ÍCONE CULT DO SOFT-PORNO LANÇA AUTOBIOGRAFIA

Entre o glamour e o descaso a atriz holandesa Silvia Kristel, protagonista do clássico erótico Emmanulle, conta no livro a história de sua vida em uma linguagem envolvente e emotiva. Atriz mais famosa do cinema europeu na década de 70, seus filmes ultrapassaram as barreiras do que era aceitável na sociedade européia. Cenas de sexo envolvendo estupro, masturbação e pompoarismo abriram as portas para um cinema erótico mais ousado.

O primeiro filme da jovem fez sucesso em muitos países e deu seqüência a uma infinidade de Emmanuelles que acabariam por consolidar o gênero soft core. Seus filmes marcaram época e ficaram por mais de 15 anos em cartaz em um cinema na famosa avenida parisiense Champs Elisées.

Kristel atuou em outros filmes como Alice, do conceituado cineasta Claude Chabrol e participou de produções holandesas. Em 2004 a atriz realizou, em parceria com o pintor e animador Roland Torpor, o filme Topor et Moi, animação que pretende recriar a memória da vida artística em Paris na época da série Emmanuelle.

Intitulada de Nua, originalmente Undressing Emmanuelle, sua autobiografia conta a história de alguém que lidou com a fama, o álcool, a cocaína, exploração, luxos, casamentos e ainda lutou contra um câncer. Prestes a completar 55 anos, Silvia Kristel hoje se dedica a pintar quadros e vive modestamente em Amsterdã. [Cláudia Vital]

UNDRESSING EMMANUELLE
Silvia ristel
[Harper Trade UK, 224 páginas, R$ 67,31]

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