Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

My Favorite Things Is Monsters é o fenômeno das HQs autorais este ano

Atualizado 21/07/2018: a HQ ganhou o Eisner de melhor álbum e vai sair no Brasil em outubro com o nome “Minha Coisa Favorita é Monstro”!

Ninguém tinha ouvido falar de até a editora norte-americana Fantagraphics lançar a HQ em fevereiro deste ano. Desde então a obra tem se tornando um dos fenômenos editoriais dos quadrinhos de 2017. Com a terceira tiragem anunciada nesta semana a HQ chegou aos 70 mil exemplares, o que é algo impressionante para um gibi autoral.

Chama ainda mais atenção o fato de Ferris ser totalmente desconhecida no cenário dos quadrinhos e de seu livro tratar de um tema não muito palatável: a monstruosidade em suas mais diferentes facetas.

A história se passa em Chicago nos anos 1960 e tem com protagonista uma menina de 10 anos, Karen Reyes, que se apresenta como uma menina-lobo. My Favorite Thing Is Monsters é na verdade o diário de Karen com seus pensamentos, medos, desejos, opiniões. Apaixonada por filmes de terror ela traduz suas emoções em diferentes escalas de monstruosidades. Há ainda referências a momentos históricos como o assassinato de Martin Luther King Jr. e o Holocausto. Uma das tramas principais do livro, inclusive, tem a ver com horrores da 2ª Guerra Mundial.

A HQ foi bastante elogiada em resenhas e também por nomes como Art Spielgeman, que afirmou que Ferris é “uma das mais brilhantes autoras de quadrinhos de nosso tempo”. O autor de Maus afirmou que ela usou o estilo do sketchbook como uma forma de alterar a linguagem dos quadrinhos.

A história de Ferris é tão interessante quanto o livro. Aos 40 anos ela era uma ilustradora freelancer quando contraiu a Doença do Nilo Ocidental, um vírus transmitido por um mosquito. Ela ficou paralisada e teve que aprender a desenhar novamente, apesar da dor crônica e dos movimentos prejudicados. Em um perfil para o New York Times, Ferris disse que lidar com monstros acabou tornando-se uma metáfora para sua vida, mas que a força de vontade a fez superar a doença.

O primeiro volume de My Favorite Things Is Monsters, com quase 400 páginas, é um best-seller. O segundo volume, já em pré-venda, sai em fevereiro de 2018 e terá mais 300 páginas. Espero que as editoras brasileiras não demorem a lançar essa obra, desde já um marco dos quadrinhos alternativos.

Diretas Já, por Henfil (ainda atual)

, por , ainda atual hoje em dia. A sacada foi de Paulo Ramos, no Blog dos Quadrinhos (uma das melhores fontes sobre HQs no país, hoje atualizado pelo Facebook).

Esse incrível boneco de David Bowie no filme Labirinto

Quem me conhece sabe da minha obsessão por . E esse boneco do personagem Jareth, do filme , tornou-se um dos meus objetos de desejo. Os detalhes são incríveis e a semelhança com Bowie ficou bem boa.

O lançamento é da McFarlane Toys. O boneco é todo articulado e será vendido por 20 dólares a partir de novembro. Criado pelo mestre dos bonecos, Jim Henson, Labirinto vem se tornando bastante cultuado ao longo dos anos. A TriStar está produzindo um novo longa baseado no original de 1986, com direção de Fede Alvarez.

Este é o cartaz do Festival Internacional de Quadrinhos de Beja

O é um dos mais importantes eventos do gênero na Europa e vem crescendo para se tornar um dos mais interessantes do mundo quando o assunto é a HQ autoral. O evento acontece agora em maio na cidade portuguesa de Beja. Mais detalhes no Fb deles.

PEC 241 e outros males do governo Temer, por Laerte

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Desde o que afastou a presidenta Dilma Rousseff, a cartunista vem denunciando todos os retrocessos que estão sendo levados a debate e votação. A PEC 241, que coloca teto nos gastos e limita investimentos em educação e saúde por 20 anos, foi uma das mais atrozes. A charge acima é bem representativa desse período e foi publicada pela autora no Twitter.

A volta do Viñetas Sueltas, o festival de quadrinhos da Argentina

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O festival de quadrinhos , um dos mais importantes da Argentina, está de volta. E para um país com uma produção tão rica de HQs a notícia é bem importante. A relevância do evento é enorme, pois ele foca na produção autoral e independente, o que projetos como Comic Cons e outros, não colocam como prioridade.

A última edição rolou em 2012. Agora a quinta edição será realizada nos dias 14 a 16 de outubro em Buenos Aires (no Palais de Glace, veja aqui o link do evento). Entre os convidados desta edição estão Ivan Brunetti (EUA), Pascal Rabaté (França), Jim Mahfood (EUA), Sammy Harkham (EUA), o editor italiano Antonio Scuzzarela e uma comitiva de quadrinistas e profissionais ligados ao quadrinho chinês, como como Zhao Zhicheng –Golo-, Wang He, Xu Ziran, Dong Peipei e Zhang Jing.

E os nomes nacionais argentinos também estarão presentes, como Esteban Podetti, Dante Ginevra, Erica Villar, Federico Reggiani, Fernando Baldó, Muriel Frega, Juani Navarro e Paula Andrade.

A arte incrível do cartaz é de Mario Scalerandi.

Workshop “O que um(a) quadrinista não deve fazer”, por Janaína de Luna, da Mino

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Passando para divulgar o workshop “O que um(a) quadrinista não deve fazer”, promovido pela editora da Mino, . Ela é responsável por cuidar de obras de artistas como Shiko, Fábio Cobiaco, Joan Cornellà, entre outros.

O cartaz incrível acima foi assinado pelo . O encontro será neste sábado (15), na Ugra Press, em São Paulo, às 10h. As inscrições são limitadas, por isso é bom correr. Vi essa dica no chapa Ramon Vitral.

A lombada da edição portuguesa de Sandman

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A editora Levoir divulgou a imagem que formam a lombada da edição portuguesa de , de . A coleção é formada por 11 volumes, que tem nomes ligeiramente diferentes da versão lançada no Brasil. A arte é de Dave McKean, capista da série.

Depois de uma edição finalizada pela Conrad, a Panini lançou no Brasil a versão “Absolute”, recolorida, em quatro volumes. O primeiro número já teve uma reimpressão.

Mini-Infartos de Caio Gomez reunidos em livro

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O divertido trabalho de , Mini-Infarto, ganha edição em livro. O título traz a compilação da série publicada online e retrata situações medonhas do cotidiano (como lidar com uma barata voadora ou o telefone tocar de madrugada).

O livro traz os 31 já publicados, além de 7 inéditos. A obra está sendo vendida online pelo site da editora Beléleu. Natural de Brasília, Caio é uma das revelações do quadrinho de humor. Conheça o trabalho dele.

Abaixo mais um pouco dos Mini-Infartos.

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Homem de Ferro será uma adolescente negra em nova série da Marvel

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Ainda estou sob o efeito do impacto do novo da Marvel. Ou melhor, da . A editora revelou que a famosa armadura do personagem será usada por uma jovem mulher negra de 15 anos na reformulação da série.

Riri Williams é uma gênia da computação do prestigiado MIT, nos EUA. Ela irá estrelar o novo título Invincible Iron Man #1, que será escrito pelo vencedor do Eisner Brian Michael Bendis. Riri já tinha aparecido brevemente nas histórias do Homem de Ferro quando chamou a atenção de Tony Stark ao recriar a armadura em seu dormitório na universidade usando a técnica da engenharia reversa. Os desenhos serão de Stefano Caselli.

O surgimento da Mulher de Ferro faz parte de uma estratégia da em reformular personagens famosos de modo a atrair um público mais diverso além do jovem homem branco. Nesta proposta já tivemos a Thor mulher e a nova Ms Marvel, uma adolescente muçulmana filha de pais paquistaneses.

Bendis é um dos nomes responsáveis por mexer em cânones da editora. Foi ele quem criou o personagem Miles Morales, um jovem negro de ascendência latina que assumiu o traje do Homem-Aranha no lugar de Peter Parker. A HQ tornou-se um sucesso e Miles segue firme até hoje dentro da cronologia da editora. Bendis sempre foi ciente que essas mudanças não viriam sem uma reação contrária. Ele costuma debater na internet com fãs “irritados” com esse aumento de representatividade das histórias. “Tem fãs que dizem ‘mostrem-nos algo novo’, e tem outros que dizem ‘não façam nada diferente de como quando eu era criança. Então quando você introduz novos personagens sempre vai ter gente paranóica sobre como estamos arruinando a sua infância”, disse Bendis ao The Guardian. “Alguns dos comentários online – eu não acho que as pessoas realizam o quanto estão sendo racistas”.

A aparição de Riri faz parte da nova saga II, que também é escrita por Bendis. A saga, ainda inédita no Brasil, promete mudar as estruturas da Marvel pela milionésima vez. De reformulação em reformulação, é interessante ver que as histórias ganham novas cores e sabores além do habitual.

Leia o que escrevi sobre a nova série do Pantera Negra.

A Mulher Maravilha de Luciano Salles

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O quadrinista divulgou a sua versão da Mulher Maravilha. A ilustração faz parte de uma série de desenhos originais que Salles levará para a Comic Con Experience, em São Paulo, que acontece em novembro.

Sem nenhum livro novo para este ano, Salles apresentará no evento esses cinco desenhos. “A Wonder Woman, mas uma vez, foi sugestão do amigo Rafael Grampá. Desenhar mulher é sempre um desafio para mim. Tenho a tendência de ir para o lado bizarro das coisas mas como dizia o mestre Moebius, quando você vai desenhar uma mulher tem que parar tudo o que está fazendo para desenhar uma mulher. Agradeço a existência do Moebius e a generosidade do Grampá”, escreveu Salles no seu blog.

O último gibi de Salles foi Limiar: Dark Matter, que entrou na lista de melhores do ano da Revista O Grito!. O livro, que faz parte de uma trilogia iniciada com O Quarto Vivente, está em promoção na loja do autor.

Nada a Temer, por Marcelo D’Salete

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O quadrinista Marcelo D’Salete, autor de Cumbe, usou seu desenho como forma de resistência ao governo provisório de Michel Temer.

D’Salete adaptou uma cena de Cumbe, HQ que mostra a luta de negros escravizados durante o período colonial no Brasil, para mostrar indignação ao governo que assumiu o poder através de um parlamentar. A imagem foi divulgada no Facebook do artista.

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