Foram cerca de três milhão e meio de pessoas, segundo estimativas da organização do evento, que circularam por todo o trajeto realizado pela 11º Parada Gay de São Paulo. O trajeto da festa vai da avenida Paulista, passando pela rua da Consolação desembocando na praça Roosevelt, centríssimo paulista que concentrou gente de toda a espécie e ramo. Esse número ultrapassa a expectativa inicial, que era de três milhões de pessoas, segundo a prefeitura paulista, e mantém a parada como o maior evento GLS do planeta, além de estabelecer um novo recorde de público. Ou seja: vai rolar notinha naquele livrinho prateado furtacor, o Guiness.A temática adotada esse ano foi considerada um avanço no que diz respeito à diretos homosexuais e suas conquistas sociais. O lema “Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia” faz constante análise a um projeto de lei da deputada Iara Bernardi (PT paulista) que considera a homofobia enquanto um crime, fixando penas para os detratores. Famosos e colunáveis como Thammy e sua mãe, Gretchen, estiveram no evento. Autoridades como o governador José Serra, o prefeito Gilberto Kassab, a ministra Marta Suplicy (Turismo) e o ministro Orlando Silva (Esporte), além de outros políticos marcaram presença.

A festa acabou cedo já que os 23 trios elétricos que participavam do desfile conseguiram chegar à dispersão antes do esperado. O som parou de tocar por volta das 21h30. Milhares de bibas lotavam a rua da Consolação e continuaram pulando e cantando. Boa parte das que não foram para a casa se dirigiram à região da República, onde diversas boates fazem a continuação da festa GLS.

Foto: Dimmy Kieer

Uma das novidades da 11ª edição da Parada Gay foi o recebimento de apoio governamental, com patrocínios de gigantes como Caixa Econômica Federal e Petrobras. A confirmação antecipada da av. Paulista como palco da festa também contribuiu para um melhor planejamento do evento, favorecendo o trabalho de divulgação desse mercado (hotéis, restaurantes, bares, boates e outros estabelecimentos que atendem ao público GLS).

Segundo a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros, está prevista para este ano a realização de 85 paradas e 19 eventos do orgulho gay em todo o país.

Estrangeiros – Dos turistas que chegam a São Paulo para participar da Parada do Orgulho GLBT, 5% vêm de fora do Brasil especialmente para o evento. São visitantes que gastam, em média, US$ 158 (cerca de R$ 310) por dia e ficam na cidade por cinco dias, segundo a SPTuris, em dados divulgados na Folha de São Paulo.

O turista que vem do interior paulista ou de outros Estados é mais comedido nos gastos. Hospeda-se aqui por três dias, em média, e deixa diariamente US$ 79 (cerca de R$ 155). O número de estrangeiros só é maior quando a cidade sedia competição da F-1. Em 2006, na corrida, 15% do total de 80 mil turistas (12 mil) vieram de fora do país; contra 5% de 234 mil (11.700)que estavam na Parada do Orgulho GLBT.

Foto: Dimmy Kieer

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