A +Soma é uma das revistas mais bacanas atualmente. E não está nas bancas e sim em lugares bacanas de São Paulo e outras capitais. Falo dela aqui especialmente por conta de sua capa com o . O autor americano, que vive na França, deu uma longa entrevista onde falou de sua última obra, Gênesis e também sobre música e quadrinhos.

O mais legal é que ele falou sobre religião. Agora vou poder explicar melhor quando alguém me perguntar sobre se eu acredito em deus.

Você se define como gnóstico.
Gnóstico é alguém que busca o conhecimento de Deus. Sou alguém em busca desse conhecimento. Não tenho a pretensão de dizer que possuo algum conhecimento, mas o procuro. Quando você medita, tenta compreender a natureza da realidade, da nossa existência, da vida. Tenta unificar o todo da vida. Isso é muito gnóstico. Existe um texto gnóstico descoberto nos anos 1940, chamado “Nag Hammadi”, que é muito interessante. Fui bastante reprimido. A Igreja cristã e outras não gostavam de gnósticos – é algo muito vago, solto, sem doutrina suficiente. Os primeiros católicos se doutrinaram muito rapidamente. Queriam verdades absolutas, e todos que não concordavam com essas verdades eram excomungados. Por volta de 300 d.C., um bispo decidiu que todos que não reconhecessem Jesus como a encarnação de Deus não eram cristãos. Foi aí que começou o conflito em torno da heresia e dos hereges, de quem discordava da Igreja, milhões de pessoas perseguidas ao longo dos séculos. Ser gnóstico é não se limitar e não ter doutrinas. É diferente de ser agnóstico. Agnósticos duvidam da existência de Deus. Não são exatamente ateus, mas é um jeito de dizer “isso não é comigo”. Mas os gnósticos são interessados e praticam essa busca, na forma de meditação.

Quer saber onde encontrar a +Soma? É de graça. Também falei de Crumb, nessa matéria para a Revista O Grito!

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