Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Categoria: Mercado HQ

Revolução dos Bichos, de Odyr, será publicada na Itália, Espanha e EUA

Ainda nem saiu no Brasil, mas a HQ de , A Revolução dos Bichos, adaptação do clássico de George Orwell, será publicada no exterior. Segundo a coluna Babel, do Estadão, a obra ganhará edições na Itália (pela Mondadori), na Espanha (pela Penguin Random House España) e EUA (Houghton Mifflin Harcourt).

Odyr pintou a adaptação toda em aquarela. Aqui no Brasil a obra sai pela Companhia das Letras via selo Quadrinhos na Cia. A obra de Orwell é uma alegoria sobre os jogos de poder da nossa sociedade.

A capa da edição brasileira. 

 

My Favorite Things Is Monsters é o fenômeno das HQs autorais este ano

Atualizado 21/07/2018: a HQ ganhou o Eisner de melhor álbum e vai sair no Brasil em outubro com o nome “Minha Coisa Favorita é Monstro”!

Ninguém tinha ouvido falar de até a editora norte-americana Fantagraphics lançar a HQ em fevereiro deste ano. Desde então a obra tem se tornando um dos fenômenos editoriais dos quadrinhos de 2017. Com a terceira tiragem anunciada nesta semana a HQ chegou aos 70 mil exemplares, o que é algo impressionante para um gibi autoral.

Chama ainda mais atenção o fato de Ferris ser totalmente desconhecida no cenário dos quadrinhos e de seu livro tratar de um tema não muito palatável: a monstruosidade em suas mais diferentes facetas.

A história se passa em Chicago nos anos 1960 e tem com protagonista uma menina de 10 anos, Karen Reyes, que se apresenta como uma menina-lobo. My Favorite Thing Is Monsters é na verdade o diário de Karen com seus pensamentos, medos, desejos, opiniões. Apaixonada por filmes de terror ela traduz suas emoções em diferentes escalas de monstruosidades. Há ainda referências a momentos históricos como o assassinato de Martin Luther King Jr. e o Holocausto. Uma das tramas principais do livro, inclusive, tem a ver com horrores da 2ª Guerra Mundial.

A HQ foi bastante elogiada em resenhas e também por nomes como Art Spielgeman, que afirmou que Ferris é “uma das mais brilhantes autoras de quadrinhos de nosso tempo”. O autor de Maus afirmou que ela usou o estilo do sketchbook como uma forma de alterar a linguagem dos quadrinhos.

A história de Ferris é tão interessante quanto o livro. Aos 40 anos ela era uma ilustradora freelancer quando contraiu a Doença do Nilo Ocidental, um vírus transmitido por um mosquito. Ela ficou paralisada e teve que aprender a desenhar novamente, apesar da dor crônica e dos movimentos prejudicados. Em um perfil para o New York Times, Ferris disse que lidar com monstros acabou tornando-se uma metáfora para sua vida, mas que a força de vontade a fez superar a doença.

O primeiro volume de My Favorite Things Is Monsters, com quase 400 páginas, é um best-seller. O segundo volume, já em pré-venda, sai em fevereiro de 2018 e terá mais 300 páginas. Espero que as editoras brasileiras não demorem a lançar essa obra, desde já um marco dos quadrinhos alternativos.

Editoras francesas pedem boicote ao Angoulême em busca de mais diversidade

Ilustração parodia o tradicional gato mascote do festival como um testículo. (Reprodução).

Ilustração parodia o tradicional gato mascote do festival como um testículo. (Reprodução).

O último Angoulême foi uma mancha na história do festival em seus mais de 40 anos. Depois de acumular uma reputação de ser o mais importante evento de quadrinhos do mundo, uma celebração da arte e um incentivo para a evolução do meio, seus organizadores se embrenharam em uma série de erros após excluírem mulheres quadrinistas do prêmio principal.

Agora, as maiores editoras de quadrinhos da propõem um boicote ao festival caso o evento não anuncie mudanças nas regras. Gigantes editoriais como a Glénat, Delcourt, Dargaud e Casterman estão entre as empresas que assinaram um documento pedindo um novo momento menos sexista e mais inclusivo para o festival.

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FIQ discutiu presença das mulheres nos quadrinhos

Tudo começou após a divulgação dos indicados ao Grande Prêmio, uma das maiores distinções do Angoulême, concedido aos quadrinistas não por uma obra específica, mas pelo trabalho de uma vida. A surpresa geral foi não ter nenhuma mulher entre os 30 anunciados. Isso é, de longe, inadmissível, sobretudo em uma arte com tantos talentos femininos.

Não bastasse esse erro crasso, a organização do festival demorou a se desculpar e só piorou o debate. O diretor geral do evento, Franck Bondoux, relutando em reconhecer o erro histórico, disse que o festival não poderia “distorcer a realidade”. “O festival não pode distorcer a realidade, mesmo reconhecendo o fato de que a lista realmente poderia ter incluído o nome de uma ou duas mulheres”, disse. Ele ainda comentou que o festival não poderia adotar um sistema de cotas.

Angoulême tem um histórico ruim quando o assunto é reconhecer o trabalho de mulheres. Apesar de diversas quadrinistas já terem sido indicadas a outras categorias, como melhor álbum, roteiro, etc, apenas uma venceu o Grande Prêmio, Florence Cestac, em 2000. No ano passado, Marjane Satrapi (de Persépolis) foi indicada, mas não levou.

Entre os 30 homens indicados em 2016 vários deles decidiram pedir a retirada de seus nomes da lista em respeito às colegas. O primeiro a fazer isso foi Joan Sfar, celebrado autor de O Gato do Rabino, seguido por outros quadrinistas como Milo Manara, Daniel Clowes, entre outros. Como quadrinho é coisa série na França, a secretária do Estado para os Direitos das Mulheres, da França, Pascale Boistard, disse no Twitter que a luta por mais reconhecimento das mulheres autoras é importante. A secretária recebeu no final do ano passado o Coletivo das Criadoras de Quadrinhos contra o Sexismo.

Esse grupo reúne 147 artistas e luta por mais espaço e visibilidade para as quadrinistas mulheres. Foram eles quem criaram o trocadilho com o nome oficial de Angoulême, que logo viralizou: de FIBD – Festival International de la Bande Dessinée (Festival Internacional de Quadrinhos), a sigla mudou para FIBD – Femmes Interdites de Bande Dessinée (Mulheres Proibidas nos Quadrinhos).

Depois de toda essa repercussão negativa, o , de forma constrangedora, decidiu que o prêmio este ano não teria indicados. Qualquer quadrinista era elegível e todos os membros e autores que tiveram trabalhos publicados em 2015 puderam votar em quem quiseram. Ao fim, venceu o belga Hermann, pouco conhecido no Brasil, autor de Lune de Guerre e outros. (Um parêntesis: Marcello Quintanilha venceu como melhor HQ policial com o ótimo Tungstênio).

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Um novo Angoulême

O festival tem agora uma chance de remediar sua imagem negativa e retomar seu posto na relevância das HQs no mundo. O recado das editoras é importante para lembrar de que uma maior diversidade de gênero é benéfico para todo mundo, de autores ao público.

O documento emitido nesta quinta à imprensa também mostra a força cultural que tem os quadrinhos no mundo, sobretudo na Europa. “O Festival conseguiu desacreditar a nossa profissão nos olhos do mundo”, diz o documento. “O festival deve ser repensado em profundidade, em sua estrutura, sua governança, estratégia, projetos e ambições”. Os editores pedem que a Ministra da Cultura da França seja a mediadora nesse debate pela nova fase do evento.

Veja abaixo o documento na íntegra, em francês e em inglês.

Atualizado: aqui a versão em português (tradução de Sergio Costa Floro).

Salvemos o festival Angoulême

Apoiadores leais do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême (FIBD) desde a sua criação, os editores têm repetidamente alertado seus organizadores, seus financiadores e os poderes públicos sobre as deficiências recorrentes deste evento anual.

Consequência da falta tanto de uma visão compartilhada como de uma gestão eficaz, a última edição do Festival tem acumulado erros: ausência de mulheres na lista de autores elegíveis no Grand Prix da cidade de Angoulême, o descontentamento de autores frequentemente mal tratados pela organização, declínio de público, a falta de transparência nas seleções dos prêmios, cerimônia de encerramento desastrosa…

O Festival conseguiu deslegitimar a nossa profissão aos olhos do mundo, como demonstrado apropriadamente por Fabrice Piault, editor chefe de Livres Hebdo, em seu editorial de 05 de fevereiro de 2016.

Este evento tem um lugar central na vida dos quadrinhos. é impossível deixá-lo deteriorar-se e, assim, degenerar a imagem da 9ª Arte tanto na França como no exterior.

É por isso que decidimos não participar na próxima edição da FIBD se uma revisão radical não for implementada sem demora. O festival deve ser repensado em profundidade, em sua estrutura, sua gestão, sua estratégia, seu projetos e suas ambições.

Dada a magnitude da tarefa e a importância da questão, tanto para a nossa profissão quanto para a população de Angouleme e sua região, onde os quadrinhos geraram todo um complexo institucional e industrial, fazemos um apelo ao Estado: solicitamos à Senhora Ministra da Cultura que nos receba e nomeie um mediador para realizar urgentemente, esta reforma radical.

Assinaram o documento as editoras do Sindicato Nacional: Casterman, Dargaud, Delcourt, Denoël, Fluide Glacial, Futuropolis, Gallimard, Glénat, Jungle, Le Lombard, Panini, Rue de Sèvres, Sarbacane, Soleil, Urban, Vents d’Ouest.

Editoras da União das editoras alternativas (SEA): Anathème, Arbitraire, L’Association, Ça & Là, La Cafetière, La Cerise, La 5éme Couche, Cornélius, Éditions 2024, Frémok, Ici Même, Ion, L’Égouttoir, L’Employé du Moi, L’Œuf, Le Lézard Noir, Les Requins Marteaux, Les Rêveurs, Misma, Pré Carré, Radio As Paper, Super Loto, Vide Cocagne, Même Pas Mal, The Hoochie Coochie.

Pegando carona no filme, Guardiões da Galáxia tem nova HQ lançada no Brasil

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A Panini parece ter perdido o timing, mas enfim a editora anuncia uma nova HQ de , que chega às bancas este mês de agosto.

Guardiões da Galáxia – Edição Especial tem 148 páginas e traz as edições 1 a 6 da revista Guardians of the Galaxy. Pela capa dá para perceber que a intenção é aproveitar o sucesso do filme que chegou aos cinemas no final do mês passado, estrelado por Chris Pratt.

Diz a sinopse: “A trama mostra a equipe enfrentando um perigo de proporções colossais: após a violenta investida do ser cósmico chamado Aniquilador e de uma tentativa de conquista pelos organismos coletivos da Falange, o nosso universo se encontra bastante fragilizado. Impérios caíram, raças chegaram à beira da extinção e a destruição total parece iminente. É nesse cenário dantesco que Peter Quill, mais conhecido como Senhor das Estrelas, decide que é necessário formar um grupo para proteger toda a existência. Sendo assim, ele reúne alguns dos mais poderosos seres que o universo já viu. Adam Warlock; Drax, o Destruidor; Gamora; a nova Quasar, Phyla-Vell; Mantis; Groot; e, claro, Rocky Racum.” Trata-se de um novo começo imaginado para o grupo, lançado originalmente em 2008.

A HQ tem roteiros de Dan Abnett e Andy Lanning e desenhos de Paul Pelletier. Vale lembrar que ainda há muito material do grupo a ser lançado no Brasil. É que antes de Guardiões da Galáxia, os personagens “espaciais” da nunca fizeram muito sucesso no Brasil. Pelo tanto de boas histórias ainda inéditas, espero que o longa dos Guardiões mude isso por aqui.

Guardiões da Galáxia – Edição Especial tem 148 páginas e custa R$ 19,90.

Capitão América negro, Thor mulher: mudanças “polêmicas” é estratégia velha da Marvel

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A semana foi movimentada para leitores da Marvel. A editora norte-americana fez três anúncios que chamaram atenção da mídia em todo o mundo. A primeira delas é que Thor passaria a ser uma mulher. A segunda, revelada nessa quarta (16) no programa de TV Colbert Report, do Comedy Central, é que Sam Wilson, o Falcão, passaria a ser o . A informação foi dada por Joe Quesada, editor-chefe da editora.

Já a revista Entertainment Weekly revelou mais planos da editora. Uma delas é que haverá um novo , chamado Superior, que usará uma armadura apelidada de “Genius Bar”, toda branca com detalhes pretos cromados. O alter-ego está sendo mantido em segredo, por enquanto.

Não é de hoje que os leitores de quadrinhos de super-heróis vivenciam mudanças bruscas em personagens. É parte do jogo da indústria de comics norte-americanas. Ao contrário do mercado europeu, japonês e até mesmo o brasileiro, as coisas por lá nunca podem ter fim. E isso pede uma renovação constante (e vendas, idem). O resultado dessa pressão por resultados é um esgotamento criativo.

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Apesar da mídia não-especializada fazer alarde, essas mudanças não são novidades na cronologia da editora.

já mudou de identidade outras vezes, inclusive coexistindo com diversas versões. Basta se lembrar do Bill Raio Beta, que era um alienígena. Já um Capitão América negro foi visto na fase em que o herói era Isaiah Bradley (com boas histórias, diga-se). O mesmo vale para Homem de Ferro e suas inúmeras transformações.

Na nova fase dos Vingadores, o Thor homem, aquele que todos conhecemos, vai atuar no supergrupo, mas agora usando um machado sagrado chamado Jarnbjorn. Ou seja, ao contrário do que disse o roteirista Jason Aaron, teremos sim mais de um Thor no Universo Marvel.

Mais detalhes serão revelados durante a Comic-Con, que acontece em San Diego, na Califórnia, na semana que vem. Não estranhe que daqui a alguns meses, quando o segundo filme dos Vingadores estiver prestes a estrear, todas essas mudanças “polêmicas” sejam desfeitas.

Esta não é a primeira nem será a última crise de criatividade da Marvel. Com as vendas em baixa, o negócio é arriscar. Vai do gosto de cada um seguir apostando nesse jogo.

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Barricada, novo selo de HQs brasileiro vai publicar obras nacionais e estrangeiras

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A editora vai lançar em julho um novo selo de quadrinhos. O vai publicar obras nacionais e estrangeiras e já teve o primeiro título anunciado. Será Último Aviso, da alemã .

Na obra, a alemã retrata em traços irônicos a realidade política e cultural do seu país. Em agosto, o selo lança Cânone gráfico, antologia organizada pelo escritor Russ Kick com clássicos da literatura universal, como As Viagens de Gulliver e a Divina Comédia.

Ainda estão previstos lançamentos nacionais. Em outubro sai CLAUN – A dos bate-bolas, projeto do roteirista Felipe Bragança sobre fábulas urbanas cariocas que mistura mitologia e cultura afro. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmado por email pela Boitempo.

Quadrinistas franceses ameaçam fazer greve por melhores condições de trabalho

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Charge de Maëster: “É para o seu próprio bem…”.

Ótima matéria do UniversoHQ falando sobre a ameaça de greve dos autores de quadrinhos na . Os quadrinistas de lá reclamam das condições de trabalho, baixos salários e da nova obrigação de pagarem 8% de suas rendas para financiar sua pensão complementar obrigatória, a RAAP – Régime de retraite complémentaire des artistes et auteurs professionnels (Pensão suplementar de artistas e autores profissionais). A ministra da cultura da França, Aurélie Filippetti, recebeu uma carta aberta, assinada por 748 autores, com reclamações sobre a atual situação da classe.

Destaco três pontos:

– Qualquer reforma precisaria considerar o fato de que metade dos autores de quadrinhos não recebem nem mesmo o salário mínimo – na França ele é de 1.445,38 euros por mês, ou 9,53 euros por hora de trabalho. Na Bélgica, os valores variam dependendo da idade do trabalhador e do seu tempo de serviço, mas estão situados na faixa de 1.500,82 euros a 1.559,38 euros por mês.

– Num país onde o desemprego está crescendo, os autores de quadrinhos não apenas criam seus próprios empregos, mas são responsáveis por centenas de outros.

– Em termos econômicos, a indústria do entretenimento é a quarta mais rentável da França. Sem mencionar a vitrine que representa para o público estrangeiro. O mercado livreiro – como um todo – emprega aproximadamente 80 mil pessoas e gera uma receita de 5,6 bilhões de euros (na França). Nós, os autores, somos a origem dessa riqueza.

É incrível o tamanho do mercado de quadrinhos na França a ponto de um protesto como esse chamar atenção. Lembrando que por lá, as HQs (ou bande dessinées, como chamam) são populares em diferentes públicos, como deveriam ser todas as artes.

Entre os artistas que assinaram a carta estão nomes importantes dos quadrinhos atuais, como , , , e .

Conheça a Qomics, a nova plataforma de quadrinhos digitais brasileira

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Uma nova iniciativa em quadrinhos online acaba de estrear no Brasil. A é a nova plataforma de HQs digitais com o objetivo de apresentar trabalhos autorais.

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O site foi criado no Ceará por Rafael Dantas, Raul Peixoto, Tereza Machado, Leandro Santos e Marlon Raphael. O projeto também conta com o apoio de Daniel Brandão, quadrinista e professor de desenho e Allan Goldman, desenhista de vários projetos da como Superman. A Qomics iniciará seu empreendimento com suporte para quatro idiomas, apresentando seus produtos em português, inglês, espanhol e francês.

Na estreia, o destaque é Mandacaru Vermelho, criado por Rafael Dantas, com cores de Patrick Gama, que conta a história de um ex-tenente do exército brasileiro, reformado após a perda de parte da visão do olho direito e de problemas no coração, que fez parte da Coluna Prestes. Responsável por caçar os cangaceiros no nordeste brasileiro, ele bate de frente com a ira de um temido coronel do sertão.

As outras HQs que chegam ao catálogo em breve são Comando 5 de Allan Goldman e Cariawara de Daniel Brandão. Mais informações no site.

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Mercado HQ: O fim da revista Vertigo pode ser algo a se comemorar

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Interessante o modo como a Panini vem tratando a publicação dos títulos Marvel e DC no Brasil. Depois de muita reclamação de colecionadores, a editora vem empreendendo mudanças para publicar a maior parte do material que sai nos EUA. Muitas revistas vem sendo canceladas nos últimos meses, mas ao contrário do que já aconteceu no passado, isso não é algo totalmente ruim.

É que não é possível tratar uma revista de forte apelo popular como Homem-Aranha ou X-Men do mesmo jeito que séries como Escalpo (publicada em ) ou Homem-Animal (em ). As duas revistas foram recentemente canceladas por aqui. A primeira trazia histórias do selo adulto da (casa de Batman, Superman, etc), enquanto a segunda reunia títulos dos personagens sombrios da reformulação conhecida como Novos 52, como Monstro do Pântano e Liga da Justiça Dark.

A editora se pronunciou nesta quinta (10) sobre o fim de Vertigo. “Como você já deve saber, a Vertigo mensal vai ser cancelada. É a única mudança na linha Vertigo no momento, os encadernados seguem firmes e fortes, nada mais está programado para mudar e não há nenhuma ameaça de cancelamento generalizado”, diz o texto. “A última edição chega às bancas na próxima semana. Se você é um dos leitores da revista, meu MUITO OBRIGADO. Valeu pela sua companhia até aqui!”

Como a Panini não divulga números de tiragem ou vendas, é possível imaginar que a Vertigo não vendia bem. A editora chegou a experimentar um esquema de assinaturas, que foi encerrado ainda no ano passado. Mas, dentro do tamanho do mercado nacional de quadrinhos – o que significa um sucesso? As mudanças feitas pela Panini, talvez, estejam mais próximas da real demanda do leitor que curte HQs mais adultas ou longe do universo habitual e saturado dos super-heróis. Os encadernados atendem a isso.

Já acompanhei diversas revistas por causa de um único título – e não há nada mais irritante do que isso. É o ônus que nós brasileiros sempre pagamos desde que a Marvel e DC ficaram populares por aqui. Os “mixes” foram parte do mercado e sempre serão. Como já disseram editores da Abril e da Panini, esse modelo ajuda a baratear custos e a cobrir o grande volume de material estrangeiro. Muita, mas muita coisa mesmo é puro lixo. Outras, valem a pena acompanhar. E algumas, simplesmente destoam do todo. É o caso de Gavião Arqueiro, que sai atualmente na revista de & Gavião Arqueiro. Era o caso de Alias, na época de Marvel MAX, ou Os Surpreendentes X-Men, de Joss Whedom, em X-Men Extra, entre muitos outros exemplos.

Vertigo, que acaba de ser cancelada, era um caso à parte. A revista apresentava trabalhos pouco conhecidos do selo que seriam difíceis de saírem de outra forma. Casa dos Mistérios foi um desses casos. Não era um material maravilhoso, mas também não era ruim. Quem é fã do universo de Sandman, merecia ter acesso a ele para tomar suas conclusões. Ainda tínhamos Escalpo, que era a base de sustentação da revista por anos, e um dos melhores quadrinhos da Vertigo em anos. Merecia sair em formato livro ou encadernados? Com certeza. Mas, por causa dela, muitos que leitores da série tomaram conhecimentos de HQs interessantes, como Vampiro Americano, de Scott Snyder e Rafael Albuquerque, O Homem do Espaço, de Eduardo Risso, e diversas minisséries.

Os títulos de Dark e Vertigo agora sairão em encadernados especiais. Ganharão o tratamento semelhante às séries Y – O Último Homem, O Inescrito, entre outras. Ou seja, quadrinhos que não se interligam como complicado universo de super-seres e que possuem uma vida própria, com forte teor autoral. Talvez por isso, a Panini decidiu lançar a elogiada série de Demolidor, de Mark Waid, em vez de “escondê-la” em algum mix cheio de coisas bem medianas. A editora, enfim, está valorizando mais o material que tem em mãos.

Nós, colecionadores e leitores, servimos de laboratório todos esses anos para que chegássemos a esse bom momento do mercado editorial. Ainda não está perfeito, mas talvez seja hora de comemorar um pouco.

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Mercado HQ: Edição definitiva de Os Livros da Magia e mais mudanças na DC no Brasil

Saga, sucesso de Brian K. Vaughn, sairá no Brasil pela Devir

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Ótima notícia: vai ser lançado no Brasil a HQ , de Brian K. Vaughn e Fiona Stapples. Os dois primeiros volumes estão na lista de dez álbuns mais vendidos nos EUA em 2013.

Saga – Volume Um sairá pela Devir. A editora informou por email que o livro está em fase de orçamento com as gráficas. Ainda não há previsão de chegada em livrarias.

A obra conta a história de um casal de raças diferentes que desafia os conflitos entre raças para constituir família.

Chegada do Marvel Now ao Brasil vai zerar revistas

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Finalmente chega ao Brasil a Nova Marvel ( no original), nome da iniciativa da que reformulou seu universo. Como aconteceu nos EUA a partir de outubro do ano passado, a Panini deve zerar títulos aqui no Brasil.

A editora publicou em seu site oficial detalhes da primeira HQ, Nova Marvel Ponto de Partida, uma edição especial com 60 páginas que serve como introdução às mudanças nesta nova fase. Fazem parte dessa estreia o agente Fury, o Senhor das Estrelas, Cable, Nova e o Homem-Formiga. Brian Bendis, Matt Fraction, Nick Spencer, Luke Ross, Steve McNiven, Mike Allred, Jamie McKelvie e Salvador Larroca são alguns dos autores.

Trata-se de uma resposta às mudanças da DC nos Novos 52, que resetou todos os títulos da editora e colocou personagens icônicos como Batman, Superman, etc, de volta aos primeiros anos de atividade. A Marvel não foi tão ousada e decidiu reformular apenas alguns aspectos. Trata-se muito mais de uma repaginação, como novas formações de equipes e uniformes do que um novo início.

Para o leitor brasileiro, as mudanças podem valer a pena, já que revistas como X-Men, Homem-Aranha e Vingadores já tinham passado das 100 edições. Esse apelo ao colecionismo deve trazer novos leitores para esses personagens. No quesito qualidade, algumas histórias desse Marvel Now receberam boas críticas nos EUA, como é o caso de Quarteto Fantástico, de Matt Fraction.

A Panini ainda não anunciou quais títulos serão zerados. Em seu checklist de setembro já consta a revista Universo Marvel 1, mas a editora deve trazer mais detalhes em breve. Nova Marvel Ponto de Partida custa R$ 6,20.

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Mercado HQ: Edição definitiva de Os Livros da Magia de Neil Gaiman e mais mudanças na DC no Brasil

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A Panini divulgou a capa de , obra de sobre um jovem aprendiz de bruxaria (dizem alguns até “inspirou” Harry Potter). Ilustrada por John Bolton, Scott Hampton, Charles Vess e Paul Johnson, a série saiu por aqui pela Abril entre 1991 e 1992 e depois pela Opera Graphica em 2001.

A edição da Panini dá um tratamento melhor à edição com papel couché e capa dura. Tem 204 páginas e um preço “em conta”, R$ 25,90. Para colecionadores da , é uma obra essencial que fala não apenas sobre magia e seus perigos, mas sobre a própria juventude. Chega agora em agosto.

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Outra novidade dos mundos sombrios da diz respeito à revista , um dos títulos mais legais da reformulação da editora. Agora, a revista será bimestral com 148 páginas. Homem-Animal, Monstro do Pântano, Andrew Bennet (de Eu o Vampiro) e Liga da Justiça Dark fazem parte do mix. Com a nova fase estreia a Mundo Podre, assinada por Scott Snyder (de Vampiro Americano e Batman) e Jeff Lemire.

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Livrão da Marvel no Brasil
A editora LeYa lança em setembro – A História Secreta, de Sean Howe – um dos ganhadores do Eisner Awards 2013 na categoria “Melhor livro relacionado a quadrinhos”. A obra conta a história da criação da Marvel, desde as primeiras criações de Stan Lee até as mega produções no cinema e a fusão com a Disney. A edição brasileira foi traduzida por Érico Assis e traz um apêndice inédito com todas as obras Marvel citadas no livro e lançadas no Brasil.

Na semana passada em Mercado HQ tivemos novidades de Deadpool e Arqueiro Verde.

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