:: Review: Otomen, um doce de garoto

Observando a imagem desse post (que é a capa da primeira edição brasileira) e vinculando-a ao subtítulo de Otomen a interpretação que pareceria mais óbvia para a publicação seria “um doce de garoto? Sei…”, mas vá com calma nos julgamentos. Nada é realmente o que parece ser…
Asuka Masamune é campeão nacional de Kendô e possui o segundo Dan em Judô e Karatê. É respeitado por seus colegas da escola por sua força e masculinidade. O que quase ninguém sabe é que essa aparência forte e impassível é apenas uma fachada que esconde um garoto sensível que gosta de cozinhar, costurar, de “coisas fofas” como ursinhos de pelúcia e shoujo mangá. A necessidade de aceitação, principalmente por sua mãe, fizeram com que Asuka tentasse esconder esses gostos, e ele tinha conseguido, pelo menos até agora…
Ao proteger Ryo Myiakozuka de um grupo de valentões ele se apaixona por ela. Aí a vontade de preparar-lhe lanches e ler histórias românticas vão, aos poucos, baixando sua guarda. Ryo descobre o garoto sensível que é nosso herói e, para sua surpresa, não liga a mínima pra isso – mesmo porque ela não é uma garota lá muito delicada, por ter sido criada apenas com o pai, também lutador de artes marciais. Outro que descobre a personalidade de Asuka é Juta Tachibana, um mulherengo que vive arrumando confusão com alguns namorados traídos.
Tachibana, mesmo sendo um mulherengo incorrigível, também esconde um segredo: Jewel Sachihabana, a criadora do mangá shoujo Lovetic, lido pela maioria das garotas do colégio e por nosso herói, é na verdade o pseudônimo de Juta Tachibana, real escritor da história que baseando-se no romance entre Asuka e Ryo, dando alguns empurrõeszinhos para que sua história deslanche.
Se fossemos representar Otomen por um simbolo, esse seria o yin yang chinês: ele é todo cheio de ambivalências mostrando que sempre existe um ponto de masculino no feminino, e vice-versa.
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