Um dos mais importantes sites jornalísticos da internet encerra suas atividades hoje. O NoMínimo, um enorme coletivo de jornalistas, do naipe de Zuenir Ventura, Pedro Dória e escritores como Daniel Galera inovou com textos que fugiam da fugacidade da maioria dos sites.O Ig, portal onde estavam hospedados não renovou o contrato com o site. Foi a segunda versão do site que termina, a primeira foi o NO. O portal IG, afirmou em nota no blog do Ombudsman, que o site não era mais rentável. “O encerramento da parceria com o site NoMínimo se deve ao fato de que ela não era financeiramente rentável. O iG vinha investindo há mais de três anos no site”, afirmou Alexandre Barreto, diretor de Portal e Conteúdo do IG. “Neste longo período de insistência, as receitas obtidas com o site não remuneravam o custo de produção e, por isso, não conseguimos encontrar um modelo de negócios que pudesse ser bom para ambas as partes”, conclui.

Em resposta às afirmações do Portal, os editores de NoMínimo chamaram de “injusta” a alegação de “não-rentável”.  “O IG não nos quer mais – é nisso que acreditamos – porque preferiu investir em outros jornalistas, o que é direito seu, inquestionável”, escrevem Xico Sá e  Alfredo Ribeiro no Blog do Ombudsman. “Nos chamar de “não rentáveis” é, além de deselegante, relativo: poderíamos aqui acusar incompetência do comercial deles” e completam “não é justo que, volta e meia, o iG venha a público dizer que a gente não vale nada, por isso estamos no olho da rua. Mais respeito, por favor. Este grupo de jornalistas merece”.

Os colunistas do site, a grande maioria, continuarão suas atividades em seus próprios blogs e sites. Os editores procuram outros parceiros. Enquanto isso, o site continuará com os arquivos no ar. Fará falta este tipo de leitura na internet.

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