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Foto: Eamonn McCabe/Divulgação

Pelo jeito, Salman Rushdie adora uma polêmica. “The Enchantress of Florence“, seu décimo livro que acaba de ser lançado no exterior, deixou a opinião da crítica especializada em campos opostos. Enquanto o Entertainment Weekly e o jornal inglês The Guardian derretem-se em elogios (“uma prosa perfeitamente madura”, “magnífico”), o britânico Sunday Times execra dizendo que o livro é medíocre, o “pior de sua bibliografia”.

Prensada pela editora Random House, a obra marca o retorno do escritor indiano naturalizado inglês ao realismo mágico. O enredo se passa nos faustosos cenários das cortes de Florença (Império Romano) e Fatehpur Sikri (Império Mongol) – no começo do Renascimento, transição do Século 15 para o 16 – por onde trafegam personagens reais como o imperador mongol Akbar, o filósofo Nicolau Maquiavel e membros da família Medici, de mecenas das artes.

Rushdie foi alçado à celebridade instantânea em 1989, após ser inflingido por setença de morte (fatwa) pelos muçulmanos, que se julgaram ofendidos pelo romance Os versos satânicos. Até hoje, vive sob proteção do governo britânico.

O livro não tem previsão de lançamento no Brasil.

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