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Jazz Metal — Por Paulo Floro

Morar no Trianon, Centro do Recife

Matéria que fiz para o JC Online sobre os Sem Teto que moram no edifício , no Centro do Recife, onde antes funcionava um cinema. Minha editora deve saber o quanto sou fascinado pela história por trás dos e meu gosto pela arquitetura da cidade. O legal foi conhecer como vivem (e são organizados) essas pessoas que desde o mês passado ocupam o imóvel que estava abandonado.

Quem são e como vivem os moradores do Trianon

Por Paulo Floro

No último dia 9 de setembro, Edson do Nascimento, 29 anos, entrou num ônibus fretado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto em direção a um lugar ainda desconhecido. Por volta das 4 horas da manhã, o veículo estacionou em frente ao Edifício Trianon, na Avenida Guararapes, e um dos líderes anunciou que ali seria o local ocupado. Edson é um dos coordenadores estaduais do movimento e organiza mais de 350 pessoas nos sete andares do imóvel, uma média de 120 famílias. Ícone da arquitetura dos anos 1940, o prédio servia nos últimos anos apenas como camarote do desfile do Galo da Madrugada, no Carnaval.

Do lado de fora, Priscila, uma menina não maior que 18 anos, faz vigília na porta do prédio. Ela se reveza com outra pessoa em turnos de 24×24 horas para que ninguém entre sem permissão no Trianon. Não-moradores também não podem andar descompanhados dos coordenadores de andar – seis ao todo – nem entrar sem serem anunciados. Há organização em diversos setores, como iluminação, limpeza, convivência e também política, ainda que muito precária. “Quando chegamos aqui encontramos muito lixo, entulho. Pessoas entravam para defecar; estava imundo”, lembra Edson, que junto com os moradores iniciou a limpeza de todos os andares.

Existe organização entre a precariedade e o improviso. Cada antiga sala se transformou num apartamento fechado com cadeado. Ao lado de antigos patrocinadores do Carnaval pintados na parede, estão os números de cada moradia. Alguns têm a inscrição com o nome atual morador e sua função. “Conceição coordenadora”, dizia um no terceiro piso. Entre as atribuições dessas pessoas, estão a de zelar pela boa convivência entre os sem-teto, mediar brigas, anotar reclamações e manter a discrição dos ocupados na vizinhança. Com eles, também ficam a chave dos banheiros. Cada andar também tem dois, sem água corrente nem chuveiro. A água do prédio estava cortada e, por isso, foi feita uma ligação clandestina, mas a água que sai é salobra. “Buscamos água em Paulista, em outra ocupação, mas é insuficiente”.

Pra ler o texto completo e a matéria vinculada, vem aqui.

Nessa galeria tem mais fotos que fiz

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7 Comentários

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