Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Tag: Política (Página 1 de 3)

PEC 241 e outros males do governo Temer, por Laerte

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Desde o que afastou a presidenta Dilma Rousseff, a cartunista vem denunciando todos os retrocessos que estão sendo levados a debate e votação. A PEC 241, que coloca teto nos gastos e limita investimentos em educação e saúde por 20 anos, foi uma das mais atrozes. A charge acima é bem representativa desse período e foi publicada pela autora no Twitter.

Nada a Temer, por Marcelo D’Salete

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O quadrinista Marcelo D’Salete, autor de Cumbe, usou seu desenho como forma de resistência ao governo provisório de Michel Temer.

D’Salete adaptou uma cena de Cumbe, HQ que mostra a luta de negros escravizados durante o período colonial no Brasil, para mostrar indignação ao governo que assumiu o poder através de um parlamentar. A imagem foi divulgada no Facebook do artista.

Foto oficial do golpista, por Shiko

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O paraibano divulgou em suas redes sociais a imagem acima que registra o presidente interino Michel Temer em toda a sua obscuridade. A foto oficial do na democracia brasileira.

Mais do trabalho de Shiko em seu Facebook.

Uma charge: O caso Amarildo, por Felipe Attie

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Charge enviada por . Mais do trabalho dele aqui.

O obituário de Margaret Thatcher pela cultura pop

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Uma das pessoas mais odiadas da Terra, a ex-ministra britânica Margaret Thatcher morreu aos 87 anos, na Inglaterra. A cultura pop a retratou quase sempre com desprezo e críticas ácidas, sobretudo as HQs. A foto que abre esse post faz parte da edição #3 de Hellblazer e foi feita por Jamie Delano. No quadrinho, Constantine está sendo torturado de cabeça para baixo por demônios, enquanto assiste à terceira eleição de Thatcher.

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Ela também foi retratada em diversas caricaturas, mesmo depois que deixou o cargo de Primeira-ministra, como mostra esse post no BleedingCool.

Na música, ninguém falou mais de Thatcher do que Morrissey. Ele a colocou na música “Margaret on the Guillotine” e descrevia a morte dela como “um sonho maravilhoso”.

O Hefner também foi bem direto na faixa “The Day That Thatcher Dies”, onde descreve uma comemoração da morte de Thatcher (já podem dançar).

Elvis Costello incluiu Thatcher na faixa “Tramp The Dirt Down”, inspirado pela eleição de mais um mandato.

Depois de sair de cena, Thatcher viveu reclusa em sua casa em Londres e foi retratada por Meryl Streep no filme A Dama de Ferro (Streep até ganhou Oscar pelo papel). No longa, quase um telefilme, a ex-primeira-ministra ganha uma segunda chance frente ao público ao ser retratada como uma mulher que precisou vencer o machismo para evidenciar suas visões políticas. O longa é brando no seu tratamento ultraconservador, no modo como esmagou protestos e líderes sindicais, além da questão das Malvinas, na polêmica guerra contra a Argentina.

O Mensalão, por Angeli

No meio de uma enxurrada de notícias relacionadas ao (todos queremos um desfecho logo, certo), o cartunista foi mestre ao conseguir sintetizar toda a história do escândalo em uma HQ publicada nesse domingo na Folha de S. Paulo. Vale muitíssimo a pena ler. Veja completo no site da Folha.

Angela Merkel, a exterminadora

Tida como durona, a chanceler alemã é a capa da edição desta semana da Newsweek, em uma imagem bem literal, mas ao mesmo tempo, bem absurda e engraçada. “A líder mais perigosa da Europa”. Via NAsCapas.

Recife, o Planeta Carro: viadutos da Agamenon

Matéria que fiz para o NE10 sobre os polêmicos viadutos da avenida Magalhães. Degradação estética com desculpa de que irá beneficiar um corredor de ônibus que poderia existir sem as novas estruturas. Mais espaços para carros pra legitimar o que a cidade tornou-se nos últimos anos: o .

da Agamenon priorizam particular, dizem especialistas

A elevação de quatro viadutos na Avenida Agamenon Magalhães, no , é o tema da audiência pública que acontece nesta sexta-feira (30), no auditório do Banco Central, em Santo Amaro. A Secretaria das Cidades do Governo do Estado, órgãos da Prefeitura do , professores da Universidade Federal de Pernambuco e o Ministério Público participam do encontro, iniciado por volta das 9h, que tem por objetivo discutir os impactos e a eficiência das construções na mobilidade e na urbanização da cidade. Todos os três especialistas convidados a analisar a obra foram contra a iniciativa.

O MP convocou a audiência para se posicionar oficialmente sobre a construção polêmica que vem provocando protestos de diversos setores, além dos moradores do entorno dos quatro viadutos. O órgão convidou especialistas em engenharia, urbanização e arquitetura para tecer comentários técnicos a respeito da obra, cujo editral de licitação foi lançado pelo Governo de Pernambuco no dia anterior. Todos rejeitaram a proposta apresentada pelo Governo.

Segundo o professor doutor em arquitetura da UFPE Paulo Cesar Cavalcanti, os viadutos poderão aumentar a velocidade da Agamenon, mas infernizar outras áreas, como a Avenida Rosa e Silva, a região dos Quatro Cantos, no Derby, e a Rua da Hora, das Graças, já que não existem previsões de alargamento dessas vias. “Não estão sendo considerados ou divulgados os prejuízos estéticos, econômicos e ambientais e não há clareza sobre os efeitos da circulação dos pedestres”, afirmou.

O engenheiro e vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco (Crea), Maurício Pina Moreira, lembrou que o modelo pensado para o trânsito pelo Governo e Prefeitura do Recife prioriza o transporte particular. Ele criticou a alegação do Estado de que os viadutos irão proporcionar corredores livres para ônibus na Agamenon. “Não podemos fazer medidas para beneficiar o transporte individual e dizer que vai melhorar transporte público”. Ele sugeriu medidas restritivas para o transporte individual e criticou o fato de o Recife não mais fazer planejamento urbano como forma de entender o deslocamento dos habitantes.

Já o professor de arquitetura da UFPE Tomaz Lapa disse que o conceito de vizinhança está sendo esquecido pelo Estado, pois força as pessoas a usarem ainda mais o carro, o que pode causar novos congestionamentos no futuro. “Os viadutos representam medidas de efeitos conjunturais sem atingir o coração do problema”, falou na audiência. “Essas medidas fornecem uma falsa ideia de progresso à margem de grandes rotatórias de alças viárias de cidades como Chigaco e São Paulo”.

A audiência abriu espaço para interessados no assunto opinarem. Alexandre Santos, representante do Clube de Engenharia de Pernambuco, criticou o governador Eduardo Campos, que, segundo o órgão, vem evitando a discussão pública dos detalhes do projeto. Já Vitória Régia, do Instituto de Arquitetos do Brasil, chamou atenção para a degredação urbana ao redor dos viadutos, lembrando os já existentes na capital.

OUTRO LADO – O secretário de Cidades do Governo do Estado, Flávio Figueiredo, disse que os viadutos não impedirão futuros modais, como metrô e VLT (Veículos Leves sobre Trilhos). Ele afirmou que o projeto é o que melhor preserva o espaço físico e defendeu que o Estado defende a priorização do transporte público.

Segundo o Estado, a elevação de quatro viadutos transversais na Agamenon Magalhães vai possibilitar corredores exclusivos de ônibus na segunda etapa do Corredor Norte -Sul, que vai do metrô Joana Bezerra à Fábrica Tacaruna, numa faixa de 4,7 Km.

Figueirêdo também informou que será implantado um novo sistema, o TRO – Transporte Rápido por Ônibus -, com nove estações de passageiros sobre o canal. “Estamos tentando incorporar sugestões de diversos grupos e pessoas afetadas”. Segundo a secretária de Controle, Desenvolvimento Urbano e Obra, Maria de Biase, esse tipo de obra não exige licenciamento prévio, apenas da anuência do prefeito João da Costa. “Foi criada uma comissão de técnicos que estão estudando o projeto”, informou.

A presidente da CTTU, Maria de Pompéia, afirmou que o Governo do Estado ainda não informou quais os impactos dos viadutos nas vias adjacentes. E a presidente da URB, Débora Mendes, disse que o órgão não participou de nenhum ato em relação aos viadutos.

A previsão de início das obras é maio deste ano, com duração de 18 meses. A construção causa polêmica e protesto de moradores próximos à área atingida e também de estabelecimentos que serão diretamente afetados ou desapropriados, como o Clube Português e a Igreja Batista do Parque Amorim. Os viadutos poderiam ainda obstruir as janelas de alguns edifícios.

A foto é do Blog de Jamildo.

Alan Moore comenta opinião de Frank Miller sobre o Occupy Wall Street

Bem, é alguém cujo trabalho eu mal conferi nos últimos 20 anos. Eu pensava que as coisas de Sin City fossem misoginia reconstruída, 300 parecia ser forte homofobia “a-histórica” [não histórico] e completamente equivocada. Eu acho que provavelmente houve uma aparente sensibilidade desagadrável no trabalho de por um bom tempo. Considerando que eu não tenho nada a ver com a indústria de quadrinhos, não tenho nada a ver com as pessoas nela. Eu ouvi sobre as últimas efusões relacionadas ao Movimento “Occupy”. É o que eu esperaria dele. Sempre pareceu a mim que a maior parte do ramo de quadrinhos, se você tivesse que posicioná-los politicamente, você teria que chamá-los de “center-right”* [algo com um centrismo direitista]. O que seria o mais longe em direção ao ponto liberal do espectro que podem ir. Eu nunca estive de forma alguma, eu sequer sei se eu sou “centre-left” [um centrista de esquerda]. Eu sempre fui sincero sobre isso desde o começo da minha carreira. Então sim, eu acho que seria justo dizer que eu e temos visões diametricamente opostas sobre diversas coisas, mas certamentamente sobre o Movimento “Occupy”.

O debate continua quente. Alan Morre deu a declaração ao site Honest Publishing rebatendo as opiniões de Frank Miller sobre o movimento Occupy Wall Street, que acontece há mais de três meses nos EUA. “Acho que o movimento Ocuppy é, de certa maneira, as pessoas dizendo que elas deveriam ser aqueles a decidir quem é grande demais. É um grito de indignação moral completamente justificado, e parece estar sendo conduzido de maneira inteligente e não-violenta. Essa é provavelmente outra razão pela qual Frank Miller não esteja satisfeito. Tenho certeza que, se fossem um grupo de jovens sociopatas, com a máscara do Batman em seus rostos, ele estaria a favor”, disse.

Miller criticou os manifestantes do movimento mês passado quando disse que eles eram “nada mais do que um bando de arruaceiros, ladrões e estupradores, uma multidão incontrolável, alimentados pela nostalgia da Era de Woodstock e falsa justiça”. Miller promove atualmente sua nova HQ, Holy Terror, onde um vigilante luta contra a Al-Qaeda. [Via UniversoHQ. Tradução da entrevista que abre o post pelo Melhores do Mundo]

Uma HQ sobre a pacificação do Complexo do Alemão

O jornal Extra, do lançou um encarte especial com uma história em quadrinhos sobre o primeiro aniversário da tomada do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro pela Unidades de Polícia Pacificadora. Quem assina o trabalho é o quadrinhista .

O resultado ficou incrível! E a capa do jornal também ganhou um estilo HQ. Uma das iniciativas mais interessantes de jornalismo em quadrinhos feitas este ano no Brasil. Tomara que disponibilizem online para quem não mora no Rio de Janeiro.

Os cachorros no OccupyWallStreet

Os cães também foram às ruas protestar contras as corporações. Tem mais no BuzzFeed.

Democracia

Do Guazzelli.

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