Prodígio da nova geração da DFA lança disco essencial da carreira

Foto: Divulgação

SHOCKING PINKS
Shocking Pinks
[DFA/Astralwerks, 2007]

shocking-pinks-capa.jpgO selo DFA, do produtor James Murphy trouxe da Nova Zelândia o projeto de Nick Harte, Shocking Pinks. A idéia é fazer música eletrônica lo-fi, tosca e barulhenta. O disco é na verdade uma compilação dos dois lançamentos anteriores Mathematical Warfare e Infinity Land. Antes, em 2004, Harte lançou Dance The Dance Electric.

A assinatura com o DFA é um marco na história do Shocking Pinks, tanto que este novo disco tem o mesmo nome do projeto, sugerindo que esta é a verdadeira “estréia”. Baterista da banda Brunettes, que lançou o debut este ano pela Sub Pop, Harte é mais um exemplo da banda-de-um-homem-só, a exemplo de seu chefe James Murphy. Aqui, soube encarnar bem a festa proposta pelo selo nova-iorquino em 17 faixas curtas e diretas, que sem muito zelo pela produção, se tornaram peças divertidas entre o rock e o dance.

Com um vocal que lembra muito Stephen Malkmus do Pavement, Shocking Pinks tem hits de teor agressivo, adicionando um toque de originalidade ao que conhecemos como lo-fi. É tosco, é sujo, mas também é pesado. Exemplo disso é a faixa “Victims”. Mesmo em melodias que poderiam sugerir algo delicado e emotivo, como “Emily” temos muito barulho. As outras seguem uma mesma linha, “Blonde Haired Girl” (esta bem inspirada em Jesus and Mary Chain), “Cutout” e “This Aching Deal”. Depois de se acostumar a algumas esquisitices no decorrer do disco, é certo que temos um dos melhores ícones da nova geração da DFA.

NOTA: 8,0

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