SERENA MANEESH
Serena Maneesh
[Honeymilk, 2005]

Serena Maneesh, esta banda da Noruega, é um evidente caso de ressaca que o rock muitas vezes experimenta nestes anos 2000. Acabou a efervescência dos originais ficamos com a diluição, muitas vezes interessantes, dos que se utilizam do rastro de criatividade dos ícones. Interpol, Editors e outros conseguiram lançar discos excelentes baseando seus trabalhos claramente numa revisão e apropriação de bandas como Joy Division e Echo And The Bunnymen. O Serena Maneesh, ainda consegue entreter com seu som sorumbático e pesado, mas praticamente mimetiza o som de bandas como Jesus and Mary Chain e My Blood Valentine. De fato, as referências no Serena Maneesh são muitas, que vão de Ride à Primitives, mas não encontramos neste disco de estréia da banda nenhuma novidade que os torne relevantes. Não há a verve que tinha o Is This It? dos Strokes, nem o brilho do Take Them Own, Them Your Own, do Black Rebel Motorcycle Club, mesmo quando parte da crítica os acusavam de cópias. O Serena Maneesh não tem nem mesmo algo que justifique um hype, por isso a banda passou despercebida até mesmo pelos festivais de rock europeus do ano passado. De legal mesmo, uns singles bacanas como “Un-Deux” que lembra as melhores faixas do Loveless do My Bloody Valentine e “Drain Cosmetics”, que possuí um clipe que mostra a outra coisa legal na banda, a vocalista Lina Holmstrøm. De resto, meia dúzia de faixas instrumentais que remetem às piores elucubrações do Sonic Youth. A banda tem boas intenções, mas ao menos neste primeiro disco, desperta apenas a apatia. [Paulo Floro]
NOTA:: 5,5

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