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Jazz Metal — Por Paulo Floro

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Cofre: Ícone do underground Zap Comix ganha box de luxo

zapcomix

Uma das revistas mais importantes para as HQs underground dos EUA, a vai ganhar um volume de luxo com todas as edições reunidas. Quem lança é a Fantagraphics, nos EUA.

As 16 edições originais estarão reunidas pela primeira vez em uma caixa, com dois volumes em capa dura. A 17ª edição, que nunca chegou a ser lançada, também faz parte do pacote. Ao todo são 920 páginas com trabalhos de nomes como , Wilson, Gilbert Shelton, entre outros.

Toda essa belezura custa caríssimo, como já podem imaginar. Sai por 500 dólares, o que é insanamente caro para um livro. Mas, caso seja comprado na pré-venda, sai pela “bagatela” de US$ 308,46. A previsão de lançamento é novembro deste ano.

Resta sonhar por uma edição nacional desse material, que poderia ganhar uma proposta mais econômica por aqui. Algumas histórias da Zap saíram no álbum Zap Comix, que a Conrad lançou em 2003.

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Um documentário na íntegra com as confissões de Robert Crumb

O blog Dangerous Minds descobriu essa raridade no YouTube: um documentário de 1987 sobre . The Confessions Of Robert Crumb traz revelações interessantes do recluso quadrinhista autor de Gênesis, como suas inspirações no início de carreira. Imperdível.

A capa gay de Robert Crumb que a New Yorker rejeitou

Ano passado, o quadrinhista americano anunciou que não mais venderia seus trabalhos para a , pois a revista tinha negado alguns de seus desenhos sem dar explicações. Agora, uma dessa capas vem à público graças a Nadja Sayej, uma repórter da Vice que encontrou um livro de anotações com a imagem e comentou com Crumb.

A capa teria sido feita para uma matéria sobre casamento gay em junho de 2009, mas foi rejeitada pelo editor. Crumb teria ficado irritado pela falta de explicação por parte da publicação. Ele esperava que os critérios editoriais ficassem explícitos. A foto cumpre bem o estilo do autor, marcado pelos personagens voluptuosos e traço cheio de sujeira.

O desenho mostra uma drag queen e uma drag king em um cartório realizando um casamento. Fica difícil indentificar os gêneros, mas essa foi a intenção do autor. Ele explicou na entrevista que banir o casamento gay, “é ridículo”. E continua: “Esta é a essência da capa. Temos aqui um oficial de casamentos e ele não consegue dizer se vê um homem e uma mulher ou duas mulheres. Ou seja lá o que for”.

Crumb bem que podia liberar mais desses seus trabalhos rejeitados.

Crumb em Paraty, por Rafael Coutinho

“Paraty é bonita, mas quando veremos o verdadeiro Brasil?”

HQ histórica. Rafael Coutinho, um dos autores de Cachalote desenhou a passagem de e Gilbert Shelton pela Flip, de Paraty.

A história em quadrinhos foi feita a pedido da Folha de S. Paulo. Clique nas imagens para ver maior.

Crumb na +Soma

A +Soma é uma das revistas mais bacanas atualmente. E não está nas bancas e sim em lugares bacanas de São Paulo e outras capitais. Falo dela aqui especialmente por conta de sua capa com o . O autor americano, que vive na França, deu uma longa entrevista onde falou de sua última obra, Gênesis e também sobre música e quadrinhos.

O mais legal é que ele falou sobre religião. Agora vou poder explicar melhor quando alguém me perguntar sobre se eu acredito em deus.

Você se define como gnóstico.
Gnóstico é alguém que busca o conhecimento de Deus. Sou alguém em busca desse conhecimento. Não tenho a pretensão de dizer que possuo algum conhecimento, mas o procuro. Quando você medita, tenta compreender a natureza da realidade, da nossa existência, da vida. Tenta unificar o todo da vida. Isso é muito gnóstico. Existe um texto gnóstico descoberto nos anos 1940, chamado “Nag Hammadi”, que é muito interessante. Fui bastante reprimido. A Igreja cristã e outras não gostavam de gnósticos – é algo muito vago, solto, sem doutrina suficiente. Os primeiros católicos se doutrinaram muito rapidamente. Queriam verdades absolutas, e todos que não concordavam com essas verdades eram excomungados. Por volta de 300 d.C., um bispo decidiu que todos que não reconhecessem Jesus como a encarnação de Deus não eram cristãos. Foi aí que começou o conflito em torno da heresia e dos hereges, de quem discordava da Igreja, milhões de pessoas perseguidas ao longo dos séculos. Ser gnóstico é não se limitar e não ter doutrinas. É diferente de ser agnóstico. Agnósticos duvidam da existência de Deus. Não são exatamente ateus, mas é um jeito de dizer “isso não é comigo”. Mas os gnósticos são interessados e praticam essa busca, na forma de meditação.

Quer saber onde encontrar a +Soma? É de graça. Também falei de Crumb, nessa matéria para a Revista O Grito!

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