WILDCATS – CÍRCULO VICIOSO
Scott Lobdell (texto) e Travis Charest (arte)
[Pixel Media, 84 págs, R$ 8,90, minissérie em 2 edições]

Desde que Alan Moore assumiu o roteiro dos WildCats é dito que o supergrupo é diferente do que já foi feito em matéria de histórias de ação com personagens uniformizados. Tentaram até mesmo enfiar uma aura cult à equipe. Pura balela. WildCats nunca será um Supremos, por exemplo.

O WildCats não passa de mais um grupo de super-heróis, mas isso não deixa de ter os seus méritos. A série tem uma premissa mais livre ao que estamos acostumados. Os personagens têm um psicológico bem trabalhado, mas ainda assim, com as mesmas limitações que se resumem a “tudo bem, não sei o que ganho salvando o universo, mas vou vestir meu collant assim mesmo”.

Nesta minissérie, o escritor Scott Lobdell tenta reestruturar o grupo e todos ainda estão encontrando seu lugar, após o volume anterior. É gasto certo tempo apresentando os membros perdidos do WildCats, e nesta pressa, o leitor fica meio confuso.

O desenho de Travis Charest é bonito e elegante a primeira olhada, mas possuí muitas falhas de profundidade e mesmo proporção. Às vezes parece que todos os personagens são anões ou tem pernas inchadas. Ainda assim, Círculo Vicioso é uma bela HQ de ação, ainda que um tanto confusa.

A edição da Pixel continua com o mesmo padrão de sempre, a um preço bom. No final de cada edição, uma pequena história de quando os WildCats ainda eram uma cópia barata dos X-Men, desenhado por Jim Lee, o criador da série. [Paulo Floro]

Nota: 6,0

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