SONDRE LERCHE
Phantom Punch
[Astralwerks, 2007]

Nada de jazz e de canções a la Chet Baker. O menino precoce Sondre Lerche retorna repaginado em mais novo trabalho, Phantom Punch. A docilidade das canções do disco anterior, Duper Sessions (2006), totalmente estruturado em bases jazzísticas, ficou para trás para dar lugar ao rock.

O novo álbum chega a soar até mesmo agressivo perto da sutileza do anterior – talvez seja por isso que o disco se chame Phantom Punch, nome atribuído a um golpe do famoso lutador de boxe Muhammad Ali. O álbum é composto por canções extremamente agradáveis e que, apesar de mais roqueiras, não fogem ao formato pop comum à obra cada vez mais eclética do cantor norueguês.

As guitarras, agora, encontram-se mais agudas e as letras mais elaboradas, mas a identidade chamber-pop ainda se mostra demasiadamente presente. Um bom álbum, mas sem muitas novidades ou revoluções musicais.

“Airport Taxi Reception” que tem guitarras gostosas e harmônicas, formando uma canção pop. A agitação e o ritmo mais acelerado ficam por conta de canções energéticas como a instrumentalmente complexa “The Tape”, “Face The Blood” e “Well Well Well”, com seu refrão pegajoso que leva o nome da música. A balada romântica “Happy Birthday Girl” encerra o disco com seus quase dez minutos, sintetizando a capacidade de reinvenção de Sondre Lerche. [Mariana Mandelli]

NOTA: 8,0

Sem mais artigos