Revista O Grito!

Jazz Metal — Por Paulo Floro

Mês: fevereiro 2013 (Página 1 de 4)

Das antigas: Angelica Houston e Liza Minelli, 1975

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Uma volta pelo Novo México. Via World of Wonder.

David Bowie e Tilda Swinton são a mesma pessoa?

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O Tumblr Tilda Stardust tem a missão de mostrar as semelhanças entre e a atriz . Ou mais ainda, tentar provar que os dois são a mesma pessoa. Aproveitando o lançamento do clipe “The Stars (Are Out Tonight)”, de David Bowie, o Trabalho Sujo linkou para este Tumblr, que tem outras centenas de comparações como essa.

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Wolverine e Hércules se beijam em HQ da Marvel

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A Marvel vai mostrar um beijo entre e . A notícia foi divulgado pelo Bleeding Cool e se passa em uma realidade alternativa. Na HQ X-Treme 10, os dois se perdem em realidades alternativas e terão contato com personagens em diversas épocas e mundos.

O beijo acontece na Grécia antiga. A página divulgada da HQ mostra o texto: “Nós fomos os maiores heróis de nossos mundos. E no dia em que matamos o pior monstro que ameaçou o Domínio do Canadá… Nós revelamos nosso ”. A edição será lançada em setembro.

Tanto a Marvel quanto a DC vêm mostrando relacionamentos gays em suas HQs. A primeira casou o super-herói mutante Estrela Polar na revista Ashtonishing X-Men 51. Já a DC tem a Batwoman, uma vigilante de Gotham que é lésbica assumida. Além desses exemplos mais famosos, roteiristas têm tratado do tema em várias outras publicações. Público e crítica têm apoiado essas iniciativas.

O mesmo se pode dizer da GLAAD ( & Lesbian Alliance Against Defamation), associação contra difamação dos EUA, que elogiou as editoras publicamente. “Os reconhecimentos e homenagens a comunidade , lésbica, transexual e bissexual são justas e abordam questões que afetam as vidas dos envolvidos”.

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Capas clássicas de jogos da Sega

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O site Ratigators reuniu um gigantesco banco de dados que traz capas clássicas da . A empresa ficou famosa por um design muito característico nas caixas de seu cartucho. Quem já teve em casa jogos como , e outros, e consoles como e vai ter overdose de saudosismo. (via Kotaku).

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Amor, de Michael Haneke

é obra-prima sobre a dignidade nos momentos finais da vida

O diretor austríaco Michael Hakene sempre foi conhecido pela ausência de condescendência por seu público. Seus filmes tratam de maneira crua e ultrarealista temas como intolerância e violência, o que lhe rendeu adjetivos como “cruel” e “frio” depois de longas como Caché e A Fita Branca. Com este novo e aclamado Amor, o diretor retorna com o mesmo estilo para falar do mais nobre dos sentimentos. Vencedor da Palma de Ouro em Cannes ano passado, o filme surpreendeu ao receber cinco indicações ao Oscar, incluindo melhor filme, diretor e roteiro original.

A história aborda o cotidiano de dois idosos em Paris. Anne (Emmanuele Riva) e George (Jean-Louis Trintignant) são dois músicos aposentados que se deparam com uma triste e irrevogável realidade: estão envelhecendo. Numa certa manhã, ela mostra sinais claros de demência. Depois, sofre um derrame que a deixa com o lado direito do corpo paralisado. A seguir, outras complicações vão comprometendo suas habilidades motoras e mentais, o que modifica por completo o estilo de vida do casal.

Haneke não manipula o público como seria comum com um roteiro tão triste como este. Ao contrário, ele revela uma série de acontecimentos tão duros quanto verdadeiros. Grande parte do filme é gasta com o processo de adaptação do casal para enfrentar a degeneração física e mental, em atos como uma ida ao banheiro, as noite de sono incômodas, tudo com total ausência de sentimentalismo. Tudo se passa dentro de um apartamento em Paris, o que transmite uma sensação de claustrofobia ao espectador, que torna-se uma testemunha impotente daquelas situações.

Revelando um humanismo incomum no cinema hoje em dia, Haneke mostra que a velhice não é algo simples de compreender. Amor joga por terra concepções muitas vezes hipócritas da chamada “melhor idade”. Em certo momento, uma das cuidadores de Anne demonstra uma violência perturbadora ao lhe tirar a dignidade por causa de seu estado. As cenas cruas que podem causar algum estresse em quem assistir foram a forma que o diretor encontrou para demonstrar respeito àquele casal e sua história. É uma crônica sobre a morte enfrentada de frente, sem um falso conforto, sem mentiras, com um senso que muitas plateias não estavam preparadas – e ninguém, de fato, está, seja na sala do cinema, na vida real.

Esse sentimento de incompreensão fica ainda mais explícito com as visitas da filha do casal, vivida por Isabelle Hupert, que critica o isolamento desejado pela mãe. Haneke abandona seu rigor formal e estilo seco de direção em poucos momentos durante o filme. Em um dado momento, ele retoma o suspense presente em alguns dos seus filmes em uma sequência de pesadelo de George. Em outro, ele mostra a presença incômoda de um pombo que entra pela janela, o que rende algumas interpretações.

O trabalho dos atores é outro alicerce do filme, com destaque para , atriz francesa de 85 anos que conseguiu uma indicação como melhor atriz. Ela é a pessoa mais velha a ser indicada na história da Academia. Sua interpretação de uma idosa que vai perdendo suas faculdades mentais e controle sobre o corpo é estonteante de se ver. Ao lado de Jean-Louis Trizntignan, eles conseguem realizar um trabalho que mostra os desafios de manter a dignidade frente à velhice, à medida em que a sanidade começa a fraquejar.

E o amor do título vai ficando cada vez mais claro conforme a projeção chega ao fim. A relação do casal deixa claro que a humanidade tem em sua natureza, muitas vezes, um sentimento altruísta, de cuidado e importância com o outro, sem esperar nada em troca por isso. E Haneke, como autor, mostra que o cinema nem sempre precisa ser entretenimento, mas sim uma reflexão sobre os diversos aspectos de nossa existência, até os mais duros.

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COM: Emmanuele Riva, Jean-Louis Trintignant e Isabelle Hupert
LANÇAMENTO: Imovision
PRODUÇÃO: Les Films Du Losange, FRA/AUS, 2012

* Texto escrito originalmente no NE10, no canal de Cultura.

Um blog com propagandas antigas publicadas em gibis no Brasil

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Um blog nostálgico apenas com propagandas publicadas em revistas em quadrinhos antigas. A ideia é mantida por quatro apaixonados colecionadores que desencavaram peças publicitárias lembradas ainda com carinho por gente que leu esses gibis na época.

Me lembrei de muitas propagandas publicadas em gibis de heróis dos anos 90, minha catequese nos quadrinhos. Selecionei alguns abaixo, mas tem muito mais no “Propagandas de Gibi“.

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Emmanuelle Riva em Hiroshima, Meu Amor

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O rosto de Riva em , de , ficou popular, mas fui atrás de seu papel como heroína de Hiroshima, Meu Amor e me apaixonei por esta foto.

Neil Gaiman volta a escrever Sandman

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Esta é uma das notícias mais impactantes para o mundo dos quadrinhos. O escritor voltou a escrever , um dos seus personagens mais famosos e um dos mais importantes do selo Vertigo, casa das HQs adultas da DC Comics. A cantora e escritora Amanda Palmer, esposa do roteirista, postou em seu Tumblr uma foto e a legenda: “É estranho twittar sobre isso, porque soa tão épico: eis Neil Gaiman escrevendo Sandman”.

Gaiman reblogou o post com a foto e comentou: “Amanda simplesmente chegou, olhou a tela do computador, depois sentou e tirou uma foto minha trabalhando. É engraçado: o medo do palco está passando, na medida em que volto a ficar empolgado com esses personagens de novo”.

Sandman mostra a história de Sonho, um ser conhecido como pérpetuo, que atravessa eras cuidando do Sonhar. Ele contracena com seus irmãos imortais, entre eles a misteriosa Morte. A HQ mistura mitologia, literatura pop e tornou-se cult com legiões de fãs em todo mundo. Ajudou a fazer a fama de Gaiman, hoje um dos mais importantes escritores vivos. Encerrada em 1996, ganhou algumas edições especiais esporádicas.

Já Gaiman passou a se dedicar mais à literatura (é autor do best-seller Deuses Americanos) e trabalhou em algumas HQs de forma pontual. No Brasil, Sandman teve uma coleção completa em capa dura lançada pela Conrad. A Panini iniciou a versão Absolute Sandman, que traz as histórias recoloridas e em formato maior.

Vamos aguardar mais novidades deste retorno de Gaiman/Sandman.

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Gnut, de Paulo Crumbim, em crowdfunding

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O quadrinhista colocou em crowdfunding seu projeto . A HQ conta a história de criaturas que se comunicam por símbolos. Serão três livros, sendo um prólogo, um com os bastidores da produção, além do álbum principal.

A HQ Gnut vem sendo publicada em formato webcomic desde novembro de 2012 e teve uma revista independente publicada. O projeto na plataforma Catarse tem diversas modalidades de financiamento. Por R$ 35, por exemplo, é possível ganhar dois livros e receber em casa.

O trabalho de Fábio Moon e Gabriel Bá para B.P.R.D., de Mike Mignolla

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Os quadrinhistas brasileiros e deram uma entrevista ao site Comics Alliance sobre a HQ B.P.R.D., do universo de Hellboy, que eles lançam nos EUA em março. O mais importante da matéria são as páginas que foram divulgadas da obra. O resultado é incrível e traz ainda o trabalho de cores de Dave Stewart.

Famosos no exterior, onde já lançaram HQs autorais como Daytripper, os irmãos assinam esta B.P.R.D.: Vampire #1, que mostra o bureau de investigações paranormais em busca de um clã de vampiros. A série criada por , autor de Hellboy mostra um grupo de agentes místicos que protege os EUA de ameaças do outro mundo.

Veja mais imagens abaixo.

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Shogun, de Daniel Wernëck em crowdfunding (vale o investimento)

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O quadrinhista colocou o projeto de sua HQ Shogum dos Mortos: Crepúsculo dos Samurais na plataforma de crowdfunding Catarse.me e ganhou destaque. Dos R$ 9.276 pedidos, ele já conseguiu R$ 18.950.

A história se passa no Japão Feudal e usa como referência filmes como Ran, Apocalypse Now e HQs como Lobo Solitário e Corto Maltese. O pouco que vimos até aqui gera muita expectativa. As opções de financiamento ainda estão abertas e por R$ 25 você recebe o livro em casa com frete grátis.

Muitas boas HQs têm aparecido no Catarse, por isso é sempre bom dar uma passada por lá em busca de novidades. O lançamento oficial de acontece na FIQ, em novembro.

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Um passeio por Angoulême em vídeo

O estudante de cinema Jake Whitehouse, 16 anos, postou em sua conta no Vimeo este vídeo sobre o deste ano. Inglês morando na França, ele editou o vídeo todo em francês. Mas, mesmo quem não entende o idioma pode curtir um pouco do que foi mostrado no evento e ainda ter uma ideia do porque o festival é um dos mais badalados do mundo dos quadrinhos.

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