Quadrinistas franceses ameaçam fazer greve por melhores condições de trabalho

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Charge de Maëster: “É para o seu próprio bem…”.

Ótima matéria do UniversoHQ falando sobre a ameaça de greve dos autores de quadrinhos na . Os quadrinistas de lá reclamam das condições de trabalho, baixos salários e da nova obrigação de pagarem 8% de suas rendas para financiar sua pensão complementar obrigatória, a RAAP – Régime de retraite complémentaire des artistes et auteurs professionnels (Pensão suplementar de artistas e autores profissionais). A ministra da cultura da França, Aurélie Filippetti, recebeu uma carta aberta, assinada por 748 autores, com reclamações sobre a atual situação da classe.

Destaco três pontos:

– Qualquer reforma precisaria considerar o fato de que metade dos autores de quadrinhos não recebem nem mesmo o salário mínimo – na França ele é de 1.445,38 euros por mês, ou 9,53 euros por hora de trabalho. Na Bélgica, os valores variam dependendo da idade do trabalhador e do seu tempo de serviço, mas estão situados na faixa de 1.500,82 euros a 1.559,38 euros por mês.

– Num país onde o desemprego está crescendo, os autores de quadrinhos não apenas criam seus próprios empregos, mas são responsáveis por centenas de outros.

– Em termos econômicos, a indústria do entretenimento é a quarta mais rentável da França. Sem mencionar a vitrine que representa para o público estrangeiro. O mercado livreiro – como um todo – emprega aproximadamente 80 mil pessoas e gera uma receita de 5,6 bilhões de euros (na França). Nós, os autores, somos a origem dessa riqueza.

É incrível o tamanho do mercado de quadrinhos na França a ponto de um protesto como esse chamar atenção. Lembrando que por lá, as HQs (ou bande dessinées, como chamam) são populares em diferentes públicos, como deveriam ser todas as artes.

Entre os artistas que assinaram a carta estão nomes importantes dos quadrinhos atuais, como , , , e .

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