Entre o dance-pop e o indie-rock, Stars estaciona no sucesso de seus discos anteriores

STARS
In Our Bedroom After the War
[Arts & Crafts, 2007]

A banda canadense Stars, formada em 2001, chega a seu quarto trabalho, In Our Bedroom After The War, depois de uma estréia bem mediana, com Nightsongs (2001) e de dois bons álbuns lançados – Heart (2003) e Set Yourself on Fire (2005).

Formado basicamente pelo carismático Torquil Campbell, Amy Millan, Evan Cranley (do Broken Social Scene) e Chris Seligman, o Stars tem as raízes eletrônicas de seu som fincadas no trabalho do New Order e do Pet Shop Boys, o que justifica essa tendência dance-pop da banda canadense. Já o indie rock, outra base do som do grupo, bebe em fontes como Belle & Sebastian e Smiths.

In Our Bedroom After The War, o novo trabalho, não inova em quase nada: é apenas um auto-plágio dos trabalhos anteriores da banda – de qualidade, é claro. A produção impecável, boa instrumentação e arranjos criativos, características do grupo, estão presentes. As letras apresentam, basicamente, a temática recorrente: falam sobre relacionamentos, de maneira quase melodramática, como nos outros trabalhos do Stars. Apesar de todos esses fatores, o disco não funciona como um todo, uma vez que não apresenta coesão entre as faixas.

Os vocais do Stars, que se alternam em masculino (Campbell) e feminino (Millan), deixam o novo disco mais leve e, principalmente, dinâmico – como em “The Night Starts Here”, “Midnight Coward” e “Personal”. Entre faixas que merecem destaque, o indie rock de “Take Me to the Riot” e “Bitches In Tokyo”; a balada romântica “My Favourite Book” e as lamuriosas piano-voz “Barricade” e a belíssima “In Our Bedroom After the War”. O jeito dance, com batidas mais eletrônicas, marca faixas como “The Ghost of Genova Heights”, enquanto “Window Bird” lembra Arcade Fire. [Mariana Mandelli]

NOTA: 7,5

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