SONIC YOUTH
Destroyed Room: B-Sides and Rarities

[Geffen, 2006]Há mais de 20 anos arranhando instrumentos e – por isso mesmo – conquistando o coração do mundo undergound, dessa vez o Sonic Youth levou suas famosas guitarras distorcidas às últimas conseqüências. “The Destroyed Room: B-Sides And Rarities”, lançado agora no Brasil, é uma série de – como diz o próprio nome do álbum – de raridades e lados-B da banda. O disco tem, obviamente, a essência do som do Sonic Youth: post-punk e o noise-rock de primeira. Mas, dessa vez, a dose de enigma, mistério, tensão e hipnose ultrapassa os limites do compreensível e do que é convencional, mesmo dentro da obra da banda – e olha que os conceitos de “compreensão” e “convenção”, no vocabulário youthiano, já são bem distorcidos e distantes do que consta no dicionário.

Fãs de hits como “Sugar Kane”, “100%”, “Drunken Butterfly”, “Incinerate” e o clássico “Teenage Riot”, canções mais pop da banda, fiquem longe dessa compilação. Mesmo quem adorou o último álbum inédito, Rather Ripped” (2006), deve ter coragem para se aventurar nessa viagem sônica ultra-experimental. “Destroyed Room” é climático e estranho, mas não deixa de ser criativo e, em certos momentos, excitante. “Razor Blade” transborda charme com os sussurros de Kim Gordon e a sensacional (e já conhecida) “The Diamond Sea” aparece numa versão de quase 26 minutos. “Kim’s Chords”, instrumental, é linda e “Blink” surge com um clima soturno. “Destroyed Room” é um amontoado de material pulsante e (relativamente) novo para deliciar os fãs assíduos de uma das bandas mais do indie rock. [Mariana Mandelli]

NOTA: 7,0

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