A parceria entre o escritor e o artista , ambos americanos, retorna para esta nova série da , que a Panini lança em formato encadernado. O estilo narrativo da dupla trouxe um estilo dinâmico aos quadrinhos mainstream, onde o design das páginas surgem como elementos essenciais para a leitura.

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Ainda que se apoiem em trejeitos e fórmulas já vistas em outras HQs de heróis baseadas no suspense, o estilo da dupla tem uma personalidade muito própria. Eles ficaram conhecidos pela ótima fase do Demolidor, cujos 11 volumes saíram pela Panini em encadernados. Com poucos diálogos, Waid e Samnee usam bastante recursos como ambientação, recordatórios e – algo bem pouco comum em gibis de heróis – expressões faciais. É mais um caso de como um bom design pode contar uma boa história. No caso dos heróis temos outro ótimo exemplo, recém-lançado por aqui, Gavião Arqueiro, de Matt Fraction e David Aja.

A trama serve para atrair leitores que conheceram a Viúva-Negra através dos filmes dos Vingadores. Aliás, a personagem é bem parecida com aquela interpretada por Scarlett Johansson, tanto fisicamente quanto na personalidade. A história remete ao seu passado de espiã russa, seus treinamentos pesados e o quanto teve que abnegar de sua vida pessoal para se tornar uma das agentes mais eficientes no mundo da espionagem.

A trama começa lançando um mistério: o que fez Natasha Romanov de tão grave que colocou a SHIELD em seu encalço? Esses seis primeiros números reunidos na revista servem para elucidar esse fato e também jogar bases para novas histórias. Waid e Samnee fizeram um bom trabalho em colocar a Viúva-Negra em uma boa história de espionagem, longe de qualquer elemento ligado à cronologia Marvel ou de outro super-herói.

Há tempos que a personagem não tinha um título próprio com histórias tão boas (a fase da Marvel Now, com roteiros de Nathan Edmondson, é bem inferior a essa fase atual). É um bom indicativo de como um longa-metragem da personagem, com Johansson no papel principal, daria super certo.

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