Vanguart mostra a razão de sua importância no indie-rock brasileiro atual em seu disco de estréia

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VANGUART
Vanguart
[Cubo Discos/Outra Coisa, 2007]

vanguart-vanguart.jpg A esta altura não resta mais dúvidas que o Vanguart é a banda mais importante do rock independente hoje no Brasil. O grupo de Cuiabá enxergou sua relevância no indie-rock brazuca e soube construir com habilidade uma sólida carreira entre público e crítica.

Com seu disco homônimo lançado semana passada, encartado na revista Outra Coisa, o grupo enfim pôde reunir em disco o que já vinha fazendo em apresentações pelo Brasil afora. O som é baseado no folk rock norte-americano, e fortemente influenciado por Neil Young e Bob Dylan.

Mas esta definição é pouco para traduzir o som do Vanguart. Cantando em três idiomas (inglês, espanhol e português), o grupo condensou de maneira brilhante referências bem particulares para compor seu estilo.

Curiosamente, as melhores músicas do disco são as cantadas em português, entre elas “Cachaça” e “Antes Que Eu Me Esqueça”. Nestas canções, é mais claro observar as composições sofisticadas de Hélio Flanders, líder do conjunto. De acurada sensibilidade, a folk music do grupo passeia da psicodelia ao indie-rock mais básico, passando rasteiro no alt-country do Wilco.

Peça chave da nova geração de músicos e público, o Vanguart recebe a devida atenção da mídia, que passa a enxergar o rock independente brasileiro. Residentes em São Paulo, a banda tem shows concorridos e está escalada para tocar no TIM Festival este ano.

Difícil citar faixas deste disco homônimo. Já na estréia, o Vanguart já se mostra afiado e traz um disco bem produzido, revelando talentosos artistas. “Beloved” e “Para Abrir Os Olhos” são ótimas dicas para quem já sabe de cor as já clássicas “Semáforo” e “Cachaça”. [Paulo Floro]

NOTA: 9,0

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