Banda não consegue atingir criatividade “definitiva”

Sunset Rubdown

SUNSET RUBDOWN
Random Spirit Lover
[Jagjaguwar, 2007]

Sunset Rubdown - Random Spirit LoverNão é surpresa nenhuma que o Sunset Rubdown, banda de indie-rock canadense se originou de uma outra banda canadense, a Wolf Parade. No Canadá é assim: todos se conhecem. Spencer Krug transformou seu projeto solo e lançou o EP de estréia Snake’s Got a Leg (2005) como um grupo. Esta semana chega às lojas Random Spirit Lover, considerado o álbum definitivo da carreira do quarteto.

Esta premissa de ser definitiva é importante para a banda. Desde que surgiu, o Sunset Rubdow nunca conseguiu se afastar do jugo criativo do Wolf Parade. Em parte pela voz de Krug, muito marcante e de personalidade forte (gasguita e quase desafinado). O clima tenso das músicas, como “The Cortesan Has Sung” e “Colt Stands Up, Grows Horns” dá o tom do disco, e parece ser a principal marca criativa do grupo.

Por mais que seus projetos sejam semelhantes, Krug consegue explorar uma poética diferente em cada um deles. Quando lançou o primeiro disco do Sunset Rubdown, ainda sobre a aclamação da crítica pelo disco Apologies To The Queen Mary, do Wolf Parade, buscou nas letras uma sofisticação que não existia em seu grupo anterior. Detratores chamam seu trabalho paralelo de um “after-hours” do Wolf Parade.

Random Spirit Lover mostra a força da cena canadense e confirma Krug como grande compositor. Suas idéias ainda não conseguiram traçar um caminho independente, ainda muito confinadas no meio de tantos projetos de seu mentor, mas já mostram sinais de relevância. Este segundo disco é um belo trabalho, mas ainda não é possível chamá-lo de “definitivo”, como todos esperavam [Paulo Floro]

NOTA: 7,0

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