A cantora Stela Campos, um dos principais nomes da cena indie BR, anuncia seusexto álbum, o primeiro a ganhar um título homônimo. Desta vez não há personagens ou um conceito por trás das canções. O disco é uma Polaroid do momento: a paulistana compôs tudo de uma só tacada, versando sempre em primeira pessoa.

O show de lançamento do disco será na Casa do Mancha, dia 10 de agosto em São Paulo.

A opção pelo idioma inglês lhe serviu como uma espécie de véu linguístico para ousar em letras mais confessionais. É também o primeiro trabalho em que a cantora assina praticamente sozinha todas as canções, salvo algumas letras onde mantém a parceria com Luciano Buarque. Stela sempre foi autoral, mas esta é a versão mais nua e crua da artista.

Stela Campos foi composto em meio aos shows promocionais do anterior Dumbo” (2013), uma coleção de sobras em inglês, excluídas de outros discos tão somente por uma questão idiomática. O reencontro com a língua lhe inspirou.

O disco tem ecos no folk britânico de Vashti Bunyan e Nick Drake, nas texturas new wave da Blondie, no clima espontâneo e visceral do álbum Zuma (1975) de Neil Young. Embora Stela Campos tenha sido gravado entre intervalos e muitos retoques, os arranjos das canções surgiram de primeira, num método “ao vivo” no estúdio. A banda é a mesma dos shows de “Dumbo”: Clayton Martin (Cidadão Instigado) na guitarra, Diogo Valentino (Supercordas) no baixo, Monstro (Lulina; artista solo) nos teclados e Felipe Maia (Marrero) na bateria. Stela também toca violão e guitarra. A produção ficou por conta do trio Clayton, Stela e Monstro.

Num primeiro momento, o novo álbum sairá em formato digital e fita cassete, um “souvernir” para colecionadores que não abrem mão de uma edição física. Com arte gráfica de Juliana Pontual, mesma designer de Dumbo e Mustang Bar, a fitinha foi fabricada no Canadá e conta com um “card” exclusivo para download e estará disponível a partir do show de lançamento em agosto.

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