desde o casting bastante diverso até a sutileza de planos abertos quando vemos a pequenez das pessoas perto da força da natureza – o deserto de Arrakis e de seus deuses do deserto, bem como nas ações e tramas pelo poder, que não podemos esmiuçar aqui para não dar spoilers, mas que são ponto chave na trama. 

Pelo ponto de vista dos nativos fremens, podemos observar os danos do imperialismo, da colonização e da ganância. O caráter místico ganha também um tom de quase horror embora a lisergia e o onírico que são alguns destaques na obra original estejam presentes, embalados na magnífica trilha do oscarizado compositor alemão Hans Zimmer que mistura elementos clássicos e marciais com sons orientais e futuristas. O sound design é importantíssimo em muitos momentos chaves da trajetória das personagens, sobretudo nos acontecimentos em torno da experiência da Casa Atreide no planeta desértico.

A direção de arte traz uma paleta de cores não tão escuras quanto em filmes anteriores do diretor canadense, oscilando entre luz e trevas quando necessário. Nesse quesito, o figurino de Bob Morgan (que fez filmes como Malévola e Inception) e Jaqueline West (responsável por Benjamin Button) é um dos destaques, trazendo os elementos de alfaiataria, roupas marciais e cerimoniais tanto quanto os trajes de combate são elementos simbólicos centrais para a compreensão das lógicas e dinâmicas de cada grupo e seu papel nesta sociedade. O design de set em geral e sobretudo das naves também é um deslumbre visual de impacto.

Duna – Parte I é honestamente falando, deslumbrante do início ao fim, um verdadeiro épico que consegue dialogar com várias gerações – ponto que também atribuo à química entre atores como Timothé Chalamet (Paul), Sharon Duncan-Brewster (Dr. Liet Kynes) e a Duncan Idaho (Jason Momoa) em seu melhor papel até o momento.

Sem parecer corrido, o filme consegue manter o ritmo e adaptar de forma genial uma obra que é clássica e de nicho ao mesmo tempo. É a ficção-científica em seu lugar audiovisual mais nobre: entre a extrapolação do presente, elementos estéticos do passado e o desenho de um futuro apavorante. Agora é aguardar – ansiosa – a Parte II.

Papo de Quadrinho viu: O Último Duelo

A convite da Disney e da produtora Espaço Z, Adri Amaral assistiu O Último Duelo (The Last Duel), mais recente filme de Ridley Scott.

A história é baseada no livro homônimo de Eric Jager – lançado pela Record em 2011 – que trata de uma ficção histórica que especula sobre o último duelo sancionado pela França em 1396 entre Jean de Carrouges (Matt Damon) e Jacques Le Gris (Adam Driver), vassalos do conde Pierre d’ Alençon (Ben Affleck loiríssimo e afetadíssimo).

O filme mostra a escalada de competição entre o cavaleiro e ex-escudeiro taciturno e religioso Carrouges e o escudeiro letrado e libertino Le Gris. Até o ponto em que Le Gris estupra esposa de Jean, Marguerite Carrouges, interpretada magistralmente por Jodie Comer (que já fez The White Princess e Star Wars – Ascensão Skywalker), desencadeando o processo judicial que culmina no duelo.

Entre manobras políticas e batalhas adentramos em um mundo masculino brutal de dominação, violência, guerras e intrigas no qual justiça e verdade parecem pouco importar.

A condução da narrativa do filme é a partir dos três pontos de vista (Carrouges, Le Gris e Marguerite). Nestas diferentes narrativas se constrói a tensão e nos dá perspectivas sobre o caráter, a história e as impressões dos envolvidos – um saldo positivo do roteiro escrito por Nicole Holofcner, Ben Affleck e Matt Damon – não por coincidência uma mulher e dois homens.

As cenas em planos mais fechados, evitam um tanto os clichês de lutas e batalhas de filmes de época demonstrando a selvageria dos combates; bem como as cenas internas na corte nos dão a dimensão das intrigas e da ganância de ambos os vassalos, os destituindo de heroísmo.

Não há romantização da Idade Média no filme, apenas a nua e crua luta por poder e a ideia de propriedade, seja da terra, dos animais e das mulheres, tudo garantido aos homens através da violência, da religião e das leis a manutenção do poder. Nesse sentido, a teatralidade da corte durante o julgamento construída a partir de olhares e até mesmo de movimentos corporais dos personagens mostra o absurdo de uma época em que crendices e maledicências valiam tanto quanto uma vida.

Apesar de cenas horrendas e violentas, nada é gratuito – sobretudo no que tange ao ataque a Marguerite – elas são centrais para o entendimento da construção de masculinidades e de vida em sociedade que devem ser descartados e nunca tomados como modelo e exaltação como, infelizmente, vemos ainda hoje.

O Último Duelo é um filme bom em todos os aspectos e deixa claro que não existe nada épico, mítico ou glorioso. É uma visão reta e bruta de um mundo que já nos trouxe avanços, mas que volta e meia podem ser perdidos.

Sweet Tooth estreia em 4 de junho

Há dez anos, “O Grande Esfacelamento” causou estragos no mundo e levou ao misterioso surgimento de híbridos: bebês nascidos parte humanos, parte animais. Sem saber se os híbridos são a causa ou o resultado do vírus, muitos humanos os temem e caçam. Após uma década vivendo com segurança em sua casa isolada na floresta, Gus (Christian Convery), um menino-cervo acolhido, inesperadamente faz amizade com um viajante solitário chamado Jepperd (Nonso Anozie). Juntos, eles partem em uma aventura extraordinária pelas ruínas da América em busca de respostas: sobre as origens de Gus, o passado de Jepperd e o verdadeiro significado de um lar. Mas sua história é cheia de aliados e inimigos inesperados, e Gus logo aprende que o mundo exuberante e perigoso além da floresta é mais complexo do que ele imaginava. Baseada na série em quadrinhos da DC criada por Jeff Lemire, SWEET TOOTH tem produção executiva de Jim Mickle, Beth Schwartz, Robert Downey, Jr., Susan Downey, Amanda Burrell e Linda Moran.

Beth Schwartz, produtora executiva, escritora e co-showrunner, nos conta sobre como foi levar os quadrinhos de 2009 para a tela: “A série SWEET TOOTH está em produção desde 2016 e os quadrinhos já existiam bem antes disso, mas acho que todo mundo vai se identificar com a série e essa história mais do que esperávamos quando a gente começou a trabalhar nela. Ao assistir SWEET TOOTH, você terá esperança em relação ao futuro”. O produtor executivo, escritor, diretor e co-showrunner Jim Mickle, complementa: “Queríamos criar uma série capaz de oferecer fuga e aventura, onde a natureza estivesse recuperando o mundo e o clima fosse de conto de fadas. SWEET TOOTH é um novo tipo de história distópica, bastante exuberante e esperançosa. Queremos que as pessoas venham a esse mundo onde há beleza, esperança e aventura. Essa é uma história emocionante: andamos de trens, subimos montanhas, corremos pelas florestas. É uma série sobre o que constitui uma família, o verdadeiro significado de um lar e por que é importante manter a fé na humanidade”.

Data de estreia: 4 de junho
Baseado em personagens criados por Jeff Lemire para Vertigo
Todas as informações em: www.netflix.com/sweettooth

PERIFACON ESTREIA NOVA PROGRAMAÇÃO 100% VIRTUAL E GRATUITA

A PerifaCon, a primeira comic con das favelas, lança o festival PerifaCon, Brotando nas Redes e promove três dias de programação nerd, geek e pop inteiramente gratuita e aberta ao público nas redes sociais, nos dias 26, 27, e 28 de março. Em formato gravado e ‘live’, Brotando nas Redes reúne painéis temáticos, ciclo de formação para quadrinistas e ilustradores e um concurso de cosplay dedicado à comunidade negra, no qual os participantes devem se fantasiar e interpretar personagens da cultura pop. 

Após quase dois anos do sucesso da primeira edição da PerifaCon, que levou mais de 7 mil pessoas à Fábrica de Cultura do Capão Redondo, em São Paulo (na foto em destaque abaixo), o evento virtual PerifaCon, Brotando nas Redes responde ao chamado do público da comic con das favelas que gosta de maratonar séries e filmes, ouvir música, ler quadrinhos e mangás e compartilhar seus gostos e conhecimentos para promover o bem-estar coletivo e o crescimento de artistas da quebrada. A nova programação da PerifaCon chega para atender os interesses desse público e continuar enaltecendo a força da periferia no cenário nerd, geek e pop.

Saudades da PerifaCon presencial, né minha filha?

O projeto Narrativas Periféricas, parceria com a editora especializada em quadrinho Mino, e o Beco dos Artistas, espaço expositivo de ilustradores da primeira comic con das favelas em 2019, serviram de inspiração para o evento PerifaCon, Brotando nas Redes. O primeiro, realizou o sonho de quadrinistas periféricos de se lançarem no mercado editorial. E o ‘Beco’ trouxe visibilidade aos ilustradores da quebrada que depois fizeram trabalhos para marcas como Netflix e Méqui. 

O Brasil é um país diverso, mas a falta dessa diversidade nos espaços, inclusive o de quadrinhos, reproduz impedimentos sociais e raciais que fecham as portas para várias histórias que precisam ser contadas. “Fizémos da exclusão a motivação para criar a PerifaCon. Com o ‘Brotando’ queremos continuar incentivando a cultura nerd periférica e criando pontes entre os artistas e as marcas”, afirma Luíze Tavares, relações-públicas e uma das criadores da PerifaCon. 

Concurso de cosplay – Durante os três dias, simultaneamente à programação dos painéis temáticos com os quatro criadores da PerifaCon e do Ciclo Narrativas Periféricas de formação de quadrinistas e ilustradores, o evento PerifaCon, Brotando nas Redes realiza um concurso de cosplay voltado à comunidade negra, com premiação de R$ 1 mil reais para o cosplayer vencedor por voto popular no site do evento. “Cosplay é um entretenimento garantido em qualquer comic con, não podia faltar no ‘Brotando’. Este concurso tem ainda o objetivo de promover, valorizar e fortalecer a identidade e as manifestações de pessoas periféricas, negras e LGBTQI+ no universo do entretenimento nerd, geek e pop”, diz Gabrielly Oliveira, socióloga e uma das criadoras da PerifaCon. 

O evento PerifaCon, Brotando nas Redes tem realização do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura e Economia Criativa e acontece por meio da Lei Aldir Blanc. 

Serviço

Perifacon, Brotando nas Redes: Três dias de programação nerd geek e pop inteiramente gratuita e aberta ao público nas redes sociais, em formato ‘gravado’ e ‘live’, dividida em: painéis temáticos com convidados especiais, Ciclo Narrativas Periféricas de formação para quadrinistas e ilustradores e concurso de cosplay dedicado à comunidade negra, com premiação em dinheiro para o vencedor. 

Realização: 26, 27 e 28 de março de 2021, a partir das 18h

Onde: https://perifacon.com.br/brotando-nas-redes/ e YouTube da PerifaCon

Sobre a PerifaCon

A PerifaCon é uma marca e produtora cujo objetivo é a promoção e o desenvolvimento de cultura e entretenimento no segmento nerd, geek e pop nas periferias e favelas, além da visibilização de artistas por meio da organização, promoção e divulgação de eventos nas áreas artística e culturais, realização de produções audiovisuais e produção de cursos. A PerifaCon foi criada, em 2019, por Andreza Delgado, Gabrielly Oliveira, Igor Nogueira e Luíze Tavares. Attachments area

HQ plurilíngue retrata língua indígena de sinais de forma inédita

A história em quadrinhos produzida por Ivan de Souza retrata, de forma pioneira, a língua indígena de sinais utilizada pelos surdos da etnia terena. A obra tem o propósito fortalecer o reconhecimento e a preservação das línguas de sinais indígenas e é apresentada em formato plurilíngue, sinalizada também na Língua Brasileira de Sinais (Libras). 

Sol: a pajé surda ou Séno Mókere Káxe Koixómuneti, em língua terena, conta a história de uma mulher indígena surda anciã chamada Káxe que exerce a função religiosa de pajé (Koixómuneti) em sua comunidade. Ao ser procurada para auxiliar em um parto e após pedir a benção dos ancestrais para o recém-nascido, o futuro do povo terena é revelado e transmitido a ela em sinais. “A história mostra um pouco da rica cultura desse povo, as situações, consequências e resistência após o contato com o povo branco”, revela Souza. 

O trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Letras Libras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve início em 2017, quando o estudante pesquisava a história dos surdos no Paraná, na iniciação científica. Todo o processo teve acompanhamento de pesquisadoras que já desenvolviam atividades com os terena surdos, usuários da língua terena de sinais. A comunidade indígena também teve participação ativa no desenvolvimento e depois, na validação da obra junto ao seu povo. 

Souza e os especialistas que o auxiliaram no projeto também desenvolveram um sinalário, isto é, um registro em libras dos principais conceitos apresentados na narrativa visual e um glossário plurilíngue abrangendo palavras utilizadas no dia a dia da comunidade. “Levantamos os vocabulários que mais se repetiam e organizamos em uma planilha. Depois buscamos localizar os sinais já existentes em sites e aplicativos. Filmamos os sinais e disponibilizaremos esse material no YouTube, com o objetivo de expandir o conhecimento sobre as línguas sinalizadas e de minimizar a barreira linguística”, explica. 

De acordo com o autor, o trabalho tem relevância para os indígenas da comunidade terena e de outras etnias e para a sociedade em geral. “Esse é mais um material disponível para os terena ensinarem sua história de forma acessível a ouvintes e surdos. É importante também para mostrar à sociedade como existem povos, culturas, identidades e línguas diferentes no país. E que essa diversidade precisa ser respeitada, preservada e valorizada”.  

Ele pretende distribuir a HQ em escolas indígenas, com o objetivo de auxiliar o fortalecimento linguístico e de ressaltar a importância das línguas de sinais para essas comunidades.  O autor conta que uma das principais dificuldades que teve no desenvolvimento da obra foi estudar a religiosidade, as pinturas e as tradições da comunidade e que, apesar de enriquecedor, o processo foi desafiador e demandou muito esforço na transposição e no acompanhamento junto à ilustradora, Julia Alessandra Ponnick, que é acadêmica do curso de Design Gráfico da UFPR, autora, ilustradora e roteirista de histórias em quadrinhos.  

2021: O que vem por aí pela Editora Heroica

Depois de seu livro de estreia, O Império dos Gibis, a mais completa publicação sobre a história dos quadrinhos publicados pela Editora Abril, a Editora Heroica, de Manoel de Souza, deu início à coleção Grandes Revistas.

Cada edição traz os bastidores, entrevistas, curiosidades, galeria de capas e sinopse de algumas das revistas de super-heróis que mais marcaram os leitores.

É justamente a continuidade desta coleção o destaque entre os lançamentos da Heroica para 2021.

O ano começa com o dossiê Grandes Heróis Marvel, sexto e último volume da série dedicada às revistas da Marvel publicadas pela Abril.

Na sequência, a Heroica já lança a caixa com as seis edições:

1 – Capitão América (1979-1997)

2 – Heróis da TV (1979-1988)

3 – Superaventuras Marvel (1982-1997)

4 – Homem-Aranha (1983-2001)

5 – O Incrível Hulk (1983-1997)

6 – Grandes Heróis Marvel (1983-2001) 

A partir de março, começa a sair a leva de livros da coleção Grandes Revistas com foco nas publicações DC/Abril.

Assim como a anterior, esta também será lançada ao final no formato de caixa, com planos de concluir ainda em 2021.

7 – Super-Homem + Superman (1984-2002)

8 – Batman (1984-2002) 

9 – Heróis em Ação (1984-1985) + Superamigos (1985-1988)

10 – Os Novos Titãs (1986-1996)

11 – Super Powers (1986-1997)

12 – Liga da Justiça (1989-1994 e 2002)

Livros

Além de um adendo do livro O Império dos Gibis, focado no material visual da editora, a Heroica está trabalhando em mais dois livros para este ano: um sobre quadrinhos brasileiros modernos (do jornalista Heitor Pitombo) e outro com a “biografia” de outras editoras, como a Ebal (em parceria com Gonçalo Junior, da Editora Noir).

2021: O que vem por aí pela Geektopia

Desde sua criação, a Geektopia, braço de cultura pop do Grupo Novo Século, vem trazendo muito material interessante para o Brasil.

2021 será marcado pela continuidade de algumas séries que fazem parte do catálogo da editora e a estreia de Sonic. Confira

Archie Vol. 5

A modernização do clássico Archie é sucesso na TV e nos quadrinhos. Neste quinto volume, acompanhe os desdobramentos de Over The Edge: uma vida foi destruída, outra família foi dilacerada e apenas as crianças de Riverdale High podem salvar sua cidade da implosão.

O encadernado reúne as edições 23 a 27 da série regular publicada nos Estados Unidos.

The Wicked + The Divine vol. 5

Novo arco da série de Kieron Gillen e Jamie McKelvie! Uma HQ sexy, acelerada e libertadora, impulsionada pela cultura pop que reflete nosso tempo e revela questões atemporais.

A cada 90 anos, doze deuses do panteão reencarnam como jovens adultos. Eles são amados e odiados. Mas agora, o assassinato de alguns deles para evitar a chegada das forças das trevas tem sérias consequências.

Locke & Key Vol. 4: Keys to the Kingdom

Mais um sucesso na TV, este pela Netflix, a história da família que protege o segredo das chaves há gerações ganha mais um encadernado em quadrinhos no Brasil.

Com mais chaves se tornando conhecidas e as profundezas dos mistérios da família Locke em constante expansão, o desespero de Dodge para encerrar sua busca sombria leva os habitantes de Keyhouse para cada vez mais perto de uma conclusão reveladora.

De Volta para o Futuro vol. 3 – Quem é Marty McFly?

Outro destaque que a Geektopia trouxe para o País, a série de HQs de De Volta para o Futuro traz novos desdobramentos.

Quem é Marty McFly? É isso que Marty vem se perguntando, à medida que fica claro que suas memórias de infância não refletem o que de fato aconteceu em sua linha temporal. Como ele e o Doutor Brown podem consertar as coisas sem destruir o próprio tempo?

E mais: a história de Neddles! O que transformou esse garoto no encrenqueiro que todos conhecemos e desprezamos?

Escrito pelo cocriador/corroteirista Bob Gale e John Barber, com arte por Emma Vieceli.

Sonic the Hedgehog, Vol. 1: Fallout

Um dos lançamentos especiais da Geektopia em 2021 é a HQ Sonic the Hedgehog: Follout (IDW, 2018). A história apresenta a derrota do gênio do mal Dr. Eggman, mas o trabalho de Sonic ainda não acabou.

Após a última batalha épica, robôs desonestos continuam a atacar pequenas aldeias ao redor do mundo e, para ter sucesso, Sonic precisa da ajuda de seus amigos Tails, Knuckles e Amy, e de alguns novos e surpreendentes aliados.

Page 0 of 202

Papo de Quadrinho é um blog da Revista O Grito!. Todos os direitos reservados. © 2013–2021