Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Tag: Alan Moore

Alan Moore cria plataforma de quadrinhos digitais

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O escritor anunciou uma plataforma de código aberto de quadrinhos. Chamado de Electricomics, servirá para que autores possam publicar HQs digitais e também organizar antologias e coletâneas. O anúncio foi feito nessa quarta (28) ao lado de sua filha, Leah Moore.

A vai tanto servir para quadrinistas independentes quanto para veteranos. Segundo Moore, Garth Ennis e Peter Snejbjerg irão lançar pela plataforma a HQ Red Horse, que se passa na Primeira Guerra Mundial. Já Peter Hogan prepara uma obra de horror chamado Cabaret Amygdala. Leah e John Reppion fazem a história de viagem de tempo Sway.

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Ele deu poucos detalhes de como esse aplicativo em código aberto vai funcionar, mas divulgou o seguinte comunicado, que entrega um pouco do que ele pretende com a novidade:

“Ao invés de simplesmente transferir a narrativa dos quadrinhos da página para a tela, temos a intenção de criar histórias expressamente concebidas com o intuito de testar os limites de contar histórias desta tecnologia sem precedentes. Para isso estamos montando equipes com os criadores mais inovadores na indústria e, em seguida, permitindo-lhes a entrada nos processos técnicos, a fim de criar uma nova capacidade de contar histórias em quadrinhos.

Será, então, disponibilizado gratuitamente para todo e qualquer talento emergente que está, sem dúvida, lá fora, apenas esperando para ter acesso ao kit de ferramentas técnicas que lhes permitirá criar os quadrinhos do futuro.”

A Electricomics será mantida pela Orphans of the Storm, produtora de Moore junto com Mitch Jenkins. O investimento para a criação veio do Digital R&D Fund for the Arts e o app está sendo desenvolvido pela empresa Ocasta.

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Exposição histórica reúne 200 anos de quadrinhos no Reino Unido

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Acontece em Londres a maior exposição de quadrinhos do Reino Unido. Serão duzentos exemplares da coleção de quadrinhos da Biblioteca Britânica, em Londres, que foram reunidos para a exposição Comics Unmasked: Arte and Anarchy in the UK (Quadrinhos revelados: Arte e Anarquia no Reino Unido).

Alguns dos gibis nunca foram exibidos em público. A mostra reúne material publicado ao longo de 200 anos. Tem também material contemporâneo, como HQs de , , e Jamie Hewlett.

Veja um vídeo com os curadores explicando como foi montar essa exposição histórica. Quem estiver por Londres até 19 de agosto, não deveria perder. [Via BBC]

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Marvel vai publicar Miracleman em janeiro de 2014

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Nos quadrinhos de super-heróis poucos nomes são tão aclamados quanto , personagem que foi recriado por como uma versão do Capitão Marvel da DC em 1982, ao lado de Gary Leach e Alan Davis.

A divulgou na New York Comic Con, que terminou no último final de semana, que irá publicar toda a fase de Alan Moore, e . Desse modo, a editora vai encerrar histórias que estavam inéditas há mais de 20 anos.

Existia uma disputa envolvendo os direitos autorais do personagem, que parece ter sido resolvida. A Marvel adquiriu os direitos do personagem em 2009. Moore não permitiu o uso de seu nome nesta republicação.

Segundo a Marvel, Miracleman chega às lojas em janeiro de 2014. Agora é torcer para este material chegar logo ao Brasil. [Via UHQ]

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Alan Moore deseja o melhor para os protestos no Brasil

Divulgação

Divulgação

Depois do desenhista foi a vez de , autor de , comentar os protestos no Brasil. O UOL entrou em contato com o autor. “Desejo o melhor para os protestos no Brasil. Acho que o que estão fazendo é maravilhoso e espero que isso progrida para uma vitória. Mas a HQ não é a forma que eu me conecto com esses protestos”, disse ele, por telefone.

Alan Moore se inspirou em Guy Fawkes, um revolucionário inglês que tentou derrubar o governo britânico em 1605. Na HQ V de Vingança, o personagem V usa uma máscara inspirada em Fawkes. Moore credita a Lloyd a ideia das imagens usadas na obra. Hoje o desenhista detém os direitos de todo o merchandising das máscaras usadas nos protestos e também dos direitos autorais da adaptação para os cinemas feita por James McTeigue.

Leia a entrevista completa no UOL e aqui o desenho que Lloyd fez exclusivamente para os protestos no Brasil.

David Lloyd, desenhista de V de Vingança, comenta protestos no Brasil

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Depois de diversos quadrinistas brasileiros manifestarem sua opinião sobre as manifestações que acontecem pelo Brasil, o desenhista inglês acaba de dar sua contribuição. Ele é, ninguém menos, que o artista da HQ e responsável por popularizar a máscara de Guy Fawkes, usada em protestos por todo o mundo.

A máscara é usada pelo personagem V como uma inspiração em Guy Fawkes, revolucionário inglês que foi preso em 1605 após uma tentativa de atentado ao Parlamento inglês. Escrita por entre 1982 e 1985, a HQ tornou-se um dos maiores sucessos do selo Vertigo da DC Comics depois de sair originalmente na revista inglesa Warrior. Ganhou uma versão cinematográfica em 2006, dirigida por James McTeigue. Desde 2008, vem sendo usada também pelo grupo hacker Anonymous e em diversos protestos pelo mundo.

O paraibano Januncio Neto, do blog StudioMadeInPB entrou em contato com o autor pedindo uma contribuição sobre os protestos. Ele então enviou um desenho da máscara de Guy Fawkes com a inscrição em português “Isto não é por 20 centavos, é por direitos”. No blog há até uma entrevista com o artista. “Como um mero criador da imagem, não tenho certeza que meu apoio será de grande ajuda, mesmo eu tendo muita simpatia, é claro, pelo ”, disse, bem humilde. Veja mais desenhos sobre os protestos.

Foto Reprodução via PRWEB.com

Foto Reprodução via PRWEB.com

Occupy Comics terá HQs-protesto de Alan Moore, Art Spiegelman e Amanda Palmer

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A primeira antologia Occupy Comics foi anunciada e traz HQs de nomes como , , , Ben Templesmith e J. M. DeMatteis. As obras contam histórias de apoio aos protestos que aconteceram em diversas partes do mundo desde 2011.

A lista de artistas inclui ainda Charlie Adlard (The Walking Dead), Susie Cagle (cartunista que foi presa no Occupy Oakland), Ben Templesmith, Dan Goldman (Shooting War), Molly Crabapple, , (Transmetropolitan), Laurie Penny, Zoetica Ebb, Patrick Meany e Douglas Rushkoff. Cada edição tem 48 páginas e sai pela Midtown Comics. Uma versão preview em PDF pode ser vista aqui.

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Segundo a editora, um versão em capa dura, reunindo todos os números, deve chegar no segundo semestre. Os movimentos Occupy foram uma crítica à resposta dos governos à crise econômica mundial, além de injustiças sociais causadas pelas políticas para salvar empresas e medidas de austeridade (é uma definição incompleta, mas podemos dizer que se trata de um que se viralizou pelo mundo inteiro).

A antologia foi feita graças a um financiamento coletivo via Kickstarter.

Alan Moore por Neil Gaiman

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postou essa raridade em seu Tumblr (descobri graças ao Erico Assis).

Moore nunca viu filmes baseados em suas obras e vendeu direitos das HQs por “dinheiro fácil”

passa a vida reclamando da adaptação para os cinemas de seus quadrinhos famosos, como Do Inferno, , e Liga Extraordinária (nesse último caso, ele está totalmente certo).

No caso de Watchmen, ele chegou a anunciar que doou o dinheiro referente aos direitos autorais para o desenhista (nunca confirmado) e pediu que tirassem seu nome dos créditos. Um dos escritores mais respeitados na indústria dos quadrinhos, Moore foi um dos responsáveis pela relevância que o gênero conquistou desde o final dos anos 1980.

Agora, ele aparece nesta entrevista à BBC dizendo que vendeu suas HQs com a intenção de que nunca fossem para as telonas. “Eu os vendi achando que eles não acabariam sendo transformados em filmes. Sim, eu queria ganhar um dinheiro fácil”. Moore ainda lembrou que nunca viu nenhum dos filmes e baseou-se em opiniões de amigos próximos que conhecem bem sua obra.

“Procurei me distanciar o máximo possível dos filmes, porque eles não têm nada a ver com meus livros, que foram feitos para explorar os recursos de uma história em quadrinhos”. O vídeo na íntegra pode ser visto abaixo. Via BBC Brasil.

Alan Moore comenta opinião de Frank Miller sobre o Occupy Wall Street

Bem, é alguém cujo trabalho eu mal conferi nos últimos 20 anos. Eu pensava que as coisas de Sin City fossem misoginia reconstruída, 300 parecia ser forte homofobia “a-histórica” [não histórico] e completamente equivocada. Eu acho que provavelmente houve uma aparente sensibilidade desagadrável no trabalho de por um bom tempo. Considerando que eu não tenho nada a ver com a indústria de quadrinhos, não tenho nada a ver com as pessoas nela. Eu ouvi sobre as últimas efusões relacionadas ao Movimento “Occupy”. É o que eu esperaria dele. Sempre pareceu a mim que a maior parte do ramo de quadrinhos, se você tivesse que posicioná-los politicamente, você teria que chamá-los de “center-right”* [algo com um centrismo direitista]. O que seria o mais longe em direção ao ponto liberal do espectro que podem ir. Eu nunca estive de forma alguma, eu sequer sei se eu sou “centre-left” [um centrista de esquerda]. Eu sempre fui sincero sobre isso desde o começo da minha carreira. Então sim, eu acho que seria justo dizer que eu e temos visões diametricamente opostas sobre diversas coisas, mas certamentamente sobre o Movimento “Occupy”.

O debate continua quente. Alan Morre deu a declaração ao site Honest Publishing rebatendo as opiniões de Frank Miller sobre o movimento Occupy Wall Street, que acontece há mais de três meses nos EUA. “Acho que o movimento Ocuppy é, de certa maneira, as pessoas dizendo que elas deveriam ser aqueles a decidir quem é grande demais. É um grito de indignação moral completamente justificado, e parece estar sendo conduzido de maneira inteligente e não-violenta. Essa é provavelmente outra razão pela qual Frank Miller não esteja satisfeito. Tenho certeza que, se fossem um grupo de jovens sociopatas, com a máscara do Batman em seus rostos, ele estaria a favor”, disse.

Miller criticou os manifestantes do movimento mês passado quando disse que eles eram “nada mais do que um bando de arruaceiros, ladrões e estupradores, uma multidão incontrolável, alimentados pela nostalgia da Era de Woodstock e falsa justiça”. Miller promove atualmente sua nova HQ, Holy Terror, onde um vigilante luta contra a Al-Qaeda. [Via UniversoHQ. Tradução da entrevista que abre o post pelo Melhores do Mundo]

Alan Moore comenta uso da máscara de V de Vingança no #Occupy

“Aquele sorriso é tão assustador. Tentei usar a natureza enigmática desse sorriso para efeito dramático. Podíamos mostrar uma imagem do personagem apenas parado em pé, silencioso, com uma expressão que podia ser de alegria ou de maneira mais sinistra. Ver máscaras com os manifestantes faz com que eles se pareçam um único organismo, esse tal de 99% de que ouvimos tanto falar. Nesse sentido é formidável, posso ver o motivo de estarem usando a máscara”

, no The Guardian, comentando o uso das máscaras criadas por ele para a HQ no movimento #. Vi no UniversoHQ.

Dentro (da mente) do Alan Moore

O Hartford Advocate fez uma grande resenha sobre o documentário sobre o , The Mindscape of Alan Moore. Nos EUA já está disponível em DVD duplo.

Segundo o texto, é a maior obra feita sobre o autor inglês e traz desde seu trabalho em , o sucesso do Monstro do Pântano até polêmicas recentes (os pitis envolvendo adaptações de suas obras).

Como isso não chegará aqui nunca, dá para achar várias partes no Youtubo.

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