Uma viagem musical exploratória e triunfal às profundezas do singular universo adolescente

Da colaboração da Revista O Grito!, em Lisboa

O conjunto de emoções à flor da pele que emana de Mt. Erikson reflete o crescimento, identificação e correção de erros anteriores, arrependimento, e em última análise crescimento, de uma alma adolescente. Musicalmente, o álbum é um misto de energia em permanente combustão e não contraria o espírito ‘in your face’ que caracteriza as atuações do grupo.

Se a sensibilidade pop de “Speedway” incorpora uma frase melódica difícil de esquecer, “Wisdom Cola”, para além de exibir alguns versos convidativos, revela o lado eclético de uma banda que funde o jazz, shoegaze e indie rock com sabedoria. Por vezes, as estrofes revelam uma vertigem incessante: “Come pick my soul here / I won´t stop anywhere / I want more than I fear / We´ll die and I don´t care”, mas convidam o ouvinte a discernir a sua intenção.

A apaixonada “Green” completa o rol de canções memoráveis e destaca-se pela tentativa feliz do The Iconoclasts em fazer música electrónica sem vender a alma ao diabo. E a sonzeira alucinada de “Chances, Blown” finaliza em beleza uma viagem estupenda. [Pedro Salgado]

Veja entrevista com o Iconoclasts, de Portugal

THE ICONOCLASTS
MT. ERIKSON
[SPA, 2011]

NOTA: 9.0

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