:: O passado da Baronesa em quadrinhos

Se você, assim como eu, é um nerd que brincou com os bonequinhos dos Comandos em Ação nos idos anos 80 e exatamente por isso sentiu um quê de “bons tempos” quando assistiu G.I. Joe no ano passado, provavelmente também ficará feliz em saber que novas séries em quadrinhos dos “Joes” já estão sendo lançadas nos EUA. E neste mês é a vez da misteriosa Baronesa ter seu destaque.
A editora IDW Publishing lançou três séries explorando aspectos diferentes dos G.I. Joes. A primeira, simplesmente chamada de G.I. Joe e escrita por Chuck Dixon (Robin) dá sequência ao filme e mostra as aventuras de Duke, Scarlett e Snake Eyes contra a recém-surgida ameaça dos Cobras. Houve também G.I. Joe: Cobra, uma mini-série de espionagem e agora G.I. Joe: Origins (G.I. Joe: Origens), uma série mensal escrita inicialmente por Larry Hama (Wolverine) e também por Dixon e que trouxe até agora histórias dos heróis anteriores às publicações da Marvel há mais de 20 anos.
Porém, em G.I. Joe: Origins #11 teve início uma série de one-shots que irão apresentar momentos importantes na vida de alguns Joes ou mesmo de alguns Cobras. Cada edição será produzida por uma equipe criativa diferente, e neste mês, em G.I. Joe: Origins #12 o escritor Marc Andreyko (Manhunter) e o ilustrador Ben Templesmith (Crimes Macabros e 30 Dias de Noite) irão apresentar aos leitores o passdo de uma das mais sensuais vilãs dos quadrinhos (e brinquedos): a Baronesa.
A edição irá mostrar os primeiros dias da Baronesa, que deixou para trás uma rica família aristocrata e mergulhou de cabeça em uma organização terrorista. Em entrevista ao Comic Book Resources, Andreyko explicou que assim que foi convidado para produzir a série imediatamente ficou interessado em descobrir o que houve na vida dela que a fez unir-se ao Cobra. “Ela foi uma boa garota manipulada para fazer coisas ruins ou este foi um caminho que ele mesma escolheu?”, indaga o escritor.
Andreyko também escreveu outra série sobre uma mulher forte, que age nas sombras e que emprega técnicas totalmente reprováveis. No título Manhunter da DC ele narrou as histórias de Katy Spencer, uma advogada que, cansada de presenciar criminosos sendo beneficiados pela lei, decide caçá-los como a super-heroína Justiceira. No Brasil, foi publicado um arco da heroína em Crise Infinita Especial: Justiceira – O Julgamento da Mulher-Maravilha em 2007 pela Panini.
Uma das maiores diferenças entre a Justiceira e a Baronesa, segundo o escritor, é o fato desta ter acolhido totalmente seu lado maligno. “Em diversas ocasiões Kate poderia ter ido pelo mesmo caminho que a Baronesa, disse ele. “É interessante explorar uma personagem que não apenas aceitou seus impulsos mais sombrios, mas que também os acolheu. Se a Baronesa tem uma motivação, tenho que dizer que não há arrependimentos, desculpas e provavelmente, devo mencionar, nenhuma piedade”.
Ele atentou ainda para o fato de que a história que está produzindo é um pouco mais sombria e árida que uma história comum da mitologia dos G.I. Joe., e mesmo assim a Hasbro – detentora dos direitos da marca – não apresentou qualquer tipo de obstáculo quanto a isso.
Não sei quanto a você, mas a Baronesa foi a personagem que eu mais esperava ver durante o filme. Provavelmente, pelo fato da atriz Siena Miller ter ficado incrivelmente sensual como “la femme fatalle”, mas não há como negar que a vilã provou ser muito misteriosa, fria e ter potencial para um sem número de histórias a serem contadas sobre seu passado sombrio.
| 1 Comentário |















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Eu brinquei com eles… E gostava do desenho.. agora, a ÚNICA coisa que eu senti qdo vi o filme foi “caralho, que ruiva gata”.
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