Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Data: 8 de abril de 2013

Para Marco Feliciano, Deus matou John Lennon e Mamonas Assassinas

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O pastor em mais uma pérola da vergonha alheia. Em um vídeo antigo que se tornou um viral esta semana, ele afirma que Deus matou o ex-Beatle . Ela afirmou a idiotice durante um culto.

“Eu queria estar lá quando descobriram o corpo dele. Eu ia tirar o pano e dizer: ‘esse primeiro tiro, John, é em nome do Pai. [O outro] é em nome do Filho e esse é em nome do Espírito Santo”, diz ele no vídeo. “Ninguém afronta Deus e sobrevive”. Tudo isso, segundo Feliciano, aconteceu por causa da afirmação de Lennon que disse a famosa frase que “os Beatles eram mais famosos que Deus”.

Vale lembrar que quem matou Lennon foi Mark David Chapman, em 8 de dezembro de 1980. Ele segue preso em regime perpétuo nos EUA.

Neste final de semana no Recife, centenas de pessoas foram às ruas para protestar contra a presença de Feliciano na comissão. Falando em Feliciano, o caricaturista Toni D’Agostinho resumiu a visão que o deputado tem de Deus neste desenho:

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Atualização: mais um vídeo foi “redescoberto” e mostra Feliciano afirmando que Deus, esse serial killer, matou também os Mamonas Assassinas. Provavelmente, a declaração infeliz foi dita no mesmo culto em que ele falou sobre Lennon. “Ao invés de virar pra um lado, o manche tocou pra outro. Um anjo pôs o dedo no manche e Deus fulminou aqueles que tentaram colocar palavras torpes na boca das nossas crianças”, contou, citando o teor das letras cômicas do Mamonas.

Os Mamonas Assassinas viviam o auge da fama no Brasil quando morreram em um acidente de avião em 1996.

O obituário de Margaret Thatcher pela cultura pop

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Uma das pessoas mais odiadas da Terra, a ex-ministra britânica Margaret Thatcher morreu aos 87 anos, na Inglaterra. A cultura pop a retratou quase sempre com desprezo e críticas ácidas, sobretudo as HQs. A foto que abre esse post faz parte da edição #3 de Hellblazer e foi feita por Jamie Delano. No quadrinho, Constantine está sendo torturado de cabeça para baixo por demônios, enquanto assiste à terceira eleição de Thatcher.

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Ela também foi retratada em diversas caricaturas, mesmo depois que deixou o cargo de Primeira-ministra, como mostra esse post no BleedingCool.

Na música, ninguém falou mais de Thatcher do que Morrissey. Ele a colocou na música “Margaret on the Guillotine” e descrevia a morte dela como “um sonho maravilhoso”.

O Hefner também foi bem direto na faixa “The Day That Thatcher Dies”, onde descreve uma comemoração da morte de Thatcher (já podem dançar).

Elvis Costello incluiu Thatcher na faixa “Tramp The Dirt Down”, inspirado pela eleição de mais um mandato.

Depois de sair de cena, Thatcher viveu reclusa em sua casa em Londres e foi retratada por Meryl Streep no filme A Dama de Ferro (Streep até ganhou Oscar pelo papel). No longa, quase um telefilme, a ex-primeira-ministra ganha uma segunda chance frente ao público ao ser retratada como uma mulher que precisou vencer o machismo para evidenciar suas visões políticas. O longa é brando no seu tratamento ultraconservador, no modo como esmagou protestos e líderes sindicais, além da questão das Malvinas, na polêmica guerra contra a Argentina.

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