Kerouac, o marinheiro. (Divulgação).

Kerouac, o marinheiro. (Divulgação).

Muito antes de se entregar à Estrada e de se tornar um dos maiores nomes da geração beat, Jack Kerouac foi marinheiro. Em 1942, o jovem de então vinte anos trabalhou por oito dias a bordo de um navio da marinha mercante norte-americana. Durante seu breve serviço no SS Dorchester, ele manteve diários detalhados, os quais utilizou mais tarde como inspiração para seu primeiro romance, O Mar é Meu Irmão. O manuscrito, entretanto, nunca saiu da gaveta, permanecendo inédito durante décadas.

Agora, a editora L&PM publica a edição brasileira do título. O livro custa R$ 59 e tem tradução de Rodrigo Breunig.

A edição inclui além do primeiro romance de Kerouac vários contos do início de sua carreira (que testemunham a evolução estilística de sua prosa), bem como uma seleção de cartas e poemas por ele trocados com o grande amigo de infância e juventude, Sebastian Sampas. A amizade de ambos, que floresceu num dos momentos cruciais de formação do escritor, não só serviu de base para as suas primeiras incursões filosóficas, como também inspirou a relação entre os dois protagonistas do livro.

Livro foi considerado perdido por décadas. (Divulgação).

Livro foi considerado perdido por décadas. (Divulgação).

Com um estilo diferente da prosa espontânea kerouaquiana que o mundo veio a conhecer, O Mar é Meu Irmão é o retrato de um escritor em desenvolvimento, em busca da própria voz. Ao descrever a jornada de Bill Everhart e Wesley Martin, Kerouac demonstra que já consegue articular os temas que seriam centrais em sua obra como a amizade e a experiência da viagem como busca existencial.

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