Cantora incrementa novo disco com várias participações e consegue bom resultado

Foto Divulgação

VANESSA DA MATA
Sim
[Sony/BMG, 2007]

Vanessa da Mata foi a grande revelação da MPB em 2006. O disco Essa Boneca Tem Manual foi bem recebido por crítica e público e de quebra trouxe o hit “Ai, ai, ai”, música que tocou até a exaustão e mostrou ao país uma artista que sabe dialogar com as massas sem ser superficial ou vulgar. Agora, a cantora lança o seu terceiro trabalho, Sim, apostando na diversificação de sons e em várias participações especiais.

O primeiro single de Sim é o reggae bilíngüe “Boa Sorte/Good Luck”, onde Vanessa divide os vocais com o californiano Ben Harper. A parceria resultou numa mediana música pop, entretanto, muito superior ao que se anda fazendo com o ritmo jamaicano no Brasil atualmente. Boa parte do disco foi gravada na Jamaica, tendo, inclusive, a colaboração de músicos importantes como o baterista Sly Dunbar e o baixista Robbie Shakespeare.

Os melhores momentos do CD estão distantes da linha roots, entretanto. “Fugiu com a novela” é uma divertida canção, com letra bem sacada e excelentes sonoridades nos teclados e guitarras. Em “Você vai me destruir”, Vanessa usa o brilho da disco music para falar de um amor malfadado. E na romântica “Meu Deus” a intérprete esbanja classe acompanhada pelo piano de João Donato.

Seguindo a nova tendência da indústria fonográfica para driblar as baixas vendagens, o CD é lançado também no formato Zero. Com apenas cinco músicas, é uma espécie de resumo do disco e sai pelo preço sugerido de R$ 9,99.

A maior qualidade de Vanessa da Mata em Sim é não ter tentado criar outra “Ai, ai, ai”. Ao contrário, buscou novas fontes de inspiração e, com o apoio dos produtores Kassin e Mário Caldato, conseguiu um resultado que prova que ela tem cacife para ser incluída no rol das melhores cantoras do país. [Gilberto Tenório]

NOTA: 8,0

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