Na agenda de festivais de música pop do Brasil, o Rec-Beat é que tem maior representatividade para revelar bandas novas. Este ano, mais focado em atrações latinas e sem muitas atrações de peso como ano passado, traz alguns nomes que, em breve ganharão notoriedade no cenário pop.

O futuro promissor já começa a se configurar para as bandas Bande Ciné, Júlia Says e Lucy and The Popsonics (como vocês verão nas entrevistas abaixo), mas o Rec-Beat será o empurrão definidor.

A festa acontece no Carnaval do Recife, mais informações e programação completa, aqui. O GRITO! faz a partir desta edição um especial Rec-Beat 2008. Nesta edição, entrevistas com as “apostas” do festival.

Por Paulo Floro

BANDE CINÉ

O Bande Ciné é um sexteto do Recife que faz releituras de clássicos da música pop francesa, com destaque para os anos 1960. Nada mais inusitado. No meio tem também iê-iê-iê, salsa, cançioneiro italiano, jazz, Brigitte Bardot e Serge Gainsbourg. O caldo que forma a inspiração da banda é grande. Filipe Barros (também integrante do Vermute), guitarra e voz concedeu entrevista ao Grito!

O GRITO!: Como surgiu a idéia de fazer o projeto?
FILIPE: As primeiras idéias do projeto começaram a surgir em 2004 quando um amigo, Raul Luna, me apresentou o disco France Gall – Lounge Legends. Esse disco tem muitas músicas boas, que pegaram de primeira mesmo, é uma mistura muito peculiar de referências, produzindo um som extremamente pop e dançante, mas cheio de nuances e com uma grande riqueza de arranjos. Então, muito mais do que uma idéia conceitual de tocar músicas francesas dos anos 1960, o que moveu o início do projeto foi a identificação com as músicas em si. Algumas faixas desse disco já tocavam muito nas festinhas que a gente fazia. Thiago Suruagy (baterista) já escutava comigo e de certa forma influenciava os sons que a gente tirava. Após esse primeiro contato fui me instigando em conhecer mais sobre essa época e foi natural encontrar outros artistas que estavam ligados a ela. Dessa busca, vieram artistas como Serge Gainsbourg, Brigittie Bardot, Dalida e a italiana Mina, que de formam, juntamente com France Gall, o corpo maior do repertório.
Foi interessante notar o quanto a maioria desses artistas foram influenciados pela música brasileira, sobretudo a bossa nova e samba (clichês na época), e de certa forma já anteciparam um formato de música pop bem diversificado, unindo várias influências. Outra coisa importante é que como na época os Beatles e o rock tiveram uma grande difusão mundialmente, o trabalhos desses artistas terminou sendo ofuscado e tendo uma repercussão pequena.

Qual a relação de vocês com a língua francesa? Foi algo inusitado a surgir por aqui.
Eu estudei durante um ano e por ter morado fora um tempo pude aperfeiçoar e continuo a estudar. Tatiana Monteiro, a cantora, iniciou seu contato com a língua a partir da Bande Ciné e agora nesse semestre recebeu do curso Dis Donc! uma bolsa de estudos. Sobre a questão de ser algo inusitado, realmente no início fiquei muito receoso se o projeto ia ter alguma repercussão. Nos ensaios na minha casa, para tirar as harmonias e passar as letras e melodias, me perguntava se teria lugar pra tocar, se teria interesse das pessoas. Para minha surpresa, desde o primeiro mês já conseguimos fechar temporadas em dois bares da cidade e ter uma boa divulgação na imprensa. A Bande Ciné iniciou em setembro de 2007 suas apresentações, e acho desde lá já tocamos muito, e algumas portas já começaram a se abrir.

Filipe, você faz parte do Vermute, que também tem uma idéia interessante. Qual a sua opinião para o Bande ser tão bem recebido pelo público daqui?
A Bande surgiu com a “brilhante” intenção de ser um projeto paralelo, visto que quase todo mundo do grupo tinha outros trabalhos sendo desenvolvidos. A questão é que a Bande Ciné começou a ter uma boa repercussão e ter uma demanda muito grande de shows e de dedicação de trabalho mesmo, produção, divulgação, gravação de um EP, enfim todo o esforço que está envolvido com uma banda que não é somente tocar. A partir daí foi natural que a Bande Ciné ocupasse um lugar mais central e todo mundo se voltasse um pouco mais pra ela.
Sobre essa questão do público, acho que o que atrai a priori é a proposta inusitada e o som que a gente faz mesmo. Quando as pessoas pensam em música francesa já pensam numa coisa brega ou ultra-romântica, típico da chansons française, aquela coisa meio Edith Piaf. E aí, ao ver o show da gente as pessoas se surpreendem porque não tem nada disso, é show bem pra cima, instigado.

Vocês cresceram vendo bandas da cidade despontarem no cenário nacional e agora pertencem a outra cena, outro momento. Como vêem a cena musical aqui no Recife?
Isso é bem complexo de responder, até porque desde os anos 1990 foram muitos artistas que surgiram, bandas que cresceram e desapareceram. O que eu vejo é que após a grande exposição, fruto do manguebeat, quem permaneceu atuante foram aquelas bandas que conseguiram se adaptar, acompanhar o rumo das coisas, e não ficaram presas a uma fórmulas de sucesso, ou padrões estéticos prontos. Eu vejo muita continuidade, artistas que saíram de bandas, fizeram trabalhos solos, mudaram um pouco de estilo, mas continuam sempre criando. Acho que a cena também vive de modas, tendências. Nos últimos anos é notório uma diminuição do lado mais percussivo, até porque isso foi muito explorado no começo, mas também não é regra o que vale no final é o som.
a parte infra-estrutural, tudo ainda é muito precário, não temos bares com som bom, o público ainda é reticente a pagar para conhecer bandas novas, e se você notar bem, os grandes artistas aqui só se apresentam na programação da prefeitura ou do governo, ou a partir de leis de incentivo. Mesmo tendo amadurecido em vários aspectos, todo mundo ainda depende muito do poder público para viver. Então acho que o caminho continua sendo a independência e a persistência para conseguir expandir o trabalho. O lance é botar fé naquilo que você acredita e trabalhar para concretizar.

Os integrantes têm outras atividades (faculdade, trabalho, mestrado). A banda já começa a ganhar destaque no cotidiano de vocês? Como administram isso?
Sim todo mundo tem outras atividades musicais ou não, mas ao mesmo tempo desfruta de uma certa flexibilidade de horários que permite que a coisa vá para frente. A Bande Ciné ocupa hoje um boa parte do nosso dia-a-dia, estamos super felizes com isso e torcendo que ela ocupe sempre mais, porque é sinal que as coisas estão indo bem. Temos interesse que a coisa se profissionalize e cresça, que possamos mostrar o show aonde quiserem a gente.

Como respondem ao adjetivo “revelação”? Até que ponto é bom ou ruim?
Sinceramente, eu nunca ouvi ninguém falando da Bande Cine como revelação, e se falam não tem nenhum problema. Na realidade, a gente nunca parou para pensar nisso não, nos concentramos mesmo no nosso show e em mostrar um trabalho cada vez melhor para o público.

O que irão fazer depois do Rec-Beat? O que já podem nos adiantar?
Bom a banda tem pouco tempo de estrada e acho que o Rec-beat será a primeira oportunidade de tocar para um público grande de verdade, com uma estrutura legal. Então, posso dizer que estamos muito instigados com essa oportunidade, até pela importância que o festival tem na vida da gente e na vida da cidade.
Estamos lançando por esses dias o Ep que já está no myspace e em breve no Sombarato, e onde mais quiserem. Apesar de termos tocado muito, queríamos fazer mais show em Recife, e em casas que ainda não nos apresentamos. Vamos tocar em João Pessoa em fevereiro e queremos poder chegar aos estados vizinhos.
Na verdade para esse primeiro semestre o grande projeto é de fazer uma temporada em São Paulo, ainda estamos começando a fechar as coisas, e não podemos adiantar nada porque tudo está incerto, mas a idéia é essa. Temos outros planos também, mas tudo ainda está muito no início então vamos ver como as coisas vão seguindo.

Myspace: www.myspace.com/bandecine
MP3: Bande Cine “Cha Cha Cha Du Loup”

Lucy and The Popsonic  (Foto: Divulgação)

LUCY AND THE POPSONICS

Fernanda e Pil Popsonic são parceiros de Lucy, uma bateria eletrônica sentimentalista. Junto aos preceitos de pequenos seres extraterrestes, os eletropandas, encontrados casualmente durante um ensaio de sua banda Lucy and The Popsonics nsaceu uma das mais criativas e divertidas bandas do ano passado. O disco A Fábula (ou a Farsa?) de Dois Eletropandas foi bem recebido pela crítica e mistura punk, electro. Segundo os próprios, o Lucy canta sobre tamagochis, corações empacotados e gatinhos radioativos ao melhor estilo electro-fashion-neo-pop-retrô.
A cantora Fernanda Popsonic falou com a revista.

O GRITO!: A banda coleciona apresentações em festivais importantes, como Calango, Porão do Rock, o que tocar no Rec-Beat representa para vocês?
FERNANDA: Estamos na expectativa porque será a primeira vez que iremos a Recife e há tempos queríamos fazer isso e provavelmente será nesse festival que tocaremos para o maior publico em nossa carreira. A programação esta fenomenal e bem diversificada. Até conhecemos uma banda nova para a gente, que é o Julia Says, que gostamos muito.

Gostam de carnaval? O que fazem durante o carnaval em Brasília?
Em Brasília nos temos o “Carnaval do Mal” que é uma festa de rock que acontece há 7 anos. Todos os roqueiros que sobraram na cidade acabam passando por la. Tirando isso, Brasília vira deserto. Nos não temos tradição séria de carnaval. As pessoas se deslocam para outras cidades no nordeste, pro Goiás ou pro Rio de Janeiro. Não existe carnaval de rua, nem bailes em clubes, nada.
Nos não gostamos muito de carnaval e nunca conhecemos isso direito. Geralmente, vamos ao cinema ou para casa de amigos.

Qual o conceito por trás dos eletropandas?
Bichinhos fofinhos e eletrônicos, mas não são os tamagochies.

O reconhecimento e boa aceitação da crítica do primeiro disco pegou vocês de surpresa? O que mudou?
A aceitação nos pegou de calças curtas. Acreditávamos no disco, mas sempre tivemos o pé no chão. Nunca imaginávamos que nosso nome sairia em revistas como a Bravo, por exemplo. Também nunca pensavamos que tocaríamos em um evento como o Planeta Terra, mas tudo isso rolou e estamos muito felizes com tudo. Essas coisas dão um gás interessante na vida. O que mudou é que ganhamos mais resposabilidade sobre nossos atos e trabalhos com o Lucy. Passamos a nos enxergar como banda.

Que bandas do cenário independente vocês apostam para 2008?
Não temos nenhuma aposta, mas gostaríamos que o Superquadra obtivesse maior reconhecimento pelo trabalho deles. O primeiro disco lançado no final de 2006/inicio de 2007 é excelente e infelizmente poucas pessoas ouviram.

MySpace: www.myspace.com/lucyandthepopsonics
MP3: Lucy and The Popsonics “Popdollkiller”

Júlia Says (Foto: Pedro Costa/ Divulgação)

JULIA SAYS

Ninguém sabe, ninguém viu, mas a banda Júlia Says já conseguiu um ba-fa-fá providencial na cidade. O som eletrônico da dupla chama atenção pelas letras inteligentes e humoradas. O projeto Júlia Says foi formado em agosto de 2007 por Anthony Diego e Paulino Nunes. O nome veio do livro infantil “A Casa das Idéias”, de Paulo Velludo que fala de uma personagem chamada Júlia que, com vontade de escrever um livro, queria uma história que não começasse com “Era uma vez…”, nem terminasse com “…e foram felizes para sempre”.
O Julia Says também quer fazer uma coisa diferente. O primeiro EP homônimo foi lançado pelo selo Bazuka Discos e já recebeu ótimos créditos na cena cultural do Recife. A dupla conversou com a revista, abaixo.

O GRITO!: Tenho curiosidade de conhecer o som de vocês ao vivo. Já podem adiantar o que muda, como é um show da dupla?
ANTHONY DIEGO: O show é bem diferente. Tem músicas que gravamos sem bateria acústica, só com a eletrônica, mas no show coloco a bateria em cima da batida! Dá uma modificada! Tem também a questão da sonoridade, que ao vivo, fica muito mais instigada!

PAULIÑO: Quando começamos (há cinco meses atrás), nos perguntavamos como seria o formato do show, já que somos dois, mas desde sempre acreditamos que “menos é mais”, acreditamos na força de uma boa idéia e na simplicidade.
Formatamos um show onde eu toco guitarra e canto e diego toca bateria e percussão. Os demais elementos (synths, bits eletrônicos, ruídos, samplers) são disparados num player mp3, que é uma tecnologia barata e dificilmente trava. Possivelmente no rec-beat eu irei tocar sintetizador/vocoder também, que vai me permitir executar mais elementos do disco ao vivo.
Nos poucos shows que fizemos (o do rec-beat será o nosso 4º) sentimos que conseguimos passar bem a intenção das músicas ao vivo. O público tem curtido e o show é bem próximo da energia e “instigação” (como citou diego acima) de uma banda de rock. Para o rec-beat convidamos alguns amigos para dividirem os vocais em algumas músicas, será um show muito especial.

O sucesso da banda se deu quase como um marketing “viral”. Como foi a trajetória recente da banda e como se deu esse sucesso repentino, até chegar ao Rec-Beat?
DIEGO: Vixe… foi rápido! Estranhamos muito no começo. Pauliño me apresentou o projeto, estavamos com as bandas (A ponte e Nero da Silva) meio paradas, eu instigado pra tocar e a Nero muito devagar. Aceitei logo de cara! Vi que o projeto iria dar certo e ainda bem que está dando! (risos)

PAULIÑO: Desde o ínicio procuramos nos organizar, estabelecer metas, saber onde queremos chegar. Mas acho que de fato esse “sucesso” se deu pela força de nossas músicas. Elas são certeiras, te pegam sem você perceber.
Vamos lá a “trajetória recente da banda”:
Agosto: Criação do projeto/banda ou dupla e gravação e composição do EP “Júlia Says”;
Setembro: Distribuição do EP a artistas, produtores (entre eles Gutie) e jornalistas durante o Festival “No Ar: Coquetel Molotov” e inscrição no Festival “Pátio do Rock”;
Outubro: Gravação do clipe de “Mohamed Saksak” a convite do diretor Igor de Lyra (Na época soubemos que havÍamos sido selecionados para o pátio do rock);
Novembro: 1º show da banda (aconteceu no Burburinho, a convite da banda Erro de Transmissão), inscrição do clipe no “Festival de Vídeo de Pernambuco” e 2º show no Festival “Pátio do rock” (Na época soubemos que o video tinha sido selecionado para o festival de video de pernambuco);
Dezembro: O selo Bazuka Discos nos convida para fazer parte do seu casting, o clipe de Mohamed Saksak é exibido no “festival de video de pernambuco”, realizamos nosso 3º show na cidade de Floresta (Sertão pernambucano), a convite da banda Novanguarda, o site Tramavirtual nos coloca no ranking de destaques e o cantor China nos aponta em sua lista para o site como “Revelação 2007”;
Janeiro: Tá rolando ainda, naum fechamos o relatório do mês. :P

O que serve de influência ou inspiração? Já li em matérias que até Manuel Bandeira é citado.
DIEGO: Muita coisa influência a nossa Julhinha, desde nomes das antigas, como da atualidade. Maquinado, Gorillaz, Amy Winehouse, Madonna e assim vai! Muita coisa! Tem o livro “Casa das Ideias” que foi uma grande influência, até por que o nome da banda vem deste livro. Apesar de ser uma pequenina criança, ela gosta de muita coisa boa… Claro que uma boa parte influênciada por nós. Minininha danada viu! =P

PAULIÑO: Procuramos criar Júlia da melhor maneira possível, lemos poesias de Manuel Bandeira (que ela gostou tanto que a influenciou na criação de “Ondas & Barcos”) e de Paulo Leminski pra ela. A botamos em contato com notícias da imprensa internacional ( que explica a música “Mohamed Saksak”), com os melhores desenhos animados em longa metragem como “Akira” e “Ghost in the Shell” e até com a ópera mais pop das óperas (Carmina Burana de Carl Orff). Esperamos que nosso filhinha nos traga muito mais surpresas agradáveis.

Como são feitas as músicas?
DIEGO: As músicas são feitas de um modo muito divertido, elas nascem bem naturalmente, as vezes até do nada. Dividimos as coisas, mas sempre um ajudando o outro, dando um ideia, uma opinião. Mas tem as partes que são fixas como a bateria e percussão que ficam pra mim e guitarra, violão e vocal que ficam com pauliño.

PAULIÑO: Somos bem “Re: combo” na composições. Mas no final das contas Diego faz mais bits (já que ele é batera) e eu mais synths, melodias (já que toco guita e canto), mas não chega a ser uma regra.

Como músicos da nova geração de bandas pernambucanas, como vêem bandas de renome daqui, como Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e outras? Ainda vemos novos influenciados por eles, mas já começam a aparecer bandas com referências bem distantes. Onde a Júlia Says se encontra nessa nova cena musical daqui?
DIEGO: Essas bandas ainda são uma grande referência pra nós e para muitas bandas de Pernambuco. É difícil perceber a influência de Nação, Mundo Livre e Eddie no nosso som, mas tem! A cena daqui mudou muito com o passar dos anos. Difícilmente você vê hoje uma banda de mangue-beat, na época de Chico [Science, morto em 1997] era uma em cada esquina. Isso acaba sendo muito importante, por que Pernambuco não fica bitolado àquela cena. Temos bandas que sempre estão juntas, como Novanguarda de floresta, Erro de Transmisssão, Amps & Lina, bandas que apesar da distinção do som, estão sempre aí.

PAULIÑO: Acho que bandas que procuram se renovar e fazem música com criatividade sempre influenciarão ou serão referência para os novos, não há como fugir. Júlia Says é uma banda novinha demais, mas nosso universo é o universo da electrozion, da nuda, das bandas que Diego citou acima também, talvez do Maquinado (mesmo ele tendo muito de nação zumbi ali na sonoridade dele), as bandas que são referência não tem essa proximidade.

Adiantem as novidades (ou as pretensões) da banda para o futuro próximo.
DIEGO: Estamos relançado o EP “Júlia Says” pelo selo Bazuka Discos que este mês ainda deve estar nas lojas. Pretendemos ainda neste simestre fazer uma mini-tour pelo Brasil… São Paulo, Rio, Minas, Curitiba, estamos vendo isso ainda.

PAULIÑO: Hum, vejamos… Acabei de conversar aqui com Diego e estávamos dando uma olhada no video “Scotch Mist” do Radiohead (onde eles tocam todas as músicas do album “In Rainbows”, podem procurar que tem no youtube) e queriamos muito fazer um desses também, com as cinco músicas no nosso EP. Fora isso, gravar um novo clipe, lançar umas versões (só na net) de músicas que gostamos, remixar coisas, lançar um novo EP daqui a seis meses, tocar, tocar e tocar e fazer a festinha de aniversário de um ano de Júlia no dia 04 de agosto desse ano.

Myspace: www.myspace.com/juliadisse
MP3: Julia Says “Mohamed Saksak”

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