O cantor faz pop transgressor e de postura punk em “Macho Discreto”, parceria com Raphael Warlock. A faixa dialoga sobre liberdade de expressão e visibilidade LGBTI+ em uma pegada electro. Traz também uma crítica aos homens que fazem sexo com homens, mas que para a sociedade se comportam como héteros tóxicos e homofóbicos.

Questionar padrões sexuais, amorosos, políticos e religiosos faz parte do discurso forte na arte de Rohmanelli. Ele faz o que batizou de “transpop”, um estilo bastante performático que pega muito da estética do punk. No clipe, ele – que começou a carreira dentro do rock alternativo – caminha entre os dois gêneros.

“Com esse trabalho, quero mostrar a vitória e a superioridade da liberdade sobre toda e qualquer moral. No vídeo, pretendo representar o equilíbrio entre o masculino e feminino. Pensamos conceitualmente em dois blocos em que houvesse uma iniciação ao masculino primeiro, com a raspagem do cabelo e sobrancelha, a tatuagem, seguido a uma iniciação ao feminino como corpo, o movimento, o pole dance para chegar ao final a uma síntese entre os dois numa mesma pessoa”, explica Rohmanelli, por e-mail.

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