No caminho de New Order e Scott Walker, é hora de conferir o folk eletrônico do Trembling Blue Stars

Foto: Alison Wonderland

TREMBLING BLUE STARS
The Last Holy Writer
[Elefant, 2007]

O indie pop e o folk eletrônico do Trembling Blue Stars reúne o compositor Robert Wratten, Annemari Davies (ambos ex-Field Mice), Keris Howard, Jonathan Akerman e Beth Arzy. Com The Last Holy Writer, a banda chega ao seu sexto disco mais madura, fazendo do novo trabalho um álbum à altura do elogiado debut Her Handwriting (1996).

É possível enxergar no som da banda influências de Slowdive, The Cure, The Smiths, Galaxie 500 e Rain Parade, além de nuances do folk de Mazzy Star. Entretanto, as fontes mais claras de inspiração da banda são, principalmente, New Order, Orchestral Manoeuvres in the Dark e Scott Walker. Essa mistura de sons fica evidente em The Last Holy Writer, um álbum intimista e melancólico, permeado por doze canções carregadas e entorpecentes que mostra a banda em um de seus melhores momentos.

As faixas do disco são compostas pelo mais puro indietronic estruturado nos teclados, deixando quase de lado as guitarras acústicas. Provas disso são as músicas “By False Lights”, “Sacred Music”, “The Coldest Sky” e “Darker, Colder, Slower”, repletas de batidas oitentistas, doses de dream pop e texturas tensas e hipnóticas. “This Once Was an Island” transborda melancolia e amargura, enquanto a letra saudosista de “Idyllwild” e a melódica “November Starlings” são os momentos mais felizes do disco, com uma levada twee. [Mariana Mandelli]

NOTA: 7,5

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