Vampire Weekend (Foto: Esther White/ Divulgacao)

África indie em Nova York
Por Paulo Floro

VAMPIRE WEEKEND
Vampire Weekend
[XL, 2008]

Vampire Weekend - Vampire WeekendNova York sempre foi conhecida por seus grupos de vanguarda artística musical, tendo como maior exemplo o Velvet Underground. Mais recentemente, a cidade foi cenário da renovação do rock promovida por bandas como Strokes, Yeah Yeah Yeahs, Rapture, Clap Your Hands Say Yeah – o chamado new-rock. O Vampire Weekend é mais um a endossar a fama da cidade. Aqui a idéia original foi buscar referências na música africana.

Formado no ano passado, o Vampire Weekend foi um fenômeno em blogs, da mesma forma que o Clap Your Hands Say Yeah, na época de seu lançamento homônimo em 2003. O som da banda é original no conceito e na execução e vai na contra-mão do que tem sido feito no rock hoje. A atitude em passar pela África para renovar seu som lembra artistas como David Byrne e Paul Simon que se aventuraram no estilo world music nos anos 1980.

Festejado, o Vampire Weekend coleciona elogios da imprensa especializada. O que também chamou atenção foram os acordes dançantes com toques de ska, trompetes e muita percussão. Eles classificam a própria música como “Upper West Side Soweto”. Upper West Side é uma região de Nova York e Soweto, de Joannesburgo, na África do Sul. Formados pelos amigos Ezra Koenig, Rostam Batmanglij, Chris Tomson, and Chris Baio, a banda se conheceu na Universidade de Columbia, em NY. Não faltam letras que remetam a vida universitária como “Campus” e “Oxford Comma”, mas tudo embalado por sonoridades que passeiam por vários países da África, como o Congo.

Rotulados como “artistas de vanguarda”, o Vampire Weekend pode ressuscitar o termo art-rock, para designar bandas que, com êxito, promovem novas sonoridades no gênero. “Apunk” é um ska misturado com punk muito dançante. É a música mais conhecida da banda e pelo seu ritmo foi feito para dançar. Vai ser difícil alguma banda se igualar ao Upper West Side Soweto. A maneira como o som do grupo foi construído – a partir de pedaços de influências que vão da New Wave a Simon & Garfunkel, fez do VW um das mais surpreendentes experiências de se fazer um rock dançante e experimental em tempos recentes.

NOTA: 9,0

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