Foto: Sara Matos

Power trio lisboeta faz do diálogo musical e da ponte entre várias culturas o seu cartão de visita

Da colaboração da Revista O Grito!, em Lisboa

Há muito por onde escolher em Tigrala, mas, acima de tudo, predominam paisagens sonoras marcadas por uma ideia de diálogo permanente entre os músicos. As influências de um Ry Cooder ou dos Exuma, patente na faixa Torup, são claramente dissipadas num cadeiloscópio em que a tambura, o vibrafone, a guitarra acústica e a percussão evocam latitudes exóticas e insinuantes. Os andes passam por Opus Friq com delicadeza e a laboração instrumental evoca a dança. Djaja evoca uma ideia de transe tão grata à banda, utilizando um sample de uma antiga gravação em espanhol, acrescida de um curioso movimento circular entre os instrumentos. E Chiquitito abraça o exotismo através de diferentes corpos sonoros que se entrelaçam, num ensemble irresistível. O universo rítmico concebido por Norberto Lobo, Ian Carlo Mendoza e Guilherme Canhão demonstra que é possível conciliar o melhor de vários mundos. [Pedro Salgado]

TIGRALA
Tigrala
[Mbari Música, Lda, 2010]

NOTA: 9.0

Sem mais artigos