Divulgação

TRAVIS
The Boy With No Name
[Sony, 2007]

No último mês a terrinha da rainha teve as honras de receber mais um disco do Travis, o The Boy with No Name. O título, apesar de ter um quê de Smiths, se apresenta mediano demais se comparado aos outros dois títulos, The Man Who (1999) e The Invisible Band (2001). Passando longe dos popões “Sing”, “Pipe Dreams” e mesmo “Side” que cansou os ouvidos do público de tanto tocar nas rádios. O novo Cd é o primeiro trabalho da banda depois de quatro anos e não dá sinais de renovação ou diversificação nas influências ao se render à formulas fáceis para cair no gosto do público. O maior exemplo disso é o clipe bonitinho de “Closer”, primeira música de trabalho, que se passa dentro de um supermercado colorido chefiado pelo ator superpop Ben Stiller. O hit, “Selfish Jean”, também conta com um vídeo gracioso e pronto para chegar aos primeiros lugares das paradas pop mundo afora.

O grande problema do álbum é que nele é tudo “inho”: bonitinho, fofinho, jeitosinho. As músicas poderiam ser classificadas como um tanto preguiçosas e ficam dentro da fórmula fácil do sucesso certo – quase todas são baladas candidatas a hit já que são bem pegajosas. As batidas leves e os refrões simplórios grudam na cabeça e não saem nunca mais, nem com promessa. “Closer”, “Selfish Jean” e “My Eyes” são faixas legais, mas grudentas demais. Outras são até mais elaboradas e tentam fugir do pop-enjoadinho, como a primeira do álbum, “3 Times And You Lose”.

O estilo musical do Travis parece ser uma aposta na mesmice sendo uma espécie de menos do mesmo. Não há riscos, novidades ou surpresas, e sim grandes expectativas frustradas. É o retrato de uma banda estagnada em si mesma, o que vai contra todas as novidades fantásticas que surgiram no Reino Unido nos últimos tempos – como o Franz Ferdinand, que também vem de Glasgow, terra natal da banda de Francis Healy. Dessa vez, o Travis fica devendo.
[Mariana Mandelli]

NOTA: 5,0

Sem mais artigos