Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Categoria: Recife (Página 2 de 2)

Uma gravata oficial do Estado de Pernambuco

O que dizer dessa foto vergonhosa tirada por André Nery (Folha de PE) durante os protestos dos estudantes contra o aumento de passagens?

Téta Barbosa tem algo a dizer, que resume bem:

Quando assisti, na televisão, um policial militar carregando uma estudante de vinte e poucos anos pelo pescoço, nos dias de hoje, na minha cidade, pensei: “vou abrir um fã clube de Teló e confeccionar mamãe-sacodes para distribuir com as amigas”.

Porque, caro colega da minha geração, se o preço a se pagar por uma classe artística de qualidade for a falta de liberdade de expressão dos jovens e cidadãos do , vou ser a primeira a dançar “ai, se eu te pego”em praça pública com direito a coreografia.

Tentei ser imparcial, isenta de partidarismo, fria e calculista, mas, diante da cena eu pergunto:

– Que porra (com licença da palavra de baixo calão) está acontecendo no Recife?

Como um protesto pacífico contra o aumento de passagens se trasformou no novo AI5?

Lê o texto completo.

Indie Disco Vs Neon Rocks @ Francis Drinks, Recife

A atropelou todo mundo nesse sábado na sua união de forças com a , festa do coletivo . De minha parte, adorei tocar Gang Gang Dance, para surpresa do público – era pra ser ou não? Teve também momento Gaby Amarantos, Nirvana e Human League. Essa ID foi a melhor surpresa no cardápio de festas do a surgir esse ano!

Um povo assim, Vivencial


#PovodeTeatro

Neste sábado aconteceu no Teatro Hermilo Borba Filho o lançamento do livro – Nos Abismos do Vivencial, dos queridos , Saldanha e . A obra fala do grupo de teatro mais trangressor que já existiu em Pernambuco. Nascido nos anos 1970 batiam de frente no que estava estabelecido e provocavam o regime militar e todo o autoritarismo moral imposto. O lançamento fez parte do Festival do Teatro Nacional, que acaba nesta semana. Achei um povo por lá.

Recife, que feio

Uma empresa se propõe a adotar uma praça pública e a transforma em estacionamento privado. É o que fez o supermercado chique @casadosfrios. Uma cadeirante, cansada de reclamar, fez um vídeo para mostrar os absurdos. Com a timeline repercutindo o vídeo no Twitter, os perfis envolvidos (entre eles a @CTTU_PE e o @Recifeweb) ficam mudos. #QueDeselegante.

Recife, feliz niver!

No aniversário do , achei fotos antigas da cidade. O estilo e personalidade parecem as mesmas, mas fica a impressão de que o processo de “enfeiamento” chegou com força em alguns pontos. Saudosistas e bairristas como todo recifense, as imagens é presente ideal pra comemorar a data. Catei no forum SkyscraperCity. A grande parte dos cliques aconteceram entre os anos 1930 e 1940 (grande parte não está datada).


Na delegacia do Trabalho


Prédio dos Correios. Mudou quase nada, exceto pela mudança na Avenida Guararapes. Fator feiúra: as bancas que lotam a avenida de vante a ré, hoje em dia.


Cais do Recife. O fator feiúra hoje quase não existe. A área é bem turística, apesar da poluição.


Casa Navio em Boa Viagem. Já era horrenda antes, mas foi destruída. Um prédio qualquer coisa está no lugar.


Carroças na Ponte da Boa Vista. Hoje, a região é uma das mais engarrafadas no Centro.


O Graf Zeppelin,um dos maiores mitos do século passado no Recife, estacionado no Campo do Jiquiá.


O Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo e o Teatro de Santa Isabel.


Bonde na Ponte Princesa Isabel.


Bairro do Recife antes da degradação, das putas e antes do hype boêmio e do polo tecnológico.


Avenida Marquês de Olinda, já elitizada, meio chique, no início dos anos 1930.


Avenida Guararapes, que não mudou quase nada. E o edifício Trianon com a coroa do Rolex na cabeça?


O “arranha-céu” da Pracinha, na Praça do Diário.


Marco Zero, no Recife Antigo.


A antiga ponte Sete de Setembro.


O aeroporto do Recife.


E pra finalizar, uma foto aérea do Centro do Recife.

Homem Aranha uniforme negro @ Recife

Peguei essa foto na cobertura que fiz no Baile Municipal. Melhor montação fantasia de 2011 so far….

Cyndi Lauper @ Recife

Para o JC Online.

Público aprovou reinvenção de

É um desafio para uma cantora pop buscar uma renovação por um estilo que seus fãs passam ao largo, como é o Blues. Cyndi Lauper decidiu ousar e parece ter acertado nessa sua aventura em não se deixar ser engolida por um passado glorioso, como tem feito muitos astros de sua época, que vivem de ruminar sucessos. A americana de 57 anos juntou uma banda experiente e segue ganhando a vida cantando clássicos de blues. No show que fez neste sábado no , no Chevrolet Hall, os fãs decidiram embarcar nessa nova fase.

Com o carisma de Cindy é possível imaginar que ela tivesse sucesso em qualquer outro gênero, por mais ortodoxo ou esquisito à sua carreira. Tocando faixas de seu mais recente disco Memphis Blues, ela conseguiu empolgar o público que, mesmo sem saber a letra, seguiu à risca os ditames da cantora, seja para bater palmas, repetir frases do refrão, ou apenas se divertir. No primeiro bloco, ela presenteou os fãs com três hits antigos, perdidos entre as canções recentes. Destaque para a tema do filme Os Goonies, “The Goonies R Good Enough”, cantado aparentemente de forma improvisada, presente no imaginário de qualquer pessoas que viveu os anos 1980.

O primeiro bloco de músicas serviu para mostrar que nessa nova fase, Cyndi ainda sabe, sim, como se divertir. Também mostrou a virtuose de sua banda, que teve como convidada especial a percussionista Lan Lan, que já tocou com Cássia Eller e outros artistas brasileiros. No segundo bloco, descalça, deu a deixa que ali seria o momento de pura catarse e saudosismo. Um presente para quem aprovou a reinvenção da artista, mas que foi mesmo em busca de seu passado repleto de hits. Um dos maiores sucessos, “Girls Just Want To Have Fun”, de 1983, se transformou numa música de 9 minutos, com direito a interlúdios, solos e conversas com a banda. Correndo de um lado para o outro demonstrando vitalidade e boa forma para a idade, Cindy soltou ainda “Time After Time” (1983), “All Through The Night” (1984), e “Change Of Heart” (1986).

Já sozinha no palco, depois de agradecer e de se despedir da plateia ao lado de sua banda, a cantora cantou uma versão minimalista, quase ‘a cappela’ de “True Colors” (1986), uma das músicas de maior sucesso da carreira de Lauper. Terminou com mensagens positivas para os fãs, o que combinou com o momento mais emotivo do show. Cyndi parece não ter mudado nada nesses anos em que passou de uma artista de sucesso mundial para alguém à margem das paradas de sucesso. A voz, inclusive é a mesma de quando estava na casa dos 20 e se pintava como uma boneca. Com o rosto inchado fruto de sucessivas plásticas e vários quilinhos a mais, ela ainda conserva o mesmo carisma de quando estava no auge. Esse show no Recife, que dá início a uma turnê de Lauper pelo Brasil, mostrou que apenas isso basta. E os fãs estão prontos para novas aventuras artísticas de Cyndi.

CERCADINHO – Já nem adianta bater nesta mesma tecla da famigerada área VIP nos shows do Recife. De como ela é um desrespeito aos fãs que pagam ingressos caros para ficarem privados de um contato mais próximo com o artista, etc. Nesse caso, a desvantagem para quem ficou fora do Front Stage foi ainda maior. Além do espaço reservado ser muito grande, o que deixava a pista comum bem distante do palco, a apresentação de Cyndi se pautou por uma aproximação com o público. Não raras vezes ela descia pelas escadas em frente ao palco, falava com a plateia, e só faltou ir para o meio do povo. Existir área vip em eventos de música pop é um contrassenso, já que o gênero é antielitista por natureza. A questão que paira é saber se a artista sabia dessa divisão sectária dos fãs.

Triste sábado

Do JC Online

A invadiu por volta das 20h50 a casa onde um homem fez a própria família refém na Rua Frederico, no Bairro da Encruzilhada, Zona Norte do , na noite deste sábado (19). Ambulâncias saíram do local com o acusado de balear as duas filhas adultas. A morte de uma delas, que era casada e mãe de dois filhos, foi confirmada e o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML).

Acir de Oliveira Correia, de idade ainda não revelada, se matou com um tiro na nuca. Após ouvir o disparo, a polícia entrou na casa. Ele ainda foi socorrido para o Hospital da Restauração (HR), no Derby, mas não resistiu ao ferimento. A morte foi constatada pelo médico logo que ele deu entrada na emergência da unidade de saúde.

No momento em que me organizava para cobrir o show de , no Chevrolet Hall, chegou à redação a notícia de que um homem, possivelmente inconformado com o fim do casamento, decidiu fazer as filhas de refém em sua casa. Muito triste. Mais ainda porque nessa mesma rua mora uma tia minha, e era o lugar onde passava muito tempo na época do colegial, prestes a entrar na universidade. A vizinhança é muito tranquila, tem um bonito parque próximo, uma aparente atmosfera de tranquilidade e normalidade ao gosto da classe média que escolheu o lugar para manter casarões longe do caos urbano, mas sem se afastar muito do Centro. Nunca mais será o mesmo.

E Recife está colando à sua imagem casos pitorescos e absurdos de violência. Triste. Muito triste.

A foto é de Clemilson Campos.

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