Com vocês, as 50 melhores músicas escolhidas pelos editores da revista. Para acompanhar a leitura disponibilizamos links para vídeos e áudio (stream), para tornar a experiência da lista mais emocionante.
Pela Equipe da Revista O Grito!

banda of Horses, Melhores Músicas 2007

50. BAND OF HORSES : Generic Specific
Bebendo nas raízes do country americano e no pop perfeitinho de bandas dos anos 1990, o grupo de Matthew Brooke lançou várias pérolas melancólicas como essa em seu segundo disco Cease To Begin.
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49. YEAH YEAH YEAHS : Rockers To Swallow
Karen O. e companhia não se mostraram totalmente reclusos e lançaram no meio do ano um EP irrepreensível, Is Is, punk e um tanto melancólico como o segundo disco Show Your Bones.
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48. M.I.A. : Jimmy
Misturando dance music vagabunda, ritmos indianos e orientais, M.I.A. explorou todo o multiculturalismo pop de sua música em “Jimmy”. A letra traz um tema caro à cantora: o genocídio da cidade de Darfur.
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47. CIBELLE : Green Grass
A musa escondida Cibelle finalmente se mostrou aos brasileiros e encantou platéias nos shows que fez este ano por aqui. “Green Grass” faz parte do seu disco lançado ano passado na Inglaterra e traz toda a delicadeza da paulistana com os sensuais barulhinhos electro.
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46. SALLY SHAPIRO : I Know
Vintage, o dance de Sally Shapiro, a misteriosa cantora que até hoje nunca se apresentou ao vivo, é uma viagem às discotecas cafonas do fim dos anos 1970. A diferença: sua música não é libertadora ou escapista e sim extremamente triste e desoladora.
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45. IRON & WINE : A Boy With A Coin
Banda de um homem só, o Iron & Wine é conservador na feitura de suas músicas e consegue, com delicadas melodias, criar uma atmosfera arrebatadora. É o melhor do indie-folk.
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44. MY CHEMICAL ROMANCE : Teenagers
As bandas mais representativas do gênero emo renegam seus rótulos e aos poucos vão conquistando referências maduras. O My Chemical Romance conseguiu o feito, apostando num visual glam e som baseado em medalhões do rock. Até solo de guitarra tem.
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43. LILY ALLEN : LDN
Ainda aproveitando o sucesso de seu debut Alright Still, Lily ganhou em carisma o que todas as outras cantoras apostaram em uma sensualidade por vezes fake. “LDN” é o último single desse disco. Os fãs esperam ansiosos pelo sucessor, até agora ainda não anunciado.
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42. MAROON 5 : Makes Me Wonder
Apostando todas as fichas no sex appeal, o Maroon 5 alcança a maturidade e lança um ótimo segundo disco. O grupo soube usar todos os clichês do pop a seu favor e o resultado foi uma máquina de hits, explorando o melhor do soul.
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41. WHITE RABBITS : Kid On My Shoulders
Os novatos do White Rabbits chegaram com novas idéias, o que já é louvável. Esta música que abre o disco Fort Nightly, apresenta bem a banda, cheia de referências inusitadas como batidas latinas e ska.
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Aesop Rock ao vivo

40. AESOP ROCK Feat. JOHN DARNIELLE: Coffee
O Hip Hop independente sempre traz ótimas surpresas. Produtor jovem e criativo, Ian Matthias Bavitz misturou samples de jazz e electro minimalista criando um clima soturno em suas músicas. A faixa tem a participação do lendário cantor country John Darnielle.
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39. DEERHOOF : +81
Indie-rock meio demente da banda de São Francisco, cuja vocalista japonesa Satomi Matsuzaki é ícone. É dela os vocais dissonantes de “+81”, marcado também pela guitarra dançante e versos malucos de “tchu tchu tchu tchu pi pi”.
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38. EISLEY : Come Clean
Formados há mais de 10 anos quando os integrantes ainda eram crianças, o Eisley é a banda indie que desfruta do conforto de estar numa major. O disco de onde foi tirado “Come Clean” é um desfile de baladas lindas de morrer.
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37. GUI BORATTO : Beautiful Life
“What a beautiful life, what a beautiful world” repete a canção de quase oito minutos de Gui Boratto. Com simples elementos, o DJ conseguiu levar as consciências dos ouvintes a um lugar bem distante. Não é a toa que Chromofobia, disco lançado este ano, fez tanto sucesso.
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36. WHITE STRIPES : You Don’t Know What Love Is (You Just Do As You’re Told)
O White Stripes segue fiel ao início da carreira, fazendo apenas ajustes discretos em sua sonoridade. “You Don’t Know What Love Is” é a típica balada da dupla, cheia de peso e certa sensualidade.
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35. VANESSA DA MATA part. esp. BEM HARPER : Boa Sorte
Vanessa sabe dialogar com as massas sem ser vulgar e conquistar platéias mais requintadas sem parecer hermética e esnobe. “Boa Sorte” é uma deliciosa batida jamaicana com a participação de Bem Harper. Só fuja do remix cafona que fizeram, presente em toda balada de mauricinho.
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34. CLUB 8 : Whatever You Want
Mais bossa nova e menos eletrônico, os suecos do Club 8 lançaram diversos hits em The Boy Who Couldn’t Stop Dreaming. “Whatever You Want” tem a melodia com os dois pés fincados no pop romântico, singelo, cheio de sopros e assobios.
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33. INTERPOL : No I In Threesome
Menos dançante e pop que seu disco anterior, o Interpol retornou aos trilhos de sua própria trajetória e mandou série de canções soturnas. “No I In The Threesome” é pesado e de letra nada animada. Para os fãs saudosos do novo-rock.
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32. ANDREW BIRD : Simple X
Pacato e simples, Andrew Bird conquistou o público pelo que tem de simplório e também pela sensibilidade. “Simple X”, assim como todas as baladas de Armchair Apocrypha é um deleite sonoro feito de metais e violinos.
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31. THE CRIBS : Men’s Needs
Típica balada adolescente, cheia de vigor e ideal para a pista de dança. Completa o pacote a efemeridade da letra e a idade dos integrantes, e temos mais um exemplo de clássico do indie rock inglês. Pra aproveitar enquanto é tempo.
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30. THE SHINS : Australia
Adeptos do pop perfeito, o The Shins aposta tudo em baladas redondas, zero de experimentalismo e comovente. “Australia”, além do clipe fofo, é perfeita na forma e ritmo, o que faz do grupo americano, heróis do independente ianque. Natalie Portman estava certa: The Shins vai mudar sua vida.
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29. THE GO! TEAM : Keys To The City
Uma banda que é caótica na formação, nas letras, nos shows, na capa do disco, não poderia ser diferente nas músicas. “Keys To The City” é a que melhor representa o grupo. Todos cantam ao mesmo tempo, os instrumentos estão fora de tempo, tudo parece um ensaio desorganizado, mas ao mesmo tempo, esses elementos se unem para formar uma canção original onde tudo faz sentido.
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28. ANNEMARIE : Apple (Suicide In Your Stereo Set)
Banda da Indonésia que passou despercebida pelos holofotes do pop este ano. A balada é um tiro no coração de tão bela. Fala de se matar por amor. Os garotos são adeptos do twee, gênero cuja palavra de ordem é deixar tudo o mais comovente e fofo possível.
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27. KLAXONS : Golden Skans
A música dos “cavaleiros do zodíaco” gays, em referência ao clipe, cheio de fitas e purpurina e brilho. Primeira música a anunciar a mudança que viria a acontecer no som do grupo no lançamento do primeiro disco, Myths Of The Near Future. Gay, nada dançante, com baixo marcante, “Golden Skans” é a música ícone do que a banda quer parecer daqui pro futuro.
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26. P.J. HARVEY : Grow Grow Grow
PJ Harvey foi corajosa ao abandonar todas as referências que lhe cabiam no rock para se aventurar em algo totalmente novo. Sua essência ainda está lá. “Grow Grow Grow” não esquece dos gritos guturais da cantora e seu piano agora é tão matador quanto a guitarra.
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25. BONDE DO ROLÊ : Marina Gasolina
Difícil escolher uma única música de With Lasers, estréia do Bonde do Rolê. Funk pra dançar até a escova despentear e a reputação ir embora.
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24. AKRON/FAMILY : End Is A Portal
O rock psicodélico finalmente pôde usar o adjetivo “moderno” sem medo. “End Is A Portal” é uma longa viagem sem escalas por terrenos lisérgicos. Mais parece um mantra.
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23. BRITNEY SPEARS : Piece Of Me
A criatura maldita do pop, Britney, lançou um disco coerente com sua recente trajetória. “Piece Of Me” é um ataque descarado contra quem a ataca, sobretudo a mídia. Vocais robóticos e batidas chulas, it’s Britney, Bitch!
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22. JENS LEKMAN : Friday Night At Drive-In Bingo
Música mais descaradamente vintage de Night Falls Over Koterdala, do sueco Jens Lekman. É um crooner moderno e indie, esse Lekman. Alguém consegue não se apaixonar?
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21. BEIRUT : Nantes
“Nantes” é uma das mais belas passagens de The Flying Cup Club, novo e aguardado disco de Zach Condom, o homem por trás do Beirut. Ótimo o contraste do interlúdio com a melodia calminha e a voz grave de Condom.
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20. KATE NASH : Foundations
Ano concorrido para as moças inglesas cantoras. Quem aumentar mais o hype ganha. Kate Nash quase chegou lá, mas deixou uma deliciosa balada que gruda na mente por dias.
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19. RIHANNA feat. JAY Z : Umbrella
ella, ella, ê, ê, ê. Não há nada que justifique essa música como algo bom, mas, digam, é possível ficar impassível quando ela toca?.
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18. BJÖRK : Declare Independence
De seu novo disco, um reencontro com as pistas, “Declare Independence”, é o mais Björk-anos-90 de todos. Vocais gritados, batidas fortes e muita afetação.
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17. LCD SOUNDSYSTEM : All My Friends
Só mesmo James Murphy para fazer uma música de mais de 7 minutos e praticamente um único acorde. “All My Friends” é a grande apoteose e o ponto-chave de Sound Of Silver lançado este ano.
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16. THE FIELD : Over The Ice
“Over The Ice” conquistou roqueiros e amantes de música eletrônica sem usar um único arranjo ou instrumento. Embarca o ouvinte numa viagem insólita ao mesmo tempo que instiga com suas batidas.
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15. ARCADE FIRE : Antichrist Television Blues
Os canadenses repetiram a ópera rock que fizeram em seu primeiro disco, Funeral. Assim como “Rebellion (lies)”, esta canção é o mais operístico que a banda fez em Neon Bible.
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14. PANDA BEAR : Comfy In Nautica
Noah Lennox não cansa de surpreender, seja em carreira solo ou com sua banda, o Animal Collective. “Comfy In Nautica” é o melhor cartão de visitas que o seu projeto, Panda Bear poderia ter. Qual adjetivo usar? Chapante?
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13. THE CHEMICAL BROTHERS : The Salmon Dance
Como é praxe em discos do Chemical Brothers, sempre uma música quase infantil com base Hip Hop. A história de Sammy, o Salmão, além de ser uma graça ainda teve um clipe muito sacado. Mais um clássico dos irmãos químicos.
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12. JAY Z : Roc Boys
Tudo que Jay Z toca vira ouro. Não poderia ser diferente com seu próprio trabalho. Trilha não-oficial do filme O Gangster (American Gangster), Jay Z mostrou seu poder de ritmo e que suas idéias são lucrativas em seu disco, que tem o mesmo nome do filme. “Roc Boys” é a nata do Hip Hop.
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11. FEIST : 1, 2, 3, 4
Baladinha da doce voz canadense Feist, revelada este ano para o planeta (já havia lançado outros discos), com seu The Reminder. Pra completar o poder de conquista, ainda faz um clipe criativo e simples.
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Radiohead, melhores músicas 2007

10. RADIOHEAD : Jigsaw Falling Into Place
A música demonstra tensão, tem um coro tenebroso ao fundo e é a mais pesada de In Rainbows, novo disco do Radiohead. Por tudo isso, Jigsaw Falling Into Place já poderia ganhar título de melhor música do álbum. Mas ainda tem mais: a letra é enigmática e existencialista. Mais Radiohead, impossível.
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9. CHINA : Canção Que Não Morre No Ar
China cantou o verso mais genial do ano: “Nunca mais vou te deixar, pois agora sou uma canção”. A música tem jeitão de pop ensolarado, com muito violão, hedonista como seu dono e mostra como o som feito pelo músico respira ótimos ares.
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8. KANYE WEST : I Wonder
Kanye West passeia com desenvoltura por inúmeros recantos do pop, sem se afastar de seu Hip Hop. “I Wonder” tem soul, R&B, muito piano e uma deliciosa batida. Sensual.
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7. SPOON : You Got Yr. Cherry Bomb
Spoon tem os dois pés a centímetros do pop perfeito. “You Got Yr. Cherry Bomb” é a balada mais contagiante do indie-rock deste ano. E ainda por cima tem cara de anos 2000, o que é ótimo.
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6. THE NATIONAL : Fake Empire
Com um vozeirão, o The National se aproxima muito de um Leonard Cohen e com seu piano, da música clássica. “Fake Empire” depois de um começo magistral assume um clímax sem deixar de se apoiar em raízes mais tradicionais.
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5. BATTLES : Atlas
A banda indie experimental mais bem sucedida em anos, o Battles, lançou – vejam só – hits. “Atlas” resume bem o que esse grupo do Texas propõe: instrumentos estudados e muita técnica. É daquelas músicas que se enquadra numa “experiência” só o fato de ouví-la.
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4. JUSTICE : D.A.N.C.E.
Vocal de crianças, clipe engraçadinho, melodia viciante. Tudo jogou a favor para fazer de D.A.N.C.E. , a “Crazy” de 2007. É o carro-chefe do Justice, dupla francesa que tem um electro sujo para mostrar.
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3. M.I.A. : Paper Planes
A anglo-cingalesa M.I.A. fez de “Paper Planes” quase um manifesto. Para isso, muito esperta, usou seus samplers. O refrão “All I wanna do (barulhos de tiro)/ And a (barulho de caixa registradora)/ And take your money” é genial. Típico de M.I.A., explorar as possibilidades.
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2. ARCTIC MONKEYS : Fluorescent Adolescent
Mais uma música emblemática de um grupo importante. Em seu segundo disco, o Arctic Monkeys já são gigantes no rock. “Fluorescent Adolescent” é uma comovente canção triste-alegre sobre a própria banda: garotos que deixam para trás com pesar a inocência da juventude. Até quando dura o encanto?
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1. AMY WINEHOUSE : Me And Mr. Jones
Se dizem que Amy Winehouse tenta ser uma diva do soul, em “Me and Mr. Jones”, ela consegue. Ou ao menos se torna uma diva a seu modo: incisiva, passional, suja. Por mais que ostente um quê de bizarro, Amy conserva em suas músicas toda a força da tradição do jazz e soul. Seu vozeirão contrasta com sua aparência cada vez mais decrépita. E não há uma única vez que não a escutamos com certa saudade, já que a cada aparição e apresentação, Amy já anuncia a própria queda.
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