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Um comitê do Senado da Carolina do Sul, nos EUA, rejeitou uma proposta de cortar o orçamento de duas universidades estaduais como punição por terem selecionado para seus programas de leituras obras com temática , entre eles a HQ Fun Home, de .

Segundo a Associated Press, o líder da maioria no Senado Harvey Peeler tinha solicitado um corte de 70 mil dólares ao comitê de Finanças para as universidades de Charleston e do Norte da Carolina do Sul, mas teve a proposta rejeitada por 11-7. Ele vai tentar emplacar a proposta na semana que vem, em uma votação com toda a casa.

O presidente do comitê no Senado, John Courson, disse que os senadores não tinham a prerrogativa de interferir nos currículos das universidades. “Acho que é algo a ser tratado pelos presidentes das instituições e seus conselheiros da assembleia geral”, disse citado pelo jornal The Sacramento Bee. “Políticos não deveriam censurar atividades de leitura acadêmicas”, disse a diretora Victoria Middleton. “É péssimo para liberdade de ideias e para nossa democracia”.

No debate durante a votação, senadores acusaram a Universidade de Charleston de “promoverem uma agenda gay e forçarem pornografia entre seus estudantes”. A proposta, apesar de ter sido rejeitada, motivou protestos nas universidades e levou a criação de um coalizão pela liberdade de expressão, que inclui o Comic Book Legal Defense Fund.

Eles escreveram uma carta aberta ao Senado lembrando que essas propostas ferem a primeira emenda da Constituição dos EUA. Na semana passada, Alison Bechdel se uniu aos produtores e atores do musical da Broadway baseado em para duas apresentações na Universidade de Charleston. O senador Larry Grooms, do partido Republicano, um dos maiores opositores à inclusão de livros com temáticas homossexuais na Carolina do Sul, disse durante um dos protestos no campus que “está aberto ao debate”.

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